Harry Potter - E Os Prisioneiros De Azkaban
1 Lorena Malfoy
Notas iniciais
Meu nome talvez seja o detalhe de menor importância nesta estória. Mas mesmo assim, devo me apresentar. Chamo-me Lorena Malfoy, e como vocês devem saber, sim, eu sou uma bruxa. Nascida e criada em Nova York, na America e não na clássica e pomposa Londres, como a maioria dos meus colegas bruxos. Também não sou do tipo, boazinha, por isso eu creio que a opção do chapéu seletor em me colocar na casa Sonserina foi deveras a melhor escolha. Agora me deixem falar um pouco do meu pai, sim Lucius Malfoy, aquele babaca que se casou com outra mulher ao invés de assumir o relacionamento com uma trouxa, sim. Minha mãe Cibele Smith, jamais frequentou uma escola de bruxaria na vida, mas infelizmente se apaixonou por um bruxo. Que hoje sequer admite a ideia de ter uma filha meio bruxa meio trouxa, ou o que ele enche a boca para chamar de SANGUE-RUIM. Pois bem, agora me deixem contar um pouco da historia da minha vida.
Quando eu ainda era uma menina, minha mãe recebeu a minha carta de Hogwarts. Cibele me instruiu sobre todas as coisas que eu deveria saber antes de embarcar naquele trem. Aquela pequena criança, ou seja, eu, mal sabia o que lhe esperava. Todas aquelas coisas incríveis e mágicas as quais eu conheceria assim que chegasse a plataforma 9 3/4. Mas nem tudo eram flores, e assim que entrei naquele trem, fui muito bem recebida por um completo idiota que eu sequer tinha ideia de que era meu irmão. Seu nome era Draco Malfoy, um alemão metido a besta, exatamente como o pai. O pirralho enjoado nem sabia quem eu era, mas tratou logo de começar com os insultos, sobre eu ser meio humana meio bruxa. Ótimo, aquele seria um ano longo, e foi. Fui escolhida para a mesma casa que meu adorável rabugento e nojentinho irmão. Mas a maioria não era tão irritante como ele, para minha sorte.
No primeiro ano, além de implicar comigo o tempo todo, Malfoy fazia questão de infernizar também a vida do garoto mais popular da escola de magia, o famoso Harry Potter, que segundo a lenda teria sobrevivido a um ataque de “você sabe quem” quando ainda era um bebê. Mas isso é outra historia, a questão é que tal bruxo mexeu mesmo com o orgulho do meu querido irmãozinho idiota. E passou assim a ser alvo de todas as armações e chateações de que Draco era capaz. Não somente ele, assim como os dois amigos de Harry, Ronald Weasley o ruivinho mais atrapalhado e bobo da escola, e a chatíssima senhorita “sabe tudo” Hermione Granger. Ok, no inicio eu não gostava nada daqueles três, por causa de toda a atenção que eles recebiam de todos, mas isso foi mudando ao longo dos anos.
No segundo ano, Draco já estava menos arrogante comigo. Isso depois de uma briga que tivemos em que eu jurei contar a todos em Hogwarts que seu paizinho adorado teve uma filha com uma trouxa. Assim ele me deixou um pouco em paz, e limitou sua atenção aos ataques constantes contra Harry, Ron e Mione. Quando Draco começou a ignorar minha presença na escola, confesso que me senti um pouco triste, afinal ele era a única família que eu tinha naquele lugar, e mesmo sendo a criança mais chata que eu conhecia, eu sentia falta de estar com ele. Além do mais, eu não conseguia fazer amigos, e os poucos que eu tinha se afastavam de mim sem motivo aparente. Foi assim que passei a apoiar seus ataques contra o grupinho de amigos inseparáveis, tentando fazer de um tudo para que Draco me aceitasse entre os seus amigos.
_Acha que vou agradecer pelo que você fez sua SANGUE RUIM? _lembro exatamente do seu tom mesquinho ao falar comigo naquele corredor.
_Eu disse a você onde eles estavam. _eu desejava muito sua aprovação. _Não disse?
_Não pedi nada a voce, agora sai da minha frente. _respondeu ele torcendo os lábios para cima como se tivesse muita raiva e nojo de mim.
_Não Draco, me escuta. _o segurei pelo braço.
_Como ousa me tocar sua imbecil? _Draco foi cruel e me empurrou fazendo com que eu caísse sentada no piso.
_Me desculpa Draco. _meus olhos se encheram de lagrimas, não entendia porque ele me tratava daquele jeito.
_Fica longe de mim sua, SANGUE RUIM... _ele se virou bruscamente e me deixou ali sozinha, chorando.
Meu coração ficava pequeno toda vez que Draco me tratava daquele jeito. O pior é que ele parecia mesmo me odiar. Mas eu não tinha culpa do que nosso pai tinha feito. Minha mãe se apaixonou por ele, mas Lucius apenas a usou em uma noite para satisfazer seu desejo mesquinho e cruel. E era eu quem estava pagando pelo erro dele.
Finalmente no terceiro ano eu alcancei parte da aprovação que buscava de meu meio irmão. Não me orgulho muito do que fiz, mas confesso que aquilo me deu bons motivos para ficar feliz. Draco me chamou certa vez em uma das salas que estava vazia, e me pediu para fazer algo.
_Mas porque acha que ele vai acreditar que eu gosto dele? _questionei sem entender porque diabos meu irmão achava que eu era capaz de conquistar o coração de um dos garotos da Grifinória.
_Por que ele é um paspalho, e nenhuma menina, a menos que tivesse algum retardo mental como você, se interessaria por ele. _disse andando ao meu redor. _Então, sabendo bem disso, ele não vai dizer não nem pra você. _Draco mexeu no meu cabelo loiro e Chanel.
_Não precisa ser tão grosseiro Draco... _revirei os olhos puxando meu cabelo. _O que vai fazer se ele for comigo até lá?
_Eu nada, mas sei quem vai fazer... _ele ria maleficamente. _Só que isso. Não é da sua conta, agora faça o que eu mandei... _assim ele desmanchou o sorriso e voltou a me olhar daquele jeito enojado.
_Depois disso você me deixa andar com você e os outros garotos? _sorri ingenuamente.
_Se conseguir convencer o Weasley a ir até a cabana talvez eu pense no seu caso. Agora some daqui... Esse seu perfume enjoado ta me embrulhando o estômago... _Draco se virou e escorou as mãos na mesa.
Quando sai daquela sala, corri ao meu quarto, vesti minha roupa mais bonita e me arrumei. O que fiz depois? Bem, eu procurei por Ronald Weasley nos corredores da escola, e o encontrei sentado à mesa, se embuchando de comida como sempre na companhia da metida da "SABE TUDO", ou como preferir, a Hermione. Parei atrás dele, e vi Hermione erguer os olhos assim como as sobrancelhas e perguntar:
_Tá querendo o que aqui? _disse ela fazendo com que Ron virasse o rosto me notando ali.
_Nada com você queridinha! _respondi no mesmo tom que aprendi com meu irmão. _Vim falar com o Weasley! _toquei o ombro do garoto que tinha glacê de bolo no queixo.
_Comigo? _disse mostrando o que mastigava entre os dentes.
_Sim! _sorri querendo mandá-lo mastigar de boca fechada. _Eu queria te dizer uma coisa, mas... _encarei Granger. _É segredo.
_Hã? _ele franziu a testa mantendo a boca aberta.
_Me encontra no corredor daqui a meia hora! E não se atrase tá bem? _toquei o queixo dele, com a ponta dos meus dedos. _Olha... _nem eu acreditei no que fiz em seguida. _Tem bolo no seu queixo. _levei meu indicador ate o risco de glacê e depois coloquei na minha boca encarando Weasley. _Prontinho!
Virei-me e sai dali, sem sequer entender que ideia absurda foi aquela, mas por algum motivo achei que poderia dar certo. Bom eu era um pouco mais velha do que Ronald, um ano ou dois talvez, e acho que a ideia de uma garota mais velha estar dando bola pra um menino mais novo devia ser excitante pra ele. E o pior de tudo é que funcionou, e logo estávamos sozinhos no corredor da escola, e eu pude confessar minha suposta paixão por ele. O paspalho apenas me ouvia com aquela cara de bobo, enquanto eu tocava aquele suéter horroroso que deveria ter sido feito pela mãe dele.
_Tá dizendo que gosta de mim? _perguntou uma coisa obvia que eu tinha acabado de dizer.
_Foi o que eu disse Ronny! _envolvi meus braços ao redor do pescoço dele. _Eu acho você uma gracinha! Desde o primeiro ano!
_Jura? _a voz dele pareceu ficar tremida.
_Aham! Mas a escola não é o melhor lugar pra agente falar sobre isso... _aproximei meus lábios dos dele.
_E... O que... Você sugere? _ele parecia assustado.
_Me encontra na cabana dos gritos! Amanhã.
_Na ca... bana? Dos gritos? _de repente o garoto parecia ter ficado gago.
_Isso! Não deixe de ir... _aproximei um pouco mais meu rosto do dele, e então fingi que o beijaria, mas apenas desviei meus lábios e toquei suas bochechas.
Depois disso, vendo seu estado de paralisia momentânea, eu sorri e me afastei, esperando que meu plano de atração funcionasse. Se não, eu ficaria mal com Draco, e isso não poderia acontecer de jeito nenhum.
Fale com o autor