[Harry Potter] A Batalha Final - Tudo Acaba Aqui
9 O senhor das trevas
Notas iniciais
A dor em meu peito era frustrante, eu mal conseguia me mover. Tentava imaginar o que havia causado aquilo, provavelmente o fato de eu ter me desesperado enquanto caia do céu.
– Finalmente a Bela adormecida acordou – Debochou Rodolfo.
– O que você está fazendo, seu nojento? LISIEL! — Gritei o nome dela.
- Nico, socorro!
Virei minha cabeça para a direita. Lá estava Lisiel amarrada como eu, sentada em uma cadeira. Rodolfo estava ao seu lado, com sua varinha apontando para a mesma.
- Sai de perto dela, desgraçado!
- Você está me xingando, sendo que eu estou com ela do meu lado, e você não pode fazer nada? Você é mais burro do que eu pensava, criança.
Pensei duas vezes no que ele havia dito. Eu realmente estava naquela situação, não poderia xingá-lo, não até conseguir me libertar.
- Me desculpa, senhor. Por favor, nos liberte.
- "Senhor" — Ele repetiu, rindo muito. Fiquei no mínimo uns dois minutos rindo histericamente — Acha que vou me deixar enganar com isso, seu retardado? Pelo menos seja mais convincente.
- Por favor, Rodolfo, nos deixe ir.
- NÃO VOU DEIXAR DROGA NENHUMA, SEU IDIOTA! — Seu tom de voz mudou do nada. Cada vez parecia mais louco — Eu não salvei vocês para nada.
- Salvou? Como assim? — Perguntou Lisiel.
- Eu sei, parece estranho, mas sim, EU salvei vocês. Enquanto caiam, usei minha penumbra para voar. Peguei vocês em menos de um metro até o chão. Deviam até agradecer.
- Você é louco — Disse Lisiel — Podia ter nos deixado morrer lá, podia já estar feliz!
- E você é idiota. Você está salva garota, e ainda reclama?
- Sim! Talvez porque você planeja nos torturar até a morte! — Falou Lisiel.
Rodolfo riu novamente, porém dessa vez debochado.
- Bom, vou parar de te chamar de idiota. Burra pelo jeito você não é.
- POR FAVOR, nos deixa ir! — Pedi.
- Talvez... Nunca — Ele disse — CRUCIO! — Fez ele em mim.
A dor do feitiço em meu corpo era horrível: Como se eu estivesse pegando fogo por dentro. Mas eu não podia gritar, não daria o gostinho da minha dor a ele.
- Tentando ser forte garoto... Não tente. Será apenas pior.
- Por que você faz isso? — Perguntou Lisiel.
- Por que menina, POR QUÊ? Porque simplesmente seus amigos assassinaram a minha irmã, esse é o porquê.
Lisiel ficou em silêncio por um tempo, perplexa.
- É verdade, Nico?
- Sim, mas apenas porque eles iriam nos matar. Eles assassinaram Judah e mais vários alunos.
- Ah sim, é verdade — Admitiu Rodolfo — E sabe, foi prazeroso. Ver aquele retardado sofrer com a maldição da minha irmã... E depois correr como uma menininha. Ver ele morrer foi ótimo.
- Ver a ridícula da sua irmã morrer também — Menti. Não havia achado aquilo ótimo, mas sim horrível, porém sabia que aquilo o provocaria — Morrer por um aluno... É vergonhoso. Se fosse eu, me enterraria embaixo da terra, e na verdade, é isso que vai acontecer com ela.
- CALA A BOCA! NÃO OUSE FALAR DELA! — Rodolfo correu até mim e acertou-me um chute na barriga. Doeu, porém ver ele com raiva aliviou minha dor — Eu vou ferrar com você garoto, FERRAR!
- Vai me torturar até a morte? Pode fazer. A idiota da sua irmã vai continuar morta. — Fui frio ao dizer isso.
Pude ver o remédio da loucura de Rodolfo parar de fazer efeito. Os olhos do comensal se enxeram de nojo, e senti que ele iria novamente fazer o pior.
- Você não garoto — Ele rosnou — A sua garota.
Caminhou até Lisiel e apontou sua varinha até ela. Comecei a me mexer descontroladamente, tinha que sair daquelas cordas.
- NÃO! — Gritei — Me mata, mas deixa ela! ME MATE! PARA!
- CRUCIO! — Ele fez em Lisiel, e um grito de dor irrompeu da garota. Não conseguia suportar aquilo.
- NÃO! LISIEL! SEU FILHO DA — Cheguei a gritar um palavrão.
- CRUCIO! — Fez ele novamente para o feitiço ganhar mais potência, e senti que ganhou, pois Lisiel gritou mais ainda.
Rodolfo parara de torturar Lisiel do nada. De início, eu não sabia por que, mas então eu ouvi aquela voz em minha cabeça. A voz do senhor das trevas. Enquanto Voldemort falava, parecia que agulhas extremamente longas perfuravam meu cérebro.
"Vocês lutaram bravamente — Sua voz ecoava enquanto falava — Mas em vão. Eu não queria isto, cada gota de sangue mágico derramada é um terrível desperdício. E por isso, Harry Potter, falo agora diretamente com você. Essa noite, você permitiu que seus amigos morressem por você, em vez de me enfrentar pessoalmente. Não existe desonra maior. Encontre-me na floresta proibida, e enfrente o seu destino.”.
Agora sua voz parecia mais penetrante. Era como se vários pregos estivessem sendo martelados em meu crânio.
"Se você não fizer isto, eu matarei até o último homem, mulher e criança que tente escondê-lo de mim". Sua voz cessou neste momento.
Rodolfo caminhou até mim, e colocou seu pé em cima da minha testa. Esfregou a sola de seu sapato em meu rosto e pelo seu riso ridículo, parecia estar se divertindo.
– Que pena garoto, parece que tenho que ir agora. Mas saiba disso: Não te matarei agora porque você vai me dizer onde está aquele seu amiguinho.
– Não vou dizer droga nenhuma!
Afundou mais seu pé em meu rosto.
– Vai dizer sim, seu desgraçado. É melhor saber de tudo quando eu voltar, e eu vou voltar. Se não eu vou ferrar com você e essa cretina aí.
Tentei olhar para Lisiel pelo canto do olho. Estava desmaiada, e fiquei bem com isso. Pelo menos por enquanto não ia sentir a dor da maldição que aquele nojento havia feito nela.
– É isso garotinho. E até logo.
Ele se distanciou de mim e aparatou. Tentei me desvencilhar das cordas, porém eram mais fortes do que eu. A única coisa que consegui na verdade foi fechar meus olhos e desmaiar.
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