Has Light in the Darkness
3 I'm Not Jealous of You
Notas iniciais
POV EMMA SWAN
Regina me permitiu passar uma tarde inteira com Henry desde que eu o trouxesse de volta para casa antes das cinco.
Tivemos um dia divertido, comemos hambúrguer no Granny’s enquanto eu tomava um especial com canela e Henry seu terceiro copo de chocolate.
Demos uma volta por Storybrooke, ficamos um pouco no castelo de areia de Henry e por fim fomos dar uma volta no estabulo – por alguma razão, ele e Regina adoravam montar a cavalo.
Henry montou em seu cavalo e eu o segui a pé – tinha um pouco de pavor de cavalo. Ele foi até uma parte do campo onde não se tinha tantas arvores, o sol que já estava sumindo dava uma luminosidade um pouco lilás no local.
Fiquei observando o lugar, que era extremamente bonito.
Henry desceu do cavalo e se encostou em uma das árvores.
– É realmente um lugar bonito. – Disse Henry como se tivesse lido minha mente. – Minha mãe e eu costumávamos a vir aqui duas vezes por mês e montávamos um piquenique... – Ele disse parecendo um pouco triste, olhava para baixo.
– Costumavam? – Perguntei.
– Ela não vem mais... Anda sem tempo ou sempre tem algum compromisso na prefeitura... Sempre arranja uma desculpa. – Disse parecendo ressentido.
– Ei garoto. – Falei indo ao seu encontro e o abraçando sem jeito. – Ela é realmente uma mulher ocupada, ela é a prefeita.
– E você é a xerife, mesmo assim tem tempo para sair comigo. – Ele disse me abraçando mais forte.
– Henry, tenho certeza que ela gostaria de sair mais com você... Ela gosta muito de você. – Disse acariciando seus cabelos.
Ficamos conversando por mais algumas horas que mais pareciam minutos. Eu gostava de estar na companhia de Henry e nunca pensei que sentiria um afeto tão grande por uma criança, muito menos pela criança que deixei ir para a adoção.
Quando olhei no relógio de pulso quase dei um pulo.
– O que foi? – Ele perguntou.
– Sua. Mãe. Vai. Me. Matar. – Falei pausadamente. Já passava das seis horas.
Fomos correndo até o carro e não me importei muito com os poucos sinais vermelhos que atravessamos, afinal, eu não me prenderia por isso.
Assim que chegamos estacionei o carro na frente da mansão Mills. Antes de sequer batermos na porta, Regina a abriu. Sua expressão era de poucos amigos, ela me fuzilava com o olhar e eu de certa forma ficava atraída por essa expressão. Espere... atraída?
– Henry, entre e vá para seu quarto terminar seus deveres. – Disse assumindo um tom e olhar bondoso. Henry me abraçou e entrou correndo. Regina voltou a me fuzilar. – Ms. Swan, entre. Precisamos conversar. – Falou dando espaço para eu entrar. Assim que entramos ela me conduziu até seu escritório e fechou a porta.
– Regina... eu...
– Ms. Swan. – Falou me interrompendo. – Se vamos ter que “dividir” Henry, temos que cumprir com nossos acordos, e um deles é chegar no horário estabelecido.
– “Dividir Henry”? “Acordos”- Repeti. – Não lembro de termos feito acordo algum sobre isso, Regina. – Falei colocando as mãos nos bolsos de trás da calça. – Você apenas me deu permissão para passar uma tarde com ele. – Falei confusa.
– Bom... presumi que entendesse que isso era um tipo de acordo. – Falou em tom irônico.
– Precisa deixar as coisas mais claras quando quiser que as pessoas entenda, Madam Mayor. – Falei usando o mesmo tom.
– É o seguinte, Ms. Swan... – Regina respirou fundo, como se não acreditasse que ia falar isso. – Já que você não vai embora, e mesmo que fosse Henry sentiria muito a sua falta, terei de aceitar você em nossas vidas.
– Nossas?! – Repeti arqueando as sobrancelhas, não conseguia conter um sorriso no canto da boca. Regina havia me incluído em sua vida de certa forma, e isso de algum jeito me deixou um tanto quanto feliz.
– Eu quis dizer quanto você ter que ver Henry. – Falou Regina parecendo desconcertada, suas bochechas haviam corado levemente.
– Regina, desculpe mesmo por hoje... Prometo que não se repetira. – Falei sinceramente.
– É bom, pois se isso chegar a se repetir, se você chegar dois segundos depois do combinado, você nunca mais verá Henry. – Ameaçou.
– Então está tudo bem? – Perguntei confusa se o seu discurso exagerado havia sido um tipo de “sim, aceito as desculpas”.
– Nunca está tudo bem quando você está metida, Sheriff Swan. – Falou Regina indo até a porta.
– Nunca? – Perguntei me aproximando até demais da prefeita. A abordagem a assustou e devo dizer que até a mim.
A respiração de Regina ficou pesada, ela fechou os olhos como se controlasse sua respiração. Pude sentir o seu doce perfume de maçã e aquele cheiro me deixou tentada em cravar minhas narinas em seu pescoço.
Regina abriu os olhos e se afastou. Abriu a porta e com a mão fez sinal para que eu saísse e eu assim o fiz.
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POV REGINA MILLS
Assim que Emma saiu, me tranquei no escritório, peguei minha garrafa de cidra de maçã e me encostei na cadeira até afundar.
Fiquei pensando em Swan, em sua repentina aproximação, nas suas provocações, no jeito desafiador que ela me olhava.
– Mãe... Terminei meus deveres. – Ouvi Henry dizer do outro lado da porta.
– Já vou querido. – Respondi dando mais um gole na garrafa, guardei e sai do escritório. – Já jantou? – Perguntei indo pra cozinha.
– Não...
– Que tal lasanha pra hoje? – Perguntei. Henry sorriu e eu entendi aquilo como um sim.
Comecei a cozinhar, era um hobby antigo que havia aprendido com minha baba.
Jantamos e fiquei o resto do tempo com Henry vendo TV, quando deu 21:30 mandei ele dormir e decidi fazer o mesmo.
Fui para cama confusa. Quando Emma se aproximou senti meu coração palpitar e uma vontade enorme de agarra-la ali mesmo. Mas me lembrei que eu a odiava, que era minha rival quanto a Henry, e isso era – ou deveria ser – tudo o que ela representava pra mim.
Mas infelizmente sonhei com ela e com suas provocações.
POV EMMA SWAN
Provocar a Regina? Desde quando eu faço isso? Logo com a Regina? Meus pensamentos estavam confusos.
Sai aturdida da casa dela. Peguei meu carro e estacionei na delegacia. Ao entrar encontrei alguém que não via ha muito tempo.
– Sheriff Swan! – Cumprimentou animado.
– Graham! – Cumprimentei no mesmo tom.
Depois que ele e Regina acabaram o caso deles, eu e termos brigado por ele ter me beijado, Graham saiu da cidade e foi ser policial em New York.
– Como andam as coisas por aqui? Muitos casos?
– Mesma coisa de sempre...
– E as pessoas? Como vão todos? – Percebi que ele queria saber de Regina, não consegui não dar uma pequena risada.
– A prefeita está muito bem pelo que eu saiba, se é o que quer saber. – Falei rindo.
– E quem falou em Regina? – Ele perguntou nervoso.
– Esqueceu que sou ótima em saber quando mentem pra mim?!
– Está certo... – Assumiu. – Mas também quero saber de você, de Mary Margaret, de Ruby...
– Mary Margaret e Ruby... – Falei me lembrando da cena do apartamento. – Elas estão bem... as duas descobriram coisas que acho que nem mesmo elas sabiam sobre si mesmas... – Falei mais pra mim do que pra ele.
– OK... Certo... – Falou me olhando confuso. – E você?
– Ótima. – Falei desviando o olhar.
– Não parece ter tanta certeza disso...
– O que te trás aqui? – Perguntei sorrindo e fazendo questão de deixar claro que queria mudar de assunto.
– Saudades... Está bem, acho que descobri alguma coisa. – Completou ao ver minha cara.
– Você gosta de Regina então?
– Você pode até falar que gosto dela, mas quem não para de falar dela é você. – Disse ele.
– Graham... – Falei rindo. – Assuma.
– Sim, eu senti saudades dela.
– Você quer dizer que quer...
– Voltar com ela? – Ele perguntou, e eu – por algum motivo – temi a resposta. – Talvez...
Aquilo foi como uma facada direta em meu peito, e eu não entendia o motivo disso.
– Mas você tinha me dito que não gostava dela...
– Eu percebi que gostava... gosto.
– E seu trabalho? – Falei. – Pretende voltar pra cá?
– Não sei, depende da resposta de Regina...
– Resposta de Regina? – Repeti. – Você foi falar com ela? – Perguntei, aumentando o tom de voz sem querer.
– Calma Emma! – Falou Graham parecendo surpreso com minha reação. – O que foi? Ciúmes? – Perguntou rindo.
Ciúmes de Graham? Era só o que me faltava. – Não! Obvio que não.
– Enfim ainda não falei com ela, irei amanhã... Agora tenho que pegar um quarto na pousada da Granny...
– Então você vai ficar.
– Se não te conhecesse eu diria que você não quer que eu fique aqui... – Falou ele desconfiado.
– Não é isso... só não sei se é uma boa ideia você se reaproximar de Regina...
– Ela está com outra pessoa? – Perguntou ele parecendo nervoso.
– Não! Não que eu saiba... Eu quis dizer que não quero que se machuque. – Era meia verdade.
Graham sorriu e me abraçou. – Obrigado pela preocupação Emma... Mas sei me cuidar, ainda mais com Regina. – Sorriu malicioso, lancei um sorriso falso.
– Já esta ficando tarde... Já jantou? – Perguntou.
– Aceito o convite pra jantar. – Falei.
Fomos ao Granny’s e jantamos.
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