Harry Potter e a Fênix Celestial
23 Despedidas
Notas iniciais
Despedidas
A rotina foi voltando ao normal, na segunda, o Profeta diário publicou sobre o que aconteceu no Ministério deixando todos muito assustados. Ninguém tocou no assunto de Bella, nem os que estavam lá e muito menos os Guerreiros. Tinham tomado muitos cuidados para não deixar a história vazar. Apenas ouviam os alunos comentando sobre os boatos que alguns heróis tinham ajudado os funcionários a expulsar os comensais.
Na tarde de terça-feira os três desceram para ala hospitalar, Harry tinha a esperança que um dos dois acordasse, pois estava muito preocupado com seu padrinho e sua namorada. Para sua sorte, Sirius já tinha acordado e isso era muito bom. Harry correu para o seu padrinho que o abraçou com força.
–Harry... Falou Sirius.
–Senti tanto a sua falta, Sirius.
–Também senti a sua, Harry.
Mione e Rony cumprimentaram Sirius, e os três se sentaram ao redor dele.
–Você está bem? Perguntou preocupado para seu padrinho.
–Acho que sim. Sinto-me normal – disse Sirius se sentando na cama – Como foram as coisas nesse último ano?
Juntos, os três contaram tudo que tinha acontecido naquele ano, as noticias de Voldemort, sobre a batalha em Hogwarts e a da última no Ministério. Ficaram horas conversando, era tanta coisa para contar que sempre que se esqueciam de algo voltavam e retomavam assuntos que já tinham falado.
Riram muito e se divertiam, de vez enquanto Harry olhava para a cama de Bella na esperança que ela acordasse e se juntasse a eles nesse momento tão feliz, que era a volta do seu padrinho.
–Está aí é a filha dos Swift? Perguntou Sirius apontando para a cama de Bella.
–É sim, foi ela que me ajudou e me convenceu a entrar no véu com Brian. Disse Harry.
–Então tenho que agradecê-la por não deixar você desistir de mim, tenho que agradecer o outro rapaz também. Brincou Sirius.
–Tem mais uma coisa... Começou Harry um pouco envergonhado.
–O que? Perguntou Sirius.
–Ela é minha namorada.
Sirius arregalou os olhos e abriu um sorriso largo para ele.
–Então alguém finalmente arrebatou seu coração. Disse Sirius.
–Bota arrebatar nisso – brincou Rony – Esse aí come na palma da mão dela.
–Diz o cara que tem medo de contrariar a namorada. Retrucou Harry.
Mione ficou extremamente vermelha, e Sirius deu uma gargalhada gostosa de ouvir. Obrigando eles a contar cada um dos relacionamentos e rindo abertamente de um jeito que Harry nunca viu ele fazer antes, seu padrinho estava diferente. De um jeito bom.
Antes Sirius não costumava rir tanto e nem mesmo conversar sobre esses assuntos, mas agora se divertia e brincava com ele como se não tivesse passado por nada daquilo.
A noite finalmente caiu, e eles jantaram ali mesmo. Ainda tinham tempo antes de Mione ir fazer o primeiro turno das vigias. Tinham se divertido tanto ali, e nem por um minuto a esperança que Bella acordasse logo deixou Harry.
–Desculpe por te incomodar em seus sonhos. Disse Sirius sem mais nem menos.
–Er... não tem problema – disse Harry meio perdido – Como você conseguiu entrar neles de lá?
–Não sei direito, eu estava querendo sair daquele lugar. Andava tanto e não conseguia sair, de vez enquanto ia até a passagem do véu e tentava passar ou ter a esperança que um dos funcionários me ouvisse só que nada aconteceu. Senti tanto a sua falta lá dentro que entrei nos seus sonhos pela primeira vez – contou Sirius olhando nos olhos de Harry – Sempre tive que me adaptar aos seus sonhos e era lá que eu sentia a sua preocupação. Se eu não tivesse em seus sonhos não sei se ia conseguir ficar lá por mais tempo.
–Deve ter sido difícil ficar lá todo esse tempo. Disse Mione.
–Azkaban perto daquilo é o paraíso – disse Sirius com um sorriso não de sarcasmos mais de alegria por estar ali – Mas não sinto amargura por aquele lugar, ao contrario de como me senti quando sai de Azkaban.
–Dá para perceber – concordou Harry contente – Agora sim você parece o homem da fotografia.
Sirius deu outra risada gostosa que os contagiou. Mione foi para a vigia e eles tiveram que voltar para a sala Comunal. Naquela noite Neville ia assumir a liderança no lugar de Bella para não sobrecarregar os três.
Todos os dias que se passaram Harry, Rony e Mione iam para a ala hospitalar. Levavam as pilhas de livros para estudarem para os testes e até mesmo faziam seus trabalhos lá, junto com Sirius. A esperança de Harry era que Bella acordasse enquanto eles estivessem lá.
A primeira semana se passou e nada dela acordar, Melissa tinha ido lá todos os dias fazer uma visita a filha e ver como ela estava reagindo depois da tudo. Ela e Sirius já se conheciam e sempre engatavam numa conversa sobre o passado.
O primeiro teste de Harry foi terrível. Esforçou-se o máximo que pode para tentar tirar uma boa nota e achou que foi até bem, melhor do que ele ia com Snape. Pelo menos o professor Flanders não o odiava.
Passou no dormitório para pegar os livros da biblioteca, queria devolver aqueles e pegar outros para o teste de transfiguração. Marcou de encontrar Mione e Rony por lá e desceu o mais rápido possível, quanto antes pegasse o livro mais cedo estaria ao lado de Bella, mesmo com ela dormindo, e mais tempo teria ao lado do seu padrinho.
Desceu junto com Neville, não se falaram muito. Neville não era de falar tanto quanto Rony. Pegou o livro que queria e guardou dentro da mochila, saiu da biblioteca e Luna esperava por Neville junto com Mione e Rony.
–Noticias de Bella? Perguntou Luna.
–Ela está sob o efeito de uma poção – mentiu Harry – Logo irá acordar.
–Ela vai ficar bem. Bella é uma grande bruxa. Disse Neville.
Luna e Neville desceram para os jardins quentes e ensolarados enquanto os três foram para a ala hospitalar. Madame Pomfrey não falou nada, estava acostumada com as visitas deles e em breve Sirius seria liberado.
Harry conversava com Mione e Rony sobre o teste que tinham feito e quando abriram a porta da enfermaria seu corpo se encheu de uma alegria que a algum tempo ele não sentia.
Bella estava sentada na cama conversando com Sirius animadamente. Os dois pararam de falar assim que a porta da enfermaria se abriu e abriram um grande sorriso para eles. Mione foi a primeira a correr na direção dela, jogou sua mochila no chão e a abraçou com toda a força que tinha.
–Que bom que está bem. Disse Mione emocionada.
Bella retribuiu o abraço e as duas ficaram assim por algum tempo.
–Pode deixar um pouco dela pra gente Mione? – disse Rony puxando a namorada de cima da sua prima – E bom te ver acordada prima, pelo menos assim você não ronca.
–Também é bom te ver, Rony. Respondeu Bella o abraçando.
Bella soltou o primo do abraço e seus olhos se focaram nos de Harry que apenas sorriu para ela com cara de bobo, ela estava tão linda. Ele tinha se esquecido como era ficar olhando nas piscinas dos olhos dela. Aproximou-se dela e ignorou os outros, dando lhe um beijo cheio de saudades.
–Senti tanto a sua falta. Disse Harry a soltando um pouco.
Ele se sentou na beira na beira da cama dela e Mione e Rony se sentaram na de Sirius.
–Sua namorada é encantadora, Harry. – Elogiou Sirius – E muito linda, seus pais ficariam orgulhosos de você.
–Tem toda razão. Disse Harry sem deixar de olhar nos olhos dela.
–Já a agradeci por não deixar por te ajudar a me resgatar. Disse Sirius rindo do modo Harry olhava para ela.
–Não tem pelo que agradecer. Disse Bella sorridente.
–Quando foi que você acordou? Perguntou Rony.
–Já faz algumas horas. Respondeu Bella olhando no relógio de Harry.
–E por que não mandou nos avisar?
–Por nada Rony, estavam no meio de um teste não queria atrapalhar vocês e Sirius é uma ótima companhia. Respondeu Bella.
Harry ficou contente em ver que os dois tinham dado certo. Mas ele ainda tinha que falar com ela sobre a Fênix Celestial, e isso não podia esperar. Confiava em Sirius e sabia que ele não contaria a ninguém.
–Bella seus pais nos contou sobre você ser a Fênix Celestial. Falou de uma só vez.
Ela não reagiu com surpresa, apenas deu um sorriso sem graça.
–Ela é a Fênix Celestial? – perguntou Sirius arregalando os olhos – Pelas barbas de Merlin, Harry.
–Isso mesmo, ela é. Disse Harry sorrindo da reação do seu padrinho.
–Me desculpe por não contar a vocês, não queria envolver vocês nisso. Disse Bella mordendo o canto dos lábios.
–Não precisa se desculpar, não por isso. Só que eu queria que fosse você a me contar e não seus pais. Entendo que era para sua proteção e concordo com isso, o problema é as circunstancias que eles tiveram que me contar.
–Eu queria muito contar antes, mas não pude. Não é uma coisa simples, isso causa muitas consequências, não só para mim, mas para todos que acabam se envolvendo.
–Se soubéssemos que aquilo que vocês fez no Ministério poderia te matar Bella, jamais deixaríamos você se arriscar dessa forma. Falou Mione.
–Eu sei Mione, mas eu estava ali vendo meus dois melhores amigos e minha família sendo torturada por um homem que não pensaria duas vezes em mata-los. As doze pessoas que estavam ali, eram extremamente importantes para mim, tinha que fazer alguma coisa. Eu era a única que podia fazer alguma coisa ali. Deixei Amélia morrer e não fiz nada na casa dos Gritos, não podia fazer o mesmo com as pessoas que amo, Mione.
–Você podia ter morrido. Disse Harry nervoso.
–Mas não morri. Respondeu Bella serenamente.
–Mas podia Isabella Swift , e se seus pais não estivessem lá para te ajudar? Nos nem sabíamos o que você era para te ajudar, você iria morrer, não consigo nem imaginar. Falou Harry ofegando.
– Eu tinha que fazer alguma coisa. Não me condene por isso, você faria o mesmo se estivesse no meu lugar. Vocês três fariam isso por mim.
–É diferente. Retrucou Harry.
–Diferente por quê? Sabemos que não tínhamos outra alternativa, era isso ou o ministério teria sido tomado e nossos amigos estariam mortos. Disse Bella estressada.
–E se você tivesse morrido? Acha que acha que iriamos nos sentir? Perguntou Rony.
–Você teria feito muito mais por mim Rony. Disse Bella firme.
–Pessoal calma. Pediu Sirius.
Ela não ia dar o braço a torcer, Harry sabia disso.
–Você não deveria ter se exposto dessa forma, colocou sua vida em risco. Já não basta ser namorada de um cara marcado e agora é a Fênix Celestial. Brincou Harry tentando acalmar um pouco as coisas.
–Eu também sou marcada. Disse Bella retribuindo com um sorriso.
–Me promete que não vai se arriscar novamente? Não fará nada que possa colocar sua vida em risco, ainda mais usar esse poder? Pediu Harry.
Bella mexeu o nariz e levantou a sobrancelha, mas Harry também não deu o braço a torcer.
–Anda Isabella, promete. Insistiu.
–Eu vou tentar. Disse Bella dando de ombros.
–Eu vou tentar?
–Sim, e se contente com isso. Disse Bella.
Harry se contentou, por enquanto. Era melhor do que nada.
Bella foi liberada no mesmo dia pela mãe, segundo ela não tinha motivo para ela ficar lá já que não estava machucada. Sirius só saiu no dia seguinte, Lupin foi busca-lo contente por ver que seu amigo estava vivo.
Os dias voaram e Harry não teve muito tempo com Bella, já que além dos testes finais ela tinha que recuperar os trabalhos da semana que tinha perdido. Tudo foi muito corrido e cansativo, as vigias noturnas foram até a última noite.
O dia de partirem chegou, apesar do alivio de terem conseguido ter um ano com boas notas, Harry sentia um grande aperto no peito. Pegou todas as suas coisas espalhadas pelo quarto e colocou sem muita pressa no malão. Simas, Dino e Neville brincavam falando alguma coisa que ele não conseguiu prestar atenção.
Sentiria falta daquele lugar, sentiria falta das conversas até tarde com seus companheiros de dormitório. Provavelmente suas futuras noites não seriam tão animadas, se partisse sozinho teria que se acostumar com o silêncio. Usaria seu tempo nos Dursley para reaprender como é o silêncio.
Analisou cada pedaço daquele lugar, desceu para a sala Comunal e Mione e Bella já esperavam por ele e Rony com os malões. Deu uma boa olhada ali também, era um dos lugares que mais sentia falta, era ali que passavam o tempo fazendo tarefas ou até mesmo namorando.
Uma angustia ficou presa em sua garganta, ao se despedir de alguns colegas. Não os veria no próximo ano, já não voltaria a Hogwarts para concluir seus estudos. Agora ele tinha outras prioridades, e era Voldemort.
Eles não caminharam com muita pressa, andaram devagar e a cada lugar Harry se despedia, não sabia quando voltaria ali.
Seguiram para a estação de Hogsmeade e conseguiram pegar uma cabine apenas para eles, no último vagão. Jogaram um pouco de snap explosivo e aproveitaram para resolver os assuntos pendentes antes de se separarem.
–Temos que nos reunir com os Guerreiros antes de partimos. Disse Mione.
–Vocês ainda não desistiram de ir? Perguntou Harry irritado.
–É claro que não. Respondeu Rony.
Harry apenas ficou escutando os planos dos três, ainda mantendo a esperança de que eles desistissem de ir com ele antes da hora.
–Temos que nos esconder, não podemos ficar andando por ai. Disse Rony.
–Vamos ter que desaparecer do mapa isso sim, ninguém pode saber onde estamos, mas não podemos deixar os Guerreiros sem ajuda. Eles precisam nos cobrir e precisamos deles para protegerem a escola. Disse Mione.
–Precisaremos de muita coisa para podermos nos esconder. Dinheiro, comida, barracas e não vamos conseguir tudo isso sem ajuda. Observou Bella.
–Temos que pedir ajuda dos pais de vocês em relação ao dinheiro. Vou ter que mandar meus pais para aquela fazenda que você me ofereceu Bella. – disse Mione aparentemente chateada – Não posso deixa-los aqui, é perigoso demais.
–É claro, eles vão ficar seguros lá. – prometeu Bella — Meu pai arrumou um lugar para os seus tios ficarem também Harry.
–O que meus tios têm haver com isso?
–Eles não podem continuar na casa deles, é perigoso demais. Meu pai e Kingsley já acertaram tudo com eles. Assim que a proteção da sua mãe acabar, eles irão para os Estados Unidos, meu pai cuidou de tudo e abriu uma firma de brocas para o seu tio na Florida. Seu tio não gostou muito no começo, estava desconfiado, mas Kingsley os levou lá – contou Bella – Seu tio é muito ambicioso, depois de ver a casa e a grana que poderia ganhar transferiu a casa dos Alfeneiros pro seu nome na hora.
–Os Dursley passaram a casa para meu nome? Perguntou incrédulo.
–É claro, a casa deles na Florida e pelo menos duas vezes maior. Não pensaram muito depois de verem tudo que estavam ganhando por uma simples casa na rua dos Alfeneiros. Disse Bella rindo.
–Como fizeram isso sem me falar nada? Perguntou Harry contente.
–Fiquei sabendo ontem, por Kingsley. Não se preocupe, tem mais uma surpresa quando você chegar em sua casa. Disse Bella.
Harry sorriu contente, teria a casa dos Dursley só para ele e eles iriam ter que aguenta-lo até o dia de partirem. A mulher com o carrinho de doces passou e eles compraram um monte de besteiras.
Rony abriu uma caixinha de sapo de chocolate e a figura de Dumbledore estava lá. Os quatro se entreolharam como se pensassem a mesma coisa, será que ele ainda estava vivo?
–Mais cedo ou mais tarde iremos encontra-lo. Disse Mione confiante.
–Ás vezes me perguntou se ele realmente não sabia que seria sequestrado – disse Harry pensativo –Ele sempre falava que não poderia me ajudar, talvez ele soubesse que algo ia acontecer a ele.
–Não sei, acho que deve ter sido outra coisa. Se ele soubesse que Hogwarts seria atacado ele teria se posicionado contra os comensais antes. Disse Mione.
–Ele está bem, Voldemort não iria desperdiça-lo. Disse Bella.
Bella mordeu o canto da boca de um jeito estranho, como se tivesse preocupada com alguma coisa.
–Bella agora que sabemos sobre a Fênix. – disse Rony mudando de assunto – Será que você pode nos contar porque Dumbledore deixou a varinha dele com você?
–Porque ela é minha. Respondeu Bella.
Se eles tivessem sentados em cadeiras, tinham caído para trás na mesma hora.
–Sua? Perguntou Harry.
– Sim, ele ganhou ela do último Fênix, a uns quarenta anos atrás, essa varinha passa de Fênix para Fênix a milhares de anos. O mestre Jovis não precisava mais usa-la e deu a Dumbledore, ele sabia que eu nasceria antes dos meus pais nascerem e deu para o professor que o guardou durante todo esse tempo. –explicou Bella – Só que não vou ficar com ela, só vou guarda-la para ele quando voltar. Gosto da minha, e não tenho interesse de trocar agora.
–Isso é incrível! Posso vê-la? Perguntou Rony animado.
–Poderia, se ela estivesse comigo – respondeu Bella – Meu pai a levou para deixa-la segura. Sou mais apegada a minha.
–Que merda Bella! – disse Rony decepcionada – Imagina as coisas fantásticas que Dumbledore fez com aquela varinha.
–Imagina o que as Fênix do passado fizeram com ela – disse Mione entrando na onda de Rony – Essa varinha deve ser a mais antiga que já existiu.
–É só uma varinha. Disse Bella revirando os olhos.
–Só uma varinha? – questionou Mione incrédula – Você é dona de um pedaço da história bruxa Bella, isso é incrível.
Bella sacudiu a cabeça negativamente sorrindo e se encostou em Harry enquanto Mione e Rony viajavam sobre a varinha dela. O assunto não durou muito, apenas até Gina e Dino irem se juntar a eles na cabine.
Os dois traziam com eles a última noticia do profeta diário, com uma grande lista de desaparecidos no último ano. Totalizando 120 desaparecidos em um ano sendo que 25 deles tinham sido confirmados como mortos.
–É uma lista bem grande não acham? Perguntou Mione com uma ruguinha de preocupação na testa.
–Bastante – concordou Dino- A mãe de Brian está aí. Vocês acham que o pai dele está morto?
–Espero que não. Disse Bella.
Harry a apertou num abraço bem forte. Não queria vê-la triste, e tentou mudar de assunto, afinal daqui a poucos minutos eles não estariam mais juntos.
Infelizmente chegaram logo na estação King’s Cross, Harry pegou seu malão sem muita animação.
No estacionamento da estação todos os Weasley estavam esperando por eles, até mesmo Percy, Gui e Carlinhos. Junto com eles os Swift e os Granger, que estavam contentes no meio de tantos bruxos.
Os Dursley estavam quase espremidos na ultima vaga de carro tentando manter distancia do grupo de bruxos.
A sra. Weasley apertou Harry em um abraço muito confortável, e Melissa o cumprimentou com um beijo na testa. De longe Harry escutou o tapa da sua tia Petúnia no braço do Tio Valter, provavelmente ele devia ter dado umas olhadas na ruiva que o cumprimentou.
–Vamos te levar em segurança – disse Julius apertando sua mão – Iremos bem atrás de vocês.
Harry deu uma olhada para o estacionamento e viu que os carros que espremiam seus tios eram os mesmos que sempre estavam na garagem dos Swift.
–Vamos nos dividir para você ficar seguro – completou Melissa – Enquanto isso Molly e Arthur levarão os outros e os Granger para a mansão.
Harry concordou com a cabeça. Ele deu uma olhadinha em Bella e viu que ela franziu a testa, provavelmente ela queria ir com eles até a Rua dos Alfeneiros.
–Se cuida cara. Disse Fred dando um soco em seu braço.
–Vocês também.
–Nos vemos daqui uns dias. Falou Jorge.
Harry cumprimentou cada um deles antes de saírem e deixa-los sozinhos por um tempo. Fred, Jorge, Carlinhos e Percy foram para o carro de Rodrigo ao lado dos Dursley fazendo eles se retraírem ainda mais. Gui, Fléur, Roger e Tonks foram para o carro de Roger ao lado do carro de Rodrigo. Melissa, Rodrigo e Julius passaram pelos Dursley, fazendo tia Petúnia dar um beliscão em Valter de novo, indo para o carro de Julius que estava atrás dos do Dursley, provavelmente eles fariam a frente até a Rua dos Alfeneiros.
Dino e Gina acompanharam o sr. E sra. Weasley e entraram no carro de Melissa sem muita vontade deixando apenas os quatro para trás.
–Vou sentir muito a sua falta – disse Mione o abraçando com força – Se cuida, e não faça nenhuma besteira.
–Eu não faço besteiras, Mione. Respondeu Harry com um sorriso.
–Mais pensa em muitas. – ela retrucou sorrindo — Espere por nós antes de ir atrás das Onix, nem pense em ir atrás delas sem a gente.
–Só depois dos 17 não se lembra? – disse Harry – E tentem pensar na possibilidade de não irem.
Mione fechou a cara para ele e lhe deu outro abraço muito forte.
–Até mais cara – disse Rony – Você vai ver, vai passar bem rápido daqui uns dias vamos estar nós quatro com mochilas nas costas viajando por aí.
Rony o abraçou e segurou na mão de Mione.
–Vamos deixar eles se despedir.
Rony puxou a Mione e os dois entraram no carro dos Granger. Harry deu uma olhada para Bella, ela estava um pouco distante dele mordendo o lábio inferior com força. Olhou para os Dursley e Valter acenava para ele andar logo.
–Vai acabar se machucando. Brincou com Bella.
Bella parou de morder o lábio e sorriu.
–Já disse que está linda hoje? Disse Harry chegando bem pertinho dela colocando uma mecha do cabelo negro dela atrás da sua orelha.
Bella ficou um pouco nervosa e não parou de olhar o chão.
–Tenta se lembrar que me prometeu que não vai embora escondido de mim. Disse Bella.
–Então é por isso que está nervosa? – brincou Harry sorrindo – Pensei que ia sentir minha falta Isabella.
Bella também sorriu e o abraçou fazendo os Dursley arregalarem os olhos.
–Eu vou sentir sua falta seu bobo.
–Eu te amo muito sabia?
Esse seria para Harry o verão mais longo da sua vida, desde o dia que se conhecerem ele e Bella nunca ficaram tanto tempo longe um do outro.
–Também te amo, Harry.
–Vai ser a pior férias de verão da minha vida e olha que tive que enfrentar muitas coisas nos outros, dementadores e até Tia Guida. Disse Harry não querendo solta-la de jeito nenhum.
Bella olhou dentro dos olhos dele com um sorriso, ele não conseguiria ficar sem ela por tanto tempo. Tinha se enganado atoa.
–Qualquer coisa me manda Edwigis escondido. Brincou Bella.
–Se ela fosse ficar comigo, Moody aconselhou seus pais a pegarem ela.
–É mesmo, esqueci. – disse Bella sorrindo – Muito juízo então.
Harry segurou o rosto dela com as duas mãos e a beijou, um beijo longo e demorado. Não era como se fosse o último, ele sabia disso.
Quando a soltou viu a reação dos Dursley e não deixou de achar graça.
–Eles devem achar que te beijei a força. Brincou rindo da reação deles.
–Não por isso.
Bella o puxou de uma vez e o beijou provavelmente para implicar os Dursley.
–Agora sim você pode ir — Disse Bella sorrindo – Se você não for agora, os outros vão me matar por fazê-lo ficarem esperando dentro do carro, e quando digo outro estou falando de Fred e Jorge.
–E os Dursley devem estar com muitas saudades de mim. Brincou Harry.
–Eu te amo. Repetiu Bella.
–Também te amo.
Harry a abraçou com força, e deu um beijo em sua testa. Sentiu os olhares dos Dursley nele, mas ignorou. Abriu a porta de trás do carro e olhou para Bella ainda no mesmo lugar.
–Quem e aquela gata? Perguntou Duda com a cara no vidro do carro.
–É minha namorada. Respondeu.
Os três olharam incrédulos para ele dando a maior gaitada.
–Qual é o problema daquela garota? Deve ser alguma retardada mental. Disse Valter.
Harry ficou enfurecido, sacou a varinha e apontou para seu tio que ficou paralisado de medo. Pensou melhor no assunto, não iria fazer nada contra ele, não valeria a pena.
–Se insultar ela de novo, transformo essa sua cabeça em abobora. Ameaçou Harry.
Abaixou a varinha e Valter engoliu seco torcendo os bigodes.
–Ainda bem que é apenas um mês – resmungou Valter – Vai ser a última vez que ficamos com essa aberração, Petúnia. Vamos para um lugar melhor, longe dessa gente estranha.
–Vamos querido, eles vão acabar se zangando. Disse Petúnia apontando para o carro ao lado onde os outros olhavam para eles.
Valter deu a partida e o carro de Julius deu ré.
–Primeiro esse garoto nos coloca em perigo, segundo leva aquele criminoso para a nossa casa e agora tenho que ser escoltado por gente dessa laia.
–Criminoso? Que criminoso? Perguntou Harry sem entender.
–Aquele seu padrinho criminoso moleque, não se finja de desentendido. Pensei que ele tinha morrido. E agora temos que aguentar ele morando com a gente nas férias.
–Sirius vai morar com a gente? Perguntou animado.
Tio Valter fechou a cara para ele olhando pelo retrovisor, mas Harry o ignorou. Então aquela era a surpresa, ele não iria ficar sozinho o verão inteiro. Sirius ia ficar com ele, seria uma boa forma de recuperarem o tempo perdido, seu verão não seria tão ruim assim.
Valter deu a ré no carro e Harry olhou para Bella uma ultima vez. Ela estava do lado de fora do carro dos Granger, olhando para o carro deles. O vento balançava os cabelos escuros dela. Estava tão linda que ele nem culpou Duda de olha-la.
Ele sabia que não seria fácil, nunca na sua vida tinha gostado de alguém como gostava dela.
A idade para eles era apenas um número, aquele ano isso foi provado a todos aqueles que um dia duvidaram deles. Tinha sido um ano cheio, tinha conhecido gente nova, formado os Guerreiros e descobriu a parte da sua história que estava oculta. Apesar dos pontos altos e baixos tinha sido um bom ano em Hogwarts, talvez o melhor que ele já tinha tido.
Mas o seu próximo ano não seria assim, teria que ir atrás das Onix e destruir os Arnix, somente assim ele poderia dar um futuro melhor as pessoas que contavam com ele.
Encostou a cabeça no vidro do carro e fechou os olhos, vendo seu ano passar por eles. Abriu com um sorriso no rosto, se lembraria daquele seu ano pelo resto da vida. E o maior motivo era Bella. Ele não estava apaixonado, estava amando...
Estava amando a pessoa mais maravilhosa que podia existir na sua vida, e nada mais importava. Nem Voldemort poderia atrapalhar aquele amor, ele lutaria com todas as suas forças.
Nem que durasse apenas um ano ou durasse toda uma vida. Afinal de contas o famoso Harry Potter amava a Fênix Celestial.
Fale com o autor