Has Light in the Darkness
6 Can I Make a Birthday Party?
Notas iniciais
POV REGINA MILLS
Mas o que esta acontecendo comigo? O que deu em mim para beijar Swan? Isso não podia ter acontecido. E se Henry tivesse entrado no escritório e visto nós duas, o que iríamos falar para ele? Não, isso não irá mais se repetir. O melhor que tenho para fazer é me afastar de Emma Swan e dela de mim, assim todas as coisas que estou pensando e que envolvam a sheriff.
Saí do escritório e subi as escadas. Parei em frente à porta do quarto de Henry e respirei fundo. Girei a maçaneta e abri a porta, colocando a cabeça pelo vão aberto e olhando o que ele estava fazendo. O garoto estava embaixo das cobertas assistindo televisão. Entrei em seu quarto e me sentei na beirada de sua cama, ao seu lado, passando a mão por seu cabelo e bagunçando-o.
–O que aconteceu lá embaixo?- Henry desviou sua atenção da televisão e me olhou. Suspirei fundo.
–Nada meu querido. A senhorita Swan apenas pensou ter ouvido alguém, mas era somente eu que havia derrubado a panela. Nada de mais.
–Mas eu vi Graham passar correndo pelo jardim.
–Gra- Graham? – Perguntei assustada e Henry assentiu. – Não me lembro que ele estava na minha casa. Como ele podia estar aqui se não está mais em Storybrooke?
–Não sei, mas...
–Acho que você está começando a ver coisas Henry. Vou te levar amanhã ao doutor Hopper. Agora vá dormir, está tarde – Me levantei e desliguei a TV.
–Mas Mary Margaret também viu! – Merda! Me virei para ele e respire fundo, pensando em algo para falar.
–Ela te falou alguma coisa por acaso?
–Não, mas...
–Nada de “mas” Henry! Agora já chega! Boa noite. – Me virei e coloquei a mão na maçaneta.
–Mãe? – O garoto me chamou assim que comecei a abrir a porta.
–O que é Henry? – Me virei devagar e o olhei.
–Posso te pedir uma coisa?
–Fale, meu filho.
–Posso fazer uma festa de aniversário e convidar todos da cidade? Por favor?
Só pode estar brincando comigo. Fechei os olhos para me acalmar um pouco. – Amanhã conversamos sobre isso. Agora vá dormir.
–Mas mãe...
–Boa noite Henry.
Abri a porta e saí do quarto antes que ele me chamasse novamente. Caminhei até meu quarto e entrei no mesmo. Peguei minha camisola preta no closet e me vesti, me deitando logo em seguida.
Não foi nem um pouco fácil pegar no sono com tudo rodando na minha cabeça. Primeiro o beijo ocorrido entre Swan e eu; Depois Henry me dizendo que vira Graham sair aqui de casa. Mas que merda, aquele homem não conseguia ser discreto? ; E agora Henry com essa ideia maluca de fazer uma festa de aniversário e convidar todos os moradores de Storybrooke.
Fiquei virando de um lado para o outro, tentando encontrar o sono perdido, o que foi muito difícil. Me levantei e fui até o banheiro e abri o espelho. Tirei um frasco de melatonina e coloquei um comprimido na palma da mão. Guardei o frasco de volta e voltei para a cama. Enchi um copo de água com a jarra que tinha do meu lado e coloquei o comprimido na boca, tomando água logo atrás e engolindo-o. Me deitei e virei para o lado, logo adormecendo por causa do efeito do remédio.
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Acordei extremamente bem. A noite de sono tinha sido muito mais perfeita do que o planejado. Sem sonhos perturbadores, sem filho fazendo perguntas sem sentidos e, acima de tudo, sem nenhum barulho. Me levantei e fui até o banheiro fazer minha higiene matinal. Coloquei uma roupa e desci as escadas, indo direto para a cozinha. Henry estava sentado à mesa com uma tigela de cereal com leite e vendo televisão.
–Quer um omelete e torradas? – Perguntei lhe dando um beijo na testa. Ele assentiu e eu sorri, me virando para o armário pegando as coisas para preparar o nosso café da manhã.
–Mãe?
–Diga.
–Você pensou sobre o que eu lhe pedi? – Fechei meus olhos e suspirei. Ele não ia desistir tão fácil da ideia que tivera.
–Sobre a sua festa de aniversário? – Perguntei e ele assentiu alegre. – Henry, nós ainda temos duas semanas para pensar nisso. Vou pensar com calma.
–Mas mãe, a gente já tem que começar a arrumar as coisas. Fazer convites, encomendar bolo, comidas, comprar as decorações...
–Mas nós temos tempo para isso. Já lhe disse.
–Mas nós não podemos deixar para a última hora! Por favor mãe, deixa! – O olhei e lá estava ele me olhando com a carinha de cachorrinho pidão.
– Ah não Henry! Não me olhe com essa cara! Pode parar com isso. – O encarei e ele continuou com a carinha. Argh! Como eu odeio quando ele faz isso! Ele sabe que simplesmente não consigo negar nada a ele quando ele faz essa cara! – Tudo bem, você ganhou – Me entreguei revirando os olhos.
– Sério? Então eu posso ter minha festa? – Assenti e ele pulou da cadeira e correu até mim e me abraçou a cintura – Obrigada mãe! Eu te amo!
– Também te amo, querido. – Disse rindo e o abracei de volta.
– Já temos que começar a ver as coisas então. – Assenti e ele voltou a se sentar em seu lugar. – Ah mãe, e mais uma coisa.
– O que é dessa vez Henry? – Coloquei a comida em seu prato e no meu e me sentei.
– Emma pode ir com nós fazer as compras para o meu aniversário né?
– Está brincando com a minha cara dessa vez, não é? – Ele negou confuso e eu revirei os olhos- Nem pensar! Iremos só nós dois!
– Mãe, por favor. Eu queria que Emma fosse junto com nós.
– Já disse que não Henry! Agora coma o seu café da manhã e pare já com essa ideia.
–Por favor mãe, o que tem ela ir com nós? Porque você não quer que ela vá com a gente?
Porque eu a beijei e talvez estou me apaixonando por ela? Porque eu não consigo evitar alguns pensamentos errados quando ela está por perto? Porque eu tenho que me controlar ao máximo para não lhe agarrar quando ela está por perto? Isso já está suficiente para você filho?
–Porque... Não gosto dela. Isso já basta. Você sabe de todas as brigas que nós duas já tivemos, Henry...
–Só porque você não gosta? Vai mãe, por favor, deixa ela ir junto. Vocês não precisam se falar, mas eu quero que ela vá junto.
–Você não vai parar de me infernizar enquanto eu não deixar, certo? – Perguntei e ele assentiu rindo e sorrindo vitorioso. Bufei e revirei os olhos. – Tudo bem então. Convide-a para ir junto.
–Yeah! Obrigada mãe!
Henry terminou de comer tudo rapidamente e saiu correndo da mesa, indo para a sala e pegando o telefone. Pude escutar apenas algumas trocas de palavras do tipo “sim, ela deixou.” “Ainda não sei.” e mais um monte de blá blá blá, na qual eu deduzi ele estar conversando com Swan ao telefone.
Ainda não consigo acreditar que eu deixei ele levar ela junto com nós. Como eu ia olhar para ela? Não iria conseguir olha-la sem pensar em tudo que aconteceu e imaginar outras coisas. Não, isso não poderia acontecer. Essas compras com certeza serão um desastre.
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POV EMMA SWAN
Mal consegui dormir aquela noite, não conseguia parar de pensar no meu sentimento por Regina e muito menos no nosso beijo. Tive que tomar alguns remédios para conseguir pegar no sono. Acordei com o cheiro de panquecas vindo do andar debaixo. Calcei meus chinelos e desci encontrando Mary Margaret cozinhando e assobiando alegremente. Olhei para a janela e havia um passarinho acompanhando seu cantar.
– Bom dia, Emma! – Falou ela alegre. – Está com fome? Fiz panquecas.
– Estou faminta! – Falei passando a mão sobre a testa. – E com muita dor de cabeça.
– Deve ser emocional... – Começou.
– Ah Mary! Podemos por favor não falar sobre Graham? – Pedi frisando. – Só quero comer, está bem?
– Está bem, Emma... – Falou Mary Margaret contrariada. Depois nos serviu com algumas panquecas e café com canela.
– Estava assobiando, está com bom humor... Devo presumir que o encontro com Ruby foi bom, não? – Perguntei.
Mary Margaret corou levemente, mas me acompanhou na risada. – Foi bom sim. Sair com alguém que não tem outro relacionamento é bom para variar...
– É, mas mesmo assim, você continua com um problema que tinha com David, não pode assumir seu relacionamento... não por enquanto, eu acho.
Mary Margaret ficou alguns minutos em silencio e refletiu um pouco. – De certo modo você está certa. Mas não tenho certeza se isso é um relacionamento, assim como não tenho certeza de que se for um relacionamento eu vá querer assumir.
– Já tentou falar sobre isso com a Ruby? – Perguntei.
– Ah... não. – Arqueei as sobrancelhas. – É que não conversamos muito...
– Meu Deus, Mary Margaret Blanchard! Você está se tornando uma professora pervertida! – Falei, ela rio. – Isso me lembra o filme “Professora sem Classe”.
– Ah meu Deus, Emma! – Falou rindo.
Fomos interrompidas pelo meu celular tocando, pensei ser Graham mas o identificador de chamada mostrou ser Henry. – Alo garoto.
– Emma! Tudo bom?
– Sim, e com você? – Mary Margaret arqueou as sobrancelhas e eu sussurrei: — Henry.
– Estou bem... Então, daqui a duas semanas é meu aniversário e minha mãe deixou eu fazer uma festa e daqui a uns dias vamos fazer as compras para a festa e eu queria muito que você fosse com a gente...
– Não sei não, Henry... – Falei. Sair com a prefeita depois do que aconteceu parecia “perigoso” assim como parecia tentador. Tentador? Meu Deus Emma, tire isso da sua cabeça.
– Por favor, Emma! Quase tive que me ajoelhar e implorar para ela liberar a festa, vamos com a gente, por favor!– Implorou ele.
Henry sabia que eu não conseguiria negar, assim como Regina. Sair com ele e Regina podia até não ser tão ruim, não tocaríamos no assunto “beijo” com Henry por perto, se bem que eu já duvidava que sequer tocaríamos nesse assunto. Ainda assim estava insegura, sair com ela, ver ela... Não. Definitivamente não é uma boa ideia. – Está bem, Henry. – Falei respirando fundo.
– Yeah! – Comemorou.
– Quando vamos “as compras”?
– Ainda não sei...
– Sua mãe concordou de boa?
– Não... eu tive que implorar, já te disse isso...
– Você disse da festa, quero saber se sua mãe concordou em me deixar ir junto...
Ele ficou alguns segundos em silencio. – Não foi fácil também...
– Ah não? – Perguntei apreensiva. – O-o que ela disse?
– Que achava melhor não, porque vocês duas brigam muito e não se dão muito bem...
– Ah...
– Mas eu sou um garoto persistente e consegui convence-la. Não volte atrás Emma! Por favor!
– Está bem, garoto... eu vou. – Falei. – Ei, tenho que desligar, alguém tem que trabalhar nessa cidade. Tchau garoto!
– Tchau Emma!
Respirei fundo e tomei mais um gole do meu café. – O que ele queria tão cedo? – Perguntou Mary Margaret.
– Vai fazer uma festa de aniversário e quer que eu e Regina vamos comprar as coisas para a festa.
– Vocês duas? Juntas? Eu queria muito estar junto para ver essa cena. – Disse Mary Margaret rindo.
– Só porque brigamos quase sempre não quer dizer que não podemos sair normalmente por um dia! – Falei rindo.
– Bom boa sorte com a mãe de seu filho. Vou passar no Granny’s. – Disse Mary Margaret, pegou seu casaco e saiu. “A mãe de seu filho”. Estranho como isso soou aos meus ouvidos.
Tive que me afastar dos pensamentos de Regina e ir para a estação. Como sempre nada demais aconteceu em Storybrooke pela manhã, almocei no Grannys e quando voltei recebi uma ligação dizendo que Leroy estava desmaiado nu – e provavelmente bêbado – em um dos becos perto do The Rabbit Hole. Fui até lá com algumas roupas e o prendi, chegando na cela ele voltou a dormir. É, os dias em Storybrookes estavam muito animados.
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POV REGINA MILLS
Assim que voltei da prefeitura fui para casa e encontrei Henry assistindo desenhos, assim que me viu ele me lançou um olhar que eu conhecia bem: ia me pedir alguma coisa.
Fui até a cozinha preparar nosso jantar, e assim como previ ele me seguiu e se apoiou na bancada. Ficou alguns minutos me encarando em silêncio, isso já estava me incomodando então resolvi quebra-lo. – E então Henry, está me encarando em silêncio por...?
– Só resolvi vir na cozinha... passando... – Arqueei as sobrancelhas. – Está bem... Mãe liguei para Emma e ela aceitou ir... – Prendi minha respiração por alguns segundos. Devo admitir que tive um pouco de esperança que ela recusasse. – E ela queria saber quando vamos?
– Seu aniversário é só daqui a duas semanas, Henry...
– E como amanhã a senhora não tem trabalho e eu não tenho escola e Emma pode deixar a delegacia com Graham já que ele voltou, podíamos ir amanhã! – Falou sorrindo.
Eu estava completamente ferrada. – Henry, escute. – Falei gentilmente, respirei fundo. – Miss Swan é a xerife, ela não pode simplesmente deixar a delegacia para irmos fazer compras!
– E então domingo?
– Domingo tem reunião do conselho, tanto eu quanto Swan. – Falei, ele me olhou com aqueles olhinhos tristes que tanto me comoviam.
– Mas ela pode deixar a delegacia com o Graham, por uma tarde! – Falou ele.
– Graham não trabalha mais aqui, querido. E não sei se é uma boa ideia. – Falei me lembrando da frieza que Emma atendeu o telefone quando nos beijamos. Droga, o beijo...
– Eu vou falar com Emma sobre isso. Só me diga que vamos mãe, por favor! – Ele me olhou com aqueles olhos grandes e eu pude notar o quanto ele era parecido com Emma. Sabia que ele não ia desistir, e mais uma vez eu teria de ceder.
– Está bem, mas não tenho tanta certeza se a senhorita Swan poderá também ir amanhã... – Mas pensando bem não era uma má ideia, se ela não pudesse não iria e eu não teria que vê-la depois do beijo. Droga, eu não consigo parar de lembrar desse bendito beijo. Espere, eu disse bendito?
– Deixa que isso eu acerto com ela. Vou ligar para ela agora! Obrigado mãe! – Disse ele vindo em minha direção e me abraçando.
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POV EMMA SWAN
Mary Margaret e eu estávamos preparando nosso jantar, ela disse que não queria passar no Granny’s e eu presumi que ela e Ruby deveriam ter tido a primeira briga. Antes de comermos meu telefone começou a tocar e eu vi no identificador de chamada quem era. – Henry.
– Oi Emma. Acabei de falar com minha mãe e ela disse que vamos amanhã...
– Amanhã? Que horas? – Perguntei.
– Provavelmente a tarde, ela não vai trabalhar amanha e eu não tenho escola...
– Mas eu trabalho, Henry...
– Graham voltou pra cidade não é? Poderia pedir a ele para tomar conta amanhã...
Graham? A ultima coisa que eu queria era falar com Graham naquele momento, não depois que vi ele e Regina, não depois que eu descobri que eu estou me apaixonando pela... Não, Emma. Não diga isso, não pense nisso! – Não sei se é uma boa ideia, garoto. Ele nem trabalha mais aqui, sem falar que a prefeita não esta na lista de pessoas mais compreensíveis comigo. – Falei ironicamente, Henry gargalhou.
– Já dei esse plano pra ela... Ela aceitou!
– Ah, ela aceitou é?! – Senti a raiva tomar conta de mim por alguns minutos. Então não teria problema o amantezinho dela tomar conta da cidade, agora se sou eu para tomar conta da cidade ela simplesmente tenta me ferrar de alguma maneira.
– Sim... Vamos Emma, eu convenci minha mãe! – Mesmo por telefone pude notar que Henry queria muito que as duas mães fossem juntas. Ele me contará uma vez que nunca fez uma festa grande, que sempre saia com Regina mas que nos últimos anos ela não podia sair porque tinha que trabalhar. Isso era importante para ele, e isso bastava.
– Está bem, Henry. Amanhã as duas horas passo na casa de vocês e vamos comprar as coisas.
– Vai nos buscar com o seu carro? – Perguntou surpreso.
– Ei! Que preconceito é esse?! Qual o problema com meu fusca? – Perguntei ofendida.
– Eu não tenho problema algum com seu carro. Agora, minha mãe simplesmente o ama! – Ironizou rindo no final.
– Pois bem garoto, eu vou. Mas vamos no meu carro. Os três! – Falei fazendo minha melhor voz autoritária, o que provavelmente não daria certo se ele não quisesse tanto que fossemos.
– Ah! Eu nem vou contar isso pra ela agora! Amanhã apareça e vamos. Estou indo mãe! – Falou Henry com outra pessoa. – Vou jantar Emma, até amanhã.
– Até amanhã, garoto. – Respondi, ele desligou.
Voltei para a cozinha onde eu e Mary Margaret arrumamos a mesa e jantamos. Depois bebemos um pouco já que ela não estava parecendo muito bem. – O que aconteceu, Mary?
– O que quer dizer com isso? – Perguntou.
– Você sabe muito bem do que estou falando, Mary Margaret. Você estava tão animada mais cedo, e agora está tão... pra baixo?
– Vi David com Kathryn... – Falou, parecia estar prestes a chorar. Baixou o olhar e começou a encarar o copo de whiskey.
– Ah Mary... Pensei que tivesse superado ele com Ruby...
Ela deu uma risada seca e balançou a cabeça. – Eu preferia... preferia gostar de Ruby, mas eu ainda gosto dele.
– Ele te magoou tantas vezes, você precisa seguir em frente! – Tentei anima-la.
– Eu sei... Ah Emma, eu... – Ela respirou fundo. – Eu não quero falar disso. Vou para cama. Boa noite. – Ela se levantou e foi deitar, resolvi fazer a mesma coisa.
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