Harry Potter e a Destruição das Horcrux
6 Capítulo Cinco: Hogwartes:
Notas iniciais
O salão principal já estava apinhado de alunos. Rony, Harry, Hermione e Ginny, já estavam acomodados em seus respectivos lugares. Na mesa dos professores, Dumbledore observava o salão, esperando o silêncio total. Assim que todos perceberam o olhar sério do diretor, trataram de ficar em total silêncio.
–Boa noite. -Disse Dumbledore, calmamente. Como bem sabem, estamos vivendo tempos sombrios e quero lhes pedir, se for possível não tenham rancor de seus colegas de casas, este ano, tentem se socializar mais e criar vínculos com os outros alunos. -Ouvia-se murmúrios de indiguinação. O diretor interviu e pediu silêncio.
–Como eu ia dizendo, Teremos normalmente os times de quadribol; Infelizmente, às visitas à Hoguismead serão restritas. -Todo o salão entrou em um mar de protestos.
–Silêncio! -Bradou o diretor, sério.
Mas, por outro lado, teremos um torneio de quadribol entre as delegações de Beauxbatons e Durmistrang, e nossa escola, é claro. Os jogos marcados estarão no painel dos professores, para quem estiver interessado em participar. As delegações chegarão no final desta semana. O diretor se sentou, fazendo um sinal quase que imperceptível para a professora Mc Gonagall, que, com um aceno de varinha, fez aparecer o velho chapéu selecionador juntamente com o banquinho onde os primeiranistas aguardavam a seleção. Os alunos foram formando a fila, que, naquele ano, estava média. De onde estava, Harry podia reparar nos rostinhos amedrontados e ansiosos dos alunos. Ele se lembrou de quando entrou em Hogwartes, no quão novo aquilo tudo era para ele, e para aquelas crianças não era diferente. Ele tinha certeza, de que metade delas estavam com medo de estarem na casa menos desejada de todas. Sonserina. Rony, por sua vez, queria que aquilo acabasse logo. Ele estava faminto e não sabia se iria aguentar por mais muito tempo.
Zac Philipes! -Exclamou a professora, aguardando o destino do aluno. Assim que ele foi mandado para a Lufa-Lufa, a professora fez com que o material sumisse.
Dumbledore se levantou e anunciou que o banquete poderia ser, finalmente servido.
Travessas de tortas, salgadinhos, assados, entre outras delícias foram magicamente para as mesas dos alunos. Rony foi o primeiro a atacar, sendo seguido por um olhar mortal de Hermione.
Harry fitava o salão. Foi então que ele reparou, na mesa dos professores, uma cadeira vazia. Viu o restante dos professores ali, conversando calmamente e se perguntou mais para si do que para os amigos:
–Onde está o professor Snape?
Rony, Hermione e Ginny, descansaram os talheres nos pratos e fitaram o amigo curiosos.
Hermione se virou para onde o amigo olhava e arqueou uma sombrancelha.
–Estranho... -Disse, entrementes. Eles foram cortados de seus pensamentos por Nick quase sem cabeça, que havia aparecido para cumprimentar os primeiranistas e os alunos já existentes. Fez um aceno de cabeça para os quatro, sendo retribuido por um sorriso de Hermione.
Os primeiranistas, que comiam com vontade, ao perceberem a presença de um fantasma ali, se impertigaram no estreito banco de madeira. Algumas, que eram de "PURO SANGUE", , era como costumavam chamar os bruxos inteiramente mágicos, já estavam acostumadas com a presença dos fantasmas, pois os pais lhes alertaram desde cedo. Porém, a maioria eram mestiças ou "TROUXAS", como o mundo da magia costumava chamar as crianças que eram filhas de pais não mágicos. Aquilo para elas era totalmente novo. O único jeito que elas conheciam os fantasmas era por desenhos ou mitos. Aquele mundo para eles era, literalmente, uma caixinha de surpresas.
Meia hora depois, os monitores, incluindo Hermione e Rony, já direcionavam os primeiranistas para seus dormitórios. No meio do salão, Rony foi interpelado por Mc Gonagall:
–Weasley, venha à minha sala.
Rony olhou para Hermione. Os dois já sabiam de antemão o que a professora queria com o ruivo. Hermione sorriu para o amigo em sinal de força. Rony sorriu de volta, e seguiu a professora salão a fora. Hermione continuou direcionando os alunos, enquanto Harry saiu dali às pressas. Pegou todos os atalhos que ele conhecia até o sétimo andar e chegou ofegante até o quadro da mulher gorda. Ele precisava estar sozinho. Queria pensar e foi com desânimo que disse a senha para o quadro, que, se abriu para o jovem passar. Ele sentou-se na conhecida poltrona, e começou a pensar em sua vida. Se voldemort não tivesse assassinado seus pais quando ele tinha apenas um ano de idade, ele poderia ter sido feliz ao lado deles. Quem sabe teria irmãos ou irmãs e não seria a criança solitária e infeliz que fôra até os onze anos de idade. Foi tirado de seus devaneios pela entrada de Hermione e o restante dos alunos. Ela mostrou onde se encontrava o dormitório dos primeiranistas e viu o amigo ali, pensativo. Foi até ele e chamou, baixinho:
–Harry...
O menino ergueu a cabeça e olhou para a amiga.
–Onde está o Rony? -Ele tentou fazer a voz mais descontraída que conseguiu, porém, não obteve sucesso.
–Me diz, o que aconteceu? -Perguntou a amiga, se sentando de frente para ele.
Harry se perguntava como a amiga o conhecia tão bem. Ele não conseguia enganá-la nem que ele quisesse. Ele então confessou tudo o que estava sentindo e contou sobre o pesadelo que tivera ainda na casa dos tios.
Ao término da conversa, Hermione estava preocupada. Ela já ia repreender o amigo por abrir a mente para Voldemort explorar, quando o quadro se abriu e Rony entrou, exausto.
–Rony, Exclamaram os dois amigos, em uníssono.
O menino se sentou ao lado do amigo e quando Hermione ia abrir a boca para perguntar como tinha ido a conversa com a professora Mc Gonagall, o ruivo fez sinal para a amiga fazer silêncio.
–Se acalmem. Começou. A professora só me deu uma detenção. -Disse ele, olhando do amigo para Hermione.
–Tudo por culpa daquela doninha albina! -Explodiu Harry, com raiva.
–Não, a culpa é minha! -Disse Hermione, se levantando. -Se eu não... -Chega! -Exclamou Rony, nervoso.
–Hermione, a culpa não é sua. É dele, só dele, por ser um idiota que não tem moral. E você sabe, que se tratando de você, Harry, meus irmãos e família em geral, fico uma fera quando alguém ofende um de vocês!
–Rony sabia que aquilo em parte não era verdade. É claro que defenderia sua família se fosse preciso e o melhor amigo, porém, Hermione, não foi só por a amizade de longa data. Rony sabia que sentia algo pela a amiga, e não era só amizade. Era amor, e amor verdadeiro. Ele só não queria admitir.
Hermione, sorriu para o amigo, levemente.
Rony sorriu de volta, feliz por ela ter entendido o seu lado.
–E o que você irá fazer? -Perguntou Harry, franzindo o cenho.
–A professora me pediu para pulir os troféis da sala do Filch.
Os dois amigos arquearam as sombrancelhas descrentes.
Hermione sabia que teria detenções muito piores, mas ter de aturar a companhia entediante do inspetor Filch não era nada fácil. Mas o que ela poderia fazer?
Hermione se levantou e anunciou que iria dormir. Desejou uma boa noite para os amigos e sumiu escadas acima.
Os outros dois, resolveram seguir o exemplo da amiga, indo dormir também. O salão ficou completamente vazio, a a espera de um novo dia e alunos ansiosos para o primeiro dia de aulas.
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