Harry Potter, Um Conto Nada Infantil
20 Capítulo 20
Notas iniciais
— Docinhoooo iuhuuuuuu – disse Lockhart – vamos acordar?
— Bom dia meu gatinho manhoso – respondeu Dumbledore entre bocejos.
— Sabe que dia é hoje? – perguntou o noivo.
— Um dia antes do nosso casamento – disse Alvo ainda com sono.
Quando se tocou deu um pulo da cama e escondeu-se no banheiro.
— Meu ursinho – disse Gilderoy – o que foi?
— A gente não pode se ver um dia antes do casório! Dá azar, meu quindim! – guinchou Alvo.
— Mas como vamos fazer para não nos vermos? – questiona Gilderoy
— Não sei, mas saia daqui e vá comer. Depois que acabar me mande um patrono e aí desço para o café.
— Ok chuchu – disse ele – amo você!
— Também te amo paçoquinha! Agora vai!
***
Dois dias antes
— Krum, é aqui – sussurrou Hermione.
— Será que não é perigoso? – diz Krum.
— Se for quem eu penso, não vai estar aqui – afirma a garota.
Eles entram no local e vasculham tudo por um tempo.
— Achou algo? – pergunta Viktor.
— Nada e você? – responde Mione.
— Nada também.
— Então só falta mais uma coisa pra testar.
— Tem certeza? – diz ele nervoso – e se isso tentar me atacar de novo?
— Se o que penso for verdade, nada vai acontecer – afirma ela.
Hermione ficara foleando as páginas dos livros da sessão reservada (nada como abordar Gilderoy depois de um sexo com o noivo para conseguir assinatura) por horas até que conseguiu encontrar uma forma de acabar com tudo isso.
Funcionava como uma Horcrux só que se a pessoa já estava morta ela precisou da ajuda de alguém. Quem será que ajudou? O que seria essa Horcrux? Depois você se preocupa isso, o importante é saber como destruir. O livro dizia que somente o veneno de Basilisco funciona, mas se a pessoa não está viva não deve funcionar. Tem que ter outra forma!
Ela continuou procurando e de repente sua mão vai inconscientemente ao colar. A ficha cai na hora quando percebe que não se lembra de como conseguiu aquilo e se lembrou da coisa mais clichê de todas e que poderia funcionar.
— Ok – diz ele – confio em você.
Hermione tira o colar e se sente incrivelmente leve e pela primeira vez em meses ela se sente como si mesma.
—Tá com vontade de transar? – pergunta Krum.
— Não – diz ela – Não aquela vontade louca, só a minha mesmo.
— Quer me matar? – continua.
— Também não.
— Então você estava certa.
—Sim, mas é só alguém encostar o dedo nisso que dá livre acesso para ela possuir.
— Como vai destruir?
— Eu pensei em algo, mas não sei se vai funcionar.
— Bem, tenta.
— Você foi meu primeiro beijo, no baile – começa ela – Então seu beijo deve tirar a maldição.
Krum pensa em rir, porém como a situação era séria se conteve.
— Ok.
Hermione põe o colar novamente.
Ele se aproxima da garota, pega no rosto e a beija nos lábios.
— Sentiu alguma coisa?
— Não. Desculpa.
— Deve ser porque a gente não se ama – replica Krum – você tem que fazer isso com uma pessoa que você ama e que te ame de volta.
***
Os dois se separam e se olham ainda processando o tinham acabado de fazer. Ron fala primeiro.
— Eu não aguento mais você me ignorando. Minha vontade de ter só aumenta e se eu fosse esperar você falar algo eu ia morrer, porque nós dois somos orgulhosos só que você é mais e nunca ia fazer nada. Então eu vim aqui pra dizer tudo o que sinto.
Hermione não conseguia dizer nada. Ron realmente a deixava confusa e agora ele havia lhe beijado e estava prestes a se declarar.
— Eu perco a gravidade quando estou perto de você, eu perco a sanidade quando ficamos sozinhos. Dormir com você era tão bom e tão reconfortante, eu me sentia em casa. Eu me sinto em casa com você Hermione. Não fui o seu primeiro homem, mas eu quero ser o próximo e sei que posso te fazer feliz apesar de todas as diferenças. Eu preciso de ti mais do que eu pensava precisar. Então eu só tenho uma última coisa a fazer.
Ele se ajoelha, segura as mãos dela e diz:
— Hermione Jean Granger, você aceita ser minha namorada?
Com as lágrimas escorrendo levemente pelo rosto, Hermione se ajoelha de frente para Ron.
— Você é a pessoa mais incrível que eu já conheci – diz ela — será uma honra ser sua namorada!
Os dois riem entre lágrimas e se beijam novamente. Depois eles se abraçam e Mione se lembra de um detalhe. Sabia que deveria contar a Ron, porém agora não era o momento, ela poderia dizer amanhã. Os dois se deitam na cama e adormecem instantaneamente.
***
Já é sábado de manhã e a escola já está sendo arrumada para o casamento de Dumbledore e Gilderoy. Todos estavam agitados e desesperados para arrumar uma roupa para a ocasião. Por todo lado eles viam o pessoal da decoração enchendo o castelo de flores rosa claro e lavanda. As portas do Grande Salão estavam fechadas e só se abririam na hora do casamento. Sendo assim, todos tomaram o café em suas salas comunais.
Hermione e Ron desceram de mãos dadas do dormitório feminino e todos que já havia acordado e estavam comendo aplaudiram o casal. Fred e George conjuraram confetes e serpentinas douradas e vermelhas quando eles chegaram ao pé da escada.
— FINALMENTE! – disseram juntos.
— Achei que vocês se assumiriam somente quando chegassem no último ano – disse George.
— Haha – diz Ron – engraçado você.
— É sério! – completou Fred – a gente tinha vários planos arquitetados para fazer vocês admitirem e pararem com o cu doce.
— Que recepção legal hein – diz Gina passando entre os gêmeos – se vocês me dão licença, tenho que parabenizar minha cunhada e meu irmão.
— Gina! – diz Mione – Vai ser ótimo ser sua cunhada!
— Eu tô com fome amor – diz Ron – Depois vocês duas conversam, terão tempo pra isso.
— Eu também tô varada de fome – diz ela – Vamos.
Harry vem descendo as escadas do dormitório e Gina vai até ele e o beija.
— Bom dia – diz ela.
— Bom dia – responde Harry – O que perdi?
— Romione assumiram – diz Parvati.
— Ro o que? – pergunta o garoto.
— Romione – diz ela revirando os olhos – Ron + Hermione.
— Vocês tem que parar com essa mania de juntar nomes – comenta Dino chegando até eles e passando um braço em volta do pescoço da Parvati.
— Tá bom viu Dinati – diz Gina rindo.
— Tá vendo! – exclama Dino.
— Vamos comer logo, porque ainda tenho que ver com as meninas que roupas usaremos hoje à noite – diz Parvati.
— Estará perfeita como sempre – responde Dino e em seguida da um beijo na namorada puxando-a para a mesa.
***
Dumbledore e Lockhart passaram o dia anterior todo se evitando para não dar azar. Hoje cada um ficara em seu aposento se preparando com uma equipe que se auto intitulava de “Beleza do Homo – tudo para o seu dia D”. O dia passava e as garotas ficavam escolhendo suas roupas, umas tentando combinar com a decoração, outras tentando combinar com a do namorado e por aí vai. Na hora do almoço todos já estavam mais descontraídos e faziam piadas sobre a roupa que os dois usariam.
— Não tendo um chapéu de plumas vindo das ilhas canárias está ótimo – comenta Lino.
— Verdade – completa Simas – mas seria melhor do que eles darem a louca e usarem cueca de oncinha.
— Isso fica pra lua de mel – diz Parvati se juntando a eles.
Agora faltavam 4 horas para a cerimônia e as garotas estavam loucas para arrumarem espaço para se aprontarem. Hermione guardara o colar dentro de uma caixinha e usara vários feitiços para protegê-la. Depois que todas as meninas tomaram banho, ela foi tomar o seu e quando voltou ao quarto, estava um fuzuê de maquiagem e roupas na sua cama, mas por sorte, a caixinha estava lá. De hoje a noite você não passa sua vaca.
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