Notas iniciais
Demorou mais chegou, ufa!!! Não me matem meninas, tive problemas com meu pc e tive que mandar formata-lo, mas finalmente está aí o penúltimo capitulo dessa fic, mas lembre-se terá uma continuação. Pessoalmente adoro esse capitulo. Eu já havia imaginado ele desde o dia que tive a ideia da fic e espero que gostem. Desde de já me desculpem os erros, esse capitulo foi feito rapidinho para não atrasar e deixa-los esperando muito. Beijocas e boa leitura...

Fênix Celestial

Harry estava caído no chão tonto, ouviu um coro de gritos se juntarem aos cinco e quando foi ver todos os doze estavam se contorcendo no chão do átrio. As risadas dos comensais chegavam a perfurar seus ouvidos e o sofrimento daqueles que estavam no chão fazia com que ele sentisse a dor deles. Se aproximou e Bella no chão e mesmo sem encostar nela foi arremessado pela terceira vez.

–Não toca nela. Gritou Brian o segurando.

Brian o puxou para perto dos Guerreiros que estavam desesperados enquanto Roger parecia ser o único que conseguia ficar perto da irmã sem ser arremessado.

–Temos que ajuda-los agora. Gritou Fred desesperado tentando derrubar a barreira que resistia a todos os feitiços que tentavam.

–Não tem como passar – respondeu Peter – Temos que fazer alguma coisa Harry.

Harry olhou atordoado para eles, não tinha o que fazer. Como se não bastasse a dor dos seus amigos a situação de Bella o deixava preocupado, ninguém conseguia chegar perto dela e mesmo Roger e Brian tentando acalma-la, a garota não parecia ouvir.

–Parem já com isso – gritou Harry com todo ar que tinha nos pulmões para Voldemort– É a mim que você quer, não é? Então eu estou aqui, largue-os e pode ficar comigo.

Voldemort deu um sorriso diabólico, a sua boca quase encostou de uma orelha a outra.

–Sua namorada não está gostando da pressão? – perguntou Voldemort deixando Mione e Rony e indo para os pais de Bella – Vamos ver quanto tempo eles vão durar em minhas mãos, será que duram mais que os Logbottom?

Os corpos de Julius e Rodrigo começaram a se contorcerem juntos no chão. Novamente os comensais se juntaram a ele para torturar os doze novamente. O grito de Mione finalmente escapuliu quando Bellatrix a torturou, e Harry sentiu como se o seu coração estivesse em pedaços. Nem parecia que á alguns minutos atrás ele estava comemorando a vida de Sirius.

–Eles vão ficar bem meu anjo – disse Roger bem perto dela – Eu prometo.

–E como você vai fazer isso? Perguntou Bella com uma voz estranha e suave.

–Vamos dar nosso jeito. Disse Brian tão desesperado quanto Roger.

Harry foi até onde Brian estava, deu uma boa olhada em Bella e se assustou com o estado dela. Nunca tinha vido sua amada tão pálida, os olhos delas estavam fechados e o calor que emanava por seu corpo era sentido por todos do lado deles.

O riso de Bellatrix era o que mais cruel, dava para ver a satisfação dela torturando Mione e olhando nos olhos de Neville que parecia estar hipnotizado e sem reação.

–Os deixem em paz. Disse Bella em um tom seco e alto.

–Vem pega-los bonitinha, banque a heroína como seu namoradinho. Disse Bellatrix se deliciando com a situação.

Outro grito de dor saiu de Mione, um grito exausto que beirava a desistência, depois de tanto sofrimento causado a ela, Harry sentia que sua amiga ia desistir.

Só que um grito ainda mais alto ecoou por todo o Ministério fazendo todos os vidros do átrio se quebrarem ao mesmo tempo, mas ele não vinha dos torturados e nem dos comensais, vinha de Bella.

O corpo de Bella se levantou de uma só vez e começou a levitar no ar. A varinha dela caiu no chão e na hora que ela se virou para eles, os olhos dela estavam completamente brancos. Com um aceno de mão ela jogou Harry e todos do lado deles no chão, afastados dela. O calor que saia do seu corpo chegava a ser insuportável de um modo que até os comensais do outro lado da barreira pudessem sentir.

–O que é isso? Perguntou Bellatrix se afastando de Mione.

Uma grande bola de proteção começou a protegê-la dos feitiços que eram lançados por todos os comensais menos por Voldemort que parecia estar hipnotizado. Bella soltou um grito mais baixo e doze bolinhas verdes de luz saíram do seu corpo e atravessou facilmente a barreira que protegia os comensais. As bolinhas se espalharam de uma forma incrível, como se dançassem uma música ritmada e indo em direção a cada um dos doze caídos no chão e os envolvendo com a mesma proteção que a protegia.

Novamente os comensais tentaram impedir só que nada que faziam conseguia penetrar nenhuma das proteções que estavam ali na frente deles. Os doze foram trazidos facilmente para o lado deles e colocados no chão.

–Eu falei para deixa-los em paz.

A voz dela estava diferente, forte e grave de um jeito estranho, que nem mesmo parecia ela falando.

–Avada Kedrava...

A maldição de Voldemort foi direto na direção de Harry que por um segundo viu a morte na frente, e foi projetado para trás por outro aceno de Bella que o defendeu com uma barreira branca de proteção. Um sorriso de vitória se fez nos lábios de Voldemort, e aquilo não era um bom sinal.

Os GO não carregavam mais o medo no rosto, estavam fascinados pelo que acontecia na frente deles, já os comensais não riam mais, a alegria deles tinham se transformado em medo.

–Está tudo bem agora querida estamos bem graças a você. Disse Julius que já estava em pé mesmo depois de ser torturado.

Bella virou de frente para ele e seus olhos já estavam normais, ela apenas negou com a cabeça e se virou olhando nos fundos dos olhos de Voldemort que estava fascinado com ela.

Apenas erguendo as duas mãos todos os cacos de vidro no átrio começaram a flutuar, o grande gigante que estava no canto ainda desacordado começou a flutuar como se pesasse apenas algumas gramas ao invés de toneladas. Os cacos e o gigante giraram no ar causando um grande vento fazendo que alguns deles fossem jogados para trás.

E com um grito ensurdecedor o inacreditável aconteceu, os cacos de vidros derrubaram a grande barreira e em seguida o gigante foi lançado contra os comensais. Tudo foi tão rápido que nem mesmo Voldemort esperava pela queda da barreira deles.

Harry ficou abismado com aquilo, olhou para seus amigos que estavam mais fascinados do que ele. Buscou a felicidade nos Swift, mas nenhum deles pareciam contentes. Nem eles nem Brian. Ao contrario, a Sra. Swift estava nos braços do marido chorando e Brian estava muito nervoso.

–Porque tia Melissa está chorando? – Harry escutou Rony perguntar para Brian – Bella nos salvou, estamos bem e recuperados graças... – Rony parou de falar ao rir dos comensais desajeitados saindo debaixo do gigante – Ela é a vitoriosa de hoje.

–Você não sabe o que está dizendo. Respondeu Brian cerrando os punhos com força.

Harry deu uma boa olhada para a namorada, mesmo com os comensais detidos ela ainda mantinha o grupo deles protegidos atrás dela. Ele andou um pouco para o lado na esperança de poder ver o seu rosto, e se assustou ao ver que ela estava tão pálida e o sangue escorria pelo seu nariz, por trás de um sorriso no qual ela dava a Voldemort que já estava em pé.

Voltou sua atenção a ele, já estava em pé e ao invés de furioso estava contente e com um largo sorriso nos lábios. Nem parecia o homem que tinha sido enganado a pouco tempo atrás. Os olhos de cobiça dele a devorava aos poucos.

Voldemort gritou algo aos seus comensais e em seguida girou sua varinha sob a cabeça usando muita força para fazer o seu próximo feitiço. Uma grande cobra prateada com os olhos vermelhos mediando mais de dez metros começou a sobrevoar onde os comensais estavam, rapidamente ela foi na direção deles, o fogo dos olhos do animal chegava a gelar o coração.

Bella não demorou a pensar, deu um grito de dor como se os ossos do seu corpo tivesse se partido e o nariz dela pareceu uma torneira do tanto que sangrava. Em questão de segundos um grande animal maior do que a cobra saiu dela.

Era uma fênix, Harry reconheceu imediatamente, o animal tinha uma cor avermelhada de fogo com detalhes em branco azulado.

A fênix bateu as asas jogando todos para mais longe ainda, fazendo eles se segurarem para não serem arremessados contra as paredes. Em seguida o ser majestoso foi na direção da cobra que tentou se enroscar nela, mas perdeu a batalha para fênix que fechou ela entre as asas e a explodiu dando uma rajada de vento mais forte.

Os comensais simplesmente fugiram assustados antes mesmo de serem jogados no chão. Harry levantou a cabeça atordoado por causa da queda, deu uma boa olhada em Voldemort que estava em pé, olhando para Bella. O homem ofídico pegou a barra da túnica e desapareceu do átrio deixado apenas a lembrança do sorriso dele na memória de Harry.

Assim que Voldemort partiu ela caiu no chão, debaixo dela uma poça de sangue. De longe Harry via as roupas dela manchadas, se levantou por completo e sentiu um dor na sua cicatriz.

Seus joelhos bateram no chão.

“-Precisamos conversar”

A voz de Voldemort foi audível na sua mente, sentiu as mãos geladas de Luna e Neville o segurando. Ele não queria conversar com Voldemort agora. Ele queria ver Bella.

A voz de Voldemort gritou mais uma vez em sua mente e ele tentou resistir, mas foi forte de mais. Sentiu sua dor aumentar e com suas últimas forças viu o pai de Bella colocando ela no colo e sumindo do átrio, essa foi sua última visão antes de apagar.

“ Harry se viu em um túnel de terra escuro. Estava furioso, não queria estar lá, queria estar com Bella.

Andou pelo curto túnel e saiu em uma sala subterrânea pouca luxuosa para os padrões de Voldemort. Entrou na sala sem entender, se estavam na sua mente porque toda essa encenação?

–Porque eu te trouxe aqui, já que agora não posso ver sua mente é a única forma que podemos conversar Potter. Disse Voldemort respondendo sua pergunta mesmo sem ela ter sido verbalizada.

–O que você quer comigo? – perguntou Harry ríspido – Eu já sei que te passei raiva, então supera isso.

–Raiva? Por aquela sua intromissão? – perguntou Voldemort sarcástico – Eu tenho é que te agradecer seu moleque imbecil.

–Agradecer pelo que?

Voldemort gargalhou o encarando como se não acreditasse nas palavras de Harry, e isso o deixou furioso, não gostava de ser a piada da história.

–Você não sabe o que tem nas mãos Harry Potter? – perguntou rindo de um jeito que ele nunca tinha visto – Procurei por anos um aliado a altura da sua Swift e você simplesmente namora por acaso com uma?

–Uma o que Tom?

–Você é mesmo um tolo, Harry Potter. Nem sabe que tem em suas mãos a Fênix Celestial. – disse Voldemort passando a mão na cabeça – Mas eu só te chamei para avisa-lo que agora a coisa ficou feia para Você. Eu vou estar pronto, a partir de hoje se declare um homem morto. Passarei por cima de todos aqueles que te protegerem. Matarei cada homem, mulher ou criança que se aliar a você, nem que pra isso só me reste os meus comensais. Hoje foi a última vez que você ficou na minha frente, que fique bem claro. Eu quero a sua cabeça, e não tem Fênix Celestial que te proteja do que te espera. A brincadeira acabou.

–Eu nunca brinquei. Rebateu Harry.

–Não me importo de machucar nenhum dos seus amigos. Disse Voldemort sério.

–E não me importo de destruir um por um dos seus comensais.

–É um jogo? Perguntou Voldemort.

–É uma guerra. Disse Harry firme.

Voldemort desfez a cara séria e sorriu.

–Então guerra é guerra garoto tolo, não me importarei de desperdiçar nenhum talento. Com sorte depois da sua morte, eu trarei sua namorada para o meu lado.

–Não toca nela. – gritou Harry alto – Você não vai colocar um dedo dela.

–Eu não a quero... Não agora... – respondeu Voldemort satisfeito pelo efeito causado em Harry – Quando eu finalmente conseguir o que quero, eu vou atrás dela...

–E o que você quer? Perguntou Harry avançando para mais perto dele.

–Você morto, pelas minhas mãos...”

Harry sentiu seu corpo ser puxado para trás, sentiu uma dor externa e se levantou de uma vez. Sua cabeça girou e quando ele abriu os olhos custou entender onde estava.

–Você já devia ter se acostumado com isso – disse Fred –Já que você vive desmaiando.

Deu uma boa olhada no lugar, estava no quarto da sede dos GO. A única lembrança antes de Voldemort era que estava no Ministério da magia.

–Está tudo bem cara. Disse Rony ao lado de Fred e Jorge.

Pelo que parecia, apenas os quatro estavam no quarto. Sentiu seu corpo doer, como se tivesse levado uma verdadeira surra.

–Vamos almoçar? Você precisa comer alguma coisa. Chamou Fred puxando ele pela mão da cama.

–Almoçar? – perguntou assustado – Quanto tempo eu fiquei apagado.

–Sei lá, chegamos aqui de madrugada deve ter umas sete a oito horas.

Harry ficou encabulado, não podia ter ficado tanto tempo apagado, não de novo.

–E Bella? Perguntou desesperado em se lembrar dela jogada no chão.

Os três trocaram um olhar preocupado e não falaram nada, apenas começaram a comer.

–O que aconteceu com Bella? Perguntou impaciente.

–Relaxa aí, cara. – Pediu Rony – Eu vou te falar, só se senta e come um pouco.

–Comer um pouco? Você está louco? A última coisa que me lembro e da ver Bella nos braços do pai.

Novamente os três se olharam e aquilo estava deixando ele mais angustiado ainda.

–Ela está morta? Perguntou Harry com um nó na garganta.

–Não – respondeu Rony se levantando nervoso – Nunca mais diga isso.

Harry se assustou com a reação de Rony.

–Foi só uma pergunta.

–Desculpa cara – disse Rony colocando a cabeça entre as mãos – É que estou preocupado com tudo isso, tudo está sendo uma loucura depois que saímos do Ministério.

–Me falem, por favor, o que está acontecendo. Estou pirando. — Suplicou Harry nervoso – Onde estão os outros?

–A professora McGonagall está cuidando deles. Mione, Zacharias, Dino e Dênis estão no escritório dela... Eles vão ficar bem – respondeu Jorge – Só precisam ficar sob os cuidados da madame Pomfrey, eu saí de lá faz apenas uma hora.

–E Bella? Ainda não responderam o que está acontecendo com ela.

Rony e Fred trocaram mais olhares preocupados, como se competissem quem contaria alguma coisa.

–Bella está na ala hospitalar. Respondeu Jorge por fim.

–Ótimo, vou vê-la agora mesmo. Disse arrastando a cadeira.

–Você não pode entrar lá Harry. Disse Fred o segurando pelo braço com um excesso de força.

–É claro que posso, Madame Pomfrey vai me entender.

–Não é tão fácil assim... Respondeu Rony.

Os três se olharam e em seguida fixaram o olhar nele de um jeito ainda mais estranho. Tinha alguma coisa que eles não queriam lhe contar.

–Eu quero saber agora o que está acontecendo, se não vou lá agora. Disse furioso.

–Não deixaram nem a gente entrar, na verdade Roger e Rodrigo nos expulsaram do corredor. – disse Rony ressentido – Bella não está bem. Os pais dela saíram do Ministério antes da gente e passaram o tempo todo lá dentro da ala hospitalar junto com Madame Pomfrey e uma medibruxa que chegou agora pela manhã.

–O que aconteceu com ela? Ela estava bem, derrotou sozinha todos eles e agora está presa na ala hospitalar, isso não faz nenhum sentido. Disse com raiva por ter apagado.

–Não sabemos direito o que aconteceu, mas tiraram Sirius e os outros dois que estavam na ala hospitalar para colocar ela. Por isso os outros estão sendo cuidados na antiga sala da diretora McGonagall. – Disse Rony – O andar inteiro está quente, quase impossível ficar lá, não sei como eles estão conseguindo.

Harry segurou a cabeça com as duas mãos e colocou o cotovelo na mesa, cabisbaixo.

–Fica calmo cara, Bella é durona se tivesse acontecido alguma coisa com ela, os pais dela te avisaria. Disse Fred.

–Não tenho tanta certeza disso. Eu preciso saber o que eles estão escondendo de mim. Voldemort me falou alguma coisa de Fênix do céu.

–Não é Fênix Celestial? Perguntou Gina entrando na sala.

–Você sabe o que isso significa? Perguntou Harry.

–Não sei não. Só escutei meus primos falando.

–Você falou com eles? Perguntou Rony para Gina.

–Falei, assim que eles te expulsaram de lá. – Disse Gina – Falaram que ela vai ficar bem, o pior já passou.

–Você acha que é essa tal de Fênix Celestina, que Bella precisa para se recuperar? Perguntou Rony.

–Fênix Celestial. Corrigiu Gina.

–Tanto faz. Disse Rony dando de ombros.

–Acho que pode ser. – Respondeu a ruiva – Vocês viram como ela ficou depois de tudo aquilo? Ela ficou acabada, toda...

Gina parou de falar ao ver o modo como Harry reagiu arregalando os olhos numa expressão preocupada.

–Me desculpe. Pediu Gina arrependida.

Ele apenas afirmou com a cabeça, aquilo tinha que ter um fim. Os pais de Bella deviam alguma satisfação a ele, era o mínimo que podiam fazer depois de tudo que tinha acontecido no átrio do Ministério.

–Por que você não vai ver Sirius? Ele ainda está desacordado, mas vai te ajudar a se acalmar. Sugeriu Gina.

Rony o incentivou, e os dois foram para antiga sala da diretora. Dino e Zacharias estavam acabando de sair e Madame Pomfrey escrevia num pedaço de papel a liberação deles, que saíram animados de lá.

Apenas Mione e Dênis estavam na sala. Sirius estava no canto, de um jeito improvisado. A emoção retomou, aquele era o seu padrinho, o homem pelo qual ele chorou e sentiu a falta de um jeito tão duro.

Sirius era como um irmão mais velho, um amigo, um pai para ele. Pela primeira vez ele sentiu a respiração do padrinho, estava constante e ele já não estava tão pálido como antes. Parecia estar bem.

–Ele vai ficar cem por cento. Disse Mione sorridente.

–Nem acredito que ele está vivo. Disse Rony se sentando ao lado da namorada.

–Nem eu. Concordou Harry.

–Noticias de Bella? Perguntou Mione.

Rony negou com a cabeça e abraçou a namorada com força que começou a chorar, Mione estava tão abalada quanto Harry tinha ficado. Ela estava ressentida pelas duas terem discutido e não terem se falado direito após a briga na sala dos véus.

–Graças a ela, estamos aqui Rony – disse Mione enxugando as próprias lágrimas – Se não fosse ela estaríamos todos mortos ou loucos.

Rony a abraçou com força e algumas lágrimas saíram dos olhos do ruivo. Harry finalmente entendeu a reação inesperada de Rony na mesa, ele se sentia egoísta afinal estava feliz por Mione estar bem. Bella tinha salvado a vida deles, e de alguma forma ela tinha se sacrificado por causa disso.

–Ela vai ficar. Disse Harry esperançoso, confiava na força da sua marrentinha.

Juntou-se ao abraço dos dois. Os três partilhavam o sentimento de amor por ela, nada podia acontecer com ela, àquela garota diferente fazia parte deles agora.

–Ela é marrenta demais, logo ela vai estar aqui me enchendo o saco. – disse Rony tentando sorrir – Ela não ia deixar de tacar na nossa cara que estava certa sobre Sirius.

Os três começaram a rir.

–Oi, Harry – disse Rodrigo entrando na sala – estou atrapalhando alguma coisa?

–Claro que não – disse surpreso – Bella está bem?

Rodrigo deu um sorriso amarelo.

–Temos que falar com você. Vocês três na verdade. – disse Rodrigo visivelmente cansado – Venham comigo.

Madame Pomfrey deixou Mione os acompanhar sem falar nada. Caminharam em silêncio até o escritório de Kingsley, Rodrigo abriu a porta e pediu para que os três entrassem.

A sala não estava vazia, os Swift e Brian estavam sentados em cadeiras espalhadas. Rony, Mione e Harry se sentaram de frente para Julius, encostados na parede. Os cinco olharam para os três sérios, pareciam preocupados e extremamente cansados.

–Como está Bella, Julius? Perguntou Harry quebrando o silêncio.

–Agora ela está bem. Respondeu Julius.

Julius sempre foi um homem muito bonito e jovem para a idade dele, mas naquele momento ele realmente parecia cansado e finalmente aparentava a idade que tinha. O olhar dele não era aquele caloroso e sorridente que estavam acostumados, era triste e parecia que estava carregando um mundo inteiro nas costas.

–O senhor vai me desculpar – começou Harry – Mas preciso saber. O que estão escondendo da gente?

Julius sorriu para ele, um sorriso sem vida, um sorriso que o deixou ainda mais preocupado.

–Uma coisa muito importante, mas que já está na hora que vocês saberem. Bella é uma bruxa incomum... Começou Julius.

–Eu sei disso, senhor. Mas daí derrotar aqueles comensais daquele jeito, sozinha é muito mais do que ser apenas uma bruxa incomum. Ela tem uma Fênix Celestial não é? Perguntou Harry ansioso.

Os olhares de todos menos de Rony e Mione se voltaram para ele incrédulos.

–Como você sabe disso? – Perguntou Brian – Pensei que não soubesse.

–Voldemort me disse quando eu tinha apagado. Respondeu.

Os Swift trocaram um olhar cheio de preocupação com Brian por alguns segundos, como se ele tivesse falado algo muito grave.

–Bella não tem uma Fênix Celestial. Negou Roger.

–Mas Voldemort acha que ela tem. Retrucou Harry.

–Harry, Bella não tem uma Fênix Celestial. Bella é a Fênix Celestial. Disse Roger.

Ele ficou confuso e não falou nada, olhou para Rony que parecia ter entendido tanto quanto ele e olhou para Mione que tinha aquele olhar de que foi a única que entendeu.

–O dia em que Bella nasceu estávamos morando aqui, e mesmo com tudo que estava acontecendo estávamos felizes. Eu continuava na luta, e sempre que Melissa podia ajudava também. Mas não era como antes, tínhamos ganhado nosso terceiro filho. Estávamos morando na mansão, mas ela nasceu numa casa em Londres muito bem protegida por causa de algumas complicações durante a gestação. Era a bebê mais linda, parecia um anjinho. – contou Julius – Logo nas primeiras horas de vida percebemos um detalhe incomum nela, assim como o seu detalhe.

–Uma cicatriz? Perguntou Rony olhando na testa de Harry.

–Pensamos que poderia ser – respondeu Julius – Mas não era, era diferente. Uma marca um pouco grande para um bebê recém-nascido, devia medir uns três centímetros e era localizada na costela esquerda dela com um formato estranho, parecia um pássaro.

–No começo não damos importância – continuou Melissa – Mas com o passar dos meses notamos a diferença dela. Normalmente as crianças começam a fazer magia com sete anos, mas Bella começou cedo, quando tinha apenas cinco meses de vida ela já fazia as coisas levitarem e conseguia mostrar o que estava sentindo.

–A Fênix Celestial, Harry, é um poder muito grandioso que renasce a cada trezentos anos. As pessoas os confundem com o mito do Herdeiro de Merlin, mas estão errados. A Fênix é um poder que nasce com aquela pessoa, é como se ela fosse vários bruxos em um só e o fato dela ser a primeira mulher em milênios a receber esse poder a torna mais especial ainda. Disse Rodrigo de um jeito cativante.

As palavras ditas penetravam na mente dele como se não fizesse sentido nenhum. Ele sempre acreditou no potencial da namorada, ela era uma grande bruxa e isso ninguém podia negar, mas daí ser um SER que ele nunca ouviu falar, era demais. Ele só conhecia um tipo de fênix e eram aqueles animais fantásticos que podiam voar e fazer coisas incríveis.

–E de onde este poder surgiu? Perguntou Mione tirando ele dos seus pensamentos.

–Não se sabe em certo, creio que desde sempre. Ninguém sabe quando ou como surgiu, e poucas pessoas conhecem sobre o assunto. A busca pelo poder nem sempre é bem vista, ainda mais aqueles que nascem com ele e o fato de ter sido a única mulher a receber esse poder diminui nossas expectativas e pesquisas sobre o assunto. Respondeu Julius.

–E como sabe que ela é a única mulher que recebeu isso até hoje? Perguntou Rony visivelmente curioso.

–Porque estudamos por muito tempo, contamos com a ajuda dos pais de Brian e eles que investigaram esses fatos para nós, mais afundo. Desde o dia em que Dumbledore foi na nossa casa esclarecer o que ela era. Conseguimos reunir pesquisas suficientes para poder entender o que precisamos, Grande parte das Fênix Celestiais morreram antes mesmo de dominar o poder, por isso as pessoas o desconhecem. A escolha de irmos morar no Brasil, não foi por ser seguro e longe do perigo. Foi porque o último Fênix nasceu e cresceu lá – disse Julius – O maior problema é que tanto poder pode mata-la. Bella deve aprender usa-los e como não pode usar magia até os 17 anos não tivemos a oportunidade de deixa-la treinar com o Mestre Jovis.

–O problema maior que enfrentamos até hoje, foi controla-la. O corpo dela não suporta tanta força sem treinamento, e quando ela usa o poder, isso suga a força vital dela como aconteceu hoje.– continuou Melissa — Ela sabia que isso poda mata-la e mesmo assim fez.

Harry ficou pensativo, só de pensar que Bella poderia ter morrido tentando salva-los fazia seu corpo estremecer.

–Voldemort ficou fascinado com ela. Assim que me matar ele a quer só para ele. Disse Harry.

–Imaginamos que isso pudesse acontecer, tentamos esconder isso por muito tempo. Algumas pessoas acham que matando a Fênix podem ficar com os poderes deles, mas não podem. Respondeu Roger preocupado.

–Creio que ele não queira mata-la, ele a quer do seu lado. Discordou Harry tentando não pensar na possibilidade de alguém querer matar Bella.

–Ele a quer porque ela seria uma arma nas mãos erradas, ainda mais sem ela conhecer o poder que tem. Procuramos esconder isso desde quando soubemos. Aprendemos com o próprio mestre Jovis uma poção que conseguia esconder a marca como se fosse uma segunda pele. Só que agora não estamos conseguindo mais. Disse Melissa.

–Por que não? Perguntou Mione preocupada.

–Ela usou a magia da Fênix e a marca não quer mais sumir. Tentamos de tudo, a poção e até a bruxa que trazemos não conseguiu resolver o problema dela – disse Julius preocupado – Ela está um pouco diferente também, as cores estão mais vivas do que nunca. Jovis tinha nos avisado sobre isso, mas era para acontecer quando ela já estivesse com ele.

Harry mordeu um canto do lábio, realmente eles nunca tinham visto essa tal marca nela, mesmo quando ela usava roupas com a barriga à mostra.

–Esse mestre que vocês falaram, quem é realmente ele? Perguntou Mione.

–É a última Fênix Celestial um dos poucos que conseguiram lidar com o poder. Ele ainda está vivo e forte e será o mestre de Bella quando tudo acabar. Quando ele tinha os seus fantásticos 300 anos, Bella nasceu e o poder que vivia nele passou para ela. Ele é a fênix que viveu mais tempo dentre todos, é um homem muito sábio e que vai ajudar nossa menina. Respondeu Melissa.

–Bella ia para lá assim que completasse 17 anos, mas resolvemos voltar para cá e mestre Jovis nos disse que era aqui que ela devia estar. Disse Rodrigo.

–E mesmo que tentássemos manda-la de volta para o Brasil, ela não iria querer – disse Rodrigo revirando os olhos – Sabe que ela é teimosa, e não vai querer ir para lá deixar a gente aqui, lutando contra Voldemort.

Harry sentiu um pouco de culpa, sabia que ela não queria mais ir por causa da sua jornada. Tentou assimilar tudo que tinha ouvido só que era difícil demais, era muita coisa para guardar, a responsabilidade nas costas de Bella era maior do que a sua.

–Eu posso vê-la? Perguntou esperançoso.

–É claro que sim querido. Disse Melissa docilmente.

– Só não a culpe por não te contar, ela queria dizer tudo a vocês três e eu a proibi, espero que entendam meus motivos. Não queria arrisca-la novamente, sempre deixei meus filhos escolherem o que queriam fazer das suas vidas, mas quando o assunto é a Fênix a coisa muda – disse Julius — A Fênix Celestial carrega muitas responsabilidades nas costas, e nós nos sentimos responsáveis também por proteger esse poder tão puro e grande. Eles são basicamente os responsáveis pelo equilíbrio da nossa magia, são dotados de uma força incrível e tem a missão de proteger o mundo, não só o bruxo como o trouxa, quando ficam prontos.

–Não a deixamos contar, por que nem sempre as pessoas estão preparadas para saber. Disse Rodrigo lançando um olhar furioso para Brian.

–Eu já sabia de tudo quando começamos a namorar. Defendeu-se Brian.

–Só não deu conta do recado depois. Retrucou Roger.

Melissa fechou a cara para os três que não falaram mais nada.

–Pode ir lá agora querido, mas ela está dormindo. – disse Melissa para os três – Provavelmente vai ficar assim pelos próximos dias, até se recuperar totalmente.

–Obrigado Melissa. Agradeceu Harry.

Harry, Rony e Mione não disseram nada o percurso inteiro. Entraram e algumas pessoas traziam os que estavam na sala da professora Minerva de volta para a ala hospitalar.

Ele não conseguia assimilar a tal Fênix Celestial com a sua Bella. Sempre se surpreendia com a força da amada, mas ela ser a pessoa que carregava em seu corpo um poder sem limites nunca passaria pela sua cabeça. Fechou os olhos por alguns instantes e se viu no átrio, os olhos dela totalmente brancos, ela levitando majestosamente no ar e derrotando uma quantidade absurda de comensais da morte e o próprio Voldemort.

Abriu os olhos e a fitou deitada. Depois de conseguir rever tudo que ela fez, ele ficou convencido. Isabella Swift era uma Fênix Celestial e ele cuidaria dela independentemente de tudo. Cuidaria dela e dos seus amigos, nem que isso custasse sua vida.

Notas finais
Então espero que tenham gostado, vou escrever o último capitulo de Harry Potter e a Fênix Celestial. Vou tentar preparar vocês para a continuação, por isso vai demorar um pouquinho pra mim tentar não deixar nenhum fio solto na hora de escrever. Comentem, favoritem, recomendem me deem um sinal. bjs