Harry Potter e a Fênix Celestial
20 Ataque
Notas iniciais
Ataque
Aos poucos a rotina foi voltando ao normal, às pessoas pararam de apontar nos corredores para Brian, e ele parecia lidar bem melhor com a perda da mãe.
Harry não sonhava mais com Sirius, conseguia ter noites basicamente normais e a sua rotina estava cada vez mais pesada entre os treinos de Quadribol, os testes de final de ano e as vigias noturnas.
Estava cada vez mais cansado e sem tempo nem para namorar ou até mesmo dormir durante o dia. O jogo contra a Corvinal estava cada vez mais próximo, era um time forte e teria alguns GO na equipe deles também.
–Kátia tente envazar mais por baixo, eles têm dificuldades de voar baixo. Instruiu Harry em mais um treino de quadribol.
Kátia o obedeceu e conseguiu marcar um ponto em Rony, o que era um grande feito já que o rapaz não deixava passar nenhuma goles nos aros.
Faltava apenas cinco dias para o jogo, a rivalidade não era como com a Sonserina, mas seria um jogo bem mais difícil. Cho era a nova capitã do time, e sabia bem os defeitos da Grifinória graças ao último relacionamento dos dois no ano anterior.
Faltando meia hora para jantarem resolveram parar com o treino, estavam indo muito bem e tinham traçado estratégias muito boas realmente tinham chance de ganhar. Foram para o vestiário se trocarem, iriam jantar no salão principal mesmo antes de subirem já que praticamente todo time da Grifinória iam ficar de vigia aquela noite.
Brian já esperava Bella na porta. Harry sabia que ele estava sofrendo e ele tinha acabado de perder a mãe, mas o modo como ele tinha grudado na sua namorada o deixava um pouco chateado e enciumado, tinha pensado que sem Malfoy ela sobraria mais para ele.
Passou a mão na cintura da namorada antes mesmo dela chegar perto dele e a beijou no meio do vestiário para ele ver. Bella sorriu, achado graça da atitude dele. Entrelaçou os dedos na mão dela e caminhou com os dois para jantarem, se Brian realmente queria ficar grudado nela, ele estaria junto.
Harry não estava com tanta fome, estava muito cansado para pensar em comida naquele momento. Beliscou algumas coisas e afastou o prato para longe dele, encostou a cabeça nas costas da cadeira e sentiu seus olhos pesarem um pouco na mesa de jantar.
–Não precisa ficar hoje – disse Bella o chamando – Eu fico esta noite.
–Você ficou ontem com Mione.
–Você ficou também duas noites seguidas. Não precisa fazer tudo isso sozinho meu amor, eu fico essa noite, assim você pode descansar mais um pouco.
–Tem certeza? Perguntou tentado em poder descansar um pouco mais.
–Claro que tenho. Respondeu Bella.
Harry deu um beijo na namorada contente, realmente estava precisando de mais uma noite de sono.
–Vamos subir, antes de você ir trabalhar? Brincou sorridente.
Bella sorriu e confirmou com a cabeça. Os dois se levantaram e subiram sem falar nada para ninguém, tudo que ele não queria era o cachorrinho do Brian atrás deles.
–Eu sei que ele perdeu a mãe, mas eu não queria que você ficasse tão colada nele. Disse Harry.
–Já te falei antes, mas se isso te incomoda eu vou me afastar um pouco.
Harry deu um beijo na namorada na frente da mulher gorda que ficou irritada por eles não dizerem a senha e não pararem de se beijar.
–Esses jovens de hoje não respeitam mais a gente. Que absurdo...
A sala ainda estava meio vazia, Harry não queria desgrudar da boca dela de maneira alguma. Foram do lado de fora até caírem em cima do sofá se beijando, fazendo alguns alunos do primeiro ano fazerem careta.
–Não é um bom exemplo, não acha? Perguntou Bella rindo.
–Bom que aprendem mais cedo. Brincou se levantando de cima dela.
Os dois ficaram sentados lá enquanto Bella terminava o dever de casa de Herbologia. Ele já tinha feito no dia anterior, quando estava de folga.
–Deixa ai que eu faço o seu depois. Disse Harry beijando o pescoço dela.
–Se você fizer não vai descansar. Respondeu Bella.
–Ou eu estou aqui, Srta. Swift? Chamou Harry para ela olhar para ele.
Bella desistiu de fazer o dever e colocou os rolos de pergaminho dentro da mochila para ir se sentar com ele no sofá. Era tão bom senti-la por perto, não conseguia se concentrar em mais nada, apenas nela ao seu lado, ela era tudo para ele.
Rony e Mione subiram junto com os outros grifinórios após o jantar, se juntaram a eles e ficaram conversando sobre as notícias do Profeta diário. Naquela mesma manhã uma noticia tinha alvoroçado a escola, Azkaban tinha sido abandonada pelo Ministério depois da última invasão dos dementadores para libertar os prisioneiros. Uma nova prisão bruxa havia sido construída em um lugar onde nem os comensais e nem os dementadores poderiam invadir novamente.
–Se não fizessem isso não iria adiantar os serviços dos aurores, eles prendem e os comensais e dementadores soltam. Disse Mione chateada.
–O pior é que soltaram Dolohov, se eu encontrar com ele de novo. Vou quebrar ele todo. Disse Bella fechando a mão com força.
–Coitado dele. Disse Harry pegando no queixo dela.
Bella sorriu chateada, ele sabia do ódio que ela sentia por Dolohov.
–Harry... – chamou Neville os interrompendo – Posso falar com vocês?
–Claro. Disse Harry.
–Não aqui, lá no nosso quarto. Disse Neville.
Harry olhou no relógio e viu que ainda tinham tempo antes de começarem os turnos.
–Daqui quinze minutos mandem os outros subirem. Disse Harry.
Neville concordou com a cabeça e foi avisar os outros. Rony e Harry trocaram um olhar se lembrando da bagunça que estava o quarto deles e se levantaram de uma vez deixando Bella e Mione para trás e subindo correndo para o quarto, levando Dino e Simas com eles.
Os quatro começaram uma faxina improvisada no quarto, como só ficava meninos ali não se importavam com organização. Por todo o quarto tinha cuecas e meias espalhadas no chão e até mesmo algumas penduradas nas cortinas.
Debaixo da cama de Harry estava um punhado de páginas e embalagens de sapos de chocolates grudados até mesmo no lençol .
– Aquele filho da mãe já limpou a parte dele. Eu vou matar Neville, a cama dele está limpinha. Falou Dino tirando um pedaço de torta de cima da cômoda.
–Só depois de mim, se Mione ver isso aqui – disse Rony mostrando um livro da biblioteca sujo de gomitilhas velhas – Ela vai me trucidar.
Um pouco antes de dar os quinze minutos, Neville abriu a porta rindo deles, atrás dele os outros Guerreiros.
–Será que se eu erguer o lençol da cama, o que eu vou achar? Perguntou Gina se sentando na cama de Dino.
Harry foi até Bella e a puxou para se sentar ao seu lado na cama, enquanto os outros se espalharam pelas camas e uns ficaram em pé.
–Sobre o que vocês estão querendo falar? Perguntou Rony um pouco mal humorado por fazê-lo limpar o quarto, coisa que ele odiava.
–É sobre a partida de sábado, contra a Corvinal. Respondeu Neville.
–E o que tem? Perguntou Harry.
–Bom a gente acha que vocês precisam descansar um pouco – continuou Brian – Queremos que vocês ganhem é claro, e como todos do time faz parte dos GO , dá uma vantagem para a Corvinal que só tem Cho ,Peter e Miguel que fazem as vigias noturnas. E já sabemos que Marieta, Luna, Terêncio e Antônio vão substitui-los.
–E daí, qual o problema? Eles têm o direito de fazerem essas trocas. Disse Rony.
–E daí que queremos que vocês folguem esses dias – respondeu Mione – Neville e Brian vão me ajudar a liderarem as vigias.
–Sério? Perguntou Gina.
Mione concordou com a cabeça e eles ficaram animados, realmente estavam muito cansados para jogarem depois de tantas vigias.
–Você acha que vai dá conta Mione? Perguntou Rony preocupado com a namorada.
–Claro que sim, não vou ficar sozinha.
–Esta noite eu e Brian vamos fazer a liderança dos turnos – disse Neville – Luna também vai assumir a liderança, ela fica com Mione amanhã e a gente reveza até lá, assim como vocês quatro fazem.
–Então tudo bem. Concordou Rony com um olhar travesso.
–Não se preocupem, vamos nos sair bem. É um sacrifício pró Grifinória. Completou Simas
Aos poucos eles foram saindo do quarto, ficando apenas os quatro para trás e Rony revirava o malão dele a procura de algo.
–Eu não gostei muito dessa sua cara, Rony. Brincou Bella.
–Vamos Mione...
Mione ficou extremamente vermelha quando Rony a chamou na frente deles. Rony pegou uma blusa de frio pendurada na cabeceira da cama e saiu com a namorada do quarto deixando apenas Bella e Harry sozinhos.
Bella se levantou e pegou a bolsa dela no chão do quarto.
–Posso abrir seu malão e ver a sua bagunça?
–Se não se assustar.
Bella abriu o malão dele e começou arrumar suas coisas dentro do malão o deixando sem graça, ele não era muito organizado.
–Você ainda anda tendo seus pesadelos, Harry? Perguntou Bella casualmente.
–Faz um tempo que não. Respondeu sincero.
Bella se sentou nos pés da cama e fechou o malão dele, ela mordeu um pouco o canto da boca como se pensasse bem antes de dizer alguma coisa.
–Quer me falar alguma coisa Bella?
–Quero... – confirmou a garota – Como eram seus pesadelos com seu padrinho?
Ele não esperava por aquela pergunta, ela sabia que como ele se sentia ao falar de Sirius.
–Não quero falar sobre isso. Respondeu seco.
–Mas você tem que falar Harry. Ou você não confia em mim?
–Não me pergunta desse jeito – disse Harry se derretendo pelo modo como ela o olhou – Isso é injusto, você não pode fazer isso sempre que quiser alguma coisa.
Bella se deitou e puxou o braço dele para encostar a cabeça, fazendo ele se deitar também. Harry contou a ela sobre todos os seus sonhos com o seu padrinho, desde a primeira vez quando voltou para a casa dos Dursley.
Não doeu tanto como antes. Sentiu-se mais a vontade falando com ela do que com Rony e Mione, o seu único medo ela era achar que ele tinha ficado louco por ter pedido para Sirius partir em um sonho.
–Você falou com ele? Perguntou Bella olhando sério nos olhos dele.
–Sim, não ache que estou louco – disse com um sorriso torto – Eu precisa deixa-lo ir, talvez esse tempo todo ele estava nos meus sonhos querendo se despedir.
–Eu sei que Mione vai me matar por isso – disse Bella mordendo o canto da boca – Mas você acha que ele pode estar vivo, Harry?
–Eu acreditava mesmo nisso, meu amor. Mas depois de tanto tempo, tantos sonhos minha esperanças se foram.
–Mas e se ele não tiver morrido quando atravessou o véu? Perguntou Bella.
–Você sabe de alguma coisa, Bella? Perguntou Harry desconfiado.
–Não, claro que não. Só que eu não estava lá, eu não o vi morrer. Pensei que podia ter essa possibilidade.
De um certo jeito uma chaminha de duvida se despertou em Harry. Será mesmo que Sirius poderia estar vivo? Ele já não aguentava mais essa montanha russa de morto e vivo que ele vivia em relação a Sirius.
–Não fica encucado com isso tá? Eu só falo demais às vezes. Disse Bella beijando sua testa.
Harry confirmou com a cabeça. Mas no fundo continuava pensando a mesma coisa, ele mais cedo ou mais tarde teria que tirar a prova indo no ministério, ele só não sabia como.
–Não fica triste assim – disse Bella – Eu estraguei tudo não foi? Era pra gente estar aproveitando nosso tempo juntos e agora você está triste.
–Você nunca estraga nada meu amor.
–Me desculpe mesmo, não queria te magoar. Eu te amo. Disse Bella fazendo o braço dele se arrepiar.
–Eu te amo mais.
Harry segurou no queixo dela e a beijou. Sentia tanto a falta dela, que um dia afastado o deixava com saudades, estava viciado nela. Teriam que aproveitar esses momentos sozinhos, precisavam disso.
Pela primeira vez estavam tão íntimos e tão sozinhos, os beijos começaram a se tornar mais quentes e mais ferozes do que nunca.
–Me desculpa – disse colocar a mão onde não devia – Eu simplesmente perdi o controle.
–Eu vi mesmo. Disse a garota se sentando.
Ele se sentou ao lado dela, não podia perder o controle. Ela era seu bem mais precioso, tinha que respeita-la.
–Eu não queria ter feito isso.
–Não se preocupe com isso – disse Bella beijando seu rosto antes de se levantar – Acho melhor descermos, vai ser mais seguro.
Ela sorriu para ele de um jeito que não ajudou muito, seus hormônios estavam um pouco alterados. Os dois voltaram para a sala comunal onde era mais publico, e Harry teria mais facilidade de se controlar.
Com as noites antes dos jogos livres, eles puderam namorar mais a noite. Pelo menos aqueles dias não precisariam ficar acordados e separados um do outro.
O grande dia finalmente chegou, a partida final entre Corvinal e Grifinória. Como a Sonserina, que estava de time novo, havia ganhado de uma vantagem de quase quatrocentos pontos da Lufa-Lufa teriam que ganhar de uma vantagem de 290 pontos da Corvinal para conseguirem ganhar a taça de Quadribol.
Tomaram um café da manhã caprichado, estavam todos nervosos com o jogo. Teriam que ganhar de uma vantagem muito grande e isso seria difícil já que a Corvinal era um time excelente.
–Rony bloquei os aros como nunca – disse Harry – Não deixe nenhuma goles passar, eu sei que você é o melhor goleiro da escola.
–Pode deixar cara. Disse Rony confiante.
–Dino e Colin... Quero que façam o melhor que puderem. Tentem usar as manobras que treinamos na quarta.
Dino e Colin concordaram com a cabeça.
–Gina, Bella e Kátia... Sabem o que tem que fazer, usem todas as artimanhas que puderem.
–Deixa com a gente. Disse Kátia concentrada.
–E você tente não ser tão cavalheiro com Cho. Disse Bella com uma sobrancelha erguida.
Harry não conseguiu resistir, vê-la com ciúmes não tinha preço. Puxou ela pela cintura e a beijou.
–Apertem as mãos. Disse Madame Hooch.
Harry e Cho apertaram as mãos, e o apito soou. Quatorze vassouras subiram ao ar. As meninas da Grifinória já começaram com a goles e marcando o primeiro ponto antes de Harry se posicionar direito.
Foi um jogo difícil, Miguel era um bom artilheiro e Peter um ótimo goleiro, deixando eles empatados metade do tempo. Harry ficou atento ao pomo, não podia pega-lo no começo do jogo, mas não podia deixar Cho pegar.
–Temos que ser mais ofensivas. Escutou Gina dizer.
As três se olharam e partiram para tomar a goles de Miguel. Bella conseguiu arrancar a goles dele e passou para Gina, as três fizeram a formação de ataque Hawkshead, fazendo com que elas realizassem uma manobra frontal e poderosa, com Gina um pouco mais a frente ficando as três em forma de V. Em seguida Kátia passou na frente de Gina e pegou a goles, confundindo Peter que deixou um dos aros livre para ela marcar o terceiro ponto da Grifinória.
Depois dessa jogada perfeita foi mais fácil se movimentar. O ataque delas melhoraram 100 % deixando os jogadores da Corvinal confusos. Os batedores estavam em sintonia, não queriam fazer feio perto das meninas que estavam realizando as mais variadas manobras.
Colin e Denis fizeram um dos movimentos mais espetaculares dos batedores. Rebaterem o mesmo balaço ao mesmo tempo, fazendo ele girar com uma velocidade impressionante e conseguiram acertar um dos artilheiros da Corvinal, que por amizade não era Miguel Coner.
Rony fazia defesas espetaculares, deixando a torcida ainda mais animada. Com certeza nunca tinham visto um jogo tão cheio de manobras e tão incrível como aquele. A vantagem subiu consideravelmente, o placar marcava 130 a 10 para a Grifinória.
Harry começou a procurar pelo pomo, estavam perto de alcançarem a diferença que precisavam para ganhar. Avistou ele perto do chão, ninguém parecia nota-lo, até mesmo Cho parecia não ver. Tentou não dar alarde sobre ele, mas não tirou os olhos nem de Cho nem do pomo.
Com a manobra de Ploy as meninas deram uma diferença de 140 para ganharem, só precisavam de mais um ponto para Harry descer e pegar o pomo de uma vez dando a vantagem de 300 pontos que precisavam para ganhar.
O ponto, número cento e cinquenta veio de Bella usando uma das manobras mais difíceis que existia, a Pancada de Fingbourg. Ela se aproximou da área e parou por pouquíssimo com a vassoura a 90°, então ela arremessou a goles para o alto e a deixou atingir o ponto mais alto da sua trajetória de subida, nesse nanosegundo em que a goles parou no ar ela desmontou da vassoura e a segurou como um bastão de beisebol e acertou a goles com força no momento que a goles caia, realizando um tiro indefensível não dando a menor chance de defesa para Peter.
Harry nem teve jeito de comemorar, tinha que aproveitar o momento para pegar o pomo, desceu a toda velocidade na direção oposta do pomo fazendo Cho ir atrás dele. Realizou a finta de Wronski, fazendo Cho cair da vassoura e Harry pegou o pomo logo mais na frente dando a Grifinória a vantagem que precisavam para ganhar a taça de quadribol.
Os gritos da torcida foram contagiantes. Harry ficou extremamente feliz, voou para a sua namorada e a beijou fazendo a torcida gritar mais ainda. A comemoração foi na sala comunal da Grifinória com direito a música e muita cerveja amanteigada por conta de Fred e Jorge que tinham mandado para eles.
A noite era deles, já que Rony tinha apostado com Miguel que o time que perdesse iria ter que cobrir os turnos no lugar dos vencedores durante o fim de semana.
Divertiram-se muito, precisavam daquilo novamente. Não era só de tristezas que vivia os GO, eram jovens, gostavam de comemorar e de festas.
Foi um dia inteiro de festa e a Professora Minerva nem foi brigar com eles na sala Comunal, não exageraram apenas fizerem uma comemoração leve.
–Vamos descer um pouco. Disse Harry para sua namorada e seus amigos.
Os quatro custaram sair da sala, mas queriam um pouco de privacidade para curtirem o sol quente de inicio de verão. Sentaram-se na porta de entrada do castelo, e ficaram de lá tomando banho de sol já que o lago estava cheio de gente tomando banhando e brincando.
–Daqui a pouco temos que acabar com aquela bagunça na sala Comunal.– disse Mione preocupada– A professora Minerva está muito ocupada, é nossa obrigação Rony.
–Vamos deixar eles em paz Mione, não estão fazendo nada mais. Falou Rony relaxado.
Mione fechou a cara furiosa com ele fazendo Harry rir com a semelhança dela e da professora Minerva.
–Eles vão parar logo, se passar dos limites à gente vai lá. Corrigiu-se Rony com medo da cara da namorada.
–Acho bom mesmo. Disse Mione.
Rony puxou Mione para perto dele e a beijou para deixa-la mais calma, ele não queria brigar com ela ainda mais pelo fato que provavelmente ela ganharia a discursão e ele teria que sofrer as consequências depois.
–Essa Mione está acabando com você hein cara. Brincou Harry.
–O que você está falando, amor? Perguntou Bella brincando.
–Não falei nada meu amor. Respondeu sorrindo.
Harry deitou a cabeça no colo de Bella para aproveitar um pouco o calor do inicio da noite, ver o pôr do sol dali era realmente incrível, ainda mais com as pessoas que mais amava na vida, seus dois melhores amigos e sua namorada.
Acordou um pouco incomodado com sua cicatriz que ardeu, não deu muita importância. Ela geralmente doía de vez enquanto.
–O que foi Harry? Perguntou Mione ao vê-lo acariciando a cicatriz.
–Minha cicatriz, esta ardendo um pouco. Acho que Voldemort está um pouco ansioso, eu só não sei o porquê. Respondeu um pouco tonto.
–Tenta ver o que ele está pensando. Sugeriu Bella.
Harry se concentrou um pouco, fechou os olhos e tentou fazer o que Julius havia lhe ensinado. Sempre que sua cicatriz doía ficava mais fácil para ele entrar na mente de Voldemort.
–Não estou conseguindo ver nada direito, estou vendo apenas algumas coisas embaçadas. Disse sentindo a dor aumentar por causa da tentativa.
–Se concentre apenas na memoria recente dele. Sugeriu Bella.
–Estou tentando, mas minha cicatriz está doendo muito.
Harry fechou os olhos novamente e sentiu sua cicatriz arder mais ainda. Entrar na mente de Voldemort doía muito e era muito difícil se concentrar com tanta dor queimando a sua cabeça, com dificuldade conseguiu ver os motivos da ansiedade dele.
Viu alguns relances dele falando com seus comensais, e os lugares e feitiços que iriam usar para manter um certo grupo preso. Tentou ver apenas o lugar do ataque e conseguiu identificar o átrio e o Departamento dos Mistérios, sentiu uma espécie de facada e viu os olhos de Voldemort em sua mente.
Harry sentiu náuseas de tanta dor, não conseguia fazer parar de doer.
–Deixa eu te ajudar um pouco meu amor. Disse Bella segurando o rosto dele.
Bella pediu para que ele olhasse dentro dos olhos dela e respirasse fundo, sua cicatriz queimava feito brasa, os olhos de Voldemort não queria sair de dentro da sua mente. Ela tirou uma das suas mãos do seu rosto e tocou sua cicatriz de leve passando o dedo algumas vezes nela, fazendo a dor passar.
–Como você fez isso? Perguntou surpreso.
–Eu não fiz nada, você só estava nervoso. Respondeu Bella dando de ombros.
–Fez sim, foi alguma coisa pareceu um feitiço, mas não era. Discordou Harry incrédulo, nunca tinha conseguido fazer sua dor passar tão rápido.
–O que você viu na mente de Voldemort? Perguntou Bella o ignorando.
–Ele vai invadir o Ministério. Falou confuso voltando o foco.
–Como assim? Perguntou Rony.
–Não sei, não consegui ficar lá por muito tempo. Minha cabeça estava doendo muito e acho que ele percebeu que eu estava lá. Temos que avisar a diretora Minerva. – disse se lembrando da gravidade da situação – Agora...
Harry se levantou e os quatro começaram a subir as escadas correndo, passaram pelo movimento do salão principal e ignoraram os xingamentos de algumas pessoas enquanto subiam as escadas. Viravam o corredor da ala hospitalar quando deram um encontrão com a diretora.
–Estava querendo falar com vocês. Disse Minerva arrumando o chapéu que tinha caído na hora do encontro.
–Também precisamos falar com a senhora — Falou Harry ofegante – O ministério vai ser invadido.
–O que? Perguntou a diretora.
–Isso mesmo. Acabei de ver isso na mente de Voldemort. Ele estava muito ansioso e minha cicatriz começou a arder, então usei o feitiço reverso que Julius me ensinou.
–Eu sabia da invasão – disse Minerva – Os comensais estão mantendo os funcionários do Ministério como reféns, só que Voldemort não está lá, Harry. Todas as saídas do Ministério estão sendo vigiadas por comensais, estão presos lá dentro. Só que conseguiram não deixa-los entrar, perceberam a movimentação. Julius me enviou um patrono para me avisar, por sorte eles estavam no Ministério.
–Isso é muito grave professora. Disse Mione já avisando os GO pelas pulseiras.
–Então somos os únicos que podemos entrar lá – deduziu Harry — Vamos trazer os outros para o castelo e partiremos o mais rápido possível, daqui dez minutos estamos no Ministério pode avisar o Ministro e Julius.
–Ótimo, os membros da Ordem vão proteger a escola e os aurores que estavam aqui já foram enviados para as entradas do Ministério, vão tentar expulsar o máximo que puderem antes deles conseguirem entrar.
Os quatro correram para a sala do GO, alguns já estavam no corredor esperando por eles. Foram entrando e se trocando para poderem ficar apropriados para a luta, as meninas se trocaram no quarto enquanto eles se trocavam na sala.
Em menos de cinco minutos todos os 32 estavam prontos para partirem. A maioria dos meninos estavam de bermudas e tênis, já as meninas, tirando Bella e Lilá que estavam de short curto, estavam usando legging e jeans de laica.
–A situação é a seguinte – começou Harry – O ministério está sendo atacado pelo lado de fora. Os únicos que podem entrar somos nós porque podemos usar a chave reversa do portal usando a magia da sala e das pulseiras. Não vai demorar muito até os comensais conseguirem furar a barreira feita pelos funcionários para entrar e não vai demorar até Voldemort se juntar a eles.
–Então vamos. Disse Bella batendo palmas para fazerem um circulo.
Mione mostrou como podiam reverter as pulseiras de forma que não precisassem ficar juntos para serem levados. De um jeito bem mais confortável e ao mesmo tempo os 32 Guerreiros foram levados da sala para o átrio do Ministério.
Para sorte deles os comensais ainda não tinham conseguido entrar, em compensação os funcionários não podiam sair e estavam a espera de ajuda, já que não eram tão numerosos pois a maioria tinha ido embora para casa antes do ataque. Muitos estavam nervosos e olhavam para eles com olhares de duvidas.
–Vocês são nosso resgate? Perguntou um homem alto e corpulento com um olhar desdenhoso.
–Para sua sorte sim seu otário. Respondeu Rony incrédulo com a falta de educação.
–GO, se espalhem pelo átrio. Todos os funcionários fiquem com a varinha em punho e se espalhem por todos os andares, protejam as portas e usem o que for necessário para proteger uns aos outros. Disse Harry.
O nome de Harry começou a circular entre os funcionários, pelo menos estavam contentes em vê-lo e mesmo não levando muita fé, obedeceram.
–Vocês daí – disse Rony apontando para o grupo perto do homem corpulento – Subam com eles. Quero que alguns aurores protejam o Departamento dos Mistérios, não deixem ninguém passar.
–Mãe, Rodrigo protejam o Ministro. Ele é uma fonte de resistência, se ele cair o mundo magico vai desmoronar, não deixe nada acontecer com ele. Disse Bella para Melissa.
–Pode deixar querida, mas Rodrigo fica com vocês. Seu pai está no Departamento de aurores, ele me ajuda. Respondeu Melissa.
–Se cuida mãe. Disse Bella.
–Que isso meu anjo, eu que devia dizer isso – disse Melissa acariciando o rosto da filha – Se cuida Bella, e cuida do seu irmão para mim.
A linda mulher ruiva, que tanto parecia a filha, entrou no elevador e sumiu entre as pessoas que já estavam lá dentro.
–Eles vão conseguir entrar. Disse Mione apontando para o movimento que a proteção fazia com os impactos dos feitiços.
–Então está na hora de entrarem, liberem as entradas e as passagens. Temos que resolver isso logo. Não podemos perder mais tempo, temos que pegar o máximo que conseguirmos antes de Voldemort chegar. Disse Harry.
As passagens foram liberadas e vultos pretos entraram no átrio e foram surpreendidos pelos Guerreiros. O fato dos comensais não esperarem por eles os deu uma grande vantagem.
Puderam ver que os que haviam prendido na invasão de Hogwarts já estavam soltos, eles não ficaram surpresos já que havia sido noticiado no Profeta diário.
Harry avançou para o primeiro que conseguiu ver, Yaxley. O comensal lançou nele um feitiço estuporante que passou por baixo do seu braço e atingiu outro comensal que lutava contra Cho, as suas costas.
–Pretrificus totalus. Gritou Harry.
Yaxley caiu duro no chão e Harry o lançou para longe da batalha. Virou para a direita e começou a duelar com outro comensal que ele não conhecia, golpeou ele com um soco no nariz de surpresa o fazendo cair no chão desmaiado.
–Cada vez aparece mais desses comensais. Disse Rony.
–Alguns estão subindo as escadas. Disse Bella.
–Zacharias, Justino, Marieta, Dênis, Colin, Parvati e Padma vão atrás deles e não os deixem ir muito longe. Mandou Mione.
Harry correu para perto de Bella e começou a duelar ao seu lado. Draco e Zabini foram em suas direção e ele pode ver resistência da namorada em lutar com o amigo, mesmo sendo um comensal.
–Eu cuido de Malfoy. Disse a Bella.
Bella não respondeu, agradeceu com um aceno de cabeça e foi duelar contra Zabini. Ele sempre foi muito bom com feitiços, mas Bella era melhor, em um duelo difícil conseguiu estupora-lo e joga-lo a alguns metros de distancia. Harry sorriu para ela satisfeito e continuou a duelar contra Draco, que também havia se distraído com o feito dela.
Bella correu para ajudar Cho e Peter que duelavam contra Aleto, que era um dos favoritos e do grupo de confiança de Voldemort. Harry conseguiu lançar Draco para longe, mas este ainda permaneceu acordado foi na direção dele só que foi impedido por um comensal loiro e muito baixo que parecia meio descontrolado e empolgado demais.
Viu que Draco também foi interceptado por Neville e tentou se concentrar apenas no comensal que lançava feitiços nele sem parar. Bella correu para ajuda-lo e por trás o derrubou no chão com uma cotovelada.
–Que covardia – brincou Harry – Por trás...
–Não precisa me agradecer. Disse Bella piscando para ele.
–Esse parecia meio desgovernado... Falou Harry.
Tudo começou a passar muito rápido como se fosse segundos ao invés de minutos. Harry correu para se juntar a Neville para ter prazer de derrotar Malfoy quando escutou a voz de Zabini que tinha acordado.
–Achou que era tão fácil assim Swift?
Bella estava de costa para Zabini e virou a cabeça para olhar para ele.
–Avada Ked... rava... Gritou Zabini.
Um feitiço atingiu Zabini e a maldição passou de raspão por Bella, atingindo o vidro do elevador e a fazendo cair com o susto. Harry correu sem palavras para o rumo da amada, não conseguia acreditar no que quase aconteceu.
–Draco me salvou. Disse Bella apontando para Draco que arrastava Zabini caído no chão.
Harry olhou incrédulo, ainda não acreditava que por muito pouco não perdeu Bella e que a pessoa que a salvou era Draco Malfoy, a pessoa que ele odiava desde os 11 anos.
–Pensei que ia te perder dessa vez. Disse a abraçando.
–Eu não vi que ele tinha acordado, quando fui ver Draco já tinha estuporado ele.
Harry pareceu se esquecer de tudo que acontecia ao seu redor e a beijou. Não viu e nem ouviu nada naqueles poucos segundos que estavam juntos. Quando a soltou procurou pelos comensais que não estavam mais ali.
–Cadê eles? Perguntou confuso.
–Não sei estavam aqui agora mesmo. Eles podem aparatar daqui Mione? Perguntou Rony.
–Não sei, mas isso não é um bom sinal. Eles simplesmente desapareceram. Disse Mione olhando ao redor.
Um grito ecoou, olharam para trás e ali estava o motivo pelo sumiço dos comensais. Um grande gigante tinha simplesmente aparecido dentro de átrio.
–Pelas barbas de Merlin, como essa coisa apareceu aqui? Perguntou Ana Abbott.
–Padma mande os Guerreiros voltarem para cá, quero todos cercando o gigante. Disse Bella.
–Como eles conseguiram colocar essa coisa aqui dentro? Perguntou Rony visivelmente assustado.
–Não sei, mas vamos ter que tira-lo daqui. Disse Harry puxando Bella para perto dele.
O gigante estava destruindo tudo que via pela frente, ele tentava acertar os funcionários do Ministério que estavam mais assustados do que os Guerreiros. A pele do gigante era muito dura e nada que faziam funcionava ou durava mais que dez segundos.
–Vamos obstruir a visão dele. Disse Rony.
–Conjunctivitus...
Rony, Bella, Mione, Harry, Susana, Neville e Luna acertaram juntos os dois olhos do gigante que teve a visão completamente obstruída. O gigante urrou de dor e começou a golpear tudo pela frente sem enxergar.
Harry acompanhou seus amigos na tentativa de derrubar o gigante quando sentiu sua cicatriz arder mais forte ainda.
–Ele está vindo. Voldemort está vindo para cá. Disse Harry.
Os 31 pares de olhos dos Guerreiros olharam para ele assustados.
–Quanto tempo? Perguntou Mione.
–Não sei, direito. Ele está com alguém e está tomando muito cuidado para eu não ver. Acho que pode ser Dumbledore já que não posso ver onde ele está realmente. Acho que ele quer me deixar informado sobre a hora que ele vai chegar.
– O que vamos fazer com esse gigante? Tudo que tentamos fazer não está funcionando direito. Disse Rony rodeando o gigante e fazendo escudos para protegê-los dos golpes.
–Acho que não estamos fazendo direito – disse Bella – Vamos todos ao menos tempo estupora-lo, só assim que vamos conseguir derrubar essa coisa.
1, 2, 3 e dezenas de vozes disseram o mesmo feitiço ao mesmo tempo, acertando o gigante na cabeça e no peito.
O gigante caiu no chão fazendo um grande barulho. Os funcionários do Ministério ficaram abismados, olharam incrédulos para o feito de 32 jovens sozinhos e aqueles que tiveram o prazer de ver o gigante ser derrotado, os aplaudiram impressionados.
–Obrigado pessoal – agradeceu Harry em nome de todos – Mas essa batalha no Ministério ainda não acabou...
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