Has Light in the Darkness
8 A Dream Come True
Notas iniciais
POV REGINA MILLS
Assim que Swan parou o carro em frente à mansão eu dei glorias em pensamentos. Podia beijar o chão de felicidade por poder finalmente sair daquela lataria amarela. Sai do carro esperando por Henry.
– Mãe, Emma pode jantar conosco? – Perguntou com seus olhos pidões.
Já não é o suficiente eu ter entrado nessa lataria amarela, suportar Swan uma tarde inteira com aquela jaqueta ainda teria que jantar com ela? – Pode, querido. – Falei automaticamente.
Swan pareceu tão surpresa quanto eu, estava com os olhos arregalados e parada no mesmo lugar. – Ah...
– Emma? – Perguntou Henry observando a mesma que continuava parada dentro do carro.
– A sim... Janto sim. – Falou.
Dei as costas em direção á mansão, olhei pra trás e Henry e Emma continuavam no mesmo lugar. – Vocês querem que eu faça uma marmita e traga para vocês ou vão entrar? – Perguntei irônica e impaciente.
Emma saiu do carro, e os dois me seguiram. Dei espaço para entrarem e fechei a porta em seguida. Anunciei que teríamos lasanha e Henry pediu para Emma jogar vídeo-game com ele.
Deixei as compras em uma mesa e fui para a cozinha começar a preparar nosso jantar.
Passar o dia com Emma ao meu lado foi extremamente difícil. Tinha sonhos com ela praticamente todas as noites que ousava dormir sem tomar algum medicamento. Todos com ela e aquela maldita jaqueta vermelha.
Coloquei os ingredientes para a lasanha em cima da bancada e comecei a preparar, assim que coloquei a lasanha no forno e fui para a sala, onde fiquei vendo Emma apanhar de Henry no vídeo-game enquanto ela xingava o controle dizendo que ele não colaborava. Esperei mais algum tempo e fui tirar a lasanha do forno, coloquei na mesa e chamei os dois, sentei na ponta da mesa com Emma a minha esquerda e Henry a minha direita.
Jantamos praticamente em silêncio com apenas alguns comentários de Henry sobre a escola e outras coisas sem muita importância. Já estávamos terminando quando Henry disse: — Emma, quem é meu pai?
Emma engasgou com a taça de vinho, colocou o guardanapo na frente da boca enquanto tossia, seus olhos estavam mais abertos que o normal. – P-por que a pergunta agora, Henry? – Falou medindo as palavras. Olhou de relance pra mim, que decidi pousar os talheres para observar a cena.
Quando Emma chegou na cidade no dia em que Henry a havia trazido, conversamos sobre o pai de Henry, ela me garantiu que não deveria me preocupar com ele, que a abandonou quando descobriu que ela estava gravida e desde aquele dia não tinha noticias dele.
– Você nunca me disse. – Falou ele.
– Você nunca me perguntou... – Respondeu ela, estava nervosa.
– Estou perguntando agora. – Rebateu ele. Conhecia Henry, quando colocava uma coisa na cabeça não havia ser que tirava. Ele ia insistir até descobrir o que queria.
Emma me olhou nervosa como se me pedisse ajuda, mas eu não sabia o que dizer. – Seu pai... o seu pai ele... Precisamos falar dele agora?
– Você ainda tem contato com ele? Podia chamar ele para minha festa! – Falou Henry sem dar tempo para Swan pensar.
– Henry, já esta na hora de você ir dormir. – Falei autoritária.
– Mas mãe...
– Nada de mas, Henry. Outro dia você conversa disso com a senhorita Swan, ok? Agora está tarde. – Falei.
– Está bem... – Se deu por vencido, Emma ao meu lado suspirou aliviada. – Boa noite Emma, mãe. – Falou subindo as escadas.
– Vou tirar a mesa. – Falei me levantando.
– Eu ajudo. – Falou Emma.
– Depois eu lavo. Pode me acompanhar até o escritório? – Perguntei depois que colocamos as louças na pia.
– Sim, claro.
POV EMMA SWAN
– Sim, claro. – Falei nervosa.
Fiquei bastante nervosa pelas perguntas de Henry em relação ao pai, se não fosse por Regina eu provavelmente estaria ferrada uma hora dessas, simplesmente não podia dizer que fui abandonada gravida. Não queria que ele se decepcionasse com uma pessoa que nem conhecia.
Como se já não bastasse esse nervosismo, Regina me convidou para ir ao escritório e das ultimas vezes que fomos lá as coisas não ocorreram da forma que planejamos.
Assim que entrei, Regina trancou a porta e foi em direção as bebidas. – Cidra? – Perguntou, eu confirmei com a cabeça e ela estendeu um copo com sua cidra caseira de maçã.
– Ah... Regina eu... Obrigada por antes... – Falei encarando o copo.
– Antes o que? – Perguntou confusa.
– Com o Henry... – Falei voltando a encara-la.
– Ah... Bom, você me contou o que aconteceu e, enfim, achei que é melhor Henry não ficar sabendo.
– É, também acho que por enquanto é melhor não saber.
– Como assim “por enquanto”, Ms. Swan? – Perguntou Regina. – Por acaso pretende contar pro meu filho?
– Bom...
– Você tem falado com o pai de Henry, Miss Swan? – Perguntou. – Você quer apresenta-lo para o pai?
Não entendi o porquê isso pareceu um absurdo enorme para Regina. – Não, eu não tenho falado com ele. Mas... acha que seria um problema tão grande assim Henry conhecer o pai dele?
– O pai que abandonou a mãe gravida?
– Isso é preocupação comigo, Regina, ou com o Henry? – Falei desafiando-a.
– Com Henry, é claro! – Falou embora não parecia ter tanta certeza disso
– Tem certeza que é só com o Henry, Regina? – Perguntei me aproximando. Swan, o que está fazendo?! Volte já para o seu lugar!
– O-o que quer dizer com isso, Swan? – Perguntou Regina que não se mexeu. – É obvio que é só com ele. – Disse tomando mais um grande gole da bebida. Serviu o copo novamente e o meu também – mesmo eu não tendo terminado meu copo.
– Bom, era só isso que queria falar comigo? – Perguntei. Não pude deixar de me sentir desapontada, confesso que o que eu mais queria era que aquele sonho se realizasse. Regina era uma tentação naqueles terninhos sociais, saias coladas e aqueles saltos. Eu estava fazendo uma força enorme para não agarra-la ali mesmo.
– Acho que sim. – Falou ela sem olhar para mim.
– Por que ficou com Graham? – Quando dei por mim já tinha perguntado.
Regina me olhou surpresa. – Como assim?
– Depois da briga que tivemos, que vocês tiveram... Eu achei que tinha ficado muito brava com ele. – Agora que já tinha começado a falar não fazia sentido voltar atrás.
– Eu fiquei brava com ele! – Falou Regina me olhando.
– Então por que ficou... transou com ele? – Falar disso ainda me dava náuseas.
– Bom porque... – Ela parou de melhor e começou a encarar o copo de cidra.
– Porque...? – Insisti.
– Ah... – Ela voltou a me encarar curiosa. – Porque quer saber Swan? – Perguntou fria.
– Oow! Calma, porque a frieza? – Numa hora ela falava normal comigo, na outra era totalmente estupida como se eu tivesse feito alguma coisa.
– A culpa de tudo é sua. – Falou irritada.
– De ter transado com Graham?! – Perguntei assustada.
– Não! – Ela desviou o olhar. – De tudo!
– Eu não estou te entendendo, Regina.
– Por que quer saber? O que isso tem a ver com você? Por que simplesmente não desaparece?
Mas que porra tá acontecendo?! – Voltamos à estaca zero? Vai começar de novo a me culpar por tudo?
– Se você não tivesse vindo pra cá eu ainda seria a única mãe de Henry, ainda teria Graham, e não estaria enfrentando todos esses so... essas coisas! – Ela cuspiu as palavras deixando o copo em cima da escrivaninha, larguei o meu na cômoda ao lado do sofá.
– Você ainda pode ter Graham, se é isso que você quer! – Gritei. Não podia deixar de sentir ciúmes.
– Não é isso que eu quero!
– Então o que você quer?!
– Isso! – Falou se aproximando, me empurrou na parede me beijando.
A sensação dos lábios de Regina sobre os meus era magnifica, viciante, mágica. Assim que nos tocamos foi como uma onda de energia nos envolvesse e nos levasse para outro lugar afastado, sem preocupações, sem pensamentos, sem ninguém. Apenas nós duas.
Afastamos quando o ar se fez necessário, ela ainda estava com os olhos fechados quando eu voltei a beija-la mais intensamente. Regina respondeu a altura e começou a passar a mão sobre toda extensão do meu corpo enquanto eu a virava e a prensava contra a parede.
Com a mão esquerda subi um pouco sua saia e comecei a passar os dedos levemente sobre sua coxa, senti seus músculos ficarem tensos e um arrepio percorrer seu corpo com meu toque, o que só serviu para me deixar ainda mais excitada.
Levantei a saia de Regina e usei minhas mãos para apoiar suas pernas ao redor da minha cintura, joguei todas as coisas que tinha em cima da mesa no chão e a coloquei sentada sobre a mesma, onde continuamos nos beijando cada vez mais intensamente. A deitei sobre a mesa e desabotoei sua camiseta me deparando com um sutiã de renda preto, lambi os lábios deliciada com aquela visão magnifica.
Beijei seu colo e desabotoei seu sutiã rapidamente, massageava seu seio esquerdo com uma das mãos enquanto chupava seu seio direito.
Regina começou a puxar minha camiseta e eu levantei o corpo para ajuda-la, ela jogou minha blusa junto com minha jaqueta que nem lembrava ter tirado.
Comecei a beijar seu seios ate toda a extensão de sua barriga dando leve mordidas, tirei sua saia de uma vez, levantei uma de suas pernas para beijar e mordiscar a parte interna de sua coxa fazendo-a arfar. Enquanto beijava sua coxa minha mão direita massageava seu sexo encharcado por cima da calcinha provocando-a e fazendo-a gemer meu nome.
– Emma... – Falou ela depois que puxei sua calcinha para o lado, provocando seu clitóris com os dedos.
– Peça. – Ordenei.
– Ah meu Deus... Vá se ferrar Emma! – Sussurrou, e eu quase não pude ouvir.
– Seja uma boa garota, Prefeita. – Provoquei, podia jurar que ela revirou os olhos impaciente.
– Por... favor... Xerife... – Sussurrou meio aos gemidos.
Não consegui deixar de sorrir, Regina estava implorando por mim, para me sentir dentro dela. Como uma boa subordinada, obedeci e a penetrei com dois dedos, Regina gemeu alto e arranhou minhas costas com força. Iria ficar marcado, mas eu não estava ligando.
Parei de beijar sua coxa e comecei a brincar com minha língua no seu clitóris, chupando-o, sugando-o enquanto com uma de minhas mãos apertava seu seio. Regina gemia cada vez mais alto, com os dedos perdidos em meus cabelos empurrando minha cabeça contra sua intimidade.
Subi minha cabeça e comecei a beijar e puxar o lóbulo de sua orelha, voltei a beijar-lhe a boca roçando nossos lábios, penetrei mais um dedo em Regina e aumentei a velocidade das estocadas, senti seu corpo tremer levemente por debaixo do meu e um liquido quente escorrer entre meus dedos. Ela havia chegado ao orgasmo.
Regina puxou meu rosto e voltou a me beijar, dessa vez mais calma e mais delicada. Distribuía beijos pela extensão de meu ombro até chegar ao meu ouvido, beijou meu lóbulo. – Agora é a sua vez... – Sussurrou provocativamente.
Regina me empurrou e se levantou da mesa, me jogou contra a parede, praticamente arrancou meu sutiã em uma velocidade incrível abocanhando meio seio esquerdo enquanto com uma das mãos apertava e massageava meio seio direito, sua outra mão percorria minha barriga delicadamente me fazendo arrepiar loucamente.
Ela começou a chupar meu colo e meu pescoço, que provavelmente ficaria marcado. Me beijou e eu senti a mão que passava pela minha barriga massagear meu sexo por cima da calça. – Essa calça está me incomodando, Sheriff Swan. – Sussurrou ao meu ouvido.
– Então tire-a, Madam Mayor. – Sussurrei rindo, entrando na brincadeira.
Ela se afastou e se ajoelhou a minha frente, desabotoou minha calça e a abaixou, passou a mão delicadamente na parte interior da minha coxa e eu fiquei arrepiada novamente.
Senti seus dedos roçando minha intimidade por cima da calcinha, me fazendo soltar um gemido. Subiu o corpo e me encarou, não tive tempo para pensar em mais nada, senti dois dedos me penetrando, empurrei minha cabeça para trás e fechei os olhos, extasiada com a sensação de Regina dentro de mim.
Ela se aproximou e começou a beijar meus ombros, aumentou a velocidade das estocadas e eu comecei a acompanhar seu ritmo com meu quadril. Ela penetrou mais um dedo e me arrebatou em mais um beijo longo e cheio de desejo. Senti meu corpo tremer levemente e uma sensação de alivio tomar conta do meu corpo.
Abri os olhos e encarei Regina que tinha um sorriso magnifico nos lábios. A puxei para mais um beijo e nos deitamos no sofá que tinha em seu escritório, com a cabeça encostada em meu peito Regina adormeceu. Beijei sua testa e fechei meus olhos, adormeci em poucos segundos.
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