Has Light in the Darkness

20 Why This Means Too Much For Me?


Notas iniciais
Gente, acho que desculpas não vão servir pelo tempo que ficamos sem postar, nós sabemos, mas muita coisa aconteceu ultimamente, incluindo eu ficar sem computador porque o carregador não esta carregando (y) Enfim, pedimos muitas desculpas e tentaremos atualizar com mais frequencia. Esperamos que gostem...

POV REGINA MILLS

Não consegui dormir direito naquela noite, aliás, não dormi nada naquela noite. Foram poucas as vezes que vi Emma Swan chorando, sempre com aquela pose de forte e durona, que passa por muros e barreiras e continua firme e forte.

Me levantei e fui até o quarto de Henry com intenção de afastar meus pensamentos da xerife, ele ainda dormia tranquilamente deitado em sua cama. Afaguei seus cabelos e beijei-lhe a testa. – Querido, se arrume para tomarmos café.

– Está bem, mãe... Já desço. – Ele disse ainda sem abrir os olhos.

Levantei e fui até a cozinha preparar nosso café da manhã, Henry desceu minutos depois esfregando os olhos.

– Panquecas! – Disse animado assim que avistou seu prato.

– Henry, estava pensando em darmos uma volta hoje, como nos velhos tempos. O que acha? – Perguntei me sentando a mesa junto a ele.

– Vamos cavalgar? – Ele perguntou animado.

– Sim, mas antes eu tenho que passar na prefeitura ver como andam as coisas, fiquei duas semanas fora, Storybrooke deve estar uma bagunça.

– Ah, claro. Acontecem tantas coisas em Storybrooke... – Ele disse retrucando minha ironia.

– Volto para o almoço, está bem? – Ele assentiu com um aceno de cabeça comendo uma garfada de panquecas em seguida.

Tomei um banho e me vesti, peguei as chaves do carro e fui para a prefeitura. Ashley assim que me viu, se levantou e pegou uma pilha enorme de papeis que eu sabia me trariam dor de cabeça. Entre no escritório com ela nos meus calcanhares contando tudo que havia acontecido nas semanas que passei fora.
Gold havia entrado com um pedido para comprar um pedaço de terra no meio do nada que eu precisaria assinar autorizando, despesas e mais despesas a serem pagas e mais problemas a serem resolvidos.

Quando enfim Ashley se retirou do escritório, abri a segunda gaveta da escrivaninha para pegar um remédio. Estava fechando a gaveta quando reparei em um envelope vermelho que eu há muito tempo eu não via.
Minhas mãos tremeram no momento em que encostei no envelope, estava amassado e aparentando ter alguns anos, o adesivo que já não tinha mais cola mostrava que dentro do tal envelope se encontrava uma carta.

Reconheci minha letra no papel velho, o perfume de cravo que costumava a usar, o preferido de Daniel na época. Aquela carta nunca chegou em suas mãos, ele já havia partido antes mesmo de que eu a colocasse no correio.

Lembrei de tudo que senti por Daniel, aquela sensação de proteção e conforto que encontrava em seus braços; a sensação dos lábios dele nos meus e a paz que isso me trazia; o rebuliço que as borboletas no meu estomago faziam quando eu ouvia sua voz doce chamando meu nome.
Lembrei da forma que eu me sentia sempre que o via quando ainda não tínhamos nada, qualquer sorriso dele amolecia meu coração, lembrei da forma que ele me irritava.

Todas essas sensações, emoções e sentimentos, depois de tantos anos, estavam sendo desenterrados, desenterrados por uma loira que por tempos odiei, e que nesse ultimo mês estava me enlouquecendo, me enlouquecendo de uma forma deliciosa. Deuses, Swan! O que está fazendo comigo?

Emma estava certa, eu não podia mais ficar negando e rejeitando-a na manha seguinte. Isso não era certo. Assim como não era certo o que tínhamos.

Que dane-se o certo, eu nunca liguei para a opinião de ninguém.

– Ms. Mills? – Era Ashley.

– Quantas vezes falei para bater na porta antes de entrar, Ms. Boyld? – Falei irritada, guardando a carta na gaveta.

– Desculpe. Eu bati algumas vezes, mas a senhora não respondeu. – Ela disse desconcertada.

– Provavelmente porque eu deveria estar ocupada? – Falei ironicamente. – Enfim, do que se trata?

– Seu filho, Henry, esta aqui fora esperando pela senhora.

– Hen.. Henry? – Perguntei assustada levantando-me da cadeira em um pulo. – Meu Deus, Henry! Você foi sequestrado por duas semanas e resolve sair na rua sozinho sem me avisar? – Falei assim que sai do escritório e o encontrei sentado no sofá da recepção tomando um refrigerante.

– Calma mãe, eu já sou praticamente um homem. – Ele falou irritado.

– Esta bem, homenzinho. – Disse acariciando lhe a bochecha. – O que veio fazer aqui?

– Disse que iriamos sair, lembra?

– Depois do almoço, lembra? – Retruquei rindo.

– Pensei em adiantar... Podemos almoçar no Grannys com a Emma... – Ele parecia nervoso, como se temesse que eu rejeitasse o pedido.

– Emma... O que te faz pensar que ela vai querer almoçar com a gente? – Perguntei. – Você... Você falou com ela, por acaso?

– Não. Podíamos passar na estação.

– Henry, não estou certa se essa é uma boa ideia.

– Vamos pelo menos tentar? – Henry juntou as mãos implorando com aqueles olhos pidões.

– Ah, está bem. – Falei revirando os olhos. – Asley, vou sair mais cedo e não venho depois, amanha chego mais cedo para terminar as papeladas.

– Tudo bem, Ms. Mayor. – Ela falou sorrindo, revirei os olhos.

– Vamos? – Henry perguntou se levantando.

– Vamos. – Respondi pegando minha bolsa. – Mas vamos apenas almoçar com ela, o passeio é só nosso. E não se acostume a ter Swan conosco em todas as refeições, mocinho.

– Não seria legal se...

– Se...? – Perguntei quando ele se interrompeu.

– Se a Emma morasse conosco. – Ele disse me olhando envergonhado.

– Não precisa ficar envergonhado por querê-la por perto, Henry. Ela é sua mãe, também. – Eu falei sorrindo lhe fraco. – Mas Emma tem sua própria vida, e sabia o que estava fazendo quando te deu pra adoção.

– Eu sei... – Ele disse olhando para os pés. – Só disse que seria legal...

– Está bem. Agora vá chama-la. – Disse assim que parei o carro em frente a estação da xerife.

Henry desceu do carro e voltou minutos depois sozinho. – Ela não está.

– A xerife não está cumprindo seu trabalho, é? Bom, acho que teremos de almoçar sozinhos. – Disse quando ele fechou a porta do carro.

Assim que chegamos ao Granny’s, pegamos uma das mesas no fundo, Henry pediu – contra minha vontade – um hambúrguer e batatas-fritas. Assim que nossos pratos chegaram, a porta da lanchonete se abriu revelando três pessoas: Mary Margaret, Emma Swan e... O que esse pedreiro está fazendo aqui?!

– Neal? – Henry perguntou assim que seguiu meu olhar e viu o pai biológico.

– Henry! – Falou Neal se aproximando e abraçando meu filho.

– O que faz aqui? – Perguntei me levantando.

– Neal veio ver como Henry estava. – Emma respondeu ríspida sem olhar para mim.

– Ele veio ver como Henry estava? – Repeti. – Obviamente bem, está com a mãe dele.

– Tão bem que foi sequestrado. – Neal retrucou.

– Está me culpando? – Perguntei arqueando uma sobrancelha. – Como ficou sabendo?

– Emma me contou. – Respondeu o doador de esperma.

– Contou é?!

– Neal é o pai de Henry, Regina. – Swan falou. – Tem o direito de saber o que aconteceu.

– Ele não pareceu um pai muito presente nos últimos anos, Ms. Swan.

– Eu não sabia da existência de Henry nos últimos anos, Regina. Caso contrario eu não teria deixado Emma deixa-lo na adoção.

– Claro que não ficou sabendo, soube que fugiu.

– Vocês querem parar? – Foi Henry quem disse.

– Desculpe. – Falamos os três em uníssono.

– Henry... você quer tomar um sorvete? – Mary Margaret se intrometeu. Graças a Deus uma ideia decente surgiu na cabeça dessa professora. Henry me olhou como se pedisse autorização, acenei com um aceno de cabeça.

– Acho que temos que conversar e estabelecer alguns acordos, certo? – Neal falou assim que Henry e a professora saíram.

– Aqui não é lugar. – Falou Swan.

– Agora que estamos longe de ouvidos curiosos, o que te leva crer que vou deixa-lo se aproximar do meu filho? – Perguntei me sentando na escrivaninha de Emma assim que chegamos à estação da xerife.

– Neal é o pai de Henry, Regi...

– Você está falando por ele por que virou advogada dele ou ele perdeu a língua no caminho? – Perguntei interrompendo Emma, que revirou os olhos.

– Sou o pai de Henry, Regina. Tenho meus direitos.

– Direito que os dois perderam quando deram Henry pra adoção. – Retruquei.

– Já falei que eu não sabia sobre Henry. – Neal falou irritado.

– A culpa não é minha se você fugiu.

– Isso não vem ao caso agora, Regina. – Emma se pronunciou, parecia irritada com a discussão e continuava sem me olhar diretamente. – Henry gosta de Neal, não pode afasta-los assim.

– Na verdade eu posso.

– Pense em Henry uma vez na vida, Regina! — Emma falou, cruzando os braços. – Ele foi sequestrado, Regina. Já não basta o susto disso ainda quer afasta-lo do pai? Isso não fara bem a ele.

– Eles se viram uma vez, Swan. Me poupe dessa conversa sem pé nem cabeça de que Henry se apegou a este homem.

– Henry pode ter uma figura de mãe com você, Regina. – Neal disse. – Mas ele não tem uma figura paterna.

– O que mais me surpreende em vocês é o fato de acharem que ele precisa de uma “figura paterna” quando na verdade, durante todos esses anos, Henry estava muito bem sem um pai. – Falei arqueando a sobrancelha.

– Todo garoto precisa de um pai, Regina. – Revirei os olhos.

– Vocês vão o que? Ficar juntos e entrar na justiça pedindo a guarda do filho que vocês abandonaram? – Falei em tom de deboche. – Nenhum juiz devolvera a guarda pra vocês.

– Nós não voltamos! – Disse Swan, Neal encarou-a como se estivesse decepcionado.

– Henry não precisa de você. Estava muito bem todos esses anos sem sequer saber da sua miserável existência. – Falei. – Na verdade, estava bem sem qualquer um de vocês.

– Se ele estava tão bem, por que ele foi me procurar Boston? – Swan replicou arqueando a sobrancelha, pela primeira vez naquele dia me encarando nos olhos. Senti como se ela me derrubasse um peso nas costas.

– Curiosidade para saber quem era a mulher que o abandonou, talvez? – Repliquei. – Se Henry precisa tanto de uma figura paterna, isso não quer dizer que o cara que abandonou sua mãe seja a figura paterna correta.

– O que quer dizer com isso? – Emma falou irritada. – Você mesma vai arranjar um pai pra ele?

– E se eu for? – Perguntei. – O que tem a ver com isso, Swan? Nada. Eu sou a mãe dele, eu sei o que ou quem é o melhor pra ele.

– Essa discussão não vai levar a nada. – Neal falou encostando-se na parede. – Não esperamos entrar na justiça e tirar Henry de você, Regina. Até porque ele não gostaria disso.

– O que querem então?

– Que permita uma aproximação dos dois. – Emma respondeu, ainda me encarava estranha. – Assim... assim como permitiu a minha aproximação de Henry.

– Eu não permiti, Henry quis e como você parecia bem determinada a ficar por perto, tive que ceder. – Respondi irritada. – E isso não quer dizer que vou ceder mais uma vez.

– Henry fugia para me ver, o que te leva a crer que ele não vá fugir para ver Neal.

– Henry foi procurar a mãe em Boston. Não foi procurar o pai. – Respondi cansada de toda aquela discussão. Não gostava de Neal e não o queria por perto. – Swan, já fui boa demais permitindo que se aproximasse dele, se você ajuda-lo a fugir para encontrar esse... doador, eu vou proibir que se aproxime de Henry novamente. – Ameacei.

– Você não vai me impedir de ficar perto de Henry, Regina. – Disse Neal, que saiu em seguida.

– Resolveu voltar com o doador por vingança?

– Voltar? Vingança? – Emma repetiu irritada. – Não tenho porque me vingar. E não sou eu quem esta dizendo que vai arranjar um “pai” para Henry.

– Não gosta da ideia? – Perguntei em tom de deboche.

– Eu não tenho que gostar ou não, a vida é sua. – Emma voltou a encarar um ponto distante, cruzando os braços. Me levantei e aproximei, ela deu dois passos para trás encarando os próprios pés. – Não ouse tocar em mim.

– Não diga o que não quer, querida. – Falei me aproximando novamente, mantendo uma distancia de no máximo 20cm. Senti sua respiração quente bater contra minha mais rápido.

– Eu... eu não quero. Não quero passar por tudo isso novamente, ser enxotada no momento seguinte. – Emma falou levantando a cabeça e se afastando novamente. – É melhor que vá embora.

Dei um passo pra trás encarando seus olhos verdes esmeraldas que, por sua vez, encaravam o piso distante. – Emma...

– Regina... – Ela disse respirando fundo em seguida e soltando o ar lentamente. – É melhor que vá.

Fechei os olhos e sai dali, fechei a porta do carro e me encostei no banco passando as mãos sobre o cabelo. Estava incomodada com o tom de voz de Emma, como se carregasse uma mágoa da qual não deveria significar nada para mim.

Mas que significava.

Notas finais
Não, o capitulo não foi corrigido, não deu tempo galera... Desculpa E proximo capitulo prometemos saliência em pedido de muitas ahahah Reviews?