Notas iniciais
Finalmente conseguimos postar o capítulo no domingo! eeee (insira sua comemoração) Esperamos que gostem

POV NARRADOR

Seus olhos abriram rapidamente, numa velocidade assustadora. Regina ficou olhando o quarto, como se não soubesse onde estava, tentando reconhecer o local fechado e escuro que era seu dormitório. Virou-se para o outro lado e encarou o relógio em cima do criado mudo. As letras verdes no visor de LED mostravam o horário de 7:36. Bufou irritada e se virou de bruços, abraçando o travesseiro do seu lado. Porque tinha acordado tão cedo em pleno sábado? O que estava acontecendo com ela?

Tentou se lembrar o que lhe fizera acordar tão cedo e repentinamente, mas nada vinha em sua mente. Não sabia se tivera um pesadelo ou sonho esquisito, era como se ainda estivesse adormecida. Virou-se para o outro lado e fechou os olhos, tentando voltar a dormir e descansar. Mas sua tentativa foi falha, já que mesmo tudo estando escuro, e estar de olhos fechados, o sono não voltava.

Bufou irritada e se sentou na cama. Não era a primeira vez que perdia o sono, isso estava acontecendo bastante ultimamente, mas o pior não era isso, o? pior era que não conseguia se lembrar porque isso acontecia?. Levantou e entrou no banheiro, decidida a tomar um banho e relaxar um pouco, tirar a tensão que estava tendo, pois o banho sempre a ajudava a relaxar. Quem sabe depois do banho conseguiria voltar a dormir um pouco.

Deslizou as alças da camisola pelo ombro e deixou que a fina peça de roupa caísse aos seus pés. Tirou a calcinha e abriu o box do banheiro, entrando e abrindo o registro do chuveiro. A água quente caiu sobre seu corpo e ela realmente se sentiu relaxada. Pendeu sua cabeça para trás e fechou os olhos, deixando a água escorrer em seu rosto e corpo.

Escutou o barulho da porta do banheiro se abrindo e se fechando devagar. Abriu os olhos assustada e olhou para a porta. O banheiro estava completamente cheio do mormaço causado pela água quente do chuveiro. Regina ficou olhando o vulto parado em frente ao box, mas não conseguiu identifica-lo.

– Henry?- Chamou e recebeu uma risada em troca. Ela conhecia aquela risada.

– Tente outra vez.

Ela conhecia aquela voz também. Sentiu seus pelos do braço se eriçarem com o timbre de voz que estava em seu banheiro. Limpou o vidro do box e olhou para frente. Ah, aquela maldita jaqueta de coro vermelha estava lá. O pior de tudo era a dona da jaqueta que estava parada, de braços cruzados e com um sorriso cínico em seus lábios, olhando a mulher morena tomar banho. Regina sentiu suas bochechas ficarem rubras e puxou a toalha, cobrindo suas partes.

– O q-que está fazendo aqui Miss Swan? – Perguntou enquanto se enrolava na toalha.

– Não posso mais te visitar, prefeita? – Emma abriu o box do chuveiro e olhou a mulher a sua frente de cima embaixo, mordendo o lábio inferior.

– Me visitar é uma coisa. Entrar no meu quarto e no meu banheiro enquanto estou tomando banho é outra. Como você conseguiu entrar aqui?

Emma apenas riu e entrou no box, a loira foi se aproximando cada vez mais e Regina recuando ao mesmo tempo, até que as costas da morena se chocaram na parede. Regina se encolheu e Emma se aproximou mais. A mulher sentiu a jaqueta de couro molhada encostar em seu braço e o hálito de canela bater em seu rosto com a aproximação da loira. Sua respiração começou a ficar ofegante e ela não conseguia mexer um musculo sequer. Os lábios da loira encostaram no ouvido da mulher, trazendo uma onda de arrepios na espinha de Regina.

– Acontece prefeita, – Emma deu mais uma de suas risadas cínicas no ouvido da morena. – Que eu não entrei aqui. Tudo isso é imaginação sua.

Os olhos de Regina se abriram subitamente. Ela ainda estava embaixo do chuveiro, com a água caindo em seu rosto, a toalha continuava no mesmo lugar, intacta, e a porta do box, assim como a do banheiro, fechada. Parecia que a presença de Emma ainda estava ali, parecia que a loira realmente tinha invadido a casa da prefeita e seu banheiro e nada fora fruto de sua imaginação. A respiração de Regina estava descompassada e seu coração batia aceleradamente. Fechou o registro e puxou a toalha, se secando e enrolando-se. Abriu a porta do banheiro e saiu para o closet. Parou em frente as camisas e puxou uma vermelha de seda. Pegou uma calça jeans preta e se trocou. Secou o cabelo e arrumou as madeixas que sempre teimavam a ficar fora do lugar. Calçou seus chinelos e saiu do quarto.

Desceu as escadas e foi para a cozinha. Pegou o bacon, os cortou em pedaços e os colocou para fritar. Pegou os ovos, os quebrou e começou a preparar a omelete, colocando para fritar junto com os bacons. Colocou duas fatias de pão na torradeira e ligou a TV, esperando seu café da manhã ficar pronto. A porta da cozinha foi aberta e Henry parou, olhando a mãe com a cara de quem acabara de acordar.

– Acordou cedo? – Regina perguntou sorrindo enquanto Henry caminhava para a cadeira.

– Ouvi barulho no seu quarto e depois senti o cheiro de comida.

– Já faço o seu café da manhã. O que vai querer comer?

– Waffles com mel, torrada com geleia e cereal.

Regina assentiu e começou a preparar o café da manhã do filho. Mudou o canal para um de desenhos, onde estava passando Hey Arnold! , um dos desenhos preferidos de Henry. Alguns minutos depois o café da manhã dos dois estava pronto. Ela pegou os pratos, levou até a mesa e se sentou de frente ao filho. Comeram em silêncio, apenas assistindo a TV e dando risadas.

– Mãe? – Henry chamou a mulher assim que terminou.

– Sim meu querido?

– Ahn... Emma e Mary Margaret vão ir à floresta fazer um piquenique e Mary Margaret quer me ensinar a atirar arco e flecha. Posso ir?

– Arco e flecha é meio perigoso para um garotinha como você. – Henry abaixou a cabeça desapontado. – E piquenique? Pensei que gostasse de ir a piqueniques comigo. – Regina disse com uma voz de desapontamento.

– Mas eu gosto. Só que a senhora ultimamente não sai mais comigo e nós nunca mais fizemos um piquenique.

– Ah...

Regina sentiu uma pontada de culpa atravessar seu peito. Henry não estava mentindo, era verdade. Ultimamente ela estava tão focada na prefeitura que acabara se esquecendo do próprio filho. E agora o estava perdendo para Emma Swan. Seus olhos se iluminaram quando teve uma ideia para passar o dia com o pequeno.

– Mas hoje você passará o dia comigo. Vamos andar de cavalos e faremos um piquenique embaixo daquele carvalho, como sempre fazíamos antes.

– Jura? – Os olhos de Henry brilharam e Regina sorriu.

– Juro. Agora vá se arrumar enquanto eu preparo as coisas para levarmos.

Henry se levantou e saiu correndo. Regina riu e começou a pegar as coisas que precisava e colocar dentro da cesta de madeira. A campainha tocou e ela foi atender, mas não se animou ao ver Emma parada em frente a mesma, com sua velha jaqueta de couro e seu sorriso estampado no rosto.

– O que quer Ms. Swan? – Regina perguntou impaciente. Já não bastava vê-la em sua imaginação, tinha que vê-la pessoalmente.

– Vim buscar o garoto para ele passar o dia comigo e Mary Margaret. Vamos à floresta atirar arco e flecha e fazer piquenique.

– Arco e flecha não é um brinquedo aconselhável para crianças de dez anos, Sheriff. E, muito obrigada pelo convite, mas Henry e eu passaremos o dia juntos. – Emma a olhou espantada e Regina riu – O que foi senhorita? Algum problema?

– N-nenhum Mayor. Bem, obrigada pela atenção. Tenham um bom dia.

Regina fechou a porta e se virou com um sorriso enorme em seu rosto. Emma não conseguira acreditar que o garoto ia passar o dia com a mãe do que com ela. Era isso que ela adorava, ver a loira confusa e sempre ter o ar de vitória por cima da mulher. Voltou para a cozinha e terminou de colocar a meia dúzia de maças dentro da cesta. Henry parou em frente a porta da cozinha com sua mochila nas costas.

– Emma estava aqui?

– Estava sim. Mas eu a avisei que iríamos passar o dia juntos. Já está pronto? – O garoto assentiu e Regina sorriu. – Então vamos.

Regina pegou a cesta e os dois saíram da casa. Entraram no carro e se dirigiram para o campo. A mulher estacionou o carro na sua vaga e ambos desembarcaram. Henry correu até o estabulo e soltou seu cavalo branco. Regina chegou logo atrás e soltou o seu. Cada um subiu em seu cavalo e começaram a cavalgar em direção a árvore. Apostaram corridas, cavalgaram um do lado do outro, observando a paisagem do campo e assim foi até chegarem a árvore. Colocaram os cavalos de seu lado.

Regina abriu a cesta e tirou duas maças de dentro, dando aos cavalos. Henry e ela começaram a comer o bolo e torradas que tinham ali. Logo depois de estarem satisfeitos montaram novamente nos cavalos e foram cavalgando até o lago que tinha do outro lado. Se sentaram e ficaram observando o fim de tarde. Regina sentia falta de passar o tempo assim com seu filho, o dia inteiro cavalgando, fazendo piqueniques embaixo do carvalho e olhando o pôr do sol refletir na água cristalina do lago.

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POV EMMA SWAN

Voltei para o apartamento e encontrei Mary Margaret deitada de bruços na cama ao telefone. Sua mochila – que eu esperava conter comida – e seu saco de flechas estavam sobre o chão ao lado do arco.

– ... está bem então. Amanhã as 22 horas no mesmo local. Beijos. – Falou antes de desligar. Se levantou da cama com um sorriso no rosto e quase caiu ao me ver encostada no balcão.

– Ah! Emma! – Gritou pousando a mão sobre o coração. – Que susto! – Eu dei risada e ela assumiu um tom sério mas nervoso. – Você ouviu meu telefonema? – Eu confirmei e suas bochechas enrubesceram – O que você ouviu?

– Ouvi que você tem um encontro amanhã as dez horas! – Falei rindo. – Com quem?

– Vamos para a aula de arco e flecha? Onde está Henry? – Perguntou mudando de assunto bruscamente.

– Nossa, que cara de pau a sua em mudar de assunto desse jeito. – Reclamei rindo. – Regina disse que passaria o dia com ele. “Não acredito que arco e flecha seja uma atividade para um garoto de dez anos”.

– Você sabe que sua imitação da Regina é horrível, não é? – Falou rindo. – Sinceramente, me surpreenderia se Regina aceitasse normalmente. Mas já que ela vai sair com ele não vou reclamar. – Dei de ombros. – Está pronta então?

– Só pegar minha mochila.

Eu e Mary Margaret fomos em meu pequeno fusca amarelo até uma parte da floresta, ela pintou um alvo em uma árvore e me ensinou a atirar. Como sou xerife não achei que seria tão difícil, estava acostumada a mirar e atirar, mas descobri que arco e flecha é totalmente diferente.

Depois de muito treino e flechas perdidas mata a dentro, consegui atirar uma no alvo. Comemoramos comendo a gloriosa torta que Mary havia feito. Voltamos para casa horas depois, tomamos um banho e fomos no Granny’s jantar.

Pegamos uma mesa no canto do restaurante e pedimos um lanche. Percebi que Ruby não parava de olhar para nossa mesa e que Mary Margaret olhava para ela enquanto ela não a olhava. – É com ela que você vai sair! – Falei em um tom alto.

– Shhh! – Falou Mary Margaret praticamente pulando a mesa e tampando minha boca com a mão. Para nossa sorte ninguém ouviu ou viu. – Quer falar mais alto? – Perguntou irônica.

– É com ela? – Perguntei.

– Ela quem? – Perguntou Mary Margaret olhando para o cardápio, mesmo já tendo pedido.

– Com a Granny! – Ironizei. – Com a Ruby, é claro! – Ela apenas me fuzilou por cima do cardápio. – Vamos! Por que não assume?!

– Por que não estou saindo com ela por que gostou ou estou “afim” dela. – Disse.

– Você tem atração por ela, então...

– Eu estou saindo com Ruby por... Luxuria. – Disse Mary Margaret como se estivesse cometendo o crime do século.

– Luxuria? Me diga que não está transando com a Ruby pra esquecer o David... – Mary Margaret abaixou a cabeça. – Mas... E se ela gostar de você?! Você vai acabar magoando ela!

– Ela não gosta de mim! Nos duas estamos saindo por que queremos esquecer alguém! – Falou Mary Margaret ainda encarando o cardápio.

– Esquecer... quem ela quer esquecer? – Perguntei franzindo o cenho. Não lembrava de Ruby ter um namorado ou algo do tipo.

– Ela não quer falar... – Respondeu. – Agora mudamos de assunto, ela está vindo pra cá.

– Aqui está o lanche de vocês... – Falou colocando meu hambúrguer e depois o da Mary Margaret, parou e ficou encarando a mesma.

– Ah... obrigada, Ruby. – Falei ela me olhou, corou levemente e saiu.

Com certeza aquilo foi extremamente e-s-t-r-a-n-h-o.

– Onde vocês vão amanhã? – Perguntei pra quebrar o silencio que havia dominado nossa mesa.

– Ah, no lugar onde nós... começamos? – Ela não parecia ter certeza se era a melhor palavra.

– Não quer falar onde é, não fale. Mas não me obrigue a ouvir vocês gemendo a noite inteira! – Pedi rindo fazendo-a corar e rir junto.

– Ouvi dizer que Graham voltou pra cidade... – Falou ela depois de um tempo.

– Uhum. – Comentei com medo de onde essa conversa poderia ir.

– E você... já se encontrou com ele? Falou com ele...? – Suspirei, já sabia onde ela queria chegar, e esse não era bem o assunto que eu queria no momento.

– Se quer saber se estou com ele, a resposta é não. Você sabe tanto quanto eu que quem me beijou foi ele!

– E você ficou afim dele. Por que não assume, Emma? – Perguntou. – Por que é tão cabeça dura?

– Eu não fiquei afim dele! – Frisei alterando um pouco o tom de voz.

– Está bem, Emma. – Falou dando-se por vencida, mas eu tinha certeza que ela voltaria nesse assunto alguma hora. – Enfim, por que ele voltou?

– Diz que percebeu que gostava ou gosta da prefeita. – Falei amargurada. Espera, amargurada?

Ah... – Mary Margaret parou de comer e começou a me encarar, agora sim ela teria certeza que eu gostava de Graham. – E você, como se sente sobre isso?

– Está querendo roubar o emprego do Archie? – Perguntei tentando desviar do assunto.

O que raios estava acontecendo comigo! Por que eu estaria amargurada sobre o motivo da volta de Graham? Eu não posso estar afim dele... Mas e se não foi por causa dele e sim por causa do motivo de sua volt... Não! Afaste esse pensamento da cabeça, Swan!

Mary Margaret e eu fomos embora, não pude deixar de notar que ela e Ruby ficaram se encarando em silencio na hora de pagar a conta e isso me deixou um pouco desconfortável. O que eu menos queria era ficar de vela toda vez que viéssemos na Granny.

Notas finais
Comentários? Isso anima a gente a fazer capítulos melhores!