Notas iniciais
Não demorei nada dessa vez viu?! Então, não betei este capítulo só escrevi e postei espero que gostem! Não ficou assim a lá J.K Rowling mas... É o que deu pra fazer! Espero que gostem! Tem mais continuação pra essa parte! Beijos

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Saímos em um andar vazio por onde seguimos sem dizer uma palavra, apenas nos apressamos a avançar o corredor aproveitando o silencio. Sirius seguiu a um passo a frente me conduzindo sendo que ele já conhecia bem aquele lugar. O olhando pelas costas mesmo que não fosse a suas, eu me pus a pensar no risco que ele estava se colocando por minha causa, ou pelo meu irmão e ele sequer sabia desse detalhe. Toda aquela fama de homem mal, de badboy nos tempos dos marotos, o Sirius galinha, o almofadinhas que vivia aprontando com os outros, o bobalhão, nada daquilo tinha espaço na minha mente naquele momento, eu só conseguia enxergar o Sirius Black, corajoso, integro e honrado que estava bem a minha frente. Eu havia me apaixonado pelo cara malandro, boa pinta com estilo de garotão eterno, cheio de graça, mas aquele homem ali a minha frente transfigurado no corpo de outro, era o que realmente estava me encantando. Sirius parou bruscamente na intercessão dos corredores e perdida nos meus pensamentos quase trombei com ele, mas consegui frear meus pés enormes to tamanho de lanchas antes disso.

– O que foi? –perguntei em um cochicho grave.

– Vamos por aqui. –disse pegando meu braço e me conduzindo rumo à esquerda.

Ouvimos vozes seguindo pelo mesmo corredor e então Sirius se afastou e me levou com ele até uma entrada de uma das salas que era coberta pelos contornos da arquitetura. Ficamos escondidos ali, tentando não deixar nossos corpos grandes a mostra enquanto Sirius apanhava sua varinha e espiava o longo corredor. Assim que teve oportunidade ele apontou a varinha para os dois homens que vinham e citou o feitiço de petrificus para imobilizar os guardas. Sirius deu alguns passos em direção ao centro do corredor e eu o segui vendo os verdadeiros donos dos nossos corpos, ou seja, Clérigo e Rudney.

– Precisamos escondê-los... –disse Sirius me olhando.

– Como? Eles devem pesar toneladas...

– Olha pra você...

– Ah! –lembrei que eu estava no corpo de um armário.

– Me ajuda. –disse pegando Clérigo. – Você cuida do Wolf...

– Tá... –franzi a testa sem saber por onde começar então arrastei o sujeito pelas pernas.

Sirius usou sua varinha para destrancar a porta de uma das salas usando o Alorromora, e então colocamos os corpos imóveis lá dentro logo passando um feitiço de tranca de porta que só poderia ser desfeito após uma hora. Isso nos daria tempo para sair dali com Draco em segurança sem sermos notados. Assim seguimos pelo corredor em direção à sala onde Draco deveria estar sob os cuidados dos seguranças do ministério. Sirius respirou fundo diante daquela porta, tomou coragem, estufou o peito e abriu a porta enquanto eu o seguia. Meu coração quase foi parar na boca assim que vi meu irmão sentado diante de uma mesa escura, com a cabeça baixa, cabelos mais curtos do que ele costumava usar e mais escuros também. Ele estava com o rosto um tanto quanto sombrio, tomado por uma barba sem aparar, enquanto seus cotovelos estavam repousados sobre a mesa com correntes ao redor dos pulsos, o que havia em seus tornozelos também. Tive de segurar minhas pernas para não correr até ele e abraçá-lo de imediato. Mas não pude conter meus olhos que se umedeceram assim que se puseram sobre Draco. O mesmo tempo em que fiquei chocada com a cena, senti-me feliz por estar diante do meu amado irmão mais uma vez, mesmo sem poder tocá-lo, e lhe dizer que eu estava ali para apoiá-lo. Fui tirada do meu transe assim que um dos seguranças se dirigiu ao Sirius:

– Vocês não iam tomar um café? –disse o homem.

– Se pretendem ficar com o jovem aqui, nos avisem. –seguiu o outro.

– É nós vamos ficar. –respondeu Sirius. – O ministro pediu que vocês dessem uma olhada no departamento de mistério.

– Qual o problema dessa vez?

– Parece que algum elfo enxerido andou fuçando por lá...

– Agora temos que cuidar de elfos também? –reclamou o primeiro.

– É melhor irem logo. –avisou Six.

– Tá... Vamos lá. –disse o primeiro se dirigindo aporta.

Eu me afastei praticamente me encolhendo quando ambos passaram por mim, aquilo era muito estranho estar no corpo de outra pessoa, e sequer conseguir me adaptar aquilo muito bem. Sirius pediu que eu fechasse a porta fazendo sinal enquanto fazia a volta na mesa e se aproximava de Draco. Logo que tranquei a passagem, Six retirou sua varinha de onde estava e apontou para as correntes que prendiam meu irmão e as soltou com um feitiço de Diffindo rompendo as mesmas. Draco que até então estava quieto e de cabeça baixa estranhou a ação e ergueu os olhos encarando Rudney Munt, sem saber que se tratava na verdade de Sirius.

– O que diabos está fazendo? –disse meu irmão no seu tom grosseiro de sempre.

– Soltando você, parece meio obvio não? –disse Six.

– E por que está fazendo isso? O que pretende? –disse com os lábios torcidos enquanto Sirius o levantava. – Tira as mãos de mim, o que pensa que tá fazendo?

– Calma Draco, vai ficar tudo estamos aqui pra te ajudar... –eu me manifestei.

– O que? Me ajudar? Estão loucos? –ele me olhou sem entender.

– Vê se para de reclamar e apenas escute. –disse Sirius. – Nós viemos pra tirar você daqui antes do julgamento. Você será condenado por assassinar Alvo Dumbledore, e será enviado para Azkaban.

– Como sabe que serei condenado? –perguntou Draco. – Eu não matei Dumbledore, todos sabem disso...

– Acredite alguém quer você preso. –continuou Sirius.

– E por que estão me ajudando afinal?

– Nós não somos quem parecemos...

– Draco sou eu... –eu disse andando até ele enquanto Sirius o empurrava meio que a força em direção à porta. – Lorena.

– O que? –disse meio confuso me olhando da cabeça aos pés.

– É isso mesmo. –eu segui tocando o ombro dele, e em seguida agarrando-o e apertando contra mim. – Eu senti tanto a sua falta.

– Tá me sufocando. –disse ele em voz esganiçada enquanto eu o apertava com meus braços grandes.

– Ah, desculpa. Eu não tenho noção da força que tem esses braços. –disse ao me afastar.

– Lori? –ele me encarou olhando meus olhos. – É você mesmo?

– É, é ela. E eu sou Sirius Black. –disse Six atarefado. – Como vai primo?

– Sirius? Mas o que...? –disse Draco olhando para Sirius e depois pra mim.

– É uma longa historia, agora vê se anda logo, não temos a vida inteira pra ficar batendo papo aqui. Lá fora agente explica... –disse Sirius voltando a empurrar Draco.

– Tá legal eu já entendi, mas não empurra cacete. –reclamou Draco.

Eu mesma me encarreguei de abrir a porta e verificar se estava tudo limpo, então saímos pelo corredor às pressas e voltamos à sala onde deixamos os corpos dos verdadeiros guardas. Entramos e apanhamos a bolsa com a capa e outros itens que poderíamos precisar.

– Então, como sabem que eu serei condenado? –disse me encarando.

– Nós viemos do futuro Draco. –dizer isso soou tão estranho.

– Do futuro?

– Sim, usamos um vira-tempo! –eu explicava enquanto Sirius revirava a bolsa.

– Vira-tempo, poção polissuco e... –disse Six retirando a capa da bolsa. – Capa da invisibilidade. Toma... –ele jogou o tecido na cara do Draco. – Se cobre com isso pra que possamos sair daqui.

– Você é tão jeitoso Six. –eu disse enquanto meu irmão olhava o tecido.

– Desculpe se não estamos com tempo pra eu fazer um carinho no oxigenado! –disse revirando os cabelos do Draco que deu um tabefe no braço de Six.

– Por que ele? –disse Draco. – De todos os idiotas no mundo você tinha que trazer justo esse com você?

– Pra sua informação também não morro de amores por você. –resmungou Six espiando por uma fresta na porta. – Mas caso esteja muito ofendido com minha presença, podemos levar você de volta pra onde estava. –disse andando até o Draco.

– Paspalhão. –retrucou Draco.

– Vocês são uns amores. –revirei os olhos vendo os dois se encarando feito moleques. – Agora podemos ir?

Sirius me lançou um olhar sério que me deu até medo, mas não por ser o seu olhar e sim daquele armário. Depois da ceninha, nós saímos da sala com Draco já coberto pela capa e seguimos com cautela até o elevador. Tudo correu bem até que esbarramos com os seguranças assim que saímos do mesmo. Rolou um clima da nossa parte sem saber o que fazer, mas por fim tudo deu certo e conseguimos sair do ministério sem problemas. Assim que chegamos ao beco comecei a sentir minhas roupas ficando folgadas demais, e notei que Sirius voltava ao normal, já dando os primeiros sinais de sua cabeleira escura e lisa. Fiz uma parada assim que senti as calças caindo da minha cintura, então Draco retirou a capa de sobre si e me olhou, apenas com a cabeça a mostra, o que era hilário, aliás. Sirius estava nas costas do meu irmão segurando seu braço como se Draco fosse uma criança. Draco se virou e encarou Six e ambos se afastaram como se fossem um cão e um gato se estranhando. Apertei o cinto de forma a segurar a calça larga no meu corpo e encarei Draco.

– Finalmente. –disse ele. – Agora eu acho que posso abraçar você sem aquela barba ridícula roçando no meu cangote.

Eu apenas sorri e corri novamente até ele para receber também meu abraço. Draco colocou as mãos para fora da capa, e ficou colado comigo me apertando com força contra si.

– Eu senti muito a sua falta, achei que nunca mais veria você. –eu disse com meus olhos molhados.

– Nunca pensei que fosse dizer isso, mas estou feliz em te ver. –respondeu tocando meus cabelos. – Fiquei com medo que os comensais tivessem te encontrado. –Draco tocou meu rosto enquanto me olhava nos olhos.

– Eles encontraram. –eu o olhei nos olhos. – Mas não conseguiram o que queriam. Eu tenho tanta coisa pra te contar...

Enquanto eu matava a saudades do meu irmão, nem percebi que Sirius olhava tudo de fora sem saber absolutamente os motivos por eu estar tão feliz em ver Draco. Claro que nem passou pela minha cabeça o que ele poderia estar imaginando naquele momento a me ver agarrada com Draco no meio de toda aquela troca de carinhos. Quando notei, Sirius estava sério vendo a cena e apenas esboçou uma reação:

– Lori... –disse me fazendo desviar o olhar e encarar sua face. – Precisamos ir.

– O que acontece agora? –perguntou Draco.

– Você terá que seguir até uma estação de trem. –eu expliquei tocando o rosto do meu irmão. – Terá que seguir sozinho até lá, e seguir direto para a Rússia. Não pare e não fale com ninguém até chegar neste endereço. –disse retirando um papel do bolso.

– Mas e...

– Nós precisamos voltar para o lugar de onde viemos. –seguiu Sirius ao se aproximar. – Já estamos em cima da hora.

– Vai dar tudo certo Draco! –eu sorri.

– Eu vou ver você de novo não vou? –perguntou.

– Claro que vai! Eu vou estar esperando por você neste endereço!

– Tudo bem...

Nós nos olhamos mais uma vez e então nos abraçamos.

– Toma cuidado. –avisei.

– Fique com a capa. –disse Six. – Não deixe que ninguém te veja... Depois eu dou um jeito de pegar ela de volta.

– Certo. –disse Draco.

Sirius tocou meu braço e então nos afastamos. Draco se cobriu com a capa e logo Six e eu seguimos rumo ao local onde deveríamos estar quando o vira tempo nos levasse de volta ao nosso tempo. Nós nos olhamos um nos olhos do outro sem dizer uma só palavra, e então assim que o vira tempo marcou uma hora, regressamos...


[...] continua

Notas finais
Como foi? Notaram o Sirius ao ver Lorena nos braços do Draco? Ele não sabe ainda que eles são irmãos! ENFIM! Próximo capitulo tem mais!!! bjus