Harry Potter, Um Conto Nada Infantil
21 Capítulo 21
Notas iniciais
Hermione não achou necessário chamar atenção, principalmente neste dia, portanto escolheu um vestido amarelo bebê, e prendeu os cabelos. Todos estavam fervorosos diante do casamento que ocorreria de noite, porém Hermione tinha assuntos mais importantes: primeiramente ela teria que ir à procura de Ron e supervisionar a roupa do garoto, pois o gosto da sua mãe e do dele próprio não eram confiáveis e segundo, teria que arquitetar algum plano para se certificar da sua desconfiança do colar que sempre usava.
Ela foi até o dormitório dos meninos e bateu na porta. Ron abriu e estava só de calça. Hermione sentiu o rosto corar.
— Você é a minha namorada! Não tem porque ter vergonha – ele sorri e a puxa para um beijo.
— Estamos aqui também, sabiam? – diz uma voz.
Somente então Hermione se depara com Harry e Neville mais ao fundo. O casal se separa, encabulados.
— Ainda bem que pararam, eu já estava segurando a tocha aqui – diz Neville tristonho.
— O que você quer afinal? – pergunta Ron a Hermione.
— Vim me certificar de que você vai usar uma roupa apresentável.
— Roupa pra que?
— Para a cerimônia de casamento, e depois para o baile.
— Ah sim! Minha mãe fez um suéter especial para eu usar hoje. Olha só – ele caminhou até a cama e levantou um suéter do colchão. Ele era branco e havia uma escrita em dourado dizendo “Feliz Casamento”.
Hermione riu.
— Não posso usar isso! Eu ia ser a piada da noite – Ron sentou desanimado.
— Tenho certeza de que vamos encontrar algo mais adequado.
***
As portas do Grande Salão estavam abertas e as mesas foram retiradas, restavam somente os bancos que foram postos virados para a frente, onde ocorreria a cerimônia. O Salão se enchia rapidamente, e o casamento iria começar dentro de 15 minutos.
Harry, Gina, Hermione e Ron estavam sentados lado a lado, esperando. Depois de procurar bastante, Hermione achou uma roupa de Harry mais social que serviu em Ron.
— Eu estava me perguntando – começou Harry – quem vai entrar como noiva?
— Talvez os dois – sugeriu Ron.
— Eu não sei dizer – disse Hermione.
Passados mais alguns minutos, todos os assentos estavam ocupados, e os alunos e professores começavam a ficar agitados.
Gilderoy então apareceu à frente, vestindo uma veste rosa, com longa cauda cheia de pompons roxos, sapatos de salto alto rosa choque, e um chapéu roxo decorado com uma comprida pena rosa que caía pelas costas do noivo até a cintura.
Até o padre, parado atrás do pedestal, vestia rosa e roxo. Todos os envolvidos combinavam com a decoração, e Gilderoy parecia ter orgulho disso. Ele estava nervoso, batendo o pé no chão, e quando a música de casamento começou a tocar deu um pulinho de felicidade.
A porta do Salão se abriu, e Dumbledore entrou. Todos pararam de respirar por um momento. O diretor usava um vestido branco, com decote até o umbigo, e havia jogado a barba para trás. O choque foi tamanho que vários alunos continuaram de boca aberta quando o diretor já havia percorrido metade dos bancos.
Gilderoy parecia encantado, colocava a mão no peito e começava a balançar a cabeça maravilhado, em seguida limpava as lágrimas com um lenço rosa choque. Quando ficaram lado a lado deram um selinho e sorriram. A cerimônia foi rápida para o alívio dos estudantes e antes que o padre pudesse dizer, Gilderoy esbravejou:
— Pode beijar a noiva! – disse agarrando a cintura de Dumbledore o puxando para perto, e os dois deram um beijo babado.
Todos levantaram, aplaudiram e gritaram, e pétalas de flor em massa começaram a cair do teto e cobriram tudo.
— ATENÇÃO! – gritou Gilderoy – Um presente para o amor da minha vida!
Do bolso das vestes tirou uma pequena caixa rosa, com um colar de pingente em forma de coração e colocou em volta do pescoço do amado.
— Como prova do meu amor.
Dumbledore começou a soluçar e a chorar loucamente. Gilderoy bateu palma para chamar atenção para si.
— Chega de choro, porque a melhor parte começa agora.
Com um aceno de varinha os bancos sumiram, as luzes de vela foram apagadas e substituídas por luzes de festa. No fundo do Salão foi posto um buffet com alguns aperitivos e do lado oposto apareceram pequenos quartinhos com um coração na porta, e no meio deles um grande, com uma porta rosa.
— O do meio está reservado para mim e meu chuchuzinho, os demais estão livres para quem quiser desfrutar das surpresas que encontrará lá dentro!
Uma banda entrou pela entrada principal e se dirigiu até o palco lá posto.
— E que comece a festa!
A banda começou a tocar e todos os alunos e professores foram para perto do som pular e dançar.
— Ei, Hermione! – chamou Ron – O que você acha de irmos para um daqueles quartos? – perguntou.
— Ai Ron, a festa começou agora. Calma.
— Tudo bem – disse meio triste – Já podem ir lá dançar, eu vou pegar umas bebidas.
— Eu vou com você – diz Hermione.
Harry e Gina se afastaram e Ron foi com Hermione até o bar.
— Querido, faz o pedido, porque tenho que ir no banheiro e já volto.
— Hm, vai – respondeu mau humorado, e Hermione se afastou — Por favor me diz que as bebidas são de graça.
— Não, são de graça, está incluso.
— Ah tá, obrigado. Então me dá dois copos com o mais forte que você tiver.
***
Hermione entrou no banheiro feminino, e estava na hora de colocar o plano para funcionar. Tinha somente uma menina no banheiro, e era o alvo perfeito, parado em frente ao espelho. Pansy Parkinson. A megera da Sonserina, estava parada em frente ao espelho chorando.
— Nossa o que aconteceu com você? – perguntou Hermione fingindo uma voz querida.
— Sai daqui Granger!
Hermione se sentou em um puf e suspirou.
— Sei que tivemos muitas desavenças esses anos todos, mas talvez eu possa ajudar.
— O Draco disse que não me quer! – ela começou a soluçar descontroladamente.
— Desilusão amorosa, é, isso dói. A sua sorte que estou aqui então.
Hermione colocou a mão na bolsa e de lá tirou o colar. Pansy olhou curiosa.
— O que é isso?
— Isso, tira de você toda a dor. Você nem vai mais pensar no Draco quando usar – Hermione esticou a mão com o colar para a menina – Pegue.
Pansy pegou o colar ligeiramente e o colocou em volta do pescoço.
— Não pense que isso faz eu te odiar menos Granger! – falou e saiu do banheiro batendo a porta.
“Agora é só ir atrás dela e ficar de olho no que acontece.”
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