Has Light in the Darkness
26 The Date, part I - A Pleasant Night
Notas iniciais
POV NARRADOR
– Eu tenho certeza de que estou esquecendo alguma coisa! – A mulher de cabelos loiros, que hoje estavam levemente enrolados nas pontas, falava desesperada tirando tudo dos bolsos.
– Meu Deus, Emma! Acalme-se. – Dizia Mary Margaret que observava a amiga enquanto comia uma tigela de cereal. – Você já pegou tudo, só esta esquecendo uma coisa...
– E o que seria?
– As flores.
– Flores?! – Repetiu Emma nervosa. – É preciso flores?
– Claro que é preciso, Emma Swan! – Falou Mary Margaret revirando os olhos como se acabasse de ouvir o maior absurdo do mundo. – Toda mulher gosta de flores! E elas são mais importantes ainda se você estiver indo a um encontro!
– Para de dizer essa palavra com “e”! – Pediu Emma com a voz arrastada jogando a cabeça para trás. – Apenas me deixa mais nervosa.
– Certo... “Jantar Romântico” é melhor? – Mary Margaret perguntou rindo da cara da amiga.
– Eu te odeio. – Emma fuzilou-a com os olhos. – Preciso realmente das flores? Eu nem sei quais ela gosta!
– Você não sabe? Agora sim está ferrada. – Mary Margaret apenas gargalhava. – Vá a floricultura e peça ajuda.
– Sim, vou ate a floricultura pedir um boque de “Quais Provavelmente Seriam As Flores Favoritas da Prefeita”. Até porque é a coisa mais normal eu ir comprar flores pra Regina. – Emma respondeu sarcástica.
– Ninguém precisa saber que são pra Regina. Só vá e de um jeito. – A professora deu de ombros. – E não ouse aparecer na mansão sem um buque decente em mãos, Emma Swan!
– Obrigada, Mary Margaret. Você só tem me acalmado nessas ultimas 24h para esse encontro. – Emma disse irritada.
– Ah! Falou “encontro”!
– Cale a boca! – Disse Emma saindo da casa ouvindo Mary Margaret rindo aos fundos.
Assim que entrou no fusca sentiu um nó se formando na garganta. Estava incrivelmente nervosa, seu coração palpitava e ela sentia-se a um ponto de chorar de desespero. Não queria que nada desse errado, já fora difícil o suficiente convencer-se de que o encontro era uma boa ideia, difícil o suficiente ir ate Regina convida-la, e mais difícil ainda achar o lugar onde iriam jantar. Certo, Swan. Controle-se.
Ligou o carro e deu partida, tentou não pensar onde estava indo em poucos minutos e se concentrar nos faróis. Estacionou ao lado da floricultura Game of Thorns, desceu do carro e entrou no estabelecimento, quando voltou para o pequeno fusca e olhou em seu relógio, já passavam das 20h10. Estava atrasada.
–-**--
Regina terminava de fechar o zíper do vestido azul marinho que ia até um pouco acima dos joelhos, calçava seus sapatos de salto quinze e pegava no armário um sobretudo de cor acinzentada. Voltou-se para o espelho retocando o batom carmim nos lábios e encarando-se no final.
Havia chegado finalmente – ou não – o dia do encontro com Emma Swan. Não fazia mais de uma semana e meia que a loira mandara um e-mail (sim, um e-mail, depois eu quem sou a velhoca) dando data e horário em que a loira iria busca-la.
Encarou seu próprio reflexo avaliando a roupa. Estaria apropriada para onde iriam? Sequer sabia o que fariam, Emma foi totalmente sigilosa sobre o local do encontro. Sabia que vestido não era a melhor escolha caso fossem andar de moto. Moto, Regina? Está achando que vai fazer moto cross? Seja o que for, Emma deveria ter lhe avisado caso fosse algo que exigisse uma roupa especial. Imaginava como a loira iria e torcia com todas as suas forças que ela não usasse o casaco vermelho do qual não desgrudava.
Iria a um encontro com Emma, e era incrível o quão louco isso soava aos seus ouvidos.
Por que havia aceitado o convite mesmo? Buscava na mente a resposta, mas não a encontrava. Mas, também, porque não aceitaria? Era só um jantar, um encontro com a loira que estava invadindo sua mente e virando sua vida de cabeça para baixo, literalmente.
E isso já não era motivo o suficiente para não ir? Perdia o autocontrole facilmente quando o assunto era a xerife. E isso já lhe daria razão o bastante para ligar dizendo que não iria mais.
Mas lembrava do sorriso da mulher quando aceitou, a cara de surpresa e incredibilidade. Lembrava-se de que embora sempre estivesse nervosa ao seu lado, sempre sentia-se segura e até mais leve. Tentava se convencer de que o correto era cancelar tudo e afastar Emma, mas não podia e sabia que não queria.
Desceu as escadas segurando o corrimão o tempo todo, não estava nervosa, estava ansiosa. Assim que chegou a sala, encontrou Henry assistindo “Scooby-Doo” na televisão enquanto comia alguns biscoitos.
– Já está indo? – O garoto perguntou sem desviar os olhos do desenho.
– Daqui a pouco. – Regina respondeu. Havia avisado o filho mais cedo que sairia com Emma para resolver uns assuntos pendentes com a mesma. Para sua surpresa, o menino não perguntou do que se tratava, nem aonde iriam, e quando voltariam. Olhou desconfiado, com um sorriso cumplice meio de lado, mas continuou calado.
– Marcaram que horas? – Henry perguntou, dessa vez olhando para a mãe.
– Oito horas ela passaria aqui. – Regina disse, olhou no relógio e sentiu seu estomago revirar.
Faltava apenas três minutos.
– Por que ela vem te buscar?
– Desculpe? – Regina se virou, esquecendo totalmente o nervosismo pela hora estar chegando e passando a ficar nervosa com a pergunta de Henry.
– Pensei que vocês iriam em carros separados para a prefeitura. Não é contra-mão pra Emma vir ate aqui e voltar?
– Ah, bem...É, mas estou sem gasolina.
Regina sorriu para tentar fazer o filho acreditar em si e voltou a olhar o relógio. 20:01. Emma deve estar chegando.
– Vou esperar lá fora. Já sabe as instruções, não é? – A prefeita parou ao lado do filho e se ajoelhou ao seu lado para ficar de seu tamanho.
– Não abrir a porta para ninguém; não atender ao telefone; não sair de casa; ir para a cama; não assistir filmes de terror; qualquer coisa te ligar ou para a Emma. – Henry falou contando nos dedos todas as instruções passadas por sua mãe.
– Isso mesmo. E tem uma lasanha no congelador, é só descongelar e comer.
O menino assentiu e Regina deu-lhe um beijo na testa. Pensou ter escutado um carro parar e se levantou, preparando-se psicologicamente para seu encontro. Ainda não sabia por que tinha aceitado sair com a xerife e por que estava deixando que isso acontecesse com as duas. Tentava afastar e negar tudo, porém sabia que lá no fundo era impossível que isso acontecesse.
Fechou a porta de casa e se virou pronta para ver a loira parada em frente ao seu carro minúsculo e amarelo, com os braços cruzados e um semblante malicioso, como sempre a esperava quando tinha segundas intenções. No entanto se surpreendeu ao ver que a única coisa visível na frente de as casa era a rua. Atrasada, novamente.
Sentou-se no degrau da escada e tirou o celular do bolso, ficou revirando, tentando achar alguma mensagem de Emma lhe avisando que chegaria um pouco atrasada. Nada. Bufou e resolveu jogar “The Sims” no aparelho enquanto esperava impacientemente pela loira chegar com sua lata de sardinha.
Estava quase desistindo de ficar esperando e pronta para ligar para a mulher, quando o motor do fusca roncou em frente à sua casa e estacionou. Regina levantou-se o mais rápido possível e se encaminhou para o carro estacionado em frente a sua casa.
– Desculpe pelo atraso, Regina. – Emma falou assim que a morena entrou no carro.
– Já devia ter adivinhado que isso iria acontecer.
Emma revirou os olhos e ligou o carro. A prefeita notou que pela primeira vez a loira não usava a sua tão usual jaqueta.
– Botou a encardida para lavar?
– Como? – Emma franziu a testa e tentou entender o que Regina quis dizer, notando que a prefeita apontava para sua jaqueta Jeans. – Ah, a jaqueta. Só decidi mudar um pouco hoje. O que achou?
– Teria gostado mais ainda se também tivesse se livrado da lata de sardinha velha.
– Será que dá para não implicar comigo somente hoje?
Regina suspirou e se virou para o lado e encarou a paisagem em movimento. Emma, de certa forma, tinha razão. Ela sempre implicava com as duas coisas que a loira mais gostava e hoje ela estava tentando fazer com que as coisas mudassem para elas. O mínimo que podia fazer era deixar um pouco ela em paz.
– Quer ouvir alguma música? – Emma perguntou depois de certo tempo que passaram em silêncio.
– Claro... Espere ai. – Regina falou olhando para a rua em sua frente, acabavam de passar pela placa que indicava a saída de Storybrooke. – Você está saindo da cidade?
– Sim. – Emma disse em tom indiferente, olhou para a morena que a encarava com a sobrancelha direita arqueada como se a questionasse.
– Swan... – Falou em tom de alerta, mesmo que com um sorriso no canto dos lábios.
– Bom, queria te levar para jantar, mas acho que o Granny’s não é o lugar mais apropriado para essa noite, Rabbit Hole muito menos. Existe um restaurante de comida italiana perto das docas do qual eu nunca tinha ouvido falar, mas eu não gostei muito do lugar e sinceramente preferíamos que comêssemos algo diferente de lasanha está noite, então...
– Então está me levando para fora da cidade e sequer me pediu autorização para tal ato. – Regina interrompeu.
– Então eu achei um restaurante perfeito, mas que fica apenas uma hora de distancia daqui.
– “Apenas”, Swan? – Regina repetiu em tom de sarcasmo. – Se acontecer alguma coisa com Henry, estamos “apenas” uma hora...
– Cristo, Regina. Deixa de ser paranoica, mulher. – A loira falou revirando os olhos. – Nada vai acontecer com Henry, e o lugar é logo ali.
– Não me chame de paranoica, Ms.Swan! – Regina repreendeu ofendida.
– Você está incrivelmente linda está noite. – Emma falou ignorando a bronca. Olhou para Regina que ficara rubra com o inesperado elogio e deu uma pequena risada. – Nunca pensei em te ver tão sem graça assim.
– Não estou sem graça. – Regina disse desviando o olhar. Não que não recebesse elogios a todo instante, Regina era uma mulher extremamente bonita, mas a maioria dos comentários elogiosos que recebia eram mais por paparicação com a Prefeita de Storybrooke. E ao contrario de todos, Emma estava ali, elogiando-a com sinceridade e sem motivos.
– Claro que não... Olhe, não se preocupe com Henry, ele sabe se cuidar. E de qualquer forma, eu pedi a Mary Margaret para ficar de olho nele. Claro, se você autorizar. – Emma falou tentando escolher as palavras certas para que Regina não tivesse um surto por saber que a mulher talvez entrasse em sua casa.
– Quanto tempo para chegarmos ao restaurante? – Regina perguntou.
– Não devemos demorar.
Emma continuou dirigindo, a estrada era cercada por arvores diversas, Regina ligou o radio e deixou em uma estação qualquer, o tempo parecia não passar e começar a se perguntar há quanto tempo estavam na estrada. Resolveu contar quantas arvores via durante o caminho, mas além de perder a conta, ficou tonta. Olhou para a loira que começara a batucar o ritmo da musica no volante, parecia tão concentrada na musica que Regina começara a se questionar se a loira estava prestando atenção onde estavam indo.
– Chegamos. – Anunciou Emma depois de algum tempo.
Regina olhou a frente da estrada, havia a curva da rodovia e mais a frente um terreno com chão de pedras que aparentemente era um estacionamento. A loira desligou o carro e abriu sua porta pedindo que a prefeita esperasse dentro do veiculo.
Fechou a porta com foça e contornou o carro com pressa, tropeçando nos próprios pés e quase caindo, a morena revirou os olhos rindo com seu jeito desajeitado. Ela parou em frente à porta do carona, ajeitou o casaco e abriu a porta sorrindo nervosa.
– Espero que goste do lugar. – Regina desceu da latinha com um sorriso no canto dos lábios, Emma estava uma mistura um tanto quanto – fofa? – de nervosa e ansiosa.
As pequenas pedras que faziam o papel de chão incomodaram nos primeiros passos, talvez o salto realmente não fora a melhor ideia de Regina. Ainda assim, continuou com passos firmes sem deixar perceber o incomodo.
Swan parou à sua frente e olhou para suas mãos, visivelmente confusa, quiçá perdida. Esticou a própria mão em direção à mão da morena segurando-a, levantou os olhos verdes apreensiva encarando os achocolatados.
– O que está fazendo? – Questionou Regina.
– Ah, desculpe. – Falou desconcertada soltando a mão da morena.
– Estou apenas brincando, Swan. – Regina riu, juntado as mãos novamente. Virou encarando o local ao seu redor, buscando com os olhos onde seria o restaurante.
Haviam vários carros estacionados naquele terreno onde o chão era barro e pedra. A frente e aos lados haviam apenas os pinheiros enormes que encararam durante toda a viagem. Regina virou-se confusa para Emma, que por sua vez olhava a frente as arvoras com certa admiração. A morena apertou sua mão delicadamente chamando sua atenção, a loira virou-se para Regina entendendo sua confusão e gargalhou achando graça.
– Perdida? – Perguntou, os olhos pareciam brilhar mais que o normal. Regina revirou os olhos como se respondesse. – Também fiquei quando o GPS me trouxe pra cá. – Comentou voltando a olhar para as árvores a sua frente, o sorriso divertido nos lábios. — Venha, você já vai entender.
Emma puxou Regina e juntas começaram a andar lentamente – por causa dos saltos da morena – em direção à floresta. Assim que se aproximavam das árvores, Regina percebeu uma pequena trilha de folhas secas entre os pinheiros que levava cada vez mais adentro da floresta.
Olhou para Emma pela milésima vez, a loira tinha um sorriso quase infantil, olhava para o caminho como uma criança olha para a entrada do parque de diversões. Foram andando pela pequena trilha, adentrando cada vez mais a mata. Avistaram mais a frente um casal com duas crianças, todos iam em direção ao verde que parecia não ter fim.
Regina já ia perguntar para Emma se ela tinha certeza de onde estavam quando viu entre as arvores um grande lago. A trilha de folhas e pedras logo se transformava em um deque de madeira, estavam em um cais, que contornava grande parte do lago.
Emma não tirava os olhos da morena, observando cada reação da mesma, viu seus olhos brilharem em surpresa quando avistou o restaurante no final do cais.
O lugar era de estilo simples, antigo, mas com uma decoração e iluminação perfeita. A casa antiga de madeira de dois andares, após uma bela reforma e ajustes, transformara-se em um belo restaurante no final do cais. O verniz deixava a madeira um pouco mais escura e refinada, impedindo que os cupins comessem a casa. Do lado de fora havia cadeiras e mesas de ferro, com almofadas e toalhas brancas; em cima das mesas haviam arranjos belos de diversas flores de campo, como margaridas, crisântemos, dente-de-leão, entre outras, dentro de vasos transparentes com fitas coloridas; no caso de chuva ou sol, as mesas externas eram cobertas por guarda-sóis de tecido fino e cabo de madeira; as lamparinas nas paredes deixavam o local com uma iluminação perfeita para a noite.
Emma chamou Regina, que ainda encantada com o local parara para apreciar o restaurante, e as duas entraram no local, que tocava uma agradável música clássica. Na porta havia um hostess a espera dos clientes, que os levava a seu lugar. O homem sorriu para as donas e as acompanhou até a mesa reservada para a noite, ao lado da janela, que proporcionava uma bela vista do lago e da natureza. Logo após se sentarem um jovem garçom veio-lhes atender e as duas fizeram seu pedido.
A prefeita estava admirada com o local escolhido por Emma, e ainda mais admirada por ver o quanto a loira parecia ter se esforçado para que tudo acontecesse perfeitamente. O jantar tinha ocorrido perfeitamente bem, a comida – que não era lasanha – estava maravilhosa, a música ambiente deixava o local mais agradável ainda. Conversaram sobre inúmeros assuntos, era perceptível o interesse que a loira tinha em saber mais da vida de Regina, fazia perguntas sobre sua infância, sua adolescência e até como chegou a ser eleita à prefeitura.
Tocaram suas mãos algumas vezes por cima da mesa, seus olhares eram cumplices e quem olhasse por fora jamais imaginaria que aquelas duas mulheres viveram – e às vezes ainda viviam – em pé de guerra. Várias foram as vezes que Regina ficou um pouco embaraçada pelos olhares e elogios que a loira lhe dava. Emma a encarava com suas verdes esmeraldas como se tentasse e até pudesse ler sua mente, enxergar sua alma.
– A noite foi maravilhosa, Emma. – Regina disse sincera, assim que saíram do restaurante e voltavam para o estacionamento.
– Foi, não é? – Emma perguntou um pouco insegura, mas ansiosa. – Eu me diverti pra caramba! Mas tem um porem...
– E o que seria?
– A noite não acabou. – Emma respondeu.
Por um momento a morena pensou que Emma estivesse com segundas e até terceiras intenções para aquela noite. Havia se divertido como não fazia há séculos, não seria surpresa a real intenção da loira fosse leva-la para a cama. Mas a loira não tinha nenhum olhar malicioso, seu tom de voz muito menos soara como um convite para sexo. Pelo contrario, tinha um sorriso doce nos lábios e o olhar mais doce que já vira Emma Swan dar.
– Tem mais um lugar que eu quero... gostaria de te levar. – Disse a xerife com calma.
– Posso saber onde seria? – Regina indagou, embora soubesse a resposta que a loira daria. Sentia seu coração palpitar.
– Não. – Respondeu a loira balançando a cabeça negativamente. – Mas fique tranquila, tenho 97% de certeza de que você irá gostar.
– 97? Apenas? – A morena riu.
– Não sou tão experiente com esse negocio de encontro. – Desculpou-se rindo de volta.
– Está se saindo bem. – Regina disse tocando seu queixo com a ponta dos dedos delicadamente. – Muito, na verdade.
– Entre. – Disse Emma sorrindo e abrindo a porta do carona para Regina. Deu a volta no carro e deu partida voltando em direção à estrada. – Não se preocupe, dessa vez é em Storybrooke.
Regina apenas sorriu, inclinou-se no banco e beijou a bochecha de Swan, que por pouco não entrou na pista contraria com a surpresa.
– Emma! Preste atenção! – Regina disse rindo enquanto ligava o radio e deitava um pouco o banco se esticando. A noite estava sendo tão agradável que nem se incomodava mais com a latinha de sardinha em que se encontrava.
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