Has Light in the Darkness
15 I Know You Feel Something
Notas iniciais
POV REGINA MILLS
Não parecia o melhor momento – muito menos o melhor lugar – mas antes que eu pudesse impedir Emma, eu deveria me impedir, o que no momento parecia impossível. O desejo percorria meu corpo mais rápido do que as mãos habilidosas de Emma Swan, que provavelmente por causa do mesmo desejo, esquecerá a dor da perna. Antes que pudesse me dar conta, a xerife já estava com suas pernas em volta da minha cintura, sua blusa – junto com o casaco horrível- e o resto de nossas roupas- estavam jogados em um canto do chão imundo. Emma cavalgava seu sexo já encharcado por cima da minha intimidade num movimento de vai e vem. Ela jogava seu corpo para trás enquanto eu dava fortes estocadas com dois dedos.
Emma desceu de meu colo e se ajoelhou á minha frente, separou minhas pernas e com a mão direita e dois dedos começou a fazer movimentos circulares massageando meu clitóris enquanto olhava diretamente para os meus olhos, suas pupilas dilatadas quase não permitiam que visse sua íris esmeralda. Ela mordia o lábio inferior me provocando quando decidiu chupar meu clitóris. Enquanto uma de suas mãos massageava e apertava meu seio direito, a esquerda começou a estocar dois dedos.
Ela levantou o rosto e se aproximou mordendo meu lábio inferior, seus olhos tinham um brilho quase anormal, ela começou a me estocar com mais um dedo enquanto gemia ao pé do meu ouvido. – Eu quero você pra mim, Mayor. – Estava quase chegando ao meu orgasmo quando Emma mordeu meu lóbulo e eu senti meu corpo inteiro estremecer, Emma lambeu os dedos e me beijou. Deitou na cama e me puxou, não demorou muito para ela cair no sono.
Eu sabia desde o inicio o quanto iria me arrepender disso, mesmo assim eu gostei de cada momento, de cada segundo. Emma tinha sua forma de mexer comigo sensações e sentimentos dos quais eu nunca provará na vida.
Quando percebi já envolvido a cintura de Emma, caindo no sono em seguida.
POV EMMA SWAN
Acordei com Regina abraçada á minha cintura, lembranças da noite passada vieram á minha mente e eu não consegui evitar um sorriso que se formou em meus lábios, no segundo seguinte senti Regina se mexendo e virando para o outro lado. Ela se sentou na cama e esfregou os olhos, seus cabelos normalmente sempre arrumados e perfeitos estavam completamente bagunçados. Ela olhou em volta e depois olhou para o próprio corpo, completamente nu, alguns roxos na coxa – créditos especiais a mim – e chupões pelo pescoço e seio. Não demorou muito para ela ver que eu a observava – praticamente a comia com os olhos – e me olhar com raiva.
– Mas que... O QUE RAIOS ACONTECEU AQUI SWAN?!
De novo ela vai gritar comigo?!
– O que raios acha que aconteceu aqui, Regina? Não lembra dos mamutes que invadiram a cabana, roubaram nossas roupas e nós deixaram com todos esses roxos?!
– É melhor mesmo que tenham sido os mamutes do que você ter tocado um dedo sequer em mim! – Esbravejou.
– Ah cara Prefeita, detesto te corrigir, mas não foi apenas um dedo que toquei na senhora... – Falei com sorriso irônico nos lábios.
– Argh! Você me paga Swan! – Gritou antes de se levantar, recolher as roupas e ir em direção ao pequeno banheiro que havia na cabana. Voltei a me deitar, o sorriso continuava em meus lábios.
–-**--
Eu já estava calçando minhas botas quando Regina enfim saiu do mini banheiro, seus cabelos ainda estavam molhados e ela parecia estar tremendo.
– Só tem água fria nesta merda! – Ouvi ela reclamando indo em direção á “cozinha”. – E nem sequer tem comida! E pensar que meu filho ficou aqui!
– Você queria o que, um hotel cinco estrelas? Era o seu “namoradinho” que estava aqui! Esperava o que?
– Não é hora para me lembrar do passado, Swan! – Me repreendeu sem sequer virar pra mim. Continuou procurando algo nos armários. – Não tem nada!
– Achei que já tinha concluído isso...
– Vamos, levante-se e vamos comer!
– Pensei que estivesse brava comigo. – Falei fazendo graça.
– Pensei que estava com a perna machucada. – Falou se aproximando.
– E estou.
– Consegue dirigir? – Ela parecia realmente preocupada.
– Se consegui deixar essas marcas em você, — Falei apontando para seu pescoço. – Consigo dirigir. – Provoquei.
– Não lembro de você ter feito essas marcas com a perna, Sheriff Swan.
– Mas lembra de como as fiz, e de como você gemeu meu nome enquanto eu te...
– Chega! – Falou ríspida, ela se afastou e foi em direção à porta.
– Por que foge desse assunto, Regina? Por que tenta negar o que acontece...?
– E o que raios você acha que acontece? – Perguntou virando-se para mim.
– Eu não sei! Mas algo acontece entre a gente e você não pode negar isso...
– “Isso” o que, Swan? Eu não sei do que está falando! – Me interrompeu novamente.
– Sabe sim! Sabe tanto eu que eu mexo com você de alguma forma. – Falei enquanto me aproximava dela lentamente, não porque estava de alguma forma tentando “seduzi-la”, mas porque a minha perna começara a latejar. – Sabe tanto quanto eu que quando nos aproximamos, quando invadimos o espaço pessoal uma da outra, — Eu dei mais um passo, invadindo seu espaço. – como agora, você sente borboletas no estomago, um calafrio na espinha, como quiser chamar. O que estou tentando dizer é que, você sente algo.
– Nojo, provavelmente. – Disse voltando a se afastar. – Agora chega dessa conversa e vamos embora desse lugar e ir procurar Henry, que é a única coisa que vale a pena ser discutida. – Falou antes de sair da cabana, olhei pra cama onde passamos a nossa noite, onde mais uma vez eu fui dispensada por Regina assim que amanhecia. Sai da cabana e fomos em direção ao meu fusca.
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