Has Light in the Darkness
27 The Date, part II- Building
Notas iniciais
– Chegamos. – Anunciou Emma depois de uma hora na estrada.
Regina olhou a sua frente avistando a placa de entrada para a cidade, mas assim que Emma a cruzou virou o carro em direção a uma estrada de chão que Regina sequer lembrava que existia. A loira continuou dirigindo entre as árvores que as rondava em volta da estrada até que se viram em um campo largo, a morena sentiu seu coração saltar do peito quando percebeu que estavam no estabulo.
– Wow. Não sabia que gostava de cavalgar também, Ms. Swan. – Disse Regina surpresa assim que Emma estacionou o carro.
– Gostar não é exatamente a palavra. – Emma retrucou. – Sei montar, mas sou um desastre.
– Eu adoraria ver isso. Sabia que eu montava? – Indagou a prefeita, Emma confirmou com um aceno de cabeça. – Como?
– Digamos que eu fiz meu dever de casa. – Emma respondeu piscando o olho.
Saíram do carro e foram em direção ao estábulo. Emma estava nervosa, não apenas por causa do encontro – do qual ela torcia estar se saindo bem – mas seu ultimo “encontro” com um cavalo não fora um dos mais agradáveis.
Foi pensando assim que Emma se deu conta da quantidade de coisas que já havia feito por Regina da qual jurava que não faria por ninguém. Nunca gostou de se entregar a sentimentos, sempre fora reservada e sabia que muito disso vinha do medo de ser abandonada novamente como fora por Neal; odiava sair pra encontros ou jantares românticos, era do tipo de pessoa que preferia sentar no sofá da sala, assistir qualquer filme e comer um balde de pipoca com sorvete; cavalgar era então de longe a última coisa que se vira fazendo por qualquer um. Todas as experiências com o quadrupede acabaram em tombos, alguns engraçados, outros ela realmente se machucava, em uma das ocasiões chegou a quebrar uma perna.
Porém, lá estava ela, passando por cima de todos seus conceitos sobre relacionamentos, passando por cima de todas as coisas que havia jurado nunca mais fazer. Lá estava ela pronta para se entregar novamente a alguém.
Regina, por sua vez, sentia o coração bater na boca. Sabia o quanto aquele estabulo significava para si e quantas memorias boas ele trazia. Não era pelo local em si, ou pela relação com os cavalos, animais do qual ela sempre teve carinho, adotando um como seu próprio. Eram as lembranças que estavam quase fazendo seu coração pular para fora do peito. Eram memorias que iam desde os piqueniques que costumava fazer com Henry, até o seu passado com o falecido noivo.
Daniel sempre fora a razão de ter um carinho especial pelo lugar, fora ele quem a ensinou a montar e a tratar dos cavalos; fora por ele que uma vez entrou em uma discussão com Mr. Gold por causa da verba que ia para o cuidado do estábulo; fora pelas boas memorias que decidira levar Henry três vezes ao mês para ensina-lo a montar quando ele completou sete anos. E agora estava ali para tecer novas lembranças, desta vez com Emma.
– Me falaram que você tem um cavalo de estimação, Madam Mayor. – Emma disse enquanto caminhavam até o estabulo que se encontrava alguns metros de distancia. – Espero que não se sinta incomodada, mas eu pedi para que colocassem a cela nele para montarmos.
– Vai montar comigo? – Regina perguntou surpresa imaginando-se cavalgando com Emma a abraçando.
– Não exatamente- embora me sentiria mais segura contigo nas rédeas- eu pedi outro cavalo para que eu montasse. – Respondeu rindo junto a Regina. – Como você conhece esse lugar melhor que eu, pensei que você poderia nos guiar para algum lugar para fazermos um pequeno piquenique. O que acha?
– Tem um belo lugar que gosto de ir quando venho aqui com Henry. É meio que nosso refúgio para quando estamos precisando estar sós. – Regina disse caminhando mais a frente. – A noite fica mais belo ainda, iluminado pelas estrelas e com uma vista privilegiada para o céu. Acho que seria perfeito.
Emma sorriu afetuosamente quando a prefeita virou a cabeça para trás e viu seu semblante alegre. Sentia algo positivo sobre a noite das duas e sobre como elas estavam começando a se entender melhor e se entregar ao que realmente sentiam. Conhecia muito bem Regina e sabia que ela negaria isso até quando fosse possível, mas quando notasse que não havia mais saída iria admitir, infelizmente não com a mesma intensidade como a que negava seus sentimentos.
Uma gota de água caiu abruptamente sobre seu nariz, o que fez a loira levantar o rosto e sentir mais uma gota, sobre a testa dessa vez. Chocou-se com as costas da prefeita e se desequilibrou por breves segundos, recompondo-se da colisão. A prefeita virou-se rapidamente.
– Desculpe. – Pediu a loira, secando a gota que agora escorria pelo nariz.
– Acho que está começando a chover.
Dito isso, os pingos começaram a se avolumar mais e cair com mais intensidade. Regina e Emma correram para o estábulo o mais rápido que puderam para fugir da chuva, rindo da má sorte das duas.
Emma olhou ao redor do estabelecimento de madeira e sorriu de lado. – Acho que a única vista bonita que teremos vai ser a dos cavalos. – Disse fazendo a morena rir.
Pegou de cima de uma pequena mesa de madeira a cesta que havia preparado e começou a estender a toalha no chão, tirando uma garrafa de vinho e taças em seguida. Foi até o local onde o cavalo de Regina estava, e com muito cuidado pegou o buque que havia comprado mais cedo. Estendeu o arranjo para a morena e sorriu amigavelmente. Pega de surpresa, a prefeita aceitou o presente e sorriu lisonjeiramente.
– Obrigada. São lindas. – disse olhando as flores, era um buque de sakura.
– É um presente para a nossa trégua. – Comentou Emma coçando a nuca timidamente. – Eu não sabia quais eram suas flores favoritas, mas essa me chamou atenção...
– São lindas, Emma. – Regina acariciando a bochecha da loira que por pouco não ficara rubra.
– Eu merecia um beijo, você sabe. – Disse Emma rindo embora sentisse as bochechas queimarem de timidez.
– Será? – Brincou Regina, Emma revirou os olhos rindo de canto. A morena se aproximou e tomou os lábios da loira nos seus rapidamente pegando-a de surpresa. Quando Regina se afastou, Emma sorria carinhosamente e por pouco não se sentiu derreter com o olhar que a loira pousava sobre si.
Sentaram no chão encostando-se ao monte de feno que havia entre a parede. Emma tirou o casaco molhado, e colocou junto ao sobretudo que Regina havia tirado assim que entraram no estabulo. Abriu a garrafa de vinho e a rolha acabou voando e se perdendo entre o feno, serviu as duas taças e esticou uma para Regina, que deu uma leve bebericada, sentindo o sabor da bebida.
Viraram-se de frente, encarando uma a outra por longos minutos que mais pareciam horas. O tempo parecia ter parado e nenhuma das duas tinha a mínima vontade de olhar no relógio para verificar quantas horas já haviam se passado desde que haviam saído mais cedo da mansão.
O silencio que parava não era do tipo constrangedor de quando não se tem nada para falar. Era como se sentissem seus olhos conversando, como sempre faziam quando se encontravam. Eram conversas das quais as duas não compreendiam, mas sentiam.
– Eu espero que tenha gostado do restaurante. – Disse Emma depois de minutos em silêncio.
– Eu gostei do encontro no geral. – Regina respondeu encarando os olhos verdes. – Foi uma pena ter chovido, queria muito te levar no lugar que mencionei.
– Sinceramente, talvez tenha sido melhor. Assim posso ficar mais perto de você e culpar o frio da chuva. – Emma disse rindo. – Além do mais, outras oportunidades virão, certo?
– Certo. – Regina confirmou sentindo o estomago revirar. Emma estava planejando sair novamente?
Emma segurou sua mão, acariciando os dedos de Regina com os seus levemente. Sentiu a respiração de Emma ficar mais próxima da sua, não abriu os olhos quando sentiu o lábio da loira sobre o seu. Beijavam-se com calma, movimentando seus lábios um sobre o outro, não demorou para que a língua de Emma pedisse espaço, molhando o lábio de Regina, para aprofundar o beijo das duas.
Emma aproximou o corpo, enquanto Regina pousava a mão sobre a nuca da loira. Embora se beijassem sem pressa, sentiam a atração que sempre envolvia as duas, o magnetismo dos corpos, o tesão que estava sempre presente.
– Eu não acho que isso seja uma boa ideia. – Disse Regina quando Emma se afastou colocando a garrafa de vinho em cima da mesinha perto delas.
A loira ignorou e voltou a beija-la, dessa vez com mais intensidade, deitando Regina sobre a palha no chão e ficando por cima da morena. Desceu seus beijos até o pescoço da prefeita, beijando, mordendo e chupando-o lentamente enquanto descia a mão para a barra do vestido de Regina, puxando-o e aproveitando para alisar a maravilhosa coxa da morena.
Assim que Emma retirou o vestido de Regina ficando de joelho sobre a mesma, sorriu ao ver que a prefeita não usava nada além de um shortinho de renda lilás que deixava sua bunda avantajada, deixando amostra o par de seios macios e, na opinião da xerife, deliciosos.
Quando jogou o vestido da morena pra longe, Emma bateu o braço na mesinha derrubando a garrafa de vinho sobre o corpo da prefeita. – Desculpe.
– Não me machuquei. – Garantiu Regina jogando a garrafa para longe. – Mas perdemos o vinho.
– Não acho que perdi o vinho, honestamente. – Emma falou maliciosa, o liquido da garrafa tinha caído sobre o peitoral da morena.
Regina arfou quando sentiu a língua de Emma brincando com seu mamilo enrijecido, chupava, mordia levemente várias vezes até faze-lo ficar sensível e voltava a chupa-lo. Depois de repetir o procedimento inúmeras vezes deixando o bico do peito da morena sensível, a loira lambia todo o colo da prefeita onde o vinho havia caído, fazendo com que Regina suspirasse mais forte a cada beijo depositado.
A prefeita sentia o corpo como um vulcão prestes a entrar em erupção a cada beijo lascivo que recebia da xerife, que mantinha suas mãos deslizando por toda extensão do corpo da morena, dando uma atenção extra para a parte interna das coxas de Regina. A cada toque mais próximo que Emma dava perto do seu sexo, a morena arfava, sentia seus pelos da nuca arrepiarem e seu centro cada vez mais úmido, implorando pelo toque da xerife.
Swan voltou a beijar-lhe a boca, chupando sua língua de uma forma tão pornográfica que Regina sentiu seu corpo inteiro estremecer. Arranhou as costas da xerife por debaixo da blusa que essa ainda usava, recebendo em troca um gemido de aprovação da loira. Aproveitando a posição, Emma massageou o sexo úmido da morena por cima da calcinha, apertando o clitóris rígido da prefeita entre os dedos, enquanto a mesma rebolava acompanhando o movimento da loira.
Afastou a calcinha de Regina puxando-a para o lado, deslizando seu dedo indicador entre a fenda da mulher, que se encontrava extremamente molhada, deixando Emma a beira da loucura tamanha excitação. Colocou um dedo na sua entrada, brincando com os lábios de Regina, enfiava aos poucos deixando a morena louca de raiva, queria mais e queria mais rápido.
Tirou o dedo de dentro da mulher, voltando a massagear o clitóris da morena que já começara a ficar nervosa com a tortura que Emma estava proporcionando. Sabia que era essa sua intenção, provoca-la e depois voltar atrás, exatamente como ela fez inúmeras vezes. Porém, admitia que a “vingança” de Emma era muito mais deliciosa.
Emma voltou a aproximar o rosto com o de Regina, mordendo o lábio inferior da outra com vontade, o que só serviu para Regina ficar ainda mais excitada. Aproximou a boca da orelha da morena e sussurrou: — Vou colocar dois dedos em você, mas você vai ter que se controlar ou vai perder a graça que é ver o seu corpo implorando por mais.
Filha da puta. – Emma, não me provoque... – A morena arfou, Emma apenas fez rir mordendo o lóbulo da orelha de Regina.
Emma afastou o rosto, rebolava seu ventre em cima de Regina fazendo com que a morena quase enlouquecesse e perdesse o total controle que tentava com todas as forças manter. Sentiu os dois dedos de Emma invadindo-a lentamente e profundamente enquanto a loira rebolava em cima de si. Levou as mãos até os seios de Emma, apertando-os por debaixo da roupa que Regina já planejava tirar.
A loira jogou a cabeça para trás acelerando o ritmo das estocadas em Regina, já sentindo as paredes de Regina apertarem seus dedos. Rebolava mais rápido, pressionando mais seu ventre na morena acompanhando as estocadas que dava. Sabia que poderia gozar mesmo que ainda vestida, apenas fazendo isso se Regina continuasse apertando o bico dos seus seios da forma que estava fazendo, mas tinha que se controlar. Desacelerou as estocadas sem aviso prévio, recebendo um gemido e olhar de desaprovação de Regina, que parecia querer fuzila-la com os olhos.
– Mas que porra você está fazendo?! – Disse Regina em meio as arfadas, Emma voltara a massagear seu clitóris.
– Eu disse para você se controlar. – Emma sorriu de jeito travesso. Afastou-se ficando de joelho ao lado da mulher, que pareceu entrar em desespero. Sem aviso, a loira tirou a própria roupa e a calcinha de Regina, puxou Regina para si, e inverteram as posições, deixando a morena por cima de si. – Quero gozar junto contigo.
– Ah, Emma. – Regina gemeu rouca com a boca na orelha da loira. – Que ideia maravilhosa.
– Gostou? – Sorriu pervertida enquanto sentia Regina encaixar seus sexos. – Agora rebole.
Emma abraçou seu corpo, enquanto Regina segurava sua nuca, beijavam-se lentamente acompanhando o ritmo que a morena rebolava fazendo seus clitóris se encontrarem. Estavam extremamente molhadas, deslizando uma na outra. Emma apertava e apalpava as nádegas da morena com as mãos, enquanto a mesma aumentava a velocidade e gemia entre os beijos. Regina mordia e chupava o lábio inferior de Emma, rebolando com mais intensidade em cima de Swan, enquanto a loira apertava sua bunda e brincava com sua entrada anal.
Sentiram os corpos tremerem em sincronia quando chegaram ao ápice, juntas. Regina continuou onde estava, beijando o lábio de Emma com ternura e pousando a cabeça no peito da loira que subia e descia acelerado. Ficaram assim alguns minutos, esperando suas respirações acalmarem, Emma beijou o topo da cabeça de Regina, mantendo os olhos fechados e sentido o perfume da morena. Sabia que seu coração não estava acelerado daquela forma apenas pelo orgasmo que tinham atingido, mas sentia-se mais próxima da morena do que nunca.
Regina puxou a toalha de piquenique cobrindo Emma e a si mesmo, deitando ao lado da loira que a encarava um pouco tímida admirando-a. Não precisava dizer nada, sabia que tinham se conectado de alguma forma. Não era como se tivessem transado como das outras vezes, tinham se entregado de uma forma totalmente diferente, tinham se amado.
As duas ainda se encaravam tenra e afetuosamente. Não tinham ideia do tempo que estavam ali, deitadas sobre a palha e cobertas apenas pela toalha de piquenique, e não se importavam com o tempo que havia passado, apenas queriam que tudo parasse e elas pudessem ficar do jeito que estavam sem se preocupar com nada e ninguém.
Emma passou a costa de sua mão direita sobre o rosto da prefeita, alisando a pele macia e bela da mulher. A prefeita fechou os olhos e aproveitou o momento para sentir a mão da loira sobre sua pele. Com um simples toque da xerife ela sentia todos os pelos se eriçarem. Sempre sentira-se desse jeito quando estava com a loira. Emma não precisava tocá-la, bastava estar apenas estar a poucos passos de distância para sentir o efeito que a mulher lhe causava.
A loira sentia seu coração explodir no peito, tudo estava ocorrendo perfeitamente bem e ela não podia estar mais feliz. Puxou Regina para abraça-la, deitando a cabeça da morena sobre seu peito. Afagou os cabelos sedosos da morena enquanto a prefeita brincava de fazer círculos sobre o coração da xerife. Ficaram em silêncio por longos minutos, apenas apreciando a companhia uma da outra.
– Ei, no que está pensando? – Emma perguntou depois de algum tempo.
– Em ti.
– Coisa boa ou coisa ruim? – Perguntou receosa.
– Coisa boa. – Regina respondeu rindo.
Subiu o corpo ficando por cima da xerife, aproximou o rosto fazendo seus narizes se tocarem. Estavam tão perto que a visão chegava a ficar um pouco desfocada, avaliou cada traço do rosto da loira, as pequenas sardas perto do nariz, as íris incrivelmente verdes, os pequenos lábios rosados que estavam semiabertos prontos para beija-la.
– Obrigada pela noite, Emma. – Regina sussurrou no ouvido da loira, se afastando um pouco e ouvindo um suspiro de desaprovação.
– Por que soou como uma despedida? – Emma perguntou, voltando a encarar os olhos achocolatados.
– Porque infelizmente esta tarde e precisamos voltar. – Respondeu acariciando o rosto da loira que revirou os olhos.
– Mas não quero voltar, tá bom aqui. – Fez birra, e antes que a morena pudesse protestar, abraçou-a virando seus corpos e ficando por cima da mesma, prendeu o corpo da prefeita colocando uma perna de cada lado. Mordeu e beijou seu pescoço provocando pequenas cócegas na prefeita, que só fazia rir tentando se desvencilhar do abraço.
Emma afastou o rosto o suficiente para enxergar a face da morena que no momento não tirava os olhos dos seus. Apoiando-se com um braço no chão e o outro ainda segurando os pulsos de Regina, aproximou seus lábios finos dos lábios carnudos buscando contato.
Beijavam-se com calma, como se o tempo já não existisse mais. Ambas sabiam que se dependesse delas ficariam assim por muito mais tempo e se amariam mais milhões de vezes naquela noite, despreocupadas com o mundo ao redor porque naquele momento só importava o mundinho que, mesmo que ainda não soubessem ou não percebessem, estavam construindo.
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