Harry Potter e a Destruição das Horcrux
5 Capítulo Quatro: Segunda Parte
Notas iniciais
– Harry! Harry! Corre! Hermione... A amiga de vocês!
Os quatro não esperaram mais. Saíram na direção em que o loirinho corria e, se depararam assustados na cena que viam.
Malfoy prendia Hermione em um canto do vagão, apontando ameaçadoramente a varinha para a menina.
Harry, Rony, Ginny estacaram. Malfoy sentiu a presensa de pessoas ali e se virou com brusquidão.
–Ah! Vieram assistir o espetáculo? Eu acabando com mais um sangue sujo? -Eles não servem para nada mesmo! -Ele tinha um sorriso irônico em seu rosto pálido.
Hermione estava com medo. Não só dela própria ser atingida por um feitiço imperdoável, mas pelos amigos também. O que à acalmava, era saber que eles estavam equipados com suas varinhas e podiam se defender livremente.
–Ela é uma imunda da qual os amigos vieram salvar. -Malfoy debochou.
Harry ia fazer um movimento para socá-lo, mas Rony foi mais rápido. O loiro não teve tempo de continuar o discurso ofensivo, por conta dos punhos de Rony. Os dois agora brigavam seriamente. Eles se agrediam sem saber onde estavam acertando. Rony acabava com o rosto pálido de Draco. A cada soco, ele pontuava sua raiva mais profunda:
–Nunca... Mais... Diga... Isso... Sobre... Mione!
Malfoy percebendo que não teria saída, fez menção de apanhar a varinha para lançar um feitiço em Rony. Mas o garoto foi mais rápido e deu um soco final no loiro que, caiu sem forças.
–Não sabe nem fazer uma luta limpa, Malfoy! -Exclamou ele, se levantando.
Draco Malfoy se levantou com o olho roxo e o nariz sangrando. Passou como um furacão por entre as pessoas. Antes de sumir corredor a fora bradou:
–Vão me pagar! Todos vocês!
–-Vamos voltar para o nosso vagão? -Propôs Luna.
Todos saíram rapidamente dali. Ao se acomodarem nos bancos, Harry quebrou o silêncio:
–O que aconteceu para o Malfoy te prender daquela forma, Hermione?
–Bem, ele... ele... Ameaçou matar os meus pais. -Ela conseguiu concluir, olhando para o chão.
–E o que foi que você disse? -Perguntou Luna, desviando a atenção do Pasquim.
–Não deu tempo de eu dizer nada, pois ele me prendeu na parede. -Respondeu a menina.
–EU MATO AQUELE LOIRO AGUADO! -Exclamou Rony, batendo os pulsos na lateral do banco.
– Calma, Maninho. -Disse Ginny, olhando fixamente para o irmão. -A surra que você deu nele já rendeu a tarde, não é, Harry? O menino assentiu e olhou para os sapos de chocolates, esquecidos no banco vazio.
Começou a distribuir para os amigos.
Eles comeram tranquilamente, sem novos problemas no decorrer da viagem. O dia foi se mostrando noite e as primeiras estrelas se anunciavam no céu.
–Bem, meninos. -Era Hermione, que fechava um grosso livro que pegara duas horas antes. — Acho que já está na hora de colocarmos as vestes. -Ela se levantou e foi seguida por Ginny e Luna. Assim que elas saíram, os meninos trataram de se trocar também.
Cinco minutos depois, todos já estavam juntos com as suas respectivas vestes.
O trem foi diminuindo a velocidade, e eles foram apanhando seus pertences. Os alunos foram descendo afobados, quase correndo. Harry, Rony, Hermione, Ginny, Luna e Neville foram os últimos a sair. Foram, como todos os anos, cumprimentados por Hagrid, que não conseguia esconder a alegria de vê-los. Os seis procuraram uma carruagem para ficar. Sentaram-se na primeira que viram e se acomodaram, em rumo a querida escola de Magia e Bruxaria de Hogwartes.
Fale com o autor