Notas iniciais
Lá vou eu, tentar postar esse capítulo pela quinta vez... Queridos leitores, sim, estamos atualizando com mais frequência! Graças ao nosso ensino médio que terminou, mas agora vamos começar na faculdade esperando que continuemos com tempo para escrever. Os reviews do capítulo anterior foram todos lidos, porém não respondidos por motivos de: internet não me permite. Todos os reviews serão respondidos assim que eu conseguir voltar a ter internet - e casa - o que não vai tardar muito.

POV REGINA MILLS

Acordei aos poucos com a luminosidade invadindo o quarto, não ousei me mexer um centímetro sequer, estava confortável naquele abraço.

– Bom dia, meu amor. – Emma sussurrou no meu ouvido. Seus braços me envolviam a cintura e ela depositava beijos ternos no meu pescoço me fazendo arrepiar.

– Bom dia. – Respondi manhosa me encolhendo mais no seu abraço, sentindo seu corpo quente esquentando o meu. – Quer café?

– E ter que levantar?! – Ela disse rindo, a voz praticamente rouca por causa do sono. – Não saio da cama nem por decreto, está tão bom aqui, deitadinha e paradinha com você. – Falou beijando e cheirando meu pescoço. Sorri fechando os olhos, ela tinha toda razão do mundo, estava ótimo deitada com ela. Sentindo seu corpo contra o meu me protegendo e amparando.

– Hum... Está certo, Srta. Preguiça. – Falei me virando de frente pra Emma. Seus cabelos estavam bagunçados e seus olhos mal abriam devido o sono.

– “Senhorita”? – Ela perguntou arqueando a sobrancelha. – Não seria “senhora”?

– Ah, desculpe. Acabei de esquecendo desse detalhe sem importância. – Falei irônica. Peguei sua mão e brinquei com nossos dedos, dando nossas mãos. Aproximei sua mão da minha boca e beijei sua aliança. – Senhora Preguiça.

– Ainda está errado. – Ela disse sorrindo.

– Está?

– Senhora Swan-Mills Preguiça. – Falou segurando meu rosto com as mãos e selando nossos lábios.

– Alguém acordou extremamente carinhosa hoje. – Nossos narizes se encostavam e mantínhamos os olhos fechados, sentíamos a respiração calma uma da outra.

– Nos outros dias esse alguém não é carinhoso por acaso?! – Falou irônica.

– Você é sempre carinhosa comigo, Emma. – Falei, ela virou de barriga pra cima e eu deitei a cabeça em seu peito. – Às vezes até demais.

– Acha ruim? – Ela parecia nervosa e eu dei uma risada fraca.

– Não, claro que não. – Voltei a enlaçar nossas mãos. – Mas às vezes acho que não mereço tanto.

– Meu amor, você merece muito mais.

– Exagerada. – Falei levantando o rosto para beija-la. – Temos que levantar. – Falei sentando-me ao seu lado.

– Mesmo mesmo? – Perguntou manhosa.

– Mesmo mesmo. – Coloquei uma mecha do cabelo loiro atrás de sua orelha. – Vamos, Emma.

– Deus, está bem. – Disse rindo enquanto eu a puxava, beijou-me os lábios novamente e sorriu maliciosa. – Tem certeza que quer sair da cama?

– Não, você não acordou só carinhosa. – Falei fazendo carinho em sua bochecha.

– Não mesmo. – Falou se aproximando e beijando meu pescoço, dessa vez seus beijos não eram ternos. Deitou-me na cama novamente ficando por cima de mim. – Temos algo a terminar, Mayor.

Temos?

– É minha vez de te chupar. – Ela disse enquanto descia o corpo até minha intimidade, afastando minhas pernas e me arrancando um gemido assim que senti sua língua quente me tocando.

*Toc-toc

– Mãe? – Ouvia as batidas frenéticas de Henry a porta.

Deus, o que foi isso? – Passei as mãos no rosto afastando o cabelo da cara. Olhei para o lado para verificar se Swan continuava ali. Estava vazio. Mas é claro que ela não vai estar ai, deixe de ser cheirada, Regina.

– Já vou, querido. – Digo quando Henry retorna a espancar a porta.

– Está trovoando. – Disse assim que abri a porta e o encontro com seu travesseiro olhando para os próprios pés. – Tive um pesadelo.

– Oh, meu amor. – Falei me agachando e arrumando seus cabelos. – Foi só um sonho ruim... – Sonho ruim? Eu acabei de ter um agora.

– Posso dormir com você hoje? – Ele pergunta baixinho.

– Claro que pode. – Falo abraçando-o. – Mas sem me chutar.

– Está bem. – Ele diz rindo e deitando-se ao lado esquerdo da cama.

Deitamos de lado e eu comecei a fazer cafuné em Henry, esperando que ele dormisse, mas tudo que eu conseguia pensar no momento era no sonho em que acabara de ter com Swan, na aliança em sua mão esquerda que, por algum motivo, eu tinha certeza que havia meu nome, em como aquele sonho pareceu real e, devo admitir, gostoso.
Por algum motivo eu tinha vontade de voltar naquele sonho. Porque acordar com Emma ao meu lado pareceu uma ideia fantástica.

Certo, você precisa procurar o Archie, Regina.

Verifiquei se Henry estava mesmo dormindo, o garoto tinha caído num sono profundo, e fui até a cozinha tomar um copo de agua.
Mas parece que não fui a única a ter sede noturna.

– Não consigo dormir. – Falou Emma assim que me viu, quase me matando de susto. – Sonhos estranhos.

– Ah, é mesmo? – Será que tivemos o mesmo sonho? Não, isso seria impossível... certo? – Pesadelos? Henry acabou de ter um, foi dormir comigo.

– Ele tem essa sorte... – Arqueei a sobrancelha. – Quero dizer, pra ter a mãe pra dar colo... Você sabe, sou órfã.

– É, sei. – Falei me lembrando da ficha sobre Swan que havia pedido para Sidney providenciar.

– Bom, vou tentar dormir... – Swan disse sem jeito, deixando o copo de água em cima do balcão.

– Chá de camomila.

– Oi? – Perguntou voltando.

– Tome chá de camomila, ajuda a dormir. – Falei abrindo a caixinha onde mantinha meus chás e entregando a ela.

– Pensei que só tivesse cidra aqui. – Falou rindo.

– Mas que besteira, por que eu só teria cidra? – Perguntei confusa.

– Nada. – Balançou a cabeça. Pegou uma caneca no armário, colocou agua, o saquinho do chá e colocou no micro-ondas, esperou um minuto, abriu a geladeira pegando açúcar e adoçou o chá. Agia como se estivesse na própria casa, sem me pedir permissão pra nada. E essa folga toda? – Ah... Regina?

– Sim? – Ela segurou a caneca com as duas mãos assoprando o conteúdo, respirou fundo e voltou a me encarar.

– Obrigada por ter me convidado pra dormir aqui.

– Ah... não foi na...

Merda! – Gritou quase me matando do coração. Colocou a caneca na pia rapidamente e derrubou um pouco do chá no chão.

– Mas o que foi, sua louca? – Falei assustada. – Quer acordar a vizinhança?

Wheimei a Íngua. – Ela disse com a língua pra fora segurando-a entre os dedos.

– O que você disse?

– Queimei a língua. – Falou. – Á oendo.

– Deus, mulher. Solte a língua, não estou te entendendo direito. – Falei irritada.

– Tá doendo... pra cacete. – Falou abrindo a torneira, molhando os dedos e passando na própria língua.

– Deixa eu ver. – Falei me aproximando, ela abriu a boca e me estendeu a língua. – É idiota mesmo, não viu que estava quente? – Falei pegando um copo de água gelada.

– Vi que estava quente e não fervendo. – Defendeu-se.

– Fervendo? Você colocou no micro-ondas, exagerada. – Revirei os olhos e entreguei-lhe o copo com água. – Beba, vai que melhora.

– Obrigada. – Disse tomando um gole e voltando a por a língua pra fora.

– Pare com isso, parece um cachorro.

– Eu te lamberia se não estivesse doendo tanto. – Falou divertida. Arqueei a sobrancelha arregalando os olhos. – Não! Não dessa forma. – Corrigiu-se rapidamente, e eu ri.

– Vou buscar um pano pra limpar a sujeira que você fez, criança.

– Deixa que eu limpo. – Disse passando a minha frente e indo até a área de serviço, buscando um pano em um rodo. Secou o chão e guardou as coisas na área novamente.

– Posso te perguntar como sabe onde fica todas essas coisas dentro da minha casa? – Perguntei curiosa. – Por acaso entra aqui todas as noites e fuça em tudo?!

– Claro! – Falou irônica. – Entro aqui todas as noites às 3h da madrugada, abro todos os armários, vejo todos os filmes que possui, entro no quarto do Henry, vejo quantos relógios ele tem, vou pro seu e fico te observando dormir. – Se aproximou de mim, ficando uns 15cm de distancia de mim.

– Swan... – Falei em alerta com a voz baixa.

– Sim? – Colocou uma mecha do meu cabelo atrás da orelha.

– Henry está dormindo.

– Complicado seria se ele tivesse acordado... – Falou antes de tomar meus lábios nos seus, me beijando com calma e ternura. Passou a ponta da língua no meu lábio inferior como se pedisse permissão. Coloquei a mão em sua nuca e ela aprofundou nosso beijo, me puxando na cintura mais pra si. Encostou-me contra o balcão da pia, quando nos afastamos buscando ar ela se aproximou do meu ouvido e disse: — Como queria ser eu dormindo na sua cama hoje.

Para minha surpresa, seu tom não era malicioso ou cheio de segundas intenções, chegava a ser um pouco melancólico. Lembrei-me do sonho, de Emma acordando ao meu lado, de como aquele abraço parecia confortável.

– Emma, não podemos.

– Por que não?

– Porque... porque... – Por que não mesmo? – Porque não é certo, Emma...

– Porque eu sou mulher? – Emma se afastou, parecia extremamente ofendida e magoada.

– Claro que não, Emma. – Falei calma.

– Se não é isso, o que é? – Emma estava irritada, cruzou os braços na altura do peito me encarando séria. Cristo, o que diabos eu falo?

– É que... – Pense Regina. – Eu não tenho nenhum tipo de sentimento por você. – Emma ficou em silencio, me encarando seriamente. Respirou fundo e soltou os braços ao lado do corpo, deu uma pequena risada debochada e voltou a mirar meu rosto.

– Meu “poder” pode não funcionar com todo mundo, mas eu sei quando você diz a verdade Regina. – Ela disse tranquila. – E o que você acabou de dizer não é.

– Esta insinuando que eu gosto de você? Emma por favor! – Falei em tom de deboche.

– Quem esta dizendo isso é você. – Ela riu de volta. – Mas tesão também pode ser considerado um tipo de sentimento.

– Mas você não está um pouco convencida demais, Ms. Swan? – Perguntei irônica.

– Não demais, só o suficiente. – Emma respondeu com um sorriso sapeca no rosto. – Vou me deitar. – Antes que eu pudesse dizer algo, Emma se aproximou e beijou-me os lábios levemente, afastou-se e foi em direção as escadas com o mesmo sorriso travesso no rosto.

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POV EMMA SWAN

– Ainda em casa? – Perguntei assustada assim que entrei no loft e dei de cara com Mary Margaret lavando sua xicara de café na cozinha. – Não tem aula?

– Emma, é aniversário da cidade. – Mary Margaret franzindo a testa. – És a xerife da cidade e não sabes disso? – Ela riu.

– Ah, não presto muito atenção em datas. – Falei dando de ombros e fechando a porta.

– Sei. – Ela deixou o pano de prato em cima do balcão e me olhou rindo.

– O que foi?

– Saiu com Henry para ir ao shopping, não dormiu em casa... Você esta com uma cara de quem aprontou, Emma...

– Sai com Henry e Regina. – Ela arqueou os olhos. – Ela não ia deixar Henry viajar sozinho comigo, nem que fosse por duas horas. Foi junto e quando voltamos me convidou para dormir na mansão... Só isso. – Completei quando Mary Margaret abriu um sorriso malicioso.

– Só dormir? – Mary Margaret riu, permaneci seria e ela logo cessou as gargalhadas irônicas. – Sério?

– Sim.

– Ah, vai me dizer que não fizeram nada? – Voltou a me olhar pervertida.

– Talvez... – Falei rindo e abrindo a geladeira procurando por alguma cerveja. – Mas não foi na casa dela.

– No carro? – Mary Margaret me olhou surpresa sentando-se na cadeira do outro lado do balcão.

– Claro, com Henry no banco de trás ainda. – Falei irônica revirando os olhos. – No shopping.

– Deixa eu adivinhar... No banheiro. – Confirmei com a cabeça e ela gargalhou. – Tão típico. E ai, o que aconteceu depois?

– Nada.

– Como “nada”, Emma Swan? – Revirou os olhos. – Nenhuma briga? Nenhum fora?

– Não, pelo contrario, ela chegou a me abraçar depois...

– Não acredito. – Mary Margaret falou tão empolgada que me arrependi de ter falado. Eu e minha boca enorme. – Emma, sabe o que isso significa? Que ela está começando a aceitar!

Aceitar o que?

– Os sentimentos! – Mary Margaret estava tão animada que chegava a dar pequenos pulinhos e batia as mãos como se glorificasse.

– Que sentimentos? Você está usando algum tipo de droga ilícita?!

– Certo, você também tem que começar a aceitar seus reais sentimentos por ela. – Revirou os olhos me encarando como se eu fosse mais uma de suas alunas que teimosas. – Vamos Emma, não é tão difícil assim! Da pra ver de longe que você está babando por Regina.

Respirei fundo mirando o teto. Mary Margaret não ia desistir, e eu sabia disso. Assim como sabia que provavelmente estava me apaixonando por Regina. Deuses, Emma! O que você está fazendo?!

– Digamos que eu tenha talvez, eu disse talvez, uma queda pela Regina. – Falei cautelosamente, Mary Margaret já estava sorrindo debochada. – Não quer dizer que seja reciproco.

– Ah não? – Perguntou irônica. – Então me explica como depois de todas essas vezes que vocês transaram, ela ainda não te deu um pé na bunda?

– Ela me deu um pé na bunda. – Corrigi. – E varias vezes.

– E você sempre foi atrás e ela sempre tinha uma “recaída”. – Falou fazendo aspas no ar. – Se não é reciproco, no mínimo uma atração, então ela é louca.

– Você diz que estou apaixonada por ela, mas que ela tem atração pelo meu corpinho sensual.

– Se fosse só atração ela não estaria te abraçando, senhorita Corpo Sensual. – Falou rindo enquanto eu mostrava-lhe a língua. Apoiei-me no balcão segurando o rosto com as mãos, de todas as pessoas deste mundo eu tinha mesmo que me apaixonar por Regina? – Se quer um conselho mesmo, você deveria chama-la pra sair. – Voltei a mirar Mary Margaret que me encarava rindo. – Mas sair mesmo, um encontro. Não uma foda.

– Acha que ela aceitaria?

– Quem não arrisca não petisca. – Respondeu rindo. – Eu tenho um almoço marcado na Granny’s, vou deixar você pensando na minha ideia sensacional.

Mary Margaret foi ate o cabideiro pegar seu casaco e saindo em seguida. Encarei as flores em cima da mesa que Mary Margaret havia ganhado de David antes de seu caso com Ruby.
Levar Regina a um encontro, isso daria certo? Nós duas sentadas em uma mesa, com uma musica leve tocando aos fundos, bebendo uma taça de – o que eu esperava que não fosse cidra – e conversando sobre coisas banais e comendo... Comendo o que? Eu nem sei ela come algo sem ser lasanha! Emma, você é um caso perdido.

Notas finais
E ai, alguma ideia para o encontro? A Emma adoraria saber se vocês tem alguma ideia do que a Regina poderia comer e beber sem ser lasanha e cidra aushauhsaush Criticas, elogios e pedidos para casamentos são aceitos. Até a próxima pessoa!