Haru Haru

21 [Continuação] Ao fim da festa... [Parte 1]


Notas iniciais
Demorei muito né? Desculpa, mas eu tô de castigo! O boletim do primeiro trimestre Me deu um tapa na cara e eu perdi em artes e matemática. Tenho que estudar pra recuperar [véei eu perdi em matemática por 4 décimos e em artes por 2. O mundo é injusto.] Mas eu não esqueci de vocês meus pimpolhos repolhos roxos com cenourinha!
Aproveitem!


–Vamos terminar de aproveitar a noite! — Minzy gritou e todos fomos para a pista de dança.

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POV CL

Já de madrugada depois de dançarmos muito, tirarmos muitas fotos com caretas estranhas, levar quedas inesquecíveis, dar risadas histéricas e fazer brincadeiras idiotas, sentamos á beira mar. Todos, ou quase todos já haviam ido embora, restando apenas 3 casais. Dois dançavam uma música lenta e o outro estava na área de conversa trocando beijos e carinhos.

-Esta noite foi uma das melhores de toda a minha vida. — Dara disse deitando-se no colo de Taeyang, que esticou as pernas.

-Acho que da vida de todos nós. — Bom disse, também deitando-se no colo de TOP.

-Nunca vamos esquecer. — Minzy disse sentada e abraçada a Daesung.

-Claro que não vamos esquecer. A Bom-noona tirou tantas fotos que, até quando estivermos velhos e ficarmos parecidos com ameixas secas, nós vamos nos lembrar de cada movimento que fizemos. — Panda disse arrancando risadas histéricas de todos nós.

-Isso é verdade. — Concordei com ele. A Bom tirou foto de tudo mesmo. Até do mar no escuro.

-Se os nossos filhos verem, até eles vão se lembrar. Eu tenho certeza que a Bom vai contar a eles tudo o que fizemos aqui. — Panda disse debochado.

-Pode ser, mas eu acho que seu filho ou filha vai ficar traumatizado com o pai que vai ter. — Bom retrucou, enrolando algumas mechas de cabelo nos dedos.

-Por quê? — Seungri perguntou sem entender.

-Saber que o papai com fama de pegador, passou a festa inteirinha comandando o som, sem dar nenhum beijinho em alguém. Nem na bochecha. -Ela disse divertida, sorrindo travessa semicerrando os olhos.

-Q-quem disse que eu não beijei ninguém? — O Panda disse aparentemente nervoso.

-Eu disse e tenho provas. — Se conheço bem a Bom, ela deve estar tendo um ataque cardíaco de tantas risadas.

-Que provas? — Seungri sorriu sarcástico, achando que ela estava mentindo.

-Fotos de todo o tempo em que você estava comandando o som, de quando estavamos no palco e você atrás da cortina paquerando uma moça que te deu um tapa na cara, quando fomos dançar e você confundiu um travesti com uma mulher, e também quando uma velha te deu uma bolsada no rosto por quê achou que você ia sequestrar a neta dela. Detalhe: a neta dela na verdade era uma boneca com 2 fios de cabelo e roupa de mendigo. — Ela disse, fazendo todos, eu disse todos nós abrirmos a boca em perfeitos 'o' de surpresa.

-Seungri, se eu fosse você me enterrava na areia e nunca mais saia de lá. — Eu disse, percebendo o estado em que ele ficou.

-Ela tem um dociê completo dessa festa. Ela vai queimar o meu filme com a futura mãe dos meus filhos. Tchau gente, tô indo pro buraco.

- Ele disse se jogando na areia e cavando um pequeno buraco com as mãos. Depois de um tempo em transe, quando caímos na real, demos muitas risadas, completamente histéricas.

-COITADO DO SEUNGRI VELHO! — Taeyang disse não se aguentando, rindo e gritando ao mesmo tempo.

-SE EU FOSSE ELE, ME MATAVA! — Foi a vez de Daesung berrar enquanto ria. Eu e as meninas estavamos rindo tão histéricamente, que nem aguentávamos falar. Ficamos apenas rolando na areia tentando parar de rir, mas a cada vez que nos controlávamos e olhávamos para o Panda, recomeçava tudo novamente.

-Será que dá pra vocês pararem de rir da desgraça alheia? — Seungri pediu abatido. Nos entreolhamos parando de rir. Tae me deu um sorriso maléfico, eu repassei para Minzy, e logo todos estavamos sorrindo.

-NÃO! — Gritamos em uníssono e voltamos a rir histéricamente. TOP estava tão animado que estava pulando enquanto ria. Minzy estava rodando em circulos, Dara estava com a mão na barriga e abaixada, Bom estava realmente chorando de rir.

-CALEM A BOCA, PIVETES MAL ACABADOS! — A provável velha que deu uma bolsada no Seungri apareceu de bobes no cabelos, uma camisola velha que não segurava os seios caídos, uma pantufa de zebra e um travesseiro na mão.

-Aê vovó, fica na tua, valeu? — Dae disse logo em seguida levando uma bolsada na cara. De onde aquela velha tirou aquela bolsa? Acho que a Bom é parente dela, faz as coisas aparecerem do nada.

-Puta que pariu, D-lite caiu feito jaca podre! — Seungri riu do corpo caído, com a cara praticamente enfiada na areia.

-E agora é você, seu fruta podi! — A vovó deixou a dentadura cair e falava coisas que não entendíamos perfeitamente. Mas uma coisa nós conseguimos entender. Nós precisávamos correr, aquela velha doida ia jogar bolsa e travesseiro na cara de todo mundo. Todos nós começamos a correr, um ia pra uma direção, ainda rindo. Nos esbarravamos e saiamos correndo, e a velha na nossa cola.

-AAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHH SOCORRO! TEM UMA VELHA MALUCA ATRÁS DA GENTE! — Seungri gritou correndo feito uma criança com medo dos pais. -SOCORRO! ELA QUER ME BATER! MAMÃAAAAAAAAAAE NÃO DEIXA! AAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHH! — Ele parecia um gay, nós paramos de correr e nos jogamos na areia rindo muito. Depois de um tempo percebemos que a velha queria bater apenas no Seungri, então ficamos despreocupados.

-Que putaria é essa aqui? Será que uma pessoa não pode dormir em paz? — Jiyong disse enquanto coçava o olho e sentava junto a nós.

-A velhinha sinistra quer bater no Seungri. — Bom sussurrou para ele, por quê se a senhora ouvisse que estávamos chamando-a de velha, viria para cima de nós.

-Por quê? — Ele riu e depois atentamente, olhou para o Panda que ainda corria feito uma mocinha.

-A gente tava rindo da desgraça dele, aí ela apareceu pra reclamar do barulho, D-lite chamou ela de vovó e ela deu uma bolsada na cara do coitado. O Seungri foi zoar o menino e a vovó resolveu fazer a mesma coisa com ele. — GD caiu na gargalhada, e para fazê-lo ficar quieto, botei as duas mãos em sua boca. Ele fez cara de "que porra é essa? Me solta" e eu apenas lhe respondi com um 'shiu'. Depois de um bom tempo, todos pararam de rir e então eu soltei-o. Olhei para Seungri, jogado no chão, parecia estar chorando.

-Ela fez o que com ele? — Perguntei já que eu estava ocupada demais olhan... quer dizer, vigiando o GD.

-Deu uma bolsada certeira na cabeça e ainda deu umas travesseiradas! — Dara disse risonha enquanto se deitava na areia.

-Vamos deixá-lo lá, com certeza ele não precisa de alguém para zoá-lo agora. — Eu disse rindo da situação. Todos se deitaram na areia, obviamente em casais.

-Quem tá com sono? — Minzy perguntou.

-Eu não. — Todos respondemos.

-Qui tal um jogo? — Ela sugeriu.

-Que jogo? — Dae perguntou.

-Humm, verdade ou consequência?

-Pode ser. — Nos sentamos em uma roda, e Tae foi buscar uma garrafa. Quando ele voltou, Minzy começou com os avisos.

-Já somos bem grandinhos para fazer perguntas boba como "de quem você gosta?".Todos concordam?

-Sim! — Respondemos em uníssono.

-Quem começa? — Perguntei.

-Eu! — TOP gritou. Ele girou a garrafa que parou em Taeyang, o qual demonstrou certo incômodo. — Então Sol. Diz para nós, o que tem naquela caixa amarela que você guarda embaixo da cama? — TOP semicerrou os olhos

-Ér, é um... q-quer dizer uma... — Ele olhou para TOP. — Qual é a consequência? — Ele perguntou suspirando derrotado.

-Hum... você terá que dar um mergulho e plantar bananeira. Detalhe: sem roupa. — Todos nós, inclusive Dara demos risada e Tae caminhou, entrando na água sem reclamar. Quanto mais fundo ia ficando, ele ia tirando as peças de roupa. Logo ele mergulhou sumindo no completo escuro, a única coisa que conseguiamos perceber eram dois borrões brancos, o que deveriam ser seus pés. Coitado do Tae. Quando ele reapareceu no meio de toda aquela água, Dara levantou-se com uma toalha indo de encontro á ele. Aigoo~ esse povo agora tá pegando as manias da Bom de tirar objetos do nada. Ela entrou na água, e foi até ele, mas não lá no fundão, ele já havia se aproximado. Quando eles voltaram, demos continuidade ao jogo. Tae girou a garrafa que parou em mim.

-Então CL... é verdade que você está pensando em trair o GD com aquele dançarino que estava aqui hoje? — Ele sorriu perverso. Eu semicerrei os olhos e trinquei os dentes em resposta.

-É claro que não. Por mais que eu queira eu não posso. — Eu respondi tentando me acalmar.

-Como saber se você está falando a verdade?

-Dê você o seu jeito. — Dei de ombros, entediada. Eu tô começando a achar que sou bipolar.

-Então vamos começar a investgação. — Minzy disse pegando um palito de churrasco que estava na areia. — Qual o nome dele?

-Não sei.

-Então como terá contato com ele?

-Ele me deu o cartão. Gente, ele é um professor de dança. — Eu disse para os que me olhavam com certa malícia.

-Onde está esse cartão? — Seungri perguntou. Outro que aparece do nada. Ele não tava jogado com a cara quebrada?

-Peraê, deixa eu ver. — Onde eu coloquei o cartão meu pai? Meu vestido não tem bolso, eu estou sem bolsa... AAAAAAAAAHHHHHHHHH NÃAAAAAAO! Eu guardei o cartão no sutiã. Tô ferrada. Tentei disfarçar ao máximo e me levantei ainda tateando o vestido. Baguncei os cabelos na tentativa desesperada de que eles acreditassem que realmente pudesse estar lá. — Eu acho que perdi. — Sorri amarelo, deixando minha angústia meio evidente.

-Vem cá. — GD me puxou para longe de onde todos estavam, mas ainda estávamos no ponto de vista de todos.

-Me larga, você tá me machucando. — O aperto de sua mão em meu pulso era realmente forte.

-Que história é essa de querer me trair ?

-Você realmente acreditou nisso? Hum patético. Bem típico de você. — Bufei em protesto á seu aperto em meu pulso.

-Você está mentindo pra mim. Tá querendo me colocar um par de chifres sim. — Ele sussurrou com uma careta estranha no rosto e o olhar queimava em ódio.

-Quando casamos eu te disse que não gostava de você nem nada do gênero. Mas eu disse, eu prometi que nunca trairía você, mesmo que você merecesse um enfeite nessa testa. — Eu disse fazendo bico.

-Vamos resolver isso logo. Cadê o cartão?

-Eu não sei. EU PERDI! — Gritei perdendo o controle.

-Você não perdeu, tá escondendo ele não é? — Ele mordeu o lábio olhando diretamente em meus olhos.

-Pra quê eu esconderia? — Sorri sem graça desviando o olhar. Ele me colocou sobre seu ombro em um movimento tão rápido que nem eu mesma me dei conta. — EI ME LARGA GD! ME SOOOOLTAAAAAAAAAAAA! SOCORRRO EU TÔ SENDO SEQUESTRADAAA! PESSOAL, AQUI! DÁ PRA ALGUÉM ME AJUDAAAR? — Comecei a berrar descontroladamente com medo do que o meu marido psicopáta poderia fazer.

-Para de gritar. Eles acham no mínimo que nós vamos fazer promiscuidades como forma de perdão. — Mesmo sem olhá-lo, tenho certeza que ele revirou os olhos.

-Você vai fazer o quê comigo? — Perguntei com desespero na voz.

-Essa é a pergunta das garotas quando são sequestradas e estão morrendo de medo. — Ele murmurou estúpido.

-Estúpido.

-Idiota.

-Rei do gelo.

-Rainha do fogo. — Se esse comentário era pra ofender ele não conseguiu.

-Obrigada. — Sorri.

-Você acha que me chamando de rei do gelo eu vou ficar ofendido? Só de me chamar de rei já fiquei lisongeado. O resto da frase não importa.

-O mesmo vale pra mim.

-Imatura.

-Tá falando de mim ou de você? — Quando me dei conta estávamos na segunda casa do tio da Minzy, já que são duas, uma ao lado da outra separadas apenas por uma varanda até ampla. Entramos na casa que nem usamos direito. Ele me colocou sentada no grande sofá branco, mas ainda sim manteve meus pulsos envoltos por sua mãos.

-Me diz onde você escondeu o cartão?

-Não vou dizer. — Virei o rosto petulante.

-Então você afirma que não perdeu o cartão e sim o escondeu. — Ele sorriu, dando uma breve olhada para o meu vestido. — Escondeu no vestido não foi? — Ele disse calmo.

-Não interessa.

-Interessa sim. Tá no vestido não é? — Ele semicerrou os olhos com um sorrisinho de canto.

-Não. — Menti na cara dura.

-Então você não vai se importar se eu te revistar.

-EU VOU ME INCOMODAR SIM! — Respondi alterada. Ele apenas ignorou e abaixou as alças do vestido com os dentes. Fiquei arrepiada tanto com a aproximação quanto com sua respiração calma, indo de encontro com minha pele.

-Se você se comportar eu te solto. — Ele aproximou seu rosto do meu.

-Quem disse que eu sou obediente? — Encurtei a distância e colei nossos lábios.

Notas finais
É só pra anunciar a minha volta. Beiijos e se perguntem: o que vai acontecer no próximo capítulo?