Notas iniciais
Desculpem não estarmos atualizando a tempo, mas as férias estão corridas! Para piorar a Ingrid está sem internet na nova casa provisoriamente. Vamos tentar a todo o custo atualizar nos Domingos, mas não vamos mais prometer. Desculpem mais uma vez. Esperamos que gostem!

POV EMMA SWAN

Regina me permitiu passar uma tarde inteira com Henry desde que eu o trouxesse de volta para casa antes das cinco.

Tivemos um dia divertido, comemos hambúrguer no Granny’s enquanto eu tomava um especial com canela e Henry seu terceiro copo de chocolate.

Demos uma volta por Storybrooke, ficamos um pouco no castelo de areia de Henry e por fim fomos dar uma volta no estabulo – por alguma razão, ele e Regina adoravam montar a cavalo.

Henry montou em seu cavalo e eu o segui a pé – tinha um pouco de pavor de cavalo. Ele foi até uma parte do campo onde não se tinha tantas arvores, o sol que já estava sumindo dava uma luminosidade um pouco lilás no local.
Fiquei observando o lugar, que era extremamente bonito.

Henry desceu do cavalo e se encostou em uma das árvores.

– É realmente um lugar bonito. – Disse Henry como se tivesse lido minha mente. – Minha mãe e eu costumávamos a vir aqui duas vezes por mês e montávamos um piquenique... – Ele disse parecendo um pouco triste, olhava para baixo.

– Costumavam? – Perguntei.

– Ela não vem mais... Anda sem tempo ou sempre tem algum compromisso na prefeitura... Sempre arranja uma desculpa. – Disse parecendo ressentido.

– Ei garoto. – Falei indo ao seu encontro e o abraçando sem jeito. – Ela é realmente uma mulher ocupada, ela é a prefeita.

– E você é a xerife, mesmo assim tem tempo para sair comigo. – Ele disse me abraçando mais forte.

– Henry, tenho certeza que ela gostaria de sair mais com você... Ela gosta muito de você. – Disse acariciando seus cabelos.

Ficamos conversando por mais algumas horas que mais pareciam minutos. Eu gostava de estar na companhia de Henry e nunca pensei que sentiria um afeto tão grande por uma criança, muito menos pela criança que deixei ir para a adoção.

Quando olhei no relógio de pulso quase dei um pulo.

– O que foi? – Ele perguntou.

– Sua. Mãe. Vai. Me. Matar. – Falei pausadamente. Já passava das seis horas.

Fomos correndo até o carro e não me importei muito com os poucos sinais vermelhos que atravessamos, afinal, eu não me prenderia por isso.
Assim que chegamos estacionei o carro na frente da mansão Mills. Antes de sequer batermos na porta, Regina a abriu. Sua expressão era de poucos amigos, ela me fuzilava com o olhar e eu de certa forma ficava atraída por essa expressão. Espere... atraída?

– Henry, entre e vá para seu quarto terminar seus deveres. – Disse assumindo um tom e olhar bondoso. Henry me abraçou e entrou correndo. Regina voltou a me fuzilar. – Ms. Swan, entre. Precisamos conversar. – Falou dando espaço para eu entrar. Assim que entramos ela me conduziu até seu escritório e fechou a porta.

– Regina... eu...

– Ms. Swan. – Falou me interrompendo. – Se vamos ter que “dividir” Henry, temos que cumprir com nossos acordos, e um deles é chegar no horário estabelecido.

– “Dividir Henry”? “Acordos”- Repeti. – Não lembro de termos feito acordo algum sobre isso, Regina. – Falei colocando as mãos nos bolsos de trás da calça. – Você apenas me deu permissão para passar uma tarde com ele. – Falei confusa.

– Bom... presumi que entendesse que isso era um tipo de acordo. – Falou em tom irônico.

– Precisa deixar as coisas mais claras quando quiser que as pessoas entenda, Madam Mayor. – Falei usando o mesmo tom.

– É o seguinte, Ms. Swan... – Regina respirou fundo, como se não acreditasse que ia falar isso. – Já que você não vai embora, e mesmo que fosse Henry sentiria muito a sua falta, terei de aceitar você em nossas vidas.

– Nossas?! – Repeti arqueando as sobrancelhas, não conseguia conter um sorriso no canto da boca. Regina havia me incluído em sua vida de certa forma, e isso de algum jeito me deixou um tanto quanto feliz.

– Eu quis dizer quanto você ter que ver Henry. – Falou Regina parecendo desconcertada, suas bochechas haviam corado levemente.

– Regina, desculpe mesmo por hoje... Prometo que não se repetira. – Falei sinceramente.

– É bom, pois se isso chegar a se repetir, se você chegar dois segundos depois do combinado, você nunca mais verá Henry. – Ameaçou.

– Então está tudo bem? – Perguntei confusa se o seu discurso exagerado havia sido um tipo de “sim, aceito as desculpas”.

– Nunca está tudo bem quando você está metida, Sheriff Swan. – Falou Regina indo até a porta.

– Nunca? – Perguntei me aproximando até demais da prefeita. A abordagem a assustou e devo dizer que até a mim.

A respiração de Regina ficou pesada, ela fechou os olhos como se controlasse sua respiração. Pude sentir o seu doce perfume de maçã e aquele cheiro me deixou tentada em cravar minhas narinas em seu pescoço.

Regina abriu os olhos e se afastou. Abriu a porta e com a mão fez sinal para que eu saísse e eu assim o fiz.

–- ** --

POV REGINA MILLS

Assim que Emma saiu, me tranquei no escritório, peguei minha garrafa de cidra de maçã e me encostei na cadeira até afundar.

Fiquei pensando em Swan, em sua repentina aproximação, nas suas provocações, no jeito desafiador que ela me olhava.

– Mãe... Terminei meus deveres. – Ouvi Henry dizer do outro lado da porta.

– Já vou querido. – Respondi dando mais um gole na garrafa, guardei e sai do escritório. – Já jantou? – Perguntei indo pra cozinha.

– Não...

– Que tal lasanha pra hoje? – Perguntei. Henry sorriu e eu entendi aquilo como um sim.

Comecei a cozinhar, era um hobby antigo que havia aprendido com minha baba.

Jantamos e fiquei o resto do tempo com Henry vendo TV, quando deu 21:30 mandei ele dormir e decidi fazer o mesmo.
Fui para cama confusa. Quando Emma se aproximou senti meu coração palpitar e uma vontade enorme de agarra-la ali mesmo. Mas me lembrei que eu a odiava, que era minha rival quanto a Henry, e isso era – ou deveria ser – tudo o que ela representava pra mim.
Mas infelizmente sonhei com ela e com suas provocações.

POV EMMA SWAN

Provocar a Regina? Desde quando eu faço isso? Logo com a Regina? Meus pensamentos estavam confusos.

Sai aturdida da casa dela. Peguei meu carro e estacionei na delegacia. Ao entrar encontrei alguém que não via ha muito tempo.

– Sheriff Swan! – Cumprimentou animado.

– Graham! – Cumprimentei no mesmo tom.

Depois que ele e Regina acabaram o caso deles, eu e termos brigado por ele ter me beijado, Graham saiu da cidade e foi ser policial em New York.

– Como andam as coisas por aqui? Muitos casos?

– Mesma coisa de sempre...

– E as pessoas? Como vão todos? – Percebi que ele queria saber de Regina, não consegui não dar uma pequena risada.

– A prefeita está muito bem pelo que eu saiba, se é o que quer saber. – Falei rindo.

– E quem falou em Regina? – Ele perguntou nervoso.

– Esqueceu que sou ótima em saber quando mentem pra mim?!

– Está certo... – Assumiu. – Mas também quero saber de você, de Mary Margaret, de Ruby...

– Mary Margaret e Ruby... – Falei me lembrando da cena do apartamento. – Elas estão bem... as duas descobriram coisas que acho que nem mesmo elas sabiam sobre si mesmas... – Falei mais pra mim do que pra ele.

– OK... Certo... – Falou me olhando confuso. – E você?

– Ótima. – Falei desviando o olhar.

– Não parece ter tanta certeza disso...

– O que te trás aqui? – Perguntei sorrindo e fazendo questão de deixar claro que queria mudar de assunto.

– Saudades... Está bem, acho que descobri alguma coisa. – Completou ao ver minha cara.

– Você gosta de Regina então?

– Você pode até falar que gosto dela, mas quem não para de falar dela é você. – Disse ele.

– Graham... – Falei rindo. – Assuma.

– Sim, eu senti saudades dela.

– Você quer dizer que quer...

– Voltar com ela? – Ele perguntou, e eu – por algum motivo – temi a resposta. – Talvez...

Aquilo foi como uma facada direta em meu peito, e eu não entendia o motivo disso.

– Mas você tinha me dito que não gostava dela...

– Eu percebi que gostava... gosto.

– E seu trabalho? – Falei. – Pretende voltar pra cá?

– Não sei, depende da resposta de Regina...

– Resposta de Regina? – Repeti. – Você foi falar com ela? – Perguntei, aumentando o tom de voz sem querer.

– Calma Emma! – Falou Graham parecendo surpreso com minha reação. – O que foi? Ciúmes? – Perguntou rindo.

Ciúmes de Graham? Era só o que me faltava. – Não! Obvio que não.

– Enfim ainda não falei com ela, irei amanhã... Agora tenho que pegar um quarto na pousada da Granny...

– Então você vai ficar.

– Se não te conhecesse eu diria que você não quer que eu fique aqui... – Falou ele desconfiado.

– Não é isso... só não sei se é uma boa ideia você se reaproximar de Regina...

– Ela está com outra pessoa? – Perguntou ele parecendo nervoso.

Não! Não que eu saiba... Eu quis dizer que não quero que se machuque. – Era meia verdade.

Graham sorriu e me abraçou. – Obrigado pela preocupação Emma... Mas sei me cuidar, ainda mais com Regina. – Sorriu malicioso, lancei um sorriso falso.

– Já esta ficando tarde... Já jantou? – Perguntou.

– Aceito o convite pra jantar. – Falei.

Fomos ao Granny’s e jantamos.

Notas finais
Gostaram?