Notas iniciais
Sim, demoramos mas aqui estamos. Semana de trimestral foi bem complicadinha, já pedimos desculpas. Mas antes tarde do que nunca, não é mesmo? Espero que não tenham desistido da fic... Enjoy it.

POV NARRADOR

– Vamos Emma, se você continuar nesse ritmo nunca vamos achar Henry. – Regina reclamou mais uma vez, enquanto andava mais a frente da loira.

– Se você não se lembra, Regina, eu levei um tiro na perna e ela esta doendo. – Emma retrucou revirando os olhos.

– Ah, agora ela está doendo? Não lembro dela estar doendo naquele... momento...

– Pensei que você não quisesse se lembrar disso. – Emma sorriu vitoriosamente.

– E não quero. Foi apenas uma... comparação.

Emma sentiu seu coração se despedaçar mais uma vez. Um bolo se formou em sua garganta e ela secou os olhos antes que as lagrimas escorressem por suas bochechas. Seu corpo chocou-se com o da prefeita e seus olhos verdes encontraram os castanhos da mulher. Viu uma pitada de pena e preocupação nos olhos castanhos, o que a fez ficar mais uma vez confusa. Por que a prefeita olhava-a desse jeito se sempre a tratava com desdém?

– Aconteceu alguma coisa? Está chorando? – Se aproximou da loira.

– Não é nada. – Emma se afastou e abaixou a cabeça, passando a manga do casaco nos olhos. – Entrou alguma coisa em meu olho, mas já tirei. Vamos continuar olhando, se pararmos minha perna vai doer mais ainda.

A loira contornou Regina e continuou andando. A morena encarou a cabeleira loira se afastar cada vez mais, ela acompanhou-a perplexamente. Emma nunca tinha sido tão fria com ela como fora agora, esse papel pertencia à ela. E o que houve com ela para se preocupar com a mulher? Não conseguia saber o porquê de aquilo ter acontecido, a única coisa que pensava era que ao ver os olhos esmeraldas perder o brilho sentiu seu coração apertar em seu peito.

Continuou andando de cabeça baixa, sem prestar atenção para onde estava indo. Sua linha de raciocínio tinha se perdido em uma infinidade de pensamentos. Sentiu seu braço ser segurado e seu corpo ser puxado bruscamente para trás. Ergueu a cabeça e seu olhar chocou-se com o olhar raivoso e confuso de Emma Swan.

– Estava falando com você! – Esbravejou, chacoalhando o braço da morena.

– Eu me distrai, desculpe.

– Percebi. Bem, vou lhe perguntar mais uma vez: para onde vamos?

– Encontrar Killian, um amigo meu. Ele é capitão da marinha, vai nos ajudar a procurar Henry pelo mar. Será bem mais fácil.

– Isso eu já sabia. – Emma revirou os olhos. – O que quero saber é onde vamos encontrar ele.

– Ah... Bem... – Ela se soltou e puxou um pedaço de papel do bolso da calça. – O local marcado é em frente à cafeteria Gloria’s, às 15:30.

Emma virou o pulso e analisou o relógio. – São 15:38 e nos estamos... Bem em frente à cafeteria!

– E lá esta ele!

Regina apontou para uma mesa externa, onde um homem alto, cabelos escuros, barba por fazer e olhos azuis estava sentado. Usava um sobretudo preto, calças pretas, um par de botas e tomava um cappuccino com chantilly extra.

As duas atravessaram a rua rapidamente e pararam em rente a mesa do homem, ofegantes por terem atravessado correndo. Emma sentiu sua perna começar a formigar e doer. Puxou uma cadeira e se sentou, esticando a perna.

– Capitão. – Regina o cumprimentou.

– Estão atrasadas 8 minutos. – Falou com desdém, dando um gole no cappuccino.

– Nos desculpe, acabamos de pegar transito e tivemos que vir andando. – Ele assentiu. – Essa é Emma. – Apontou para a loira que ainda estava ofegante. O moreno observou a mulher ofegar e pegou sua mão, levando-a a seus lábios e lhe dando um beijo nas costas da mão.

– Dèjá dit que vous êtes belle? – Perguntou Killian. Emma não sabia o que o homem havia lhe dito, mas, apenas com o olhar sedutor que a prendia, sentiu suas bochechas enrubrecerem e seu corpo amolecer. Regina sentiu uma súbita raiva do homem, querendo lhe arrebentar por ter flertado com a loira.

– Bom, se pudermos continuar sem nenhuma gracinha, eu agradeceria. – Regina comentou, puxando uma cadeira e se sentando.

– Tudo bem senhora Mills. Sobre o que quer falar? Pelo o que entendi pelo telefone, você estava procurando seu filho ou algo assim, certo? – As duas assentiram. – Ok. Então... O que exatamente aconteceu?

– Henry foi sequestrado... A quase duas semanas.

– Puxa! E... quem é essa? – Apontou e sorriu para Emma. Regina revirou os olhos.

– A outra mãe de Henry.

– Uoh oh! Vocês são um casal?! Por isso o ciúmes, Regina? – Killian perguntou rindo, observando o rosto de Emma enrubrecer por vergonha, e Regina queimar de raiva.

– Não temos nada, nunca tivemos e nunca iremos ter. – Regina respondeu estressada. – É uma longa historia.

– E temos tempo bastante para escuta-la. – O moreno debochou.

– Não, não temos. Até porque nosso combinado foi irmos atrás de Henry, e não ficar conversando. Agora, será que podemos ir?

– Ei apressadinha, cinco minutos não nos atrasarão. Será que eu posso pedir um mocaccino e descansar mais um pouco? Minha perna esta doendo. – Emma falou, olhando um tanto nervosa para Regina.

– Não, não podemos. Terá bastante tempo para tomar café e descansar no navio.

A morena se levantou e olhou para eles, que se levantaram imediatamente e acompanharam-na. Killian se pôs a frente e guiou-as até seu navio. Todo o trajeto fora completamente silencioso, nenhum dos três se atreveu a abrir a boca. Emma percebia os olhares do capitão em sua direção, deixando-a um pouco sem jeito.

Pararam em frente a um navio cargueiro, como aqueles antigos usados pela marinha inglesa durante o século XVV. Killian deu passagem para as duas e as seguiu.

– Bem-vindas ao Jolly Roger, garotas. Senhorita...

– Swan. – Emma respondeu-lhe sorrindo fraco.

– Swan. – Repetiu Killian encantado, se aproximando da loira. – Pode ficar nos aposentos do capitão. E eu irei lhe fazer um chá para descansar melhor. – Regina pigarreou, chamando a atenção do moreno. – Ah, Regina, claro. Você sabe onde fica os aposentos dos empregados.

– Babaca.

– Não se esqueça que estou lhe ajudando, amor.

O moreno se afastou, deixando as duas sozinhas no convés. Regina empinou o nariz e saiu de lá. Emma se encaminhou ate a porta onde estava escrito “capitão”. Abriu a porta e vislumbrou o belo aposento, com uma decoração típica do século XVV.

– Sua companheira não parece estar muito contente. – Killian entrou no quarto, carregando uma bandeja de chá quente e biscoitos.

– Ela só esta nervosa com tudo, com medo de perder Henry. Assim como eu. – Emma respondeu pegando um biscoito.

– Espero então que ela se acalme. – O moreno deixou a bandeja em cima do criado mudo. Vou deixa-la descansar. Ficarei de olho em tudo ao nosso redor.

A loira assentiu e se sentou na cama. Observou o homem sair do quarto e então pegou a xicara de chá, tomando todo o liquido quente. Deitou-se e fechou os olhos, entrando em um sono profundo.

Notas finais
Reviews? Aceitamos ideias e sugestões! Abraços, Ingrid e Cheila.