Notas iniciais
Capítulo dedicado a Ana Banana que tinha pedido há tempos e nem sei mais se lembra. Um olá especial para as leitoras da Igreja! o/ E uma excelente leitura para todos, Enjoy it.

POV EMMA SWAN

– Ela o que? – Mary Margaret perguntou praticamente gritando.

– Meu Deus, Mary Margaret. Se continuar assim irá chamar a atenção de alguém na China! – Repreendi. – Já disse, ela se aproximou mais...

– E você? – Mary Margaret parecia uma adolescente curiosa.

– Eu agarrei ela no momento, provavelmente. – Falei irônica, Mary Margaret começou a sorrir maliciosa. – Eu a afastei, obviamente! Esperava o quê? Pra ela me enxotar depois? Não, muito obrigada.

– Então você não deixou que seus sentimentos te tomassem...

– Sentimentos? Acho que estou perdida na conversa, Mary Margaret. – Falei levantando as mãos. – Está usando drogas?

– Ah Emma, você as vezes é pior que Regina. – Ela falou revirando os olhos e bufando. – Vocês deveriam parar de negar o que estão realmente sentindo.

– Eu não estou sentindo nada além de raiva, Mary Margaret. – Falei seria, Mary Margaret me olhou de lado com um sorriso de deboche. – Deuses, você é impossível.

– Eu? Eu quem sou impossível? – Ela riu debochadamente. – Ok, Emma. Mas você sabe tanto quanto eu que está caindo de amores pela prefeita.

– Emma, te encontrei. – Ouvi uma voz masculina, olhei para o lado e me deparei com Neal. Estava suando e sua camiseta estava suja do que parecia ser areia. Sua respiração era falha e ele arfava. – Olá, Mary Margaret.

– Neal, você está... horrível.

– Emma! – Mary Margaret me repreendeu.

– Sem problemas, Emma sempre foi um poço de educação. – Neal falou sorrindo. – Sei que estou. É que estava brincando em um velho castelo perto do mar...

– Estava com Henry?! – Me espantei.

– Ah...

– Regina sabe disso? – Mary Margaret perguntou.

– Ah...

– Neal! Se ela descobrir isso... – Falei sacudindo a cabeça e tentando não pensar no que poderia acontecer e a dor de cabeça que isso me traria.

– Ela não vai... Salvo se você contar pra ela... – Ele me disse olhando desconfiado.

– Com certeza. “Olá Regina, como vai você? Mesmo sabendo que você vai me encher depois que eu contar, vim te falar que Neal e Henry se encontraram sem sua permissão. Tenha uma ótima noite.” – Falei irônica.

– Há Há Há, não sabia que além de xerife você também se tornou comediante.

– Uma garota precisa saber se virar. – Falei rindo.

– Enfim, queria saber se você gostaria de jantar comigo, um dia desses...?

– Ah... – Olhei para Mary Margaret, que me encarava curiosa, sabia exatamente o que ela estava pensando, a fuzilei com o olhar e voltei a olhar Neal que continuava esperando uma resposta. – Claro.

– Sério? Quero dizer, ótimo! – Ele disse sorrindo. Emma, o que está fazendo...? – Bom, eu vou para a pensão tomar um banho. Até mais tarde então.

Acenei com a cabeça, assim que ele se retirou voltei a olhar para Mary Margaret que tinha um sorriso divertido no rosto. – Raios, o que foi agora?

– É assim que pretende tirar Regina da cabeça?!

– Eu desisto de você, Blanchard! – Falei me levantando.

– Mais cedo ou mais tarde você vai ter que aceitar, “Swan”.- Disse Mary Margaret imitando Regina, gargalhando em seguida.

–-**

– Já disse como você está bonita hoje? – Neal perguntou, já deveria estar na quinta dose da vodka barata que compramos. Olhei para baixo olhando minha roupa, o mesmo casaco vermelho, calça e botas. Meu cabelo estava uma completa bagunça, um “meliante” havia invadido o Granny’s e eu tive que sair correndo atrás dele, pra no final, descobrir que era apenas o Leroy em mais uma noite de muita bebida.

– Já disse que você bebeu além da conta? – Retruquei rindo.

Estávamos sentados no meio fio em frente à conveniência onde compramos as batatinhas e a garrafa que Neal havia tomado praticamente sozinho.
Já passava da uma da madrugada, o jantar de Neal não passou de comermos besteiras, muitas cantadas – ruins – por parte dele e muitos foras da minha parte, mas ao todo estava sendo uma noite agradável, Neal me contou que durante aqueles anos ele havia arranjado um emprego como padeiro, carteiro e até pedreiro. Ri como não fazia há tempos e por aquelas três horas eu nem me lembrei da existência de Regina.

Percebi que Neal estava se aproximando cada vez mais, o cheiro do álcool podia ser sentido a quilômetros de distância. Seus lábios estavam entreabertos, cada vez mais próximos, com a mão direita ele me puxou pela nuca e selou nossos lábios, enquanto com a esquerda ainda segurava a garrafa vazia.

– Não Neal. Isso não é certo, estamos embriagados. – Falei entre o beijo.

– Emma, não atrapalhe o momento. – Repreendeu largando a garrafa e me segurando pela cintura.
–-**

– Emma? Meu Deus eu já tinha ficado preocupada! — Ouvi a voz de Mary Margaret vindo da cozinha, minha cabeça parecia que iria explodir a qualquer minuto.

– Mary Margaret, fala mais baixo, pelo amor de Deus! – Implorei num sussurro rouco.

– Estou falando normal Emma. – Ela disse franzindo o cenho. – Você deve estar numa ressaca enorme. – Revirei os olhos enquanto ela sorria de lado. Lá vem... – Passou a noite onde? Com o Neal ou... Com a Regina?

– Cale a boca, Blanchard. – Ela deu risada. – Que horas são?

– Nove e alguma coisa, você deve ir pra Estação daqui a pouco.

– E você não tem que ir pra escola aturar algumas crianças não? – Perguntei irônica.

– Não temos aula hoje. Emma é melhor você ir tomar um banho. – Concordei com a cabeça e subi as escadas em direção ao banheiro. Tudo que eu realmente precisava era de uma ducha.

Dormi em pé encostada ao box do banheiro, quando acordei já estava mais do que atrasada. Vesti-me correndo e correndo fui pra Estação, assim que entrei me deparei com Regina sentada em uma das escrivaninhas.

– Sheriff, estou aqui há horas. A senhorita está atrasada. – Ela disse com seu habitual tom de desdém.

– Não sabia que tínhamos marcado uma reunião, Mayor. – Falei irônica.

– A senhorita não tem horário de serviço? – Ela retrucou a ironia arqueando a sobrancelha, me deixando puta de raiva e ao mesmo tempo tentada.

– O que quer, Regina? – Perguntei impaciente.

– Você me disse que não tinha voltado com o doa... Neal. – Ela falou secamente. – Não quero uma reaproximação dele com Henry, Swan.

– E eu não voltei mesmo.

– Ah não? Engraçado. – Ela soltou uma risada nasal. – Passou a noite onde mesmo, Swan?

Franzi o cenho com a pergunta, mas logo entendi onde ela queria chegar. – O que faço ou deixo de fazer na minha vida pessoal só diz respeito a mim, Miss Mills.

– Faça como bem entender, de pra quantos quiser, Swan. Mas não se esqueça que você tem um filho, preze por sua imagem. – Ela disse se levantando.

– Está me chamando de vadia, sério? – Perguntei revoltada me aproximando. – Não era eu quem tinha um caso secreto com Graham.

– É seu único argumento? Falar de Graham? – Ela riu em tom de desdém.

– Se eu sai com Neal? Se eu tiver transado com ele? O que raios você tem a ver com isso? – Perguntei me aproximando cada vez mais sem sequer notar.

Ela me olhou irada, me fuzilando. – Nada, mas meça seus atos, pois eles serão seguidos por uma consequência, da qual a senhorita pode não gostar. Agora se afaste. – Disse me contornando e indo em direção à porta.

POV NARRADOR

Puxou seus cabelos sem piedade trazendo-a para perto. Sentiu a colisão de seus corpos e ouviu seu gemido baixo. – O que está fazendo? – Perguntou num sussurro, segurando a mão da loira que segurava seus cabelos.

– Eu vou me arrepender disso. – Disse a loira num tom mais baixo, como se sua consciência tentasse lhe alertar, mas ela não estava ligando para isso no momento, deixaria que seus instintos e desejos a levassem. Não queria pensar em nada, apenas na morena a sua frente da qual ainda tinha os fios sedosos do cabelo em mãos.

Encostou o próprio rosto na nuca da morena inalando seu perfume, viu os pelos da mesma se arrepiarem no momento que deu pequenas mordidas em seu ombro, ouvindo-a soltar o ar pela boca descompassadamente. Soltou seus cabelos empurrando-a contra as grades da cela, abriu demoradamente o zíper do vestido azul que a morena usava, olhando atentamente as costas perfeitas, alias tudo parecia ser perfeito em Regina Mills.

Logo que o zíper já estava completamente aberto, deslizou os dedos pelas costas da prefeita levemente, fazendo-a se arrepiar ainda mais. Tirou seu vestido e por alguns longos segundos ficou admirando a calcinha de renda que mal cobria a bunda de Regina.
Assim que se recuperou atônita daquela visão que, na humilde opinião da xerife, era magnifica, beijou-lhe toda a extensão das costas enquanto sua mão apertava firmemente a bunda da morena que mantinha os olhos fechados tamanha excitação. Regina tentou virar-se para ficar de frente a Emma, mas essa não permitiu empurrando-a de volta a grade agressivamente.

Parou de beijar as costas da morena e foi levantando-se lentamente enquanto inalava o cheiro de maça impregnado na morena. Assim que já estava de pé, aproximou-se mais fazendo com que seus corpos chocassem, sentiu a bunda da prefeita contra seu sexo ainda coberto pela calça jeans. Sua mão que há instantes antes estava explorando as nádegas de Regina, foram parar no sexo da mulher massageando seu centro por cima da calcinha.

Acha que pode me ameaçar, Ms. Mayor, quando na verdade você está tão pronta para mim? – Sussurrou Swan antes de penetrar dois dedos por cima da calcinha da morena. Regina arqueou suas costas buscando mais contato com os dedos e sexo da loira enquanto rebolava por cima da mão de Emma seguindo o ritmo lento das estocadas da mesma.
A xerife quase enlouqueceu quando sentiu o movimento que Regina fazia enquanto pressionava-se contra a loira que já sentia-se incomodada com a calcinha roçando em seu sexo.

A loira se afastou e foi até sua mesa abrir uma gaveta tirando da mesma uma chave, enquanto a morena surpresa com a interrupção observava tentando entender porque Emma havia parado. Seria uma vingança?
A xerife segurava a chave em uma das mãos enquanto caminhava em direção a morena devorando-a com os olhos. Sua pele morena, as curvas perfeitas do seu corpo, o sutiã também de renda que – não por muito tempo – escondiam os belos seios da prefeita de Storybrooke, Maine.

– Foi pegar camisinha, Swan? – Regina perguntou irônica. Emma levantou a mão mostrando o que segurava. – Chaves? Para que exatamente vai usar estas cha... – Se interrompeu vendo o sorriso malicioso que a xerife carregava enquanto abriu uma das celas.

– Majestade. – Disse Emma indicando que Regina entrasse na cela.

– Majestade? – Perguntou a morena confusa, enquanto entrava no local indicado.

– Você tem essa mania de querer que te tratem como uma rainha. – Disse a xerife fechando todas as janelas, cortinas e portas no escritório.

– E acha que sou uma boa rainha, querida? – Disse Regina assim que a loira voltou a se trancou junto a ela na cela.

– Não, Regina. Definitivamente, você é uma rainha má. – Disse empurrando a morena contra a pequena e nada confortável cama que ficava na cela, distribuindo beijos por toda a extensão do pescoço da morena enquanto a mesma puxava a loira fazendo-a sentar em seu colo.

As mãos de Regina tratavam de tirar a blusa de Emma enquanto esta beijava, mordia e chupava o pescoço da morena. Regina puxou os cabelos da loira para trás observando a loira que parecia furiosa com a interrupção, lambeu os lábios secos e beijou o vão dos seios da xerife, subindo até chegar nos seus lábios, mordendo o inferior fazendo Emma resmungar.

Eu quero te comer, Swan, como aquele doador jamais fez ou vai poder fazer. – Regina sussurrou ao ouvido de Emma no tom mais provocativo possível. Não esperou resposta ou qualquer reação da xerife para empurra-la contra o colchão, subindo em cima dela. Tirou sua calça e passou as pontas dos dedos levemente em sua perna até chegarem a seu sexo. Emma arfou no momento em que sentiu o toque de Regina, que possuía o sorriso mais malicioso do mundo. – Peça. – Ordenou, Emma apenas a olhou com cara de desaprovação. – Peça, querida. – Repetiu, voltando a passar a ponta dos dedos sobre a calcinha da loira.

– Eu não vou pedir nada. – Disse Emma tentando controlar a respiração.

– Tem certeza? – Perguntou Regina arqueando a sobrancelha. Emma fechou os olhos, o toque, mesmo que leve da morena, e seu tom de voz estavam enlouquecendo Emma ainda mais.

– Por favor. – Falou entredentes, ainda com os olhos fechados.

– Por favor...? – Emma não precisava abrir os olhos para saber que Regina continuava com aquele sorriso malicioso nos lábios. Sua voz era rouca e carregada de tesão, Emma sentiu os pelos do braço se arrepiarem.
Queria que Regina a tocasse, que a invadisse. Queria sentir o prazer de ter Regina dentro dela.

– Por favor, Rainha. – Disse em tom de desgosto.

– Olhe para mim quando implora por me sentir, Swan! – Disse Regina irritada. Emma abriu os olhos não compreendendo o tom que a prefeita assumira.

– Regi... Rainha, — Se corrigiu assim que a prefeita arqueou a sobrancelha. – Por favor.

– Por favor, o que? – Regina riu.

– Vá tomar no cu, Regina! – Disse Emma irritada.

– Ah, não é bem assim que se trata uma Rainha, Emma querida. – Disse a morena divertida. Emma a fuzilou com os olhos. – Mas, é seu dia de sorte. Estou propensa a realizar o seu desejo.

Regina tirou a calcinha de Emma e com dois dedos massageou seu clitóris, a loira ofegava enquanto sentia os dedos da morena pressionando seu nervo, Regina se inclinou e beijou-lhe os lábios calmamente, mordendo seu lábio enquanto a xerife arfava.
Afastou o rosto e substituiu os dedos pela boca, abocanhando seu sexo, sugando o clitóris da loira que arqueou as costas e empurrou a cabeça contra o colchão duro quando sentiu os dedos de Regina a invadirem lentamente.
A prefeita acelerou o ritmo das estocadas conforme Emma rebolava sobre seus dedos, chupando e sugando seu nervo enquanto ouvia Emma gemer cada vez mais. Colocou mais um dedo na entrada de Emma, aumentando o ritmo e sugando seu clitóris com pressa, com a mão livre Regina arranhava a coxa de Emma com força. – Goze pra mim, Swan. – Emma não conseguiria explicar o efeito que aquela frase causou, sentiu um choque percorrer seu corpo com aquelas palavras. Seu corpo inteiro pareceu estremecer e ela sentiu os lábios de Regina sugando todo seu liquido.

Regina... – Emma disse fraco, queria confessar o que estava engasgado, mas antes que pudesse falar qualquer coisa, a prefeita subiu o corpo e beijou seus lábios. Emma abriu os olhos quando sentiu a mão delicada de Regina acariciando seu rosto levemente, a morena a encarou, seus olhos antes tomados por um brilho diferente, agora tinham uma ternura da qual Emma só via quando a prefeita olhava para o filho.

– O que faremos agora? – Perguntou Emma, a voz tão baixa que mais parecia um sussurro.

– Eu não faço a menor ideia.

Notas finais
Demorou? Muito, mas enfim, aqui está o capítulo e com saliência que é disso que o povo gosta e é isso que o povo quer. Agora é aguardar e esperar para ver o que elas vão fazer (e se Regina não vai dar com o pé pra trás de novo. #SaiDoArmarioRegininha) Tentaremos atualizar assim que conseguirmos, finalmente férias e esperamos que o tempo e inspiração colaborem. Reviews?