Harry Potter e a Fênix Celestial
21 Atrás do véu
Notas iniciais
Atrás do Véu
Harry suspirou aliviado quando enfim derrotaram aquela criatura, seus amigos se aproximaram dele e os quatro se abraçaram orgulhosos.
–Quero todos em posição, os comensais logo vão saber que o gigante deles foi derrotado. Disse Harry.
Os GO obedeceram seu líder e cada um foram seguir as instruções que eram passadas pelos quatro.
–Harry, temos que ir a Sala dos Véus resolver seus sonhos. Disse Bella.
–O que? De jeito nenhum Bella. Sirius está morto se lembra? Discordou Mione.
–Pensa bem Mione, Harry vem sonhando com ele esse tempo todo e eu tenho quase certeza que isso é o que ele deve fazer agora. Argumentou Bella decidida.
–Você só pode estar ficando louca. Disse Rony incrédulo.
–Neville e Luna cuidem dos comensais que subiram para os andares superiores, leve outros com vocês. Gina e Cho cuidem do gigante. O resto das pessoas sigam as ordens dos quatro – instruiu Bella ignorando a cara feia de Rony e Mione, e a cara de surpresa de Harry – Brian e Peter venham com a gente.
–Bella eu acho que... Tentou Harry pensando um pouco na situação que estavam ,talvez não era a hora certa de deixarem os GO.
–Vai dar tudo certo, Harry. Você confia em mim? Perguntou Bella.
–Eu confio. – disse por fim – Mas porque temos que levar Brian e Peter ao invés de Neville e Gina?
Bella lhe deu um beijo no rosto e sussurrou no seu ouvido ‘confie em mim’. Os seis entraram no elevador, mesmo com a resistência de Rony e Mione, e desceram para o nono andar.
–Departamento dos Mistérios. Disse a voz da mulher no elevador.
Saíram do elevador e os aurores que protegiam a entrada do Departamento dos Mistérios ergueram as varinhas por instinto e ao verem que eram eles baixaram.
–Esperem aqui fora – disse Bella para um dos aurores que ela parecia conhecer – Não deixe que nenhum comensal entre aqui antes de entrarmos na sala dos véus.
O auror acenou com a cabeça e os três entraram na grande sala circular e preta cheia de portas que trocaram de lugar.
–Peter você sabe o que fazer. Disse Bella.
Harry, Rony e Mione olharam para os outros três sem entenderem nada, Peter foi até o meio da sala e com um aceno de varinha dois grandes x, um vermelho e outro amarelo queimaram em duas portas diferentes.
–O que está acontecendo Bella? Perguntou Mione desconfiada.
–A mãe de Peter trabalha no Departamento dos Mistérios brasileiro, é claro que ela não entrava sala por sala para irem até o local de trabalho deles, não acha?
–São essas duas Bella, você sabe qual é qual. Disse Peter.
–Ótimo, pode ir agora e ajude Neville. Disse Bella.
Peter deu um beijo na testa de Bella, tocou na mão de Brian e saiu correndo para fora do Departamento dos Mistérios.
–Que portas são essas, Bella? Perguntou Rony intrigado.
–A porta que não abre e a outra é a sala dos véus.
–Pra que você marcou essa sala? Não tem mais nada ai, se lembra? Aquelas coisa já se foram. Disse Rony sem falar o que realmente tinha na sala por causa de Brian.
–Dumbledore era o único que podia abri-la, ou então Harry quando estiver pronto, não faz sentido marca-la Bella. Eu não consigo entender o que você está fazendo. Disse Mione desconfiada.
–Harry empurra a porta. Pediu Bella impaciente.
Brian se afastou para o outro lado da sala de modo que não escutasse o que eles diziam e Harry empurrou a porta com o X amarelo e ela simplesmente abriu sem precisar de nenhum esforço. Por dentro a sala estava toda queimada e no centro uma caixa de vidro que parecia intacta. As quatro paredes da pequena sala estavam coloridas com as quatro cores das Onix no meio do queimado: vermelho, azul, verde e branco.
–Realmente não tem nada aqui. Então porque estamos perdendo tempo? Perguntou Rony revirando os olhos.
–Porque não podemos deixar essas provas aqui, Rony – disse Mione começando a entender – Mas como você sabia que ela abriria?
–Ela está vazia, mas mesmo assim o pessoal do Departamento dos Mistérios não conseguiu entrar. Só Harry poderia libera-la do encanto mesmo não estando pronto. Respondeu Bella.
Os quatro começaram a limpar e pintar as paredes da sala com os mais variados feitiços, em poucos minutos a sala estava completamente limpa e diferente da situação que tinham encontrado. Harry se aproximou da caixa de acrílico, uma vontade repentina de toca-la tomou conta dele.
Assim que ele tocou nela a sala pareceu vibrar. Não escutou nada, nem seus amigos. Apenas sentiu uma das melhores sensações da sua vida, se viu brincando com seus pais quando era ainda um bebê e depois brincando com uma pedra de três cores que brilhava muito dentro do seu berço na noite em que seus pais foram assassinados.
Abriu os olhos e viu que tinha caído no chão, e seus amigos o olhavam assustado, mas não foram ajuda-lo a levantar.
–O que aconteceu, cara? – perguntou Rony – Não conseguimos chegar perto de você.
–Nada – Mentiu Harry com um sorriso no canto do lábio. –Reducio...
A caixa de acrílico ficou pequena e ele colocou no bolso da calça. Do lado de fora os cinco lançaram feitiços de proteção muito fortes na sala para atrasar Voldemort se ele próprio tentasse abrir a porta e retiraram o X que estava marcado nela.
–Não vai segura-lo por muito tempo, mas já suficiente. Disse Mione.
As portas trocaram de lugar e os cinco entraram onde o único X ainda queimava. A sala dos véus estava exatamente igual, desceram pelos assentos e pararam de frente a plataforma que cerca de um ano atrás, Sirius havia atravessado.
–Subam um pouco para cima. Disse Brian.
Rony, Mione e Harry se afastaram e subiram para onde Bella e Brian estavam parados, um pouco mais distante da plataforma.
–Bella o que estamos fazendo aqui? Perguntou Mione.
–Ajudando Harry, ele ia vim aqui sem nós de qualquer jeito. Respondeu Bella.
Harry desviou os olhos dos seus amigos que o olhavam de um jeito repreensivo e olhou novamente para a plataforma. Ele não escutava nada, era muito diferente de seus sonhos e sabia que aquilo foi uma perda de tempo.
–Vamos voltar, não escuto nada. Disse Harry.
–Não podemos. Disse Brian.
–O que você sabe? Bella você contou a ela sobre meus sonhos? Perguntou Harry estressado.
–Ele está aqui para nos ajudar, amor. Você escuta Sirius porque a maldição de Bellatrix o atingiu fazendo ele atravessar o véu, era para ele ter morrido, mas nenhum corpo foi achado. Não quero te dar falsas esperanças meu amor, mas Brian e eu acreditamos que Sirius pode estar vivo lá dentro, ou pelo menos você terá um corpo para sepultar. Disse Bella olhando nos fundos dos seus olhos.
Harry não falou nada, uma esperança voltou a preencher seu coração. Ela estava certa, talvez seus sonhos eram um pedido de socorro de Sirius para poder descansar em paz.
–Eu vou busca-lo. Disse decidido.
–Espera Harry, e se você ficar preso lá dentro? – questionou Mione – Bella você não pode deixa-lo fazer isso, ele vai ficar preso lá dentro.
–A capa de invisibilidade de Harry é uma capa especial – disse Brian – Não é uma simples capa de invisibilidade comum, ela pode atravessar esse véu e protege-lo garantindo que ele possa sair.
–E como vamos saber que você está dizendo a verdade? – perguntou Rony desconfiado para Brian – Você ainda gosta de Bella, e se isso é só para você ter o caminho livre?
–Eu não vou negar que ainda gosto de Bella... – disse Brian sem nenhum ressentimento – Mas eu vou com Harry.
–Você vai comigo? Perguntou Harry incrédulo.
–Sim. Respondeu Brian revirando os olhos.
–Mas por quê? Questionou Harry.
–Porque se eu não for com você, Bella vai querer ir. Basicamente não tenho escolhas. Desde o dia que contei a ela sobre o véu ela pôs isso na cabeça. – Respondeu Brian. – E sou o único que tem alguma noção sobre o que acontece lá dentro.
–Como você sabe tudo isso? Perguntou Mione.
–Minha mãe era pesquisadora e já trabalhou nesse mesmo setor, dos véus ou como os brasileiros diziam, da morte – respondeu Brian – Segundo as pesquisas dela, durante centenas de anos antes dos véus serem levados para os Ministérios as pessoas que morriam eram jogadas dentro dele na esperança que elas voltassem a viver. Mas eles não voltavam, pois não conseguiam atravessar de volta para nosso lado. As pesquisas dela apontaram que eles viviam aproximadamente um ano de vida dentro do véu, e após esse prazo eles morriam de verdade ou se tornavam almas, dependendo da crença de cada um sobre o que realmente acontecia lá dentro.
–Você nunca mencionou nada disso. Disse Mione impressionada.
–As pesquisas são sigilosas, não podemos apenas sair contando. Minha mãe contava apenas para mim e para meu pai, ela narrava ás histórias das pessoas que realmente acreditavam nisso. Nos verões ela me deixava ficar no escritório enquanto ela organizava as pesquisas.
–E como a capa de Harry pode atravessar o véu? Perguntou Mione intrigada.
–Segundo as histórias, essa capa foi dada a um bruxo pela própria morte, por isso ela é diferente das outras, as capas comuns não se adaptam a mais de uma pessoa ou duram mais que 10 anos.
–Você é muito inteligente Brian, você devia ter ficado na Corvinal. Elogiou Mione impressionada.
–Obrigado Mione, você também é muito inteligente. Respondeu Brian envergonhado.
–Bom eu sei que a gente está o momento Nerd aqui, mas temos dois problemas: Voldemort deve estar quase chegando aqui e eu não trouxe a capa. Disse Harry se lembrando da sua capa guardada no malão.
–Eu trouxe, peguei no dia que fui ao seu quarto. Disse Bella.
Bella retirou a capa da bolsa e entregou a ele.
–Você sabe o que fazer. Disse Bella para Brian.
Harry não entendeu o que ela disse, mas colocou a capa em cima dos dois e eles entraram no véu. A sensação não foi das melhores, enquanto passava sentiu como se algo muito gelado passasse por suas costas.
Eles pareciam estar flutuando ao invés de andando, tudo era cinza e preto. As vozes lá dentro pareciam gritar em seus ouvidos, e alguns fantasmas passavam por eles e agiam como se os dois não existissem ali.
–Pode tirar a capa, Harry.
Harry tirou a capa e colocou no braço.
–Que lugar é esse? Perguntou Harry.
–Não sei em certo – respondeu Brian – Cada religião diz uma coisa, para mim é onde as almas perdidas buscam refúgio.
Os dois continuaram andando naquele lugar, o cinza era absoluto e isso os incomodava. Harry se sentia triste e morto, beliscou seu braço para ver se era um sonho e não sentiu nada.
–O que está acontecendo com a gente? Estamos mortos?
–Não aqui tudo congela até mesmo a dor, fome ou sede. – respondeu Brian mudando de direção – Após um ano aqui você se torna um fantasma, já que seus corpos ficam conservados e não envelhecem. Sua alma simplesmente sai do seu corpo para ficar conservada.
–E você acha que Sirius pode estar vivo? Perguntou esperançoso.
–Eu não sei Harry, creio que possa. Mas também tem a possibilidade de acontecer antes da hora dependendo da pessoa. Eu não tenho certeza, mas acho que ele deve estar em algum lugar por aqui.
Brian apontou para um lugar ainda mais sombrio, realmente não tinha vida naquele lugar e tudo que conseguiam ver era como estivesse vendo através de um véu. Procuraram pelo que pareciam horas, e não conseguiram achar nada além de fantasmas de pessoas que não conheciam e que apenas vagavam pelo lugar a procura de algo.
–Será que terminou tudo lá fora? Perguntou Harry.
–Creio que não tenha muito tempo que estamos aqui, uma hora aqui é um minuto lá fora. Então devemos estamos aqui um pouco mais de três minutos.
–Como você sabe tudo isso? Perguntou impressionado.
–Minha mãe era uma bruxa muito inteligente e estudiosa, você não sabe quanto tempo ela se dedicou a essas pesquisas.
Harry tentou se concentrar na missão para que pudesse sair o mais rápido possível daquele lugar horroroso. Mas uma pergunta cutucava em sua cabeça, ele nunca tinha tido a oportunidade de ficar a sós com Brian.
– Por que você traiu Bella? Perguntou de uma só vez.
–Porque eu fui um idiota, ainda me pergunto como fiz isso. Eu sempre conheci Bella, crescemos juntos. Vi ela passar por cada fase até os 14 anos dela... – disse Brian com um sorrisinho apaixonado que o incomodou um pouco – Bella sempre atraiu muito os meninos, desde o primário ela era a garota que os menininhos da nossa sala eram apaixonados. E dentre todos, eu tive a oportunidade e desperdicei. Então Harry, espero que você não desperdice a sua, porque sei que não sou o único em Hogwarts que está esperando um vacilo seu.
–Eu não desperdiçarei. Disse Harry decido.
–Sinceramente espero que desperdice – disse Brian sendo sincero –Bella é mais especial do que você pensa. E não é só pela beleza incomum ou o jeito que ela mexe com nossas cabeças, ela é mais do que você pode sonhar ser um dia possível.
–O que você quer dizer com isso? Perguntou intrigado.
–Na hora certa ela vai te dizer. Acho que a culpa é minha por ela não ter te contado ainda, não lidei muito bem com isso quando namoramos só que meu caso era pior porque antes de ficarmos juntos eu sempre estive do lado dela e pisei na bola.
Os dois começaram a subir a colina, e a cabeça de Harry não saia lá de fora. Não se perdoaria se alguma coisa acontecesse com seus amigos. Seu coração dava um nó em se lembrar no modo como Bella tinha quase sido morta por Zabini, quando ele saísse de lá não iria desgrudar dela de jeito nenhum.
Bella era a estrela que depois de tanta dor e sofrimento entrou em sua vida, veio abençoa-lo depois de tantas perdas ele finalmente tinha tido um ganho e esse ganho era ela. Nunca tinha se sentido assim por nenhuma outra garota, e ele sentia que era com ela que ele queria passar o resto da sua vida. Graças a ela, ele poderia rever seu padrinho novamente e graças a ela, ele tinha todos os motivos para resistir a Voldemort.
–Ali, aquele é seu padrinho. Disse Brian apontando para uma pessoa deitada no chão coberto por uma espécie de cortina em véu cinza escuro.
Harry correu para onde ele apontou e retirou a cortina, era mesmo Sirius. Ele estava exatamente como em seus sonhos, os olhos dele estavam fechados e deitado imóvel no chão flutuando.
–Ele está morto? Perguntou Harry com um nó na garganta.
–Eu não sei, não dá para saber aqui dentro. Tecnicamente também estamos sem pulso aqui, temos que tira-lo desse lugar o mais rápido possível, mesmo que ele esteja vivo não temos muito tempo.
Brian explodiu uma arvore e arrancou perfeitamente uma grande casca dela para colocar Sirius em cima. Os dois saíram correndo a toda velocidade dali com a varinha erguida equilibrando a maca improvisada, os pés de Harry nem parecia tocar o chão e ele parecia correr muito mais rápido. Eles deviam ter corrido enquanto procuravam, pensou furioso.
Demoraram metade do tempo para chegarem ao véu novamente. Sirius continuava do mesmo jeito, cinza e sem vida, parecia estar em um sono tranquilo.
De lá podiam ver Mione do lado de fora, inquieta e sozinha. Tiraram Sirius de cima da casca da arvore e o seguraram em pé, se cobriram com a capa e atravessaram o véu, sentindo a mesma sensação estranha que tiveram da primeira vez.
Sem tirar a capa deitaram Sirius em cima de um dos degraus.
–Harry é você? Perguntou Mione olhando de um lado para o outro.
–Sou eu.
Harry tirou a capa de cima dele e Mione pulou em seu pescoço lhe dando um abraço apertado.
–Sirius está aqui, Mione. Achamos Sirius.
As lágrimas de Harry rolaram pelos cabelos da amiga, ele se afastou dela um pouco e ergueu a capa de invisibilidade mostrando o seu padrinho. A cor dele parecia normal, aparentava estar pálido e não dava para ver se ele estava vivo.
Brian o analisou sem dizer nada, ergueu as roupas do seu padrinho e uma grande marca de queimado estava em seu peito esquerdo, provavelmente onde a maldição tinha o acertado.
–Como ele está? Perguntou Mione segurando na cintura de Harry.
–Acho que pode se acostumar, Harry... Disse Brian.
–Me acostumar com o que? Perguntou com o coração saindo pela boca.
–Em dividir o posto de pessoa que sobreviveu a maldição da morte.
Harry não se aguentou, se jogou em cima do padrinho. A emoção e a felicidade que ele sentia não tinha preço e nem tamanho, nada fazia ele se conter e nem caber dentro de si. Sirius estar vivo era a melhor coisa que podia acontecer a ele.
–Temos que leva-lo daqui – disse Brian – Ele precisa de tratamento. Quanto tempo ficamos lá e onde está Bella e Rony?
–Acho que ficaram uns seis minutos no máximo. Rony e Bella desceram para ajudar os outros – respondeu Mione emocionada – Os comensais estão espalhados pelo Ministério.
–Harry, me escuta – disse Brian chamando a atenção de Harry para ele – Eu e Mione vamos levar Sirius para o castelo. Vá e ajude os outros, daqui a uns cinco minutos estaremos lá.
Harry confirmou com a cabeça, não queria se separar do seu padrinho, mas seus amigos precisavam dele.
–Use a capa, Harry. – disse Mione ajudando Brian a segurar Sirius – Tem comensais no Departamento dos Mistérios.
Mione e Brian levaram Sirius com a ajuda das pulseiras. Harry colocou a capa e saiu correndo para a porta. Bellatrix e outros estavam tentando entrar na porta que não abria, mas estava encontrando resistência.
Harry saiu do Departamento dos Mistérios sem os atingir. Do lado de fora os aurores, Lilá e Parvati duelavam com alguns comensais. Atingiu um deles no peito e lançou outro pelas escadas do nono andar. Estava tão feliz que não conseguia deixar nenhum dos comensais chegar perto de acerta-lo, rapidinho derrotou quatro deles .
–Vocês podem subir para os outros andares. Disse Harry para Lilá e Parvati.
–Bella e Rony falaram que estão esperando por você no átrio, estão tentando conter os comensais que parecem formigas, entrando por tudo quanto é lado. Disse Lilá.
Harry correu pelas escadas para o átrio. Já subiu com a varinha em punho e acertando todos aqueles que se punha em seu caminho e ajudando todos os Guerreiros que estavam em situação complicada.
–E Sirius? Perguntou Rony duelando com alguns comensais.
–Mione o levou para Hogwarts. –respondeu emocionado – Ele está vivo meu amigo.
Rony jogou o comensal longe e deu abraço apertado em Harry, ele sabia a importância que Sirius tinha para ele. De longe pode ver Bella, a reconheceu no meio da multidão por ser única de short. Correu em direção a ela para duelar ao seu lado.
–Sirius está vivo. Disse atingindo um comensal com um chute certeiro.
–Que bom meu amor.
Os dois juntos faziam uma boa dupla, lutavam de um jeito que um sempre protegia o outro sem tirar os olhos dos GO e dos funcionários. Ás vezes Bella usava mais a defesa pessoal do que a varinha, ele sabia que era daquele tipo que ela gostava de lutar e funcionava tão bem que era impossível reclamar.
–Onde está os outros? Perguntou preocupado.
–Com Neville. Estão prendendo os comensais que subiram para o andar de cima atrás do Ministro.
Harry viu que Antônio estava com dificuldades e duelando sozinho com dois comensais, se afastou um pouco de Bella e correu em direção do rapaz.
–Immobilus – disse Harry fazendo a comensal morena ficar paralisada – Levicorpus...
A mulher ficou virada de cabeça para baixo e Harry a jogou contra a parede deixando ela inconsciente. Sorriu para Antônio e se virou para voltar para o lado da sua namorada. Mione e Brian voltaram para o Átrio satisfeitos, tinham entregado Sirius a professora Minerva e Madame Pomfrey.
Harry deu uma piscadela para Mione que sorriu contente para ele, tudo parecia bem num instante no outro tudo mudou. O átrio escureceu, os vultos negros dos comensais começaram a assusta-los pela velocidade que até mesmo pareciam voar, um truque que deviam ter aprendido com o mestre deles.
Harry sentiu como se sua cicatriz estivesse em brasa, sua visão ficou completamente escura e não conseguia ver nada ao seu redor. A única coisa que conseguiu sentir foi o perfume de Bella se aproximando dele, sentiu uma raiva imensa e pensou que era a sua própria, mas percebeu que era apenas a fúria de Voldemort que finalmente tinha descoberto que a sala estava vazia.
–Harry... Harry... Chamava as vozes de seus amigos.
–Harry foca na minha voz – disse Bella segurando em seu rosto – Respira bem devagar, e tenta se concentrar em mim.
Sentiu o dedo dela deslizar pela sua cicatriz, ouviu o barulho de pessoas correndo e gritando, mas se concentrou só na voz dela. Aos poucos sua visão foi voltando ao normal, a claridade aos pouco foi queimando seus olhos até ele voltar a ver completamente bem e sem dor.
Ele estava de joelhos no chão uns quinze metros de onde estava antes de cair, Rony e Mione o seguravam com força, provavelmente, ele devia estar resistindo. Apesar de Bella estar em sua frente pode ver que atrás dela cerca de uns 40 comensais estavam posicionados de frente para eles, mas nenhum deles atacavam, pareciam sentir o medo e ele sabia o porque.
Levantou-se e puxou Bella para trás dele, não gostou de vê-la de costa para os inimigos. Sussurrou baixo “ele já sabe” para os três que entenderam a mensagem.
Ninguém falou nada, apenas ficaram se encarando. Parecia uma competição de quem falaria primeiro, os Guerreiros estavam todos posicionados com as varinhas em punho, alguns dos aurores estavam esparramados pelo átrio, assim como Julius, Melissa, Roger, Rodrigo e Tonks.
–E o Ministro? Perguntou Harry sem olhar para trás.
–Seguro. Respondeu Julius firme.
O silêncio parecia infernal, ninguém ousava quebra-lo. Os outros não sabiam o que aquilo significava e ficaram confusos, Harry até pensou em atacar, mas não queria iniciar algo para que Voldemort terminasse depois.
Finalmente o motivo do silêncio chegou. Voldemort apareceu no meio do átrio, as suas vestes escuras arrastavam no chão e o seu rosto estava contorcido em fúria. Harry sentia o ódio dele em sua cicatriz, era difícil separar as emoções dos dois ali, tão próximos depois de tanto tempo. Tentou se concentrar em alguma coisa boa, e pensou em seu padrinho vivo, esperando por ele em Hogwarts.
–Harry Potter – disse Voldemort com uma voz cheia de raiva e desprezo – Não digo que é uma surpresa te ver aqui, já que tem a mania de querer sempre atrapalhar meus planos.
–Também não é um prazer revê-lo, Tom Riddle. Disse Harry sorrindo.
–Sempre me atrapalhando e sempre colocando a vida dos outros em perigo. Retrucou Voldemort com um sorriso irônico.
Harry não desviou o olhar nem abaixou a guarda, ficou com a varinha erguida e tomou a liderança do grupo. Bella ficou do seu lado esquerdo e Rony e Mione do lado direito em forma de V.
–Estou cansado de suas intromissões garoto tolo. Essas pessoas que te idolatram não sabem que se hoje você esta vivo é por pura sorte. – disse Voldemort andando um pouco mais pra frente – Não pensem que esse garoto está vivo por feito próprio, se ele está ai do lado de vocês hoje é porque as pessoas tem a mania de salvar a vida dele e morrer em seguida.
Harry não se deixou abalar pelo comentário, pelo contrario, apenas sorriu.
–Pelo menos eles sabem a verdade sobre mim, não preciso ameaçar as pessoas para que elas fiquem do meu lado, Tom. Todos que estão aqui são leais a mim e somos contra você.
–Chega de insolência moleque – gritou Voldemort – Está na hora de ensinar algumas coisas a vocês.
Os comensais pareceram entender o que ele quis dizer, vários vultos passaram a voar pelo átrio em várias direções. Harry tentou lançar um feitiço de proteção, mas era tarde demais, a única coisa que conseguiu fazer foi abraçar Bella com toda a força que tinha.
Quando pararam de atacar uma espécie de barreira foi criada e do lado oposto com os comensais estavam doze pessoas que pertenciam ao grupo deles.
–Não... Gritou Harry.
Ele sentiu como se um pedaço dele tivesse do lado de lá, os seus dois irmãos de corações estavam lá na posse dos inimigos. Junto com Rony e Mione estavam Jorge, Dino, Gina, Zacharias, Terêncio, Cho, Dênis, Julius, Melissa e Rodrigo sendo segurados pelos comensais da morte.
–Vamos te dar uma pequena lição Harry Potter – disse Voldemort com um olhar vitorioso – Tragam-me a sangue-ruim e o traidor de sangue amiguinhos dele.
Rony e Mione lutavam para se soltar dos braços de Aleto e Zabini que o seguravam com força. Eles foram jogados no chão aos pés de Voldemort como se fossem dois animais. Antes de voltar para a sua posição, Zabini se aproximou de Voldemort com uma reverencia e falou algo para seu mestre que sorriu satisfeito com as palavras de seu novo servo.
–Ora, ora, ora... Quem diria. Quer dizer que agora você tem uma namoradinha Harry Potter, uma Swift puro sangue.
Voldemort prendeu Rony e Mione conjurando cordas e caminhou na direção dos pais de Bella.
–Deixe me ver... – disse Voldemort tocando o rosto de Melissa – Os anos lhe caíram muito bem Melissa. Julius Swift tem muita sorte. Presumo que estejam orgulhosos de ter a filha de vocês namorando o grande herói.
Harry apertou a mão de Bella que estremeceu ao seu lado, ele sentiu como se uma onda de calor irradiasse do corpo da amada.
Voldemort largou os pais de Bella e caminhou até a barreira que protegiam os comensais de feitiços lançados do lado de Harry.
–Tem muito bom gosto Harry Potter, sua namorada puxou a beleza da mãe.
–Não chegue perto.
Harry lançou um feitiço para atingi-lo que desapareceu na barreira, fazendo Voldemort sorrir ainda mais satisfeito.
–Vocês não podem fazer nada, seus feitiços e azarações não passam pela barreira, apenas os nosso podem acerta-los – disse Voldemort contente – É uma pena Dumbledore não deixa-los aprender esse tipo de magia. Agora... – disse esfregando as mãos – Vamos ver o quanto seus amigos conseguem aguentar... Crucio.
Os corpos de Mione e Rony pareciam de borracha no chão do tanto que se contorciam. Os gritos deles eram ouvidos em meio à fúria dos seus amigos querendo passar para o outro lado para ajuda-los e os gritos e risadas dos comensais que pareciam se divertir com a situação.
–Os deixe em paz. – Gritava Harry desesperado – É a mim que você quer.
Voldemort o ignorou, continuou torturando os dois sem ter a menor compaixão pelo sofrimento deles. Cada grito deles era como se a maldição estivesse sendo lançada em Harry, não conseguia ver seus amigos assim.
–Tragam os Swift – Pediu Voldemort de um jeito vitorioso – Deixe-me mostrar a sua namorada o que acontece com quem se junta a você. Bellatrix, Avery, Zabini queiram se juntar a nossa festinha.
Os Swift foram jogados no chão e a mãe de Bella abraçou Rony e Mione de um jeito maternal, sussurrando coisas em seus ouvidos.
–Crucio... Disseram juntos.
Julius, Melissa, Rodrigo, Rony e Mione se contorceram no chão, mas não gritavam apenas lutavam contra a dor. Harry sentiu o corpo de Bella fraquejar e os joelhos dela bateram no chão ao ver seus amigos e sua família sendo torturados.
O corpo dela estava quente e assim que Harry a tocou foi repelido para trás.
–Bella, o que está acontecendo? Perguntou Harry se levantando do chão.
Harry tentou se aproximar dela, mas novamente foi jogado para trás. Os olhos de Bella não se desviavam de Voldemort, que somente sorriu e continuou torturando os cinco com o maior prazer.
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