Harry Potter e a Destruição das Horcrux
1 O GRANDE MISTÉRIO.
Notas iniciais
Essa é minha primeira fic. Estou reescrevendo, já é a terceira vez que posto ela aqui. Ela está como: "Harry Potter e a Destruição das Horcrux". Ignorem "Harry Potter e a Destruição das Orcruxes ou "Harry Potter e a Destruição das Orcrux", estas estão erradas. Espero que gostem. Escrevi cada capítulo com todo o carinho.
Boa Leitura!
CAPÍTULO UM:
O GRANDE MISTÉRIO:
O verão se arrastava lentamente na rua dos Alfeneiros. No número 4, estava tudo fechado. Isso não significava que não tivesse ninguém ali. A tia de Harry estava ali, com o tio Valter e seu bigode arrepiado, e Dudley também, com o medo de sempre do primo.
Harry estava agora em seu quarto, com uma minúscula fresta da janela aberta. Seus tios fechavam a casa por conta de ele ser bruxo. Os tios não queriam vizinhos bisbilhoteiros olhando para dentro de sua casa, vendo o sobrinho receber corujas fedidas com um pergaminho amarrado em suas patas. O menino arrumava o malão cuidadosamente, pois era mais um ano em Hogwartes. O Sexto. Ele agora guardava os livros que realmente iria precisar e deixava os que não usaria mais de lado encima de um outro malão, mais esfarrapado e desbotado.
Colocou seu uniforme de quadribol; Luvas; Uniforme de Hogwartes e tudo o mais que iria precisar naquele ano.
Ele estava contente, pois, iria finalmente sair daquele sufoco da casa dos tios. Ele agora fechava a mala com um baque surdo. Colocou-a do lado de sua cama e se sobressaltou ao ouvir um grito agudo do andar de baixo:
- Seu moleque, venha aqui já!
O menino reconheceu aquele tom imediatamente, seria capaz de reconhecê-lo a quilômetros de distâncias. Ele suspirou fundo e saiu do quarto, resignado:
Desceu às escadas vagarosamente e deu com um tio Valter vermelho de raiva no corrimão:
- Aqueles seus amigos estranhos virão buscar você amanhã? — Foi a pergunta seca do tio.
- Virão. Foi a resposta do sobrinho.
- E eles virão de um jeito decente? — Perguntou tia Petúnia mexendo nos cabelos nervosamente.
- Sim Respondeu Harry, se largando em uma poltrona.
- E que hora estarão aqui? — Perguntou o tio novamente.
- ÀS 09h00min da manhã.
- Hum.... — Respondeu o tio, com o olhar vago.
- Por que o senhor quer saber disso, tio Valter? — Harry arriscou perguntar.
- Por que, sua tia Dudley e eu iremos viajar essa noite para não precisar ver os rostos dos seus abomináveis amigos.
O menino balançou os ombros em sinal de "Não to nem aí".
- Se eles bagunçarem essa casa amanhã, — Falava o tio, com os bigodes balançando. — No verão você morrerá de inanição! — Gritou o tio, com a respiração rápida.
Harry se limitou a assentir.
- É só isso? — Perguntou ele, fazendo menção de se levantar.
- É claro que não, moleque! — Bradou o tio, agora deixando a cor púrpura para uma esverdeada.
- Não quero que você abra essas janelas nem por um segundo, me entendeu, moleque?
- Entendi. -Foi a resposta do sobrinho, agora se levantando e se dirigindo às escadas.
Os tios lhe fizeram uma cara de quem pensasse que ele era uma aberração e o primo estava encolhido em uma poltrona na sala.
Ao chegar a seu quarto, Harry se deparou com uma Hedivirges empoleirada no peitoril da janela. O menino sem hesitar abriu completamente a janela deixando a coruja entrar. Ele observou-a melhor e viu dois pergaminhos na patinha dela. Ele desamarrou os dois papéis da pata do animal e deu três nozes como recompensa.
O menino analisou os dois Pergaminhos e abriu o que intitulava o nome de Rony.
A medida que o garoto foi passando os olhos pelo papel, sua expressão mudou de alegre para desesperado.
O menino contava na carta que por motivos de segurança máxima, a família toda Wueasley tiveram que se ausentar da toca, pois estavam em perigo iminente por conta daquele que não devia ser nomeado. Eles se transferiam para a sede da ordem da Fénix. O estômago de Harry afundou. Ele iria ter que voltar para a casa onde conviveram dois anos com o padrinho? Ele não iria agüentar.
Mas ele tinha de agüentar, porque, era a segurança de sua FAMÍLIA, que, ele considerou desde os doze anos de idade que estava em risco.
Rony contou também que ele estava preocupado, pois Hermione, não dava notícias desde o começo do verão. O menino achou aquilo estranho. A garota sempre os mandava cartas e agora que ele percebera melhor, fazia quase um mês que nenhum dos dois recebia nenhuma carta da amiga.
Harry dobrou cuidadosamente a carta e colocou-adentro do malão de viajem. Foi então que ele se deparou com o segundo pergaminho, ainda estendido na cama. Ele o abriu com cuidado e leu o nome delirante na etiqueta:
Luna Love Good! O garoto ofegou. Como ela tinha conseguido o endereço do menino?
Ele passou os olhos na carta e deu um sorrisinho debochado a medida que lia.
A menina contava que ela e o pai, foram em mais uma de suas viagens procurarem sabia lá o que de bufadores de chifres enrrugados. Ele dobrou a carta também, e colocou junto com a de Rony.
Ele olhou para a parede e viu que já marcavam 18h00mi. Dali a alguns minutos era hora do jantar. Ele não estava com fome. Queria só que chegasse o dia seguinte logo e estivesse livre da prisão dos Dursleys.
Ele ouviu novamente o grito conhecido e desceu às escadas sem vontade. Vinte minutos depois, tinha terminado o jantar e ainda lhe sobrara os pratos para ele lavar.
Os tios e o primo já estavam se preparando para a viajem. Tia Pe túnia estava com uma expressão: Vamos dar o fora daqui rápido". Dudley estava nervoso, como que se algo fosse ocorrer ali mesmo.
Tio Valter corria da pequena saleta e trazia três grandes malas pesadas.
Harry os encarou e o tio olhou para ele com o olhar carregado de uma raiva impressionante:
- Até um dia, moleque. — Foi o que conseguiu dizer. Os seus únicos parentes de sangue, o odiavam. Isso era fato desde que ele nascera. E o menino nem se importava. Harry ouviu o bater de portas do lado de fora da casa e deduziu ser o tio batendo a porta de seu bonito, e luxuoso carro do último tipo, que no dia que ele o comprara, fizera questão de mostrar para a esposa e filho do lado de fora da garagem para todos os vizinhos ficarem com inveja e o tio se demorou mais nas frases: "Querida, sente o ar condicionado que ele tem?" -Exclamava ele, olhando fixamente para o outro lado da rua.
A mulher dava saltinhos de felicidade e o primo estava com a boca escancarada.
Ao terminar o trabalho da louça, o menino subiu a escada e entrou no quarto.
Ele mandou as ordens dos tios às favas e escancarou a janela do quarto. Naquela hora o céu estava um azul vivo. Harry contemplava as tímidas estrelas que começavam a despontar no horizonte. Ele se desviou da janela e desceu novamente às escadas abrindo a casa toda. Não suportava mais aquela sensação de iminente sufocamento. Subiu novamente em seu quarto e se sentou de frente à escrivaninha. Apanhou um dos profetas diários que estavam empilhados encima da mesinha de madeira. Ele foi folheando rapidamente. Estava tentando procurar qualquer notícia sobre você sabe quem, mas não obteve sucesso. Ele foi amassando jornal por jornal, e jogando na já enorme pilha de lixo que tinha no quarto. Ele olhou para cima e viu que o relógio marcava já 22h00min. Ele se levantou e espreguiçou-se gostosamente. Apagou a luz do quarto e deitou, dormindo quase instantaneamente.
Ele se viu em um lugar escuro, onde não conseguia distinguir nada. Tudo o que via era uma sombra horrível projetada em uma parede. Ele olhou para os lados e viu uma pequena porta preta. Encaminhou-se até ela e fez força para abrir. Não foi muito difícil, pois a madeira era gasta e só com uma investida a porta já cedera. Ele levara um susto ao adentrar o aposento. Ele via Hermione no chão, pedindo clemência. Viu também Valdemorte, que naquele momento o encarava frente a frente.
- Hora, hora, Potter, não acredito que nós nos reencontramos! E graças a sangue ruim! Como é bom matar duas presas de uma vez.
Hermione chorava silenciosamente, encolhida em uma parede. Harry fez menção de ir ajudá-la mas Valdemorte foi mais rápido. Apontou a varinha para o garoto e gritou, com a voz numa alegria incontida:
- Avada Quedavra!
Harry acordou suado e com dores na cicatriz. Sentou-se na cama rapidamente. Apanhara seus óculos na cabeceira e olhava para o meio do quarto. Olhou para o relógio que marcava 08h45min.
Ele pulou da cama e foi até a cozinha. Fez um leite com torradas e começou a comer. Enquanto comia, ia pensando no pesadelo. Será que estava acontecendo alguma coisa com Hermione. Ele juntou a carta que tinha lido do amigo mais cedo. Ela não tinha mandado nenhum sinal de vida, nem mandado nada de aniversário para Harry.
"Que será que aconteceu!" – Pensou ele, sorvendo o último gole de leite. Ele saiu da cozinha apressado. Subiu para quarto e apanhou o malão. Colocou a coruja de Edivirges encima da mala e saiu apressado do quarto. Foi até ao Hall de entrada. Olhou no relógio mais uma vez. Eram 08h55min.
- Estão quase chegando! – Pensou ele, ansioso.
- Cinco minutos depois, um sr Wueasley o abraçava com alegria.
- — Harry! Quantas saudades... –Disse ele, envolvendo o menino em um abraço de urso.
- É. Eu também estava com saudades do senhor, — Disse ele, se soltando do abraço.
- Bem, vamos? – Perguntou o sr Wueasley.
Harry ascentiu.
- Iremos de pó de flu? – Perguntou o menino, curioso.
- Não. – Vamos de carro. – Respondeu o sr Wueasley, sorridente.
- Meia hora depois, os dois já estavam no largo Grimald.
A sra Wueasley dera um abraço no menino tão forte que quase lhe sufocara.
- Ah, Harry! Querido! Que saudades...
O menino estava sentindo falta das pessoas que ele amava. Estava sentindo falta de sua Família.
- Rony está no quarto de vocês com Jinny suba até lá que eu lhe mandarei o café da manhã, querido. Aliás, você está muito magro!
Ele sorriu. Estava sentindo falta da proteção da sra Wueasley.
Ele subiu rapidamente às escadas. Estava morrendo de saudades dos amigos. Ao chegar ao último degrau, ouviu gritos no quarto.
- Você não entende nada sobre esse assunto, Jinny! – Disse Rony, aos berros.
- EU SOU AMIGA DE VOCÊS TRÊS! – Esbravejou a garota, ficando vermelha.
- EU SEI, MAS TEMOS PELO MENOS QUE ESPERAR O HARRY CHEGAR PARA FAZERMOS ALGUMA COISA!
- AH, CLARO, E ENQUANTO MIONE ESTÁ EM PERIGO, NÓS VAMOS FICAR PARADOS ESPERANDO HARRY CHEGAR!
O menino não agüentou mais ficar ali parado e entrou de supetão:
- Pronto, já cheguei, e posso saber por que vocês estão gritando assim? – Perguntou o garoto, olhando da ruivinha para Rony.
- Ah, que ótimo. Agora que Harry está aqui podemos discutir o assunto da Mione... –Disse Jinny, satisfeita.
- Bem, Harry, a Mione não tem respondido nenhuma carta que eu e Jinny temos lhe mandado durante o verão.
- É. Nem um presente de aniversário ela me mandou.
- ENTÃO A COISA É SÉRIA! – Disse Rony, com a expressão preocupada.
- Já sei! – Disse Jinny, se levantando rapidamente.
- O quê? Perguntou Rony, olhando para a irmã.
- No mundo dos trouxas tem um aparelho que dá para conversarmos s à distância! Acho que é o... Felefone!
- Telefone, Jinny, você quis dizer. – Disse Harry.
- É! Isso!
- Alguém tem o telefone da casa da Mione aí?
- Eu tenho... – Disse Harry, revirando a mochila. Em algum lugar...
- Achei! – Disse o menino, abrindo um livro da escola. Aqui!
- Ótimo. E agora? Onde vamos ligar para Mione, porque nós não temos eletricidade nem um telefone.
- Ta Rony. Nós temos que encontrar um orelhão.
- Um o quê?
- Um orelhão é um telefone público, onde todos tem acesso.
- — Ótimo. E o que estamos fazendo parados aqui ainda? Vamos!
Os três saíram desabalados do quarto. Ao chegarem na porta de entrada, a sra Wueasley saía da cozinha.
- Aonde vocês pensam que vão? – Disse ela, séria.
- Vamos ligar para Mione, em um... um...
- Orelhão, seu tonto! – Disse Jinny, querendo sair dali rápido.
- Nem pensar! Vocês vão tomar café e não podem sair na rua por própria segurança de vocês.
- O quê, mãe, não, tem de ir! Mione corre perigo! – Exclamou Rony, olhando para a mãe desesperado.
Naquele momento, Tonks apareceu com uma pilha de roupas nas mãos
- Onde eu coloco essas roupas, Molly?
- Pode colocar no quarto dos meninos, por favor, Respondeu a matriarca, ainda de olho nos filhos.
Harry teve uma idéia.
- E se tonks fosse com a gente, sra Wueasley?
- Fosse? Fosse onde? – Perguntou a auror curiosa.
- No orelhão ligar para Mione. Faz quase o verão todo que nós não temos notícias dela. Respondeu Jinny.
- Terei o maior prazer em acompanhá-los, se a mãe de vocês deixarem.
Os três olharam para a sra Wueasley, na espectativa.
- Está bem, vocês venceram!
Os três fizeram cara de alívio.
Harry abriu a porta da frente para os outros passarem, e antes que todos saíssem, a sra Wueasley gritou:
- Mas se não voltarem em vinte minutos mando o seu pai ir buscar vocês!
O grupo virou a próxima esquina, a procura do tal orelhão.
- Vocês tem ideia de onde possa ter esse... esse...
- Orelhão, Rony.
- Eu sei. – Respondeu Tonks apertando o passo. Ontem quando eu vinha para cá, passei na frente de um e liguei para minha família, para ter notícias, sabe. Estamos vivendo tempos malucos...
- Alí tem um! – Brandou Harry.
Ron e Jinny fizeram caras assustadas.
- Como... Como se usa isso? – Perguntou Jinny, curiosa.
Tonks apanhou o fone e pediu para harry lhe dar o número.
- Está chamando... – Disse ela.
Rony, Harry e Jinny estavam torcendo para atender.
- Alô?
- Ron e Harry estavam ansiosos.
- Eu poderia falar com a srta Hermione Granger?
- Quem gostaria? – Perguntou a voz feminina do outro lado.
- Meu nome é Tonks, sou amiga dela.
- Só um minuto, vou chamá-la.
- E aí! – Perguntou Rony, nervoso.
- Foram chamá-la. – Respondeu Tonks esperando.
- Alô? Mione?
A linha continuou muda.
- Alô!- Gritou a auror.
- Droga! Ficou mudo!
- E o que faremos agora? – Perguntou Harry, preocupado.
- Teremos de ir na casa dela. Hoje mesmo se possível. Sinto que algo está acontecendo. Pela voz da moça que me atendeu.
- Ah,por Merlim, que será que está acontecendo com Mione... – Disse Rony, passando a mão nos cabelos ruivos.
- Bom, só há um jeito de saber, voltando para casa e indo na casa dela, respondeu Tonks, começando a andar.
Os garotos acompanharam-na apertando o passo. Ao chegarem no largo, encontraram uma sra Wueasley anciosa e um sr Wueasley preocupado.
- Graças a Merlim que vocês chegaram! – Disse a sra Wueasley dando um efusivo abraço nos três.
- Conseguiram notícias de Hermione? – Perguntou o sr Wueasley, esperançoso.
- Não. – Foi a resposta de Rony.
- Então temos de tomar medidas mais drásticas. – Respondeu o patriarca da família, sério.
- Nós iremos à casa dela descobrir o que está havendo, papai. – Disse o ruivo, olhando nos olhos do pai.
- Nem pensar! – Esbravejou a sra Wueasley. – Isso é dever dos aurores e não de vocês! A matriarca gritava tanto, que sua voz se misturou com a do quadro da mãe de Cirios.
- Mãe, por favor, deixe-nos ir, — Era Jinny quem pedia. Hermione corre perigo!
- E vocês pensam que também não correrão? – Perguntou ela, fixando os garotos.
- Claro que não, afinal, ela mora em uma casa de trouxas, não mora? Não há perigos das trevas lá. – Disse Rony, desesperado.
- Então está bem. Disse a mulher, vencida. Mas seu pai e eu iremos junto!
Os Wueasley juntamente com os garotos, se enfileiraram na lareira dos Black e foram, um a um na casa de Hermione
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