Harry Potter e a Destruição das Horcrux
2 Capítulo Dois: John Granger:
Notas iniciais
Ao baterem os pés no chão da casa da família Granger, eles se viram totalmente em um mundo diferente. A primeira coisa que Harry conseguiu avistar, foi a televisão sobre um raque pequeno e logo embaixo um aparelho de DVD. Do lado esquerdo, havia vários Porta-Retratos da própria Hermione. Eram fotos da menina pequena, recém nascida e já adolescente. Todos saíram da lareira e adentraram mais a casa. Viram alguém sair da cozinha e deduziram ser o Sr Granger ou a Sra Granger. Se aproximaram mais e viram o Sr Granger assustado por vê-los ali.
– Boa tarde, Sr Granger. — Começou o Sr Weasley.
–Boa tarde, Artur. -Respondeu o homem, sorrindo brandamente.
–Podemos conversar? -Perguntou o Sr Weasley, amigavelmente.
– Claro. -Respondeu o outro, dando passagem para os outros adentrarem mais o ambiente.
Acomodaram-se no sofá. O Sr Weasley abriu a boca para começar a conversa, quando foi interrompido pela campainha. O Sr Granger pediu desculpas e foi atender. Eles se entreolharam, até que ouviram a voz do recém chegado.
–Tio! Como vai? -Perguntava o sobrinho mais velho dos Granger.
–Ah, John! Que saudades! -Exclamou o sr Granger com alegria.
–Tudo bem com o senhor, tio? -Perguntou o jovem, fechando a porta.
O Sr Granger assentiu e foi conduzindo o sobrinho para a sala.
–Oh, o senhor está com... Visitas? -Perguntou, fitando todos os presentes detidamente.
–Na verdade, eles vieram visitar a sua prima.
–Ah! Eu também vim no mesmo intuito! Que saudades da Mi!
Rony instintivamente olhou para Harry, que arqueou uma das sombrancelhas.
–John, será que você poderia mostrar a casa para os jovens? -Pediu o tio.
–Claro! -Disse o menino, se dirigindo aos garotos.
–Venham comigo. — Convidou o menino, se dirigindo a área aberta da casa.
Rony e Ginny ficaram maravilhados com o pequeno jardim que havia ali. Gardênias, Gérberas, Glicínias, Hibiscos dentre outras maravilhas da natureza. Ginny anotou mentalmente de perguntar à amiga o nome daquelas flores. No meio do jardim, havia um enorme banco, onde todos se acomodaram. Depois de longos minutos de um silêncio constrangedor, foi John quem tratou de quebrá-lo.
–São vocês os amigos do acampamento que Mi comenta, não são?
Rony já estava chegando em seu limite. Ele não estava gostando da maneira que John se referia à amiga. E que história era aquela que a menina enventara de acampamento?
–Qual acamp... — Porém o ruivo não conseguiu terminar a frase. Sentiu um leve cutucão nas costelas, dado por Ginny, que percebera de imediato o que a amiga quis dizer com "ACAMPAMENTO".
Só os pais da menina saberem que ela era uma bruxa e precisava frequentar uma escola onde tivesse o devido ensino, já estava de bom tamanho. Os pais dariam um jeito para ocultar os meses que a filha estivesse fora. E esse foi o mais cabível.
Ignorando o cutucão da irmã, Rony respirou fundo e fez questão de responder ao menino e salientar o nome completo da amiga.
–Sim, nós somos os amigos de Hermione sim!
O garoto olhou para os outros, fazendo um sorrisinho debochado.
–Mas ainda bem que ela não vai mais nesse acampamento maluco. Meus tios finalmente caíram na real e vão tirar ela daquele inferno!
Rony, Harry e Ginny se olharam assustados. Hermione? Fora de Hogwartes? Aquilo era o fim!
–E porque ela sairia do acampamento? -Perguntou Ginny, tentando manter a voz calma.
–Porque aquele acampamento é um terror segundo os meus tios!
–Você já parou para pensar que nós somos amigos dela e que estávamos preocupados por ela não ter dado nenhuma notícia? -Agora foi a vez de Rony inquirir.
–Mas foi por isso mesmo que meus tios resolveram cortar contato com vocês. Quanto menos estarem se falando, menos minha prima vai lembrar que vocês existem. -Disse o menino sem emoção.
Rony se levantou com brusquidão. Ele agora havia chego em seu limite. Estava tão vermelho quanto os cabelos. Se os Sr Weasley não tivessem adentrado o jardim naquele exato momento, Rony tinha partido para agressão.
–Vamos, garotos. -Disse o Sr Weasley se dirigindo aos filhos.
Ao chegarem à sala, o Sr Granger estava pensando em como tirar o sobrinho dali.
–John, por favor, será que você poderia apanhar uns papéis no meu escritório?
O menino subiu às escadas e os sr Wueasley aproveitaram a oportunidade para saírem dali.
–Bem, então nos vemos, -Disse o Sr Granger ao Sr Weasley.
Todos juntos adentraram a lareira e gritaram: "LARGO GRIMALD!".
Ao chegarem à sala dos Black, os senhores Weasley juntamente com Tonks foram até a cozinha, e os outros três subiram para o quarto que Harry dividia com Rony.
Se sentaram na cama de Harry, quando Rony quebrou o silêncio:
–Vocês... Vocês viram a cara de tonto que tinha o primo da mione?
–Ah, Ronald, pelo amor de Merlim, até que ele não era de se jogar fora.
–Ah, Ginevra, faça-me o favor! Ele é um riquinho metido a idiota! -Bradou Rony, começando a ganhar o tom púrpura nas orelhas. — E desde quando chama a Mione de Mi?
– E desde quando nós à chamamos de Mione? -Devolveu a Ruivinha, desarmando o irmão.
Naquele momento a Sra Weasley havia adentrado o quarto e pedia a atenção dos três:
–Tenho notícias sobre Hermione. — Anunciou a matriarca.
–O que aconteceu, mãe? -Perguntou Rony, passando a mão nos cabelos nervosamente.
–Os pais dela não querem deixar a menina voltar para Hogwartes, por conta do enfrentamento que vocês tiveram com quem não se deve nomear ano passado. -Começou a mulher. -Eles querem proteger a filha ao máximo, e foi essa a maneira que encontraram de fazê-lo.
–Então ela não vai voltar? -Perguntou Ginny, com a voz embargada.
–Seu pai e eu, tivemos uma conversa muito séria com o Sr Granger. Apontamos os motivos mais importantes para Hermione continuar no colégio.
–Quais, por exemplo? — Foi a vez de Harry perguntar.
–Que Hermione era uma aluna de ótimo porte, que todos os professores à respeitavam, que ela era uma ótima monitora, -A mulher ia contando as qualidades da menina. -E, o mais importante, que vocês iriam sentir uma imensa saudade.
–E o que foi que ele disse, Mãe? -Perguntou Rony, interessado.
–Que iria pensar, meu filho. -Foi a única resposta da Sra Weasley. Ela saiu dali rapidamente, puxando Ginny junto com ela.
–E agora, Harry? O que faremos? -Perguntou Rony, se atirando na cama e passando a mão nos cabelos ruivos.
–O jeito é esperar, Rony. -Foi a resposta do amigo.
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