Notas iniciais
Eee, conseguimos postar no domingo novamente! Uhu o/ progresso! Enfim, esperamos que gostem do capítulo e não queiram nos matar... Enjoy it.

POV REGINA MILLS

Estava sozinha na mansão. Henry tinha saído pra passar o dia com Emma Swan e Mary Margaret Blanchard. Decidi fazer uma torta de maça quando a campainha tocou. Henry já chegou? Ainda é cedo...

– Gra.. Graham? – Perguntei surpresa assim que abri a porta e o vi escorado em um dos pilares. – O que está fazendo aqui?

– Resolvi voltar...

– E posso saber por que está parado á porta de minha casa?

– Vim te ver.

Fiquei o encarando por alguns segundos. Suas respostas curtas estavam me deixando nervosa. – Não sei se recorda, mas da ultima vez que nos vimos não foi nada agradável, então...

– Eu sei. – Falou me interrompendo. – Erros do passado. Será que posso entrar? – Perguntou arqueando as sobrancelhas.

Revirei os olhos e fui para o lado dando espaço para ele passar. – Entre, mas seja breve, estou cozinhando uma...

– Torta de maçã? – Perguntou me interrompendo novamente. Parecia uma criança cheia de esperança, assenti e ele sorriu. – Você sabe que amo suas tortas de maçã!

– Hum. – Me limitei a dizer. – Então acho que não tem problema se eu continuasse cozinhando, não é?

– A casa é sua. – Respondeu. Galanteador. Pensei irônica, virei os olhos e fui para a cozinha com Graham nos calcanhares.

Fomos até a cozinha e continuei com minha torta. Quando fui coloca-la no forno, me abaixei e pelo canto do olho pude ver Graham olhando para minha bunda.

– O que queria mesmo? – Perguntei, tentando não parecer ríspida.

– Senti saudades... – Falou. Graham começou a se aproximar e para minha surpresa percebi que fiquei nervosa, o que era estranho, pois dava para perceber no olhar dele o quanto me desejava, mas mesmo assim não podia deixar de sentir... medo?

Quando dei por mim Graham estava tão perto que podia sentir sua respiração contra a minha. Ele parou e me encarou com olhar pidão, fechei meus olhos e senti suas mãos envolvendo minha cintura, por um momento Emma Swan veio em minha mente, fiquei assustada. Por que raios Emma Swan veio em minha mente quando Graham está prestes a me agarrar?! Olhei para Graham, que estava muito perto, queria tirar Emma de minha mente e já tinha uma ideia de como fazer isso. Beijei o ex xerife.

POV EMMA SWAN

Henry e Mary Margaret e eu fomos ver um filme no cinema e passear pelo shopping. Depois da sessão, Henry insistiu para que entrássemos em uma livraria, Mary Margaret foi a primeira a entrar, parecia uma criança quando ganha doce.
Lá dentro, Henry e Mary Margaret pareciam ter entrado em um mundo magico, Henry foi para a parte de literatura infanto-juvenil, Mary Margaret foi para romances e ficções e eu fiquei parada. Eu não gostava muito de ler, preferia ver um filme e ouvir músicas. Fui até uma parte da livraria onde tinham alguns cd’s para ver se algum me interessava, depois de meia hora, eu já estava sentada em uma das poltronas da livraria e Henry e Mary Margaret ainda não tinham escolhido nada, alguns minutos depois eles vieram, Mary Margaret carregava cinco livros e Henry apenas um. Fomos até o caixa e eu dei os livros de presente para os dois. Não sabia quem me agradecia mais, Mary Margaret ou Henry.

Já estava tarde quando terminamos nossa casquinha de sorvete, fomos no meu pequeno fusca levar Henry até a mansão. Tocamos a campainha varias vezes mas Regina não atendeu, Henry pegou uma chave embaixo do tapete de entrada e abriu a porta.

– Mãe? – Chamou Henry. Silencio novamente. Henry se virou para mim para falar alguma coisa quando ouvimos o barulho de alguma coisa caindo no chão. – O barulho vem da cozinha. – Alertou Henry sussurrando.

Henry estava indo para a cozinha quando eu o parei. – Pode ser perigoso, e se for algo perigoso sua mãe vai me matar se souber que você está indo diretamente pra lá. Então fique no carro com Mary Margaret. – Hery ia protestar quando eu me forcei a fazer uma cara de autoritária.

– Você sabe que não está dando certo, não é? – Zombou ele.

– Não. Mas se não quiser encrenca comigo e com sua mãe, pelo amor de Deus, volte pro carro. – Ele virou os olhos e foi em direção ao carro.

Saquei o revolver do meu coldre, e fui em direção à cozinha. Me escorei na porta, ouvi alguns barulhos e entrei, me arrependendo amargamente depois.

Graham e Regina estavam nus no chão da cozinha. Assim que me viram coraram, Regina tinha um ar divertido e ao mesmo tempo assustado. – Ah. Meu. Deus! – Falei cobrindo os olhos e virando para o outro lado. Graham colocou a calça e a blusa correndo e Regina seu vestido. Graham passou por mim na mesma velocidade em que se vestiu e foi embora. Me virei e encarei Regina, que estava recolhendo as panelas caídas. Era esse o barulho que ouvimos. Fala sério, eu nunca mais entro em casas quando ouvir barulhos estranhos.

Fiquei quieta esperando Regina falar algo, como seu silencio permaneceu decidi falar algo, um estouro vindo do forno me interrompeu.

– Minha torta! – Falou ela desesperada. Foi colocar a mão na alça para puxar a tampa, mas queimou a mão. Peguei um pano e abri, a fumaça me fez tossir, peguei sua torta e praticamente a joguei na pia, a forma estava muito quente. – Droga! – Falou, a torta estava completamente torrada.

– Precisamos conversar. – Falei friamente, me surpreendendo depois. Notei que estava mais brava do que deveria.

Ela deve ter percebido, pois seu olhar demonstrava um pouco de medo. Ela limpou a garganta e disse: — Vamos até meu escritório.

Ah meu Deus... o escritório novamente. Controle-se Emma Swan!

Assim que entramos Regina fechou a porta, serviu dois copos com cidra de maçã e me ofereceu um. Peguei mas não beberia hoje – não por enquanto.

– O que quer conversar, Ms. Swan? – Perguntou em seu tom normalmente frio, nem parecia que eu a havia flagrado com Graham na cozinha.

– Sabe que horas são, Madam Mayor?

– Não. – Falou bebendo mais um gole, ela tentava disfarçar mas eu sabia que ela estava nervosa. Sua mão estava tremendo levemente e seus lábios também.

– São dezenove horas. O horário combinado para Henry voltar. – Falei, coloquei o copo de cidra em cima de sua mesa e me apoiei nela. – Assim que Henry e eu – sim, Henry entrou comigo – entramos em sua casa sabe o que ouvimos? – Ela arqueou as sobrancelhas. – Nada. Apenas o som de algo vindo da cozinha, e sabe o que Henry fez? Ele ficou preocupado com você e eu também. – Falei sem pensar me arrependendo no segundo seguinte, pois comecei a corar. – Fiquei preocupada, pois eu e ele pensávamos que alguém poderia ter invadido sua casa ou sei lá. Mandei Henry para o carro junto a Mary Margaret, e fui até a cozinha com arma em mãos e tudo que encontro é a prefeita e o ex xerife transando no chão. Agora imagine, Madam Mayor, o trauma de Henry se visse essa cena. – Quando percebi já estava gritando, estava nervosa e eu sabia que não era apenas por Henry.

– Henry está lá fora? – Perguntou ela, se antes ela não estava nervosa, agora ela estava. – Ah meu Deus! – Ela abaixou a cabeça e a apoiou nas mãos.

– Acho que alguém deve pensar antes de sair transando no meio da casa, ou pelo menos mandar uma mensagem! “ Cara Ms. Swan, — Falei imitando sua voz ao pronunciar meu nome. – Estou nesse momento transando com seu ex chefe! Poderia trazer Henry mais tarde para casa? Obrigada, Regina Mills!” – Provoquei.

Regina me encarou e se levantou veio até minha direção e se aproximou. Definitivamente Regina não sabe o que é espaço pessoal. Respirou fundo e “disse”: – Você não tem direito algum de vir aqui e falar desse jeito comigo, Sherrif! O que faço ou deixo de fazer é assunto meu!

Fiquei surpresa com seu tom de voz, ela estava brava, mas não tanto quanto eu. – É assunto meu desde que isso envolva Henry! Eu não quero pensar na reação dele caso encontrasse você... você...

– Eu o que, Ms. Swan? – Perguntou fria. Percebi que lembrar de Regina nua com Graham era simplesmente algo insuportável para mim, e falar nisso era nauseante. – Você não liga para Henry! Nunca teve ninguém e não tem sequer senso de proteção, então não venha com esse papo de “fiquei preocupada com você”!

Eu fiquei preocupada sim! – Gritei. – Ao contrario de você, que não pensou em Henry!

Regina parecia que ia explodir. Achei que ela ia gritar comigo, mas ao contrario disso ela me deu um tapa no rosto, no qual eu revidei. Pensei que ela ia surtar e me bater ou gritar, mas ela fez algo que me surpreendeu ainda mais.

POV REGINA MILLS

Prensei Emma contra parede. Sua respiração batia contra a minha. Swan parecia tão surpresa quanto eu. Sentia que deveria beija-la, mas sabia que não era o certo, afinal aquela era Emma Swan!
Mas mesmo assim eu queria, e antes de pensar em mais alguma coisa, Emma se adiantou me beijou ferozmente. Ela trocou de posição me deixando prensada na parede, grudou seu corpo em mim de jeito que nem uma corrente de ar poderia passar entre nós. Nos afastamos quando o ar se fez necessário.

Ficamos nos encarando pelo que pareceu horas. Não conseguia tirar meus olhos do dela, ela encarava minha boca. Ainda estava imprensada contra Emma quando seu telefone tocou. Swan ficou me encarando como quem pedisse permissão para atender e eu virei os olhos.

Ainda com nossos corpos colados, Emma atendeu: — Alo? Graham? Não... agora eu não posso. – Seu tom de voz era frio e por um minuto pensei que podia ser de ciúmes. Regina! Pare com isso! Tentei me desvencilhar de seu braço esquerdo que continuava me prendendo contra a parede, mas ela impediu. – Depois te ligo.

Ela desligou e continuou me encarando. Eu não sabia o que fazer e podia jurar que ela também não. Percebi que ela abriu a boca para falar alguma coisa e decidi me adiantar: — Poderia tirar os braços?

Ela piscou varias vezes até resolver tirar um dos braços, me afastei e fui em direção a porta.

– Miss Swan, tenho certeza que tem mais o que fazer. Se puder se retirar, eu tenho que fazer uma nova torta para meu filho. Mande-o entrar, por favor. – Falei autoritária.

Ela andou em minha direção e antes que ela pudesse fazer qualquer coisa eu abri a porta. Emma me encarou e foi embora.

POV EMMA SWAN

BEIJAR REGINA MILLS? Emma o que está acontecendo?! Eu só poderia estar ficando doida.

Meus pensamentos foram interrompidos com Henry, que saiu correndo do fusca, com Mary Margaret nos calcanhares. – Emma! Emma! Minha mãe está bem? Você demorou tanto para sair! Vimos Graham saindo correndo da casa!

Fiquei o encarando, não tinha a menor ideia do que falar para ele, Mary Margaret deve ter percebido pois disse: — Henry, calma! Emma, nós temos que ir lá... fazer aquela coisa...

Percebi que era uma desculpa, mas provavelmente não fui a única a perceber isso, pois Henry disse: — Mary Margaret, eu já entendi... Coisa de adultos. Está bem. – Falou revirando os olhos e vi que o jeito que ele fazia exatamente igual a Regina. Emma, pelo amor de Deus, pare de pensar em Regina! – Vou ir para casa, obrigado pelo dia. – Ele se despediu e ficamos vendo ele entrar na casa.

– Agora me conte o que aconteceu! – Falou Mary Margaret assim que entramos no apartamento e eu me joguei em sua cama. – Henry disse que vocês ouviram barulho de alguma coisa e você o mandou para o carro e sacou a arma... ele não explicou direito, estava nervoso... e muito ansioso.

Respirei fundo, Mary Margaret se sentou ao meu lado na cama esperando uma resposta. – Chegamos e ouvimos o barulho de alguma coisa na cozinha e eu o mandei ir pro carro, se fosse alguma coisa séria você sabe tanto quanto eu o quanto Regina ia me xingar para o resto da vida se eu deixasse Henry entrar junto... – Mary Margaret concordou. – Entrei na cozinha e encontrei...

– O que, Emma? – Perguntou depois que fiquei alguns segundos calada. Deuses, como não queria lembrar da cena.

– Graham e Regina estavam... Os dois na... Os dois estavam...

– Transando? – Perguntou depois de ver minha dificuldade em terminar a frase. Eu concordei e ela cobriu a mão com a boca. – Meu Senhor... Uau... Graham e Regina? Eu sei como Regina é vingativa, pensei que depois do que aconteceu entre você, Graham e ela, ela nunca ia perdoa-lo. Mas ela deve gostar dele não é? – Gostar dele? Ah meu Deus, estou prestes a vomitar. – Você está bem, Emma? Está pálida...

– Só é... muita informação de uma vez só. – Falei me dando conta do que estava acontecendo.

Me levantei e fui tomar um banho gelado, meu telefone começou a tocar e vi no identificador de chamada que era Graham, desliguei o telefone e entrei. Precisava pensar no que estava acontecendo. Aquela raiva que senti assim que vi os dois, a raiva que estava sentindo de Graham, a frieza que tratei Regina, tudo isso só podia significar uma coisa. Não, não, não! Emma Swan! Não pense nisso, isso não pode ser verdade! Eu estava me apaixonando por Regina.

Notas finais
Eu disse que no final tudo se acerta, muita calma e por favor não nos matem! Comentários, criticas, duvidas? Responderemos qualquer pergunta! Até o próximo Domingo!