Haru Haru

22 [Continuação] Ao fim da festa... [Parte 2]


Notas iniciais
Oi tô sem muito tempo então só vim postar. Kissus e aproveitem.

–Se você se comportar eu te solto. — Ele aproximou seu rosto do meu.

–Quem disse que eu sou obediente? — Encurtei a distância e colei nossos lábios.

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POV CL

O beijo começou com um gosto arrogante e fútil, representando muito bem o sentimento que parecia ser mútuo. De propósito ele mordeu o meu lábio inferior, e, ao escutar meu breve gemido de dor e revolta, repuxou os lábios num sorriso petulante e infantil. Só para provocar, entrelacei minhas pernas em sua cintura, buscando o máximo de proximidade. Ele gemeu em resposta, o que me fez dar o mesmo sorriso que ele deu á segundos atrás. Depois que deixamos as brincadeiras de lado e passamos a nos preocupar com o nosso próprio prazer, ainda com os lábios colados, ou melhor, grudados, nos encaramos olho á olho sentindo as emoções um do outro. Seus olhos tinham um brilho diferente, um tipo de ternura em estado bruto, mas ainda sim terno. Acho que o meu não estava tão longe disso, mas o carinho se misturava ás sensações, aos pensamentos e á tudo o que tem de pior nele. A fim de apenas esquecer tudo e aproveitar o momento, fechei os olhos e aprofundei o beijo que saía da fase mais estúpida e infantil, enquanto entrava na fase seriamente delicada, á qual os dois saem ganhando. Ele fez o mesmo, entrelaçando sua mão direita, a qual estava em meu pulso, em minha cintura. Usei á mão livre e repeti o ato, enrolando o braço em seu pescoço e puxando-o para mim. Logo estávamos nos agarrando loucamente, foi tudo tão rápido que eu nem percebi quando meu vestido voou para longe, deixando-me apenas de top e calcinha.

-Promete que nunca vai me trair? – Ele disse passando o nariz pela curva do meu pescoço.

-Eu já prometi quando subi no altar. – Respondi fechando os olhos e curtindo a sensação.

-Mas ali foi por obrigação. Você tinha que prometer. – Ele distribuiu beijos pela extensão da nuca até o queixo.

-Agora vai ser diferente? – Respondi só para provocar.

-Tenho certeza que sim. – Deu um chupão em minha clavícula, passando a mão por minha barriga.

-Por quê toda essa certeza? – Gemi quando ele passou a mão em meu clitóris ainda por cima do tecido fino da calcinha.

-Por que eu sei que você me ama, eu sei que você me quer. Sem mim você não vive, não consegue resistir á mim.

-Muito convencido para o meu gosto. – Sorri, fazendo-o olhar-me olho no olho.

-Eu sei que você gosta desse convencido. – Ele disse mordendo o lábio.

-Não gosto.

-Gosta sim.

-Não gosto. – Respondi fazendo bico.

-Você gosta tanto, que implica comigo todo o tempo. Vive fazendo algo para me irritar. Ninguém pega tanto assim no pé de alguém por nada.

-Então eu acho que você me ama. Vive me irritando, pregando peças, tentando me assassinar. – Quando disse a última palavra seus olhos arregalaram-se.

-Quando que eu tentei te matar garota?! Tá maluca?! – Ele respondeu incrédulo, arrancando risadas de mim.

-No nosso primeiro dia de casados que você tentou me jogar da escada. – Ri lembrando da cena.

Flashback On

-Você vai ver Kitty, vai ter troco.

-Own, o bebê não gosta de água gelada? – Fiz graça apertando a bochecha dele, que ficou vermelho de raiva, enquanto eu ficava vermelha de tanto rir. Estávamos no quarto ainda, com as mesmas roupas da noite anterior, á qual nos prendemos por obrigação.

-Me aguarde Chaerin. Me aguarde.

-Ui, tô morrendo de medo. – Fiz cara de choro.

-Deveria. – Ele semicerrou os olhos e saiu do quarto batendo a porta com uma força exagerada.

-Procurei em meu armário uma roupa qualquer e, depois fui ao banheiro. Tranquei-me lá para conhecer um pouco mais o lugar no qual eu tomaria banho daqui para frente. Era um lugar luxuoso, cheio de frescuras que até me agradaram, mas que também me incomodaram. Banheiros normais tem um Box. Apenas. Mas esse não tem a opção de Box e banheira. No quanto esquerdo tem uma porta de madeira, muito bem desenhado com detalhes em vermelho e dourado. Tinha um cabideira ao lado da grande pia de mármore, com um espelho gigante. Não parecia que aquele espelho fora feito para um banheiro comum, de uma casa, e sim para o banheiro de um shopping. Embaixo da pia havia um armário, cheio de toalhas, sabonetes, sais de banho entre outros. Também havia um espaço deixado para escovas de dente e coisas do tipo. O cesto de roupa suja era em uma cor simples, um tom em pastel. A privada era branca, normal como qualquer outra. Depois de analisar tudo, fiquei curiosa para saber o que havia atrás daquela porta marrom. Quando coloquei a mão na maçaneta, pensei se isso era certo, mas depois nem me importei. O banheiro também eu meu, não tem problema nenhum eu querer descobrir cada canto daqui.

Abri a porta e dei de cara com um espaço inteiramente dedicado á paz. Ali havia câmaras de bronzeamento, ofurôs, camas de massagem e muito mais. Fiquei maravilhada com tudo aquilo, mas estava muito cansada e atordoada para querer algo além de tomar banho e comer alguma coisa. Saí daquele paraíso e optei por tomar banho no box, sentir a água escorrendo pelo meu corpo. Tomei uma banho rápido, mas foi o suficiente para me deixar mais relaxada. Saí já vestida com um short jeans não muito curto e não muito colado, uma blusa rosa clara de mangas com o desenho do Rilakkuma no meio. Quando estava saindo do quarto e andando pelo corredor, chegando na escada, senti algo quente em meu pescoço o que parecia ser uma respiração. Depois só escutei um grito forte. Assustei-me e involuntariamente dei um pulo, esquecendo que a escada estava logo á minha frente. Eu caí apenas nos 3 primeiros degraus, pois eu tive a inteligência de segurar nas barras que sustentam o corrimão.´

Olhei para cima e o retardado medíocre com quem me casei estava rindo, enquanto rolava de um lado para outro no chão.

-Mas é um cachorro mesmo.

-É por isso que vivemos brigando.

-Idiota. –Chutei seu braço, ma ele nem ligou muito e continuou rindo.

Flashback Off

-Ah foi. Eu realmente tentei. Vai me denunciar? – Desde o momento em que estávamos lembrando, ele sentou-se á meu lado, os dois de roupas intimas.

-Viu seu quase assassino.

-Foi mal. Mas agora nossa convivência está melhor. Não digo que está lá essas coisas mas já passamos da fase “tentar nos matar. Sobrevive quem puder”.

-Que bom.

-GD! CL! ONDE VOCÊS ESTÃAO? – Escutamos TOP nos gritar com sua voz grossa. Desesperamo-nos na mesma hora. Eu levantei e corri para a porta, mas lembrei de que se saísse ele me veria. Dei meia volta e fui para a porta do fundos mas GD agarrou minha cintura e voltamos para o sofá.

-Fica quieta e pega suas roupas. – Cantamos nossas roupas do chão e nos escondemos atrás de um balcão.

-Vocês estão aqui? – Dito isso a porta se abriu e vimos apenas a sombra de um homem e de mais uma pessoa que não identificamos.