Harry Potter e a Fênix Celestial
18 Guerreiros das Onix
Notas iniciais
Guerreiros das Onix
Harry acordou assustado, sentiu um grande aperto na garganta e se sentou de uma vez na cama fazendo tudo girar. A única silhueta que viu foi a juba de Mione segurando o que parecia ser um livro na mão.
–Mione? Perguntou sem ter certeza.
–Harry sou eu – respondeu Mione – Está tudo bem...
Escutou a cadeira se arrastar e os passos de alguém correndo, não conseguiu ver nada por algum tempo, via tudo embaçado e sua cabeça girava muito rápido.
–Ele acabou de acordar. Escutou Mione dizer.
Além da amiga ele escutou mais dois passos, viu a silhueta de duas mulheres vindo na sua direção e uma o tocou delicadamente.
–Sou eu Harry...
Harry reconheceu a voz dela, era Melissa.
–Consegue me ouvir? Perguntou Melissa.
–Sim. Respondeu confuso.
–Consegue me enxergar? Perguntou.
Instantaneamente levou a mão nos olhos para conferir se estava de óculos, e como estava, achou estranho ver tudo embaçado.
–Consegue? Perguntou novamente.
–Não precisamente, está tudo embaçado. Respondeu Harry.
–Isso é normal querido – escutou a voz da Madame Pomfrey – Daqui a pouco você está enxergando normalmente, seu cérebro só está meio lento ainda.
Harry afirmou com a cabeça e se encostou na cama sentado. Escutou Melissa passando algumas instruções para Mione e saindo da ala hospitalar.
–O que estou fazendo aqui? Perguntou com a cabeça para cima tentando ver aos poucos o teto.
–Você desmaiou ontem, um pouco depois que chegamos do teste.
A lembrança veio em sua mente. Ele estava bem num minuto e no outro sentiu uma grande dor na cicatriz, só de relembrar ela doía. Não se lembrava de muita coisa, sua última lembrança foi de Bella tentando ajuda-lo enquanto ele estava caído no chão.
–O que aconteceu depois que eu apaguei? Perguntou podendo identificar algumas cores no teto.
–Bella desbloqueou sua traqueia e te trouxemos para cá. Respondeu Mione aparentemente receosa.
–Porque eu fiquei assim? Eu não deixo mais Voldemort penetrar na minha mente, não entendo. Quanto tempo eu estou aqui?
–Você está aqui desde as três e meia de ontem. Aproximadamente 17 horas.
Harry pareceu não acreditar, para ele não tinha passado de um simples cochilo.
–Por que eu fiquei 17 horas desacordado Mione? Você não me respondeu ainda.
Olhou para Mione e quase conseguiu ver ela certinho, sua vista estava bem melhor conseguia distinguir a cor da roupa da amiga.
–Não posso te falar tudo Harry – disse Mione – Tenta ficar calmo, se não só vai piorar a situação.
–Então me deixe calmo, Mione. Que droga! Me fale logo porque fiquei aqui esse tempo todo.
–Voldemort usou uma poção aliada a um feitiço para te deixar inconsciente, mas pra isso ele ficou inconsciente também – falou Mione de uma vez – Agora que você acordou ele deve ter acordado, ninguém sabia o que fazer, na verdade não podíamos fazer nada.
Harry fechou os olhos confuso e tentando se lembrar de alguma coisa do seu apagão, mas não conseguiu. Quando abriu seus olhos sua visão estava normal de novo, se ajeitou para se sentar direito na cama e finalmente pode ver o rosto nervoso da amiga.
–E porque motivo ele deixaria nós do...
Ele parou no meio da pergunta. Atrás de Mione havia quatro camas ocupadas com os membros dos Guerreiros, sua cabeça girou 360 graus e voltou novamente para seus amigos todos gravemente feridos, parecia ter acontecido um massacre.
–O que aconteceu com eles?
Mione se levantou e se sentou na maca, do seu lado esquerdo.
–Fica calmo, Harry. Estão bem. Tentou Mione.
–Eles estão machucados Mione...
A voz de Harry falhou ao olhar para seu lado direito e ver a perna de Rony toda enrolada em bandagens.
–Rony está bem Harry ele só se machucou. Precipitou-se Mione
–O que eles têm Mione? O que foi que aconteceu enquanto eu estava desacordado?
As mãos de Harry tremiam, Mione tentou acalma-lo e aos poucos ele foi voltando a respirar normalmente.
–Está mais calmo? Perguntou Mione.
Ele afirmou com a cabeça, olhando repetidas vezes para os amigos.
–Voldemort mandou atacar Hogwarts, Bellatrix liderou o grupo. Conseguimos nos sair bem, Harry. Você teria orgulho de ver como nos saímos meu amigo – disse Mione passando a mão nos cabelos rebeldes dele – Só que você sabe que não podíamos sair tão ilesos. Entre os comensais, a Ordem e os aurores fomos os que menos nos machucamos.
–Eles machucaram como? Você sabe me dizer? Perguntou Harry mais calmo.
–Claro – respondeu Mione falando bem devagar e calma – Descobrimos que as aranhas estavam nos traindo elas ajudaram os comensais. Luna quebrou o braço por causa de uma troglodita que tentou machuca-la, em compensação ela acabou com o comensal, ele foi um dos poucos que foi para Azkaban. Justino fraturou a costela por causa das aranhas, Miguel está de observação por que bateu a cabeça com força, Cho quebrou a perna e Rony estava lutando contra as aranhas...
–Rony lutando contra as aranhas? Perguntou sorrindo.
–Foi sim, ele acabou com boa parte delas. Mas teve o azar de se aproximar demais do salgueiro lutador, que deu uma galhada nele e machucou sua perna deixando em carne viva. Mas já está quase 100 por cento boa – disse Mione tentando não deixa-lo nervoso novamente – Agora Harry, a professora Minerva pediu para não te contar tudo agora, Ok? Ela vai te mostrar quando sairmos daqui.
Harry confirmou com a cabeça. Deu uma boa olhada em seus amigos, estava orgulhoso deles. Uma pontada de saudades o atingiu, a sua última lembrança era de Bella e ela não estava esperando por ele, e isso era estranho, sabia como ela era super protetora.
–Onde está Bella? Preciso vê-la.
Mione ficou mais branca do papel, e se ajeitou ainda mais do lado dele, o deixando preocupado.
–Onde ela está Mione? Estou te perguntando, me responde.
Ela novamente se mexeu de um jeito estranho ao lado dele, como se tapasse algo, para impedi-lo de olhar na cama ao lado.
–O que você está me escondendo Mione? – perguntou deixando ela mais branca ainda – Bella está aí atrás de você? Ela está machucada?
–Har... ry – disse Mione gaguejando – Fica calmo, Ok! Bella está bem, só que está sobre efeito de uma poção muito forte, não adianta nada ficar preocupado.
–Ela está mesmo aí atrás de você? – perguntou mais branco do que Mione – O que aconteceu com ela Mione? Deixe-me ver ela, por favor.
Mione se levantou da cama mais não saiu da frente.
–Tenta não surtar nem acordar os outros, tá bom! Ela está bem, melhor do que qualquer um aqui, até que nós dois, só a poção dela que é muito forte.
–Sai da minha frente agora, Hermione Granger. Disse Harry rude.
Mione saiu da frente, e de primeira Harry não a reconheceu por completo já que ela usava um lençol. Levantou-se da cama e Mione foi para seu lado como se ele fosse cair, o deixando com mais raiva ainda já que agora que enxergava direito estava perfeitamente bem.
–Não me toca. Disse furioso.
Foi até a cama da amada e viu que ela se mexia um pouco, como se tivesse tendo pesadelos. O rosto dela estava contorcido como e ela sentisse dor, o que o deixou mais nervoso ainda, na testa dela um grande corte.
–Ela está sentindo dor? Perguntou se prontificando a acorda-la.
–Não faça isso, ela está sobre efeito da poção – respondeu Mione segurando seu braço – A poção contém um negocio estranho, mas ela está bem. Ela está dormindo, Madame Pomfrey e Melissa preferiram deixa-la desacordada para diminuir o efeito da poção.
Mione segurou no lençol que cobria o corpo dela e levantou por alguns instantes. Bella estava com a roupa mais suja do que as dos outros como se tivesse rolado no chão, mas depois a atenção dele foi direto para as escoriações nos braços dela que mais pareciam furos, como se algo pontiagudo tivesse perfurado várias vezes os braços dela.
–O que é isso? Perguntou vendo os furos fazendo bolhas violetas.
–É a poção, ela vai ficar bem. Tenho que embrulha-la para diminuir os calafrios, está quase completamente curada.
–Essas marcas estavam piores? – perguntou Harry fazendo careta, as feridas nos braços dela eram horríveis – O que foi que fez isso nela, Mione?
–Eu não posso te contar agora Harry. Você tem que esperar até irmos falar com a professora Minerva. Respondeu Mione.
Madame Pomfrey deu a Harry uma poção de sono que ele tomou sem vontade nenhuma. Ele não queria dormir, tinha ficado desacordado por muito tempo.
Acordou três horas depois com um barulho de risadas e conversas na ala hospitalar. Colocou os óculos e pode ver que todos já estavam acordados, inclusive Bella.
Sua namorada se levantou da cadeira ao lado de Luna e o abraçou com força, a primeira coisa que ele desejou foi a sua boca, dando um beijo nela ignorando todos os outros.
–O que você está fazendo em pé? Perguntou para Bella, já que se lembrava do estado dela tremendo ainda na cama.
–Se eu continuar deitada minha mãe não vai me deixar sair daqui. Sussurrou apontando para Melissa na porta falando com Madame Pomfrey.
Harry segurou no braço dela e viu que os machucados tinham quase sumido por completo deixando apenas lugar para algumas manchas. Pela primeira vez ele reparou no pulso dela que estava com uma faixa e uma tala. Deu uma olhada feia para ela que apenas deu de ombros e se deitou ao lado dele.
Não demorou muito para Harry receber alta de Melissa, ela o avisou que Minerva esperava por eles na sala do diretor e que ele teria que passar lá mais tarde para fazer a ultima avaliação do estado dele.
Por incrível que pareça, ela havia liberado Bella e Rony para irem com ele e Mione. Pela primeira vez ele reparou o respeito que a independência dos Guerreiros davam a eles, provavelmente a noite anterior tinha ajudado muito a conseguir essa respeito já que a perna de Rony ainda não estava completamente curada.
Somente passaram na sala Comunal, onde foram recebidos por aplausos dos amigos da Grifinória e dos Guerreiros, estavam empolgados com Harry. Ele ajudou Rony a subir para o dormitório e junto com Neville, o ajudaram a tomar banho por causa da ferida.
Tentou perguntar a Neville algumas coisas sobre a noite anterior, mas não teve jeito, as meninas já deviam ter falado com ele. Desceram e as duas já estavam prontas e com duas muletas que Mione havia improvisado para Rony.
Foram até o escritório do diretor e subiram sem dizer a senha. Na sala Minerva estava junto com Kingsley, Moody, Fudge, Lupin, Julius, Flitwick, Snape e a professora Sprout. Procurou pro Dumbledore, mas ele não estava lá, o que era estranho.
–Vejo que já está bem Harry – disse Minerva aparentemente cansada – Eu não tive tempo para conversarmos, mas iremos nos reunir em breve. Por enquanto vocês quatro podem utilizar a sala, a penseira está logo ali.
Minerva apontou para a mesa e junto com os outros saíram da sala os deixando só. Rony iria entrar com ele para ver as lembranças, e assim que Mione começou a tirar as delas, ele a interrompeu.
–Desculpa Mione, mas eu queria as de Bella.
As duas trocaram um olhar estranho, mas Bella tirou a memória e colocou dentro da penseira.
Rony e Harry colocaram a cabeça no liquido cinzento e se sentiram puxados para o fundo dela.
Estavam em Hogwarts, Bella tinha ofertado a ele o momento em que ele tinha acabado de desmaiar. As lembranças passaram muito rápidas e Rony foi apontando para onde ele exatamente deveria olhar.
Sentiu-se mal ao ver o estado da sua melhor amiga ao ter que deixa-lo sozinho na ala hospitalar, dava para ver que todos os membros do Guerreiro tinham ficado realmente preocupados com ele, até mesmo Brian.
Não deixou de achar graça na entrada de Filch no salão, até mesmo Rony riu do modo como o zelador tinha entrado.
Daí pra frente às memorias passaram a ser mais precisas e mais rápidas, era incrível como Bella tinha conseguido selecionar bem o que ele tinha que ver. A liderança com que Bella assumiu as responsabilidades o deixou orgulhoso e chateado, era pra ele ter feito aquilo.
Somente ver a batalha como um telespectador o deixou nervoso. Realmente era incrível o destaque da participação dos guerreiros na luta, tinham se saído muito melhor do que muito aurores que participavam. A frieza em que lidaram com aquilo o fez se sentir orgulhoso, os meses de trabalho não tinha sido em vão.
Seus amigos lutavam com garra, o ponto de vista de Bella era incrível, provavelmente ela tinha se retorcido muito para olhar para todos os membros e não deixar nenhum deles na mão ou sozinhos em situação de risco. Mesmo lutando ao lado de Kingsley ela comandava a situação com ordens precisas e que faziam a diferença.
Todos que tinham lutado ali mereciam os parabéns dele, principalmente seu grupo.
Harry ouviu Bella dando ordens para alguns guerreiros sobre Lilá, mas nenhum pareceu escuta-la, então ela mesmo foi ajudar a amiga. Ficou orgulhoso de Lilá lutando ao lado de Bella e furioso para o modo como os comensais agiam de forma covarde.
–Ali. Apontou Rony.
Harry olhou para o homem estranho, feio de um jeito que daria medo em qualquer um. Viu ele correr para o rumo de Bella enquanto ela cobria Lilá com um feitiço de proteção, por alguns instantes se sentiu no meio da luta, tentou gritar para ela olhar, só que tinha se esquecido que era em vão.
O impacto nela o fez estremecer, reparou bem naquele homem e viu que talvez ele pudesse ser o causador de todas as feridas dela.
O seu coração quase parou ao escutar a conversa deles e Rony o ficou olhando sem jeito. Aquele homem que estava rodeando ela e que a tinha acertado com covardia, era Fenrir Greyback, o lobisomem mais perigoso que ele já ouviu falar.
Não o tinha reconhecido, pois no Profeta diário eles só tinham publicado as vitimas dele nos últimos tempos. A vontade que ele tinha era gritar com qualquer um que estava ali, como podiam ter deixado Bella lutar sozinha com um lobisomem?
Mesmo a garota sendo bem rápida, conseguindo dar bons golpes nele, ele ainda continuava sendo um lobisomem. Bella parecia tão miúda ao lado dele, dava um aperto só de vê-la naquele estado lutando contra aquele homem absurdamente pavoroso. A cada impacto dos braços e pernas deles, Harry estremecia.
A angústia dele tomou conta, ao vê-la sendo arremessada e ele provar o sangue dela de uma forma tão nojenta. Queria ir até lá e derruba-lo, mata-lo por aquilo. Por alguns segundos pensou que ela iria morrer, mesmo sabendo que ela continuava viva fora da penseira. A realidade se misturava com a ficção ali, sentia todas as emoções como se realmente estivesse participando da luta. Talvez fosse por isso que Minerva havia preferido mostrar do que contar.
Ao ver Bella sendo salva por muito pouco, sentiu raiva de Rony e dos outros, deviam ter ido ajuda-la antes de ela ter se machucado daquele jeito. Nada justificava a injustiça de deixa-la sozinha sendo que ela havia ajudado todos praticamente ao mesmo tempo.
Só de pensar na possibilidade de Greyback ir atrás dela novamente o deixou preocupado e angustiado. Rodrigo estava certo, aquele vira lata imundo podia ir atrás dela, mesmo não sendo na mesma batalha, teriam que tomar cuidado de agora para frente. Não podia perdê-la de forma alguma, não conseguiria viver sem olhar nos olhos tão azuis dela. Não conseguiria ficar sem toca-la e sentir sua pele tão quente e cheirosa novamente, não conseguiria conseguir continuar lutando se algo acontecesse com ela.
A luta seguia quente. O terreno estava cheio de corpos de aranhas, algumas pessoas estavam machucadas e jogadas no chão, e grande parte dessas pessoas eram comensais. Não tinha como não ficar feliz pelo desempenho da equipe, mas estava angustiado demais para se sentir aliviado.
Viu Bella se arriscando novamente contra o comensal que tinha acertado ela, Dolohov. Temeu pelo homem, já que sabia o ódio que ela sentia dele por causa da morte dos tios, o modo como ela conseguiu levanta-lo do chão estando presa, o deixou impressionado. Sempre que ele achava que conhecia as técnicas da namorada ela o surpreendia com novidades.
O grito de Bellatrix chamou a atenção de todos e ele teve que correr para ir até onde estavam reunidos. Separados daquele jeito dava para ver o desfalque dos comensais, não eram tão numerosos quanto no começo.
–Nãoooooooooo.
Harry gritou ao ver Dumbledore entrando na floresta junto com os comensais deixando para trás a varinha com Bella, e muitos olhares de decepção e preocupação.
–Levaram Dumbledore? – perguntou a Rony incrédulo – Não foram atrás dele?
–Não teve jeito, era arriscado demais pra eles. Respondeu Rony.
O resto passou mais rápido ainda, os machucados sendo levados. O corpo de Dédalo Diggle ficou guardado em sua mente. Gostava dele, mesmo ele ficando sempre empolgado ao vê-lo.
Com certeza tiveram uma grande perda naquele dia, na verdade duas. Foi até a ala hospitalar até Bella finalmente dormir, depois de descobrir que alguns sonserinos tinham sido presos.
Voltou pra sala abismado, se sentou na cadeira da nova diretora e tentou refletir um pouco sobre tudo. Não dava para acreditar que tinha perdido tudo aquilo.
Enquanto ele estava seguro e com Guerreiros o protegendo. Dumbledore tinha sido levado, Dédalo Diggle tinha sido morto, seus amigos tinham se machucado e Bella tinha sido quase morta por um lobisomem.
Apesar de tudo o que mais o chateava era Bella ter lutado contra um lobisomem, o que não saia da sua cabeça era isso. As palavras de Rodrigo ecoaram nos seus ouvidos claramente : “– Ele provou seu sangue, ele te quer. Fenrir Greyback não vai parar até conseguir, ele vai atrás de você.”
–Você lutou contra um lobisomem? – perguntou furioso se levantando da cadeira e indo na direção dela – O que você tem na cabeça, Bella?
–Tem coisas mais importantes para falarmos, Harry. Respondeu Bella revirando os olhos como se nada demais tivesse acontecido.
–Mas é isso que eu quero saber. Eu pensei que você tinha maturidade suficiente para ver o perigo, mas você não tem noção nenhuma. Eu devia ter imaginado quando você aceitou a namorar comigo, não é? E ainda por cima ainda acha que pode ir comigo numa jornada, se você enfrentou um lobisomem agora imagina quando tivermos milhares de perigos?
–Não fale assim com ela, cara. Defendeu Rony se posicionando.
–Não fala assim com ela? Eu devo falar com quem então? – perguntou alterado – Com o ex namoradinho dela que a deixou sozinha? Com os dois irmãos dela? Ou melhor, com você mesmo né Rony? Por que você não a ajudou, cara? Eu confio em você. Sabe que se eu tivesse que escolher alguém para protegê-la seria você. Ela quase morreu...
Harry gritou as últimas palavras com todo ódio que tinha, ela era seu bem mais precioso, não podia perdê-la.
–Eu sinto muito cara, não pude ajuda-la antes. Fiz tudo que estava ao meu alcance... Disse Rony com a cabeça baixa como se culpasse também pelo que tinha acontecido.
–Não fez o suficiente. Cuspiu com raiva.
–Espera um pouco aí, Harry Potter – disse Bella se metendo na frente dele – Não fale assim com Rony, escutou? Ele não tem responsabilidade nenhuma por mim, não sou criança, nem preciso de babá. Não sou a garota indefesa que você pensa que sou, nem meu pai me trata assim.
–Eu...
–O negócio é o seguinte – continuou o interrompendo – Você não pode culpa-lo pelo que aconteceu, nem meus irmãos, nem Brian, ninguém. Quem te garante que se você tivesse com a gente não aconteceria a mesma coisa? Se não fosse comigo poderia acontecer com qualquer outra pessoa, o que seria bem pior. Quando a gente está numa batalha não sabemos o que vai acontecer, e culpar Rony, falando com ele desse jeito não vai mudar nada. O que aconteceu, aconteceu e pronto. Temos que pensar no que vai acontecer de agora para frente, não temos mais Dumbledore por enquanto, mais cedo ou mais tarde vamos ter que lutar de novo e eu não quero você no meu pé me tratando como se eu fosse de porcelana. Rony é seu melhor amigo, meu primo, não é Deus nem meu anjo da guarda pra me proteger. Numa batalha a gente não escolhe nossos adversários meu amor, o máximo que podemos fazer agora é analisar o que fizemos de bom e o que fizemos errado e debater com o grupo.
Harry tomou um verdadeiro choque de realidade bem no meio da cara. Sabia que tinha pagado pesado, mas só de pensar em perder Bella ficava fora de controle.
–Me desculpa Rony – falou sem graça – Eu não devia ter falado daquele jeito com você.
–Eu te entendo, cara.
Rony deu dois tapinhas em suas costas e se sentou na cadeira a sua frente por causa da perna. Minerva bateu na porta do escritório e entrou junto com os representantes da Ordem da Fênix, os diretores das casas, o Ministro da magia e o pai de Bella que agora era o chefe dos aurores.
A diretora conjurou novas cadeiras ao redor da mesa e todos se sentaram para começarem a falar sobre o que tinham feito depois da batalha.
–Mesmo a passagem deles estando impedida Minerva, não podemos confiar – disse Julius – Meus aurores estão espalhados pelos quatro cantos da Grã Bretanha.
–Mas será que isso irá ajudar, Julius? – perguntou Minerva – O castelo precisa de proteção, assim como o Ministério.
–Enquanto a isso Minerva... – interrompeu Fudge – Não se preocupe, Melissa e Rodrigo Swift farão parte da minha segurança, o ministro da Bulgária providenciou um esquadrão de aurores para nos ajudar a proteger o ministério da Magia contra possíveis invasores. Mandaremos um grupo pra cá assim que chegarem.
–Acho que não precisamos Ministro, acho que podemos contar com a ajuda dos Guerreiros para proteger o castelo. Disse Minerva olhando para Harry.
–Claro que sim professora. – concordou Harry pego de surpresa– Vamos nos reunir hoje ainda para começarmos a organizar os turnos de vigia.
–O ministro também pode contar com nossa ajuda para qualquer problema que acontecer. Disse Mione.
–Obrigado meninos –agradeceu Fudge – O desempenho de vocês ontem, foi incrível, confio mais em vocês do que em metade dos aurores.
–Eu também Ministro. Concordou Julius.
Julius junto com Moody e Kingsley começaram a debater as estratégias e por incrível que pareça pediam muito a opinião dos Guerreiros para traçar as rotas. Realmente os respeitavam como um grupo importante para planejar, Harry pouco falou já que não tinha participado da luta anterior, mas sempre que tinham a oportunidade opinava.
–Acho que por hoje é só pessoal. Disse Minerva.
Ela ficou conversando com o Ministro sobre os infiltrados que estavam no Ministério e os quatro saíram da sala junto com Julius que ia buscar Melissa pra irem embora já que ela teria que voltar para o Ministério no dia seguinte.
Desceram as escadas para irem para o salão Principal e se encontrar com os outros amigos, mas foram interceptados pelos gritos de Minerva os chamando bem atrás. A professora tinha corrido muito para encontrar com eles.
–Vocês saíram da sala sem eu ver – disse Minerva ofegante – Preciso falar com vocês. Na verdade tenho algo para mostrar a vocês. Sigam-me, por favor...
A professora foi subindo as escadas deixando todos os quatro curioso e Rony nervoso por ter que acompanha-la usando muletas, o que não era nada pratico. Passaram pela ala hospitalar, mas não entraram. Continuaram subindo as escadas até o sexto andar.
Aquele era um andar pouco habitável, poucos iam ali, pois era sem duvidas o andar mais sem graça do castelo, já que tudo que tinha ali era o banheiro masculino que estava interditado por causa das gracinhas dos alunos do sétimo ano. Caminharam mais um pouco e foram até uma parede completamente sem nada e ficaram parados na frente dela esperando algo.
Minerva ficou olhando para eles como se esperassem que eles fizessem algo obvio demais, como os quatro deram de ombros sem entender, a professora puxou Harry pelo braço e encostou a pulseira dele num dos tijolos.
Uma grande porta de carvalho apareceu na frente deles, os deixando surpresos. A porta devia medir uns três metros de altura e era bem larga.
–Vamos, entre. Mandou Minerva impaciente.
Harry tocou na porta e ela se abriu de uma vez, mas parecia completamente vazia, os deixando frustrados.
–É isso? Perguntou Rony decepcionado.
–Não tenho o dia todo, Sr. Weasley. Vamos, entrem logo e me convidem para entrar, não vou ficar plantada aqui.
Os quatro entraram na sala de uma vez, e quase caíram para trás. A sala era extremamente grande, parecia ter o mesmo tamanho do salão com uma decoração muito mais bonita com as cores das Onix e com os símbolos das quatro casas de Hogwarts no teto.
Uma grande mesa, um pouco menor do que as do salão principal, estava no centro da sala com várias cadeiras entalhadas que pareciam sair do chão de tão perfeitas que eram.
–Ainda estou aqui. Gritou Minerva para eles.
–Pode entrar professora. Convidou Mione.
–Bom meninos, estou sem tempo para enrolações. Tenho vários compromissos então vamos ser breves – disse Minerva um pouco irritada por ter ficado do lado de fora esperando pelo convite deles – Está é a sala sede dos Guerreiros das Onix, Dumbledore trabalhou meses nesta sala para vocês. Usou os melhores feitiços que ele conhecia e fez um lugar perfeito para que vocês possam ter um conforto e maior praticidade, afinal não podem ficar usando a Sala Precisa para sempre.
Minerva caminhou pela sala e foi até uma espécie de tocha no canto da parede perto da porta por onde entraram e abaixou o fogo fazendo a mesa e as cadeiras sumirem.
–A mesa foi feita para as reuniões, para fazerem as refeições quando estiverem de vigia, ou para estudarem mesmo. Dobby e Kreacher vão estar a disposição de vocês para fazerem as refeições quando não tiverem tempo de descerem...
Minerva mostrou cada canto da sala e explicou bem como funcionava e para que servia. Na maior parede da sala havia vários armários etiquetados com o nome de cada membro e alguns á mais vazios sem nome, todos eram magicamente ampliados. Na mesma parede uma prateleira cheia de equipamentos para usarem nas lutas, inclusive vassouras novinhas para os que não tinham e uma grande quantidade de livros que deixaram Mione radiante.
Minerva abriu uma porta no canto da sala onde ficava um banheiro razoavelmente grande dividido em duas repartições do lado de dentro, um feminino e um masculino que tinham até mesmo banheiras de tamanho médio. A sede dos Guerreiros era incrível, Dumbledore tinha realmente pensado em tudo.
Na porta ao lado do banheiro para a surpresa tinha um quarto com oito camas alinhadas em duas filas com espaços apenas nos corredores entre elas.
–Vocês vão precisar muito na hora de se revezarem para os turnos noturnos. Explicou McGonagall.
Os cinco saíram do quarto fascinados. Harry não esperava por tudo aquilo, era muito melhor do que podiam sonhar. Aquela era a sala perfeita para eles, já que agora precisavam muito de conforto por causa dos turnos noturnos em Hogwarts.
–A magia da sala é um pouco diferente, ela só pode ser acessada pelos membros dos Guerreiros que têm essas pulseiras, somente vocês podem entrar livremente nele. Outros somente serão convidados a entrar pelos líderes do grupo, que tem essas pulseiras diferentes de vocês quatro. Mas eu aconselho a não fazerem isso, mesmo que seja um de nós da Ordem, é algo de vocês, não podemos ficar nos metendo.
–Entendemos professora Minerva – disse Mione – Essa ideia é simplesmente brilhante.
–Tem mais uma coisa, talvez a mais importante. As pulseiras de vocês permitiam que trouxessem para o castelo os guerreiros que estavam do lado de fora, esta nova pulseira quando aliada a magia desta sala faz algo ainda mais incrível. O Ministro em sinônimo de confiança a vocês deixou Dumbledore ligar está sala ao Ministério, assim como ela é ligada a Hogwarts trazendo vocês diretamente para cá caso estejam fora do castelo ou até mesmo na mansão dos Swift.
–Como uma chave de portal universal? Perguntou Bella.
–O mesmo sentido, mas como a sala é protegida magicamente por Hogwarts, o Ministério não tem o relatório do lugar exato para o qual estão indo ou de onde estão chegando.
A diretora explicou mais alguns detalhes para eles e saiu os deixando sozinhos na sala. Mione mandou uma mensagem a todos os Guerreiros nas pulseiras sobre a reunião no sexto andar na hora da janta, todos tinham que se encontrar com eles em frente ao banheiro masculino na hora exata, inclusive os que não estavam em Hogwarts.
Faltando uma hora para reunião eles desceram para passar na ala hospitalar para Rony, Bella e Harry fazerem o check-up que tinham prometido a Melissa, mesmo eles estando bem.
As manchas de Bella havia sumido quase tudo onde o lobisomem havia machucado, só de pensar Harry ficava nervoso. Madame Pomfrey achou a ideia de muletas incríveis e providenciou uma para Cho ir até a reunião dos Guerreiros, na condição que ela voltasse assim que terminasse. Miguel recebeu alta e não precisaria voltar, mas Justino não podia nem se mexer e era o único dos seis machucados que não poderia participar da reunião.
Harry estava em perfeito estado, apenas estava sonolento que para a enfermeira era perfeitamente normal. Ele não precisaria voltar para a ala hospitalar ao contrário dos outros que teriam que voltar mais algumas vezes para ela acompanhar o estado deles, e nem podiam reclamar já que era um privilégio do Grupo e um voto de confiança da enfermeira.
Subiram faltando apenas alguns minutos para as sete, ficaram no corredor onde alguns já esperavam por eles. Mione convocou os que estavam fora do castelo para a sala Precisa já que ainda não tinham acesso a Sala dos Guerreiros.
As sete em ponto todos os 31 membros, faltando apenas Justino, estavam na porta do banheiro masculino do sétimo andar.
–Pra que tanto mistério gente? Perguntou Angelina curiosa.
–Calma... – disse Harry – Bom, hoje a professora Minerva nos entregou algo que Dumbledore ia nos entregar só que não teve jeito.
Os rostos ficaram sombrios, ninguém ali conseguia aceitar o fato de não ter Dumbledore por perto e nem de não saberem onde ele está.
–Eles acharam que precisávamos de um lugar para nos reunir com o grupo de uma forma discreta e que nos deixassem confortáveis para conseguirmos nos sair bem nas nossas missões, eles deram uma sala para os Guerreiros. Onde somente nós temos acesso por completo.
Os Guerreiros olharam para um lado e para outro e não viram nada, a única coisa que tinha naquele andar era o banheiro masculino.
–E está sala é o banheiro masculino? Perguntou Fred apontando para trás dele.
–Claro que não – respondeu Mione segurando o riso – Venham com a gente.
Os quatro os guiaram até a mesma parede vazia que tinha confundido eles quando Minerva os mostrou.
–E a gente vai atravessar a parede agora? Perguntou Zacharias.
–É isso mesmo – respondeu Rony com um sorriso maldoso– E você vai fazer as honras Zacharias, abram espaço pra ele passar.
O garoto passou por eles se sentindo importante e deu de cara com a parede fazendo todos rirem.
–Não teve graça nenhuma. Falou passando a mão na testa.
–Teve sim – disse Rony rindo do seu feito – Vamos terminar logo com isso.
Mione pegou a pulseira dela e encostou no mesmo tijolo deixando a grande porta a vista deles. Ninguém viu nada do lado de fora, mas quando entraram na sala ficaram abismados e super animados.
A sala era realmente perfeita. Mione fez o mesmo tour que Minerva tinha feio com eles explicando tudo exatamente como era e como funcionava. Depois de mostrarem tudo, todos se sentaram ao redor da grande mesa.
Harry e Bella se sentaram em uma das cabeceiras e Rony e Mione na outra, a mesa era perfeitamente bem programada com um acento para cada e um grande espaço entre eles para possíveis novos membros.
–Bom primeiro parabéns por ontem – começou Harry – Infelizmente eu não pude estar com vocês, estou muito mal por isso não queria deixa-los sozinhos no momento que mais precisavam de mim.
–A gente entende, cara – disse Neville – Sabemos que se você pudesse ter lutado, você lutaria.
–Obrigado, Neville – agradeceu Harry aliviado por ver que nenhum parecia ter ressentimento dele – Eu vi a luta quase toda na lembrança de Bella, vocês realmente foram incríveis. A Ordem da Fênix e até mesmo o Ministro da Magia estão surpresos com o grupo.
–Bella se saiu muito bem no seu lugar Harry – disse Cho o surpreendendo, já que ela não aprovava a escolha da garota como líder – Ela conseguiu assumir e nos ajudar, assim como Mione e Rony também fizeram. Mas ela com certeza foi uma substituta a sua altura.
Todos aplaudiram Bella e Harry deu um beijo na bochecha dela, apesar de tudo eles estavam certos, ela tinha se saído muito bem. Ele realmente não devia ter falado daquele jeito com ela e Rony.
–Obrigada gente – agradeceu Bella –Vocês também foram incríveis. Ontem todos lutaram com muita garra, e facilitaram muito meu trabalho.
–Eles estão certos, você realmente se saiu muito bem. Elogiou Harry.
–Bom, agora a gente precisa debater algumas táticas que talvez não deram certo e que da próxima vez, quando houver uma próxima vez, nós temos que tentar corrigir. Disse Rony.
Todos deram sua opinião sobre a batalha do dia anterior, e os quatro iam anotando tudo para que depois pudesse ser resolvido as pendências e algumas deficiências que podiam ter sido evitadas. Por incrível que pareça não deu nenhuma confusão, cada um apontou o erro do outro e de si mesmo e ao invés de discordarem e entrarem em uma discursão aceitaram e usaram aquilo para um crescimento futuro.
–Bom tem mais uma coisa, está tarde nos reunimos com a nova diretora, os diretores das casas, a Ordem da Fênix e o Ministro. Mesmo um número de aurores vindo ajudar o Ministério, ele precisa da nossa ajuda para fazer a vigilância de Hogwarts. Acrescentou Harry.
–Já imaginávamos isso – disse Brian – Quando vocês estavam na ala hospitalar cedo, se me permitem, eu tomei a iniciativa de conversar com alguns dos membros sobre isso.
–Sem problema nenhum – disse Harry aliviado já que diminuiria o trabalho deles em discutirem isso – E o que vocês decidiram?
–Não muita coisa. Eu, Peter, Neville, Gina, Simas e Dino passamos o dia conversando com os membros e montamos os horários de aulas de cada um, separando as horas de estudos, os treinos de Quadribol e o tempo livre.
Ele passou para Mione que deu uma boa olhada na tabela.
–Isso é ótimo, mas vai dar um pouco mais de trabalho. Todos vão ter se desdobrar um pouco, vamos colocar tudo no mural. Disse Mione.
–Podemos ajudar nas vigias. Disse Fred.
–Mas e a loja de vocês? Perguntou Rony.
–Damos um jeito irmãozinho, nossa loja está crescendo e dando lucro, temos funcionários de confiança. E vocês vão ficar mais tranquilos com dois a mais nas vigias. Eu e Jorge nos revezamos, é só não ficarmos juntos na mesma noite.
Angelina, Kátia e Lino também se ofereceram para vir ao castelo para fazer a vigia de noite, já que durante o dia não iriam precisar, eles iriam apenas ter que ficar em alerta.
Mione começou a riscar o mural, iriam ficar dez horas por noite, das nove horas que era após o jantar e era a hora limite para ficar fora das salas comunais. Eles dividiram os 28 em quatro grupos, Rony, Mione, Bella e Harry se revezariam para ficarem todas as noites nos turnos. Quatro semanas foram programadas conforme as aulas que teriam e os treinos de Quadribol, dando um tempo maior para ficarem livres, nem todas as noites seria os mesmos grupos.
–Acham que está bom assim? Perguntou Rony depois de Mione terminar o último domingo.
Todos concordaram com os horários, o modo como dividiram os turnos ficariam um pouco mais tranquilos, a não ser os quatro que teriam que estar em todas as noites. A troca de turno seria ás 2 horas da manhã, e eles dormiriam na sala dos guerreiros para não terem problemas de atraso com os turnos que estava muito bem organizado e nem se perderem nas aulas.
–Enquanto Justino e Cho não melhorarem teremos que nos revezar para ajuda-los, então vocês vão ficar muito sobrecarregados. Eu posso substituir Justino nos dias que não estivermos juntos e posso revezar com Brian nesses turnos. Disse Peter pensando no desfalque que passariam pelas próximas duas semanas que era o tempo para Justino se recuperar.
–Eu e Dino ficamos no de Cho. Disse Neville.
Brian e Dino concordaram com os dois e Mione fez algumas observações no mural.
–Bom gente, começamos amanhar então, sexta é o dia de começar o trabalho. Disse Mione.
–Outra coisa pessoal – interrompeu Rony antes de continuarem – Em relação ao Ministério. O próprio Ministro pediu para que não confiemos em ninguém, de nenhum departamento. Eles estão com infiltrados lá e sei que alguns aqui têm parentes que trabalham lá. Tentem não contar nada sobre os horários nem sobre as vigias que teremos que fazer, mesmo que confiem em seus parentes que trabalham lá não sabemos quem são esses infiltrados.
–Tentem não tocar no assunto sobre os Guerreiros, sei que será difícil, mas quanto menos gente saber que estamos vigiando a escola no lugar dos aurores, melhor. Assim eles vão achar que são os aurores que estão tomando conta. Completou Bella.
–De volta aos turnos... Continuou Harry apoiando o amigo e a namorada com a precaução que teriam que tomar de agora para frente
Todos se sentaram depois de analisarem os turnos e anotarem para não esquecer. Cho iria passar para Justino tudo que tinham conversado e assim ele ficaria por dentro do assunto.
–Tudo vai mudar agora, não vai? Perguntou Luna novamente não parecendo a mesma Luna sonhadora.
–Sem Dumbledore perdemos completamente a vantagem que tínhamos sobre “Você sabe quem“ – concordou Marieta – Dumbledore era o único que ele temia, e agora ele está nas mãos dele. Só Merlin para saber se ele está vivo ainda...
–Não adianta pensar assim. Voldemort não iria pegar Dumbledore para mata-lo, ele tem planos para ele com certeza. Disse Mione tentando tranquiliza-los.
– Pode ser, mas não temos certeza. Não é mesmo? – questionou Marieta – Você deve saber de alguma coisa, Bella?
–Eu sei o mesmo que vocês. Respondeu Bella.
–Mas ele não entregou a varinha dele para você? Isso deve ter significado alguma coisa não? – interrogou Lino Jordan – Afinal por que motivos ele entregou a você? Ele poderia ter entregado a professora Minerva que está assumindo o lugar dele.
–Isso eu não posso falar –disse Bella séria – Tem coisas que vocês não podem saber, não tem nada haver com ele ter sido sequestrado. É outra coisa, precisam confiar em mim e precisam confiar em Dumbledore, ele sabe o que faz.
Ninguém tocou mais no assunto, eles confiavam no diretor e confiavam nela depois de tudo que ela fez na noite anterior. Apenas Harry, Rony e Mione ficaram olhando para ela como se ela não esperasse que isso fosse o suficiente para convencê-los, ela podia até convencer os outros, mas eles não. A troca de olhares de Bella e Brian incomodou Harry, como se ele soubesse de algo.
–Bom acho que agora podemos comer – disse Mione quebrando a tensão– Estamos resolvidos sobre tudo, qualquer coisa nos reunimos aqui antes dos turnos.
Na mesa apareceu um monte de comida e eles começaram a comer.
A cabeça de Harry estava cheia de coisas ruins e boas. Estava contente pelo desempenho do seu grupo e pela reunião que tiveram, mas estava chateado ainda por não ter ajudado.
Muitas coisas ficaram sem respostas e de agora para frente teriam que se empenhar mais se quisessem deixar os outros bem, quando ele tivesse que partir.
Os Guerreiros das Onix- GO finalmente tinha entrado de uma vez para a guerra, tinham enfrentado a primeira batalha de muitas que provavelmente iram enfrentar. Para conseguirem realmente vencer essa Guerra precisavam estar mais unidos do que nunca.
Cada rosto ali estava determinado, nenhum estava brincando quando o assunto era Voldemort. Não tinham mais o mesmo medo dele. Apenas sabiam que tinham que respeita-lo como um adversário a altura.
Não eram mais a Armada de Dumbledore, eram Os Guerreiros das Onix, um grupo de jovens que finalmente estavam na Guerra...
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