[Harry Potter] A Batalha Final - Tudo Acaba Aqui
10 Tudo termina aqui
Notas iniciais
Quando acordei, estava deitado em uma pequena cama improvisada no grande salão. Levantei-me com um pouco de dificuldade, pois ainda estava tonto, e avistei várias pessoas chorando e sofrendo, e algumas outras feridas deitadas no chão como eu estava, e muitas outras mortas. Coloquei minhas mãos em meu rosto, tentando desfazer a tortura, e ouvi uma voz que me acalmou no mesmo momento me chamando.
– Nico! — Era Lisiel, correndo em minha direção como antes de tudo acontecer.
– Lisiel! – Eu disse enquanto nos abraçávamos. Demos um longo beijo, e só paramos pela falta de ar – Eu te amo, muito. Desculpe-me por não te proteger àquela hora...
– Não se preocupa Nico, eu estou bem.
– PESSOAL, VEJAM! É VOLDEMORT! – Alguém gritou na porta do salão – E quem é aquele no colo de Hagrid? Não, não pode ser ele...
Lisiel me ajudou a levantar e corremos para fora do salão.
Lá estavam todos os comensais da morte que restavam, juntamente com Lord Voldemort. Olhei para Hagrid e vi uma coisa inacreditável: Harry Potter estava em seu colo sem fazer nenhum momento. Estava morto.
O primeiro a se pronunciar foi o Lord Voldemort. Parecia um tanto feliz, e vangloriava sua possível vitória.
– HARRY POTTER ESTÁ MORTO!
– NÃO! – Gritara a professora Minerva. Bellatrix ria do desespero da professora.
Voldemort exibia um sorriso nojento, enquanto passava a mão sobre a cabeça de sua cobra imunda.
– Não! – Gritou Gina Weasley.
– Não! – Gritou também Hermione.
– HARRY! Harry! – Chamou Rony pelo seu amigo.
Todos começaram a gritar pela causa, até eu. “Comensais nojentos!” gritávamos. Algumas pessoas choravam.
– SILÊNCIO! – Voldemort silenciou a todos da multidão, porém o feitiço foi rapidamente quebrado pela força de vontade de Ron Weasley.
– Você não vai vencer! – Gritou ele.
– Você não percebe garoto? Eu já venci! Harry Potter está morto, e isso não muda nada no mundo, e sabe por quê? Porque ele sempre foi um NADA!
– Harry te superou! – Gritou Ron novamente. Novamente os defensores de Harry começaram a gritar outras ofensas.
– Ele foi morto tentando sair dos terrenos do castelo. Morto tentando se salvar. – Voldemort disse, porém meu sabia que era mentira. Havia conhecido Harry, e ele nunca faria isso.
Foi então que Neville Longbottom atacou o Lord das trevas: Lançou alguns ataques no outro, porém Voldemort sem ao menos suar, lançou Neville ao chão.
Voldemort perguntou quem era Neville, e foi à nojenta Bellatrix quem respondeu, usando um tom de deboche que não entendi o por que. Voldemort iniciou um diálogo com Neville, e até convidou o garoto para se juntar a ele, porém quando ele negou, Voldemort fez o pior.
– O Neville aqui vai demonstrar o que acontece a quem é tolo o bastante para continuar a me opor. – Voldemort agitou sua varinha e em um piscar de olhos o chapéu seletor aparecera na cabeça de Neville, em chamas.
Eu não podia deixar que aquilo continuasse a acontecer. Pela primeira vez na vida devia tentar fazer algo. Dei um passo à frente com a varinha nas mãos, pronto para atacar Voldemort.
Porém várias coisas acontecerem muito rapidamente nesse momento.
O gigante irmão de Hagrid aparecera do nada, gritando algo que entendi como “HAGGER!”. Os gigantes de Voldemort foram correndo em sua direção como se fossem touros, e todas as pessoas – incluindo os comensais – corriam em desespero. Várias flechas voavam pelo céu e atingiam vários comensais, enquanto Neville Longbottom cortava a cabeça da cobra de Voldemort.
– HARRY! ONDE ESTÁ HARRY? – Hagrid gritou. Olhei para o mesmo e vi que o bruxo morto havia sumido de seu colo, fiquei imaginando se seu corpo havia caído no meio deste tumulto.
O caos começou a dominar. Olhei para cima e avistei vários testrálios e alguns hipogrifos lutando contra gigantes, rasgando seus olhos. Os gigantes chutavam tudo, mesmo sem olhar, e assim todas as pessoas foram forçadas a entrar novamente no castelo.
Várias batalhas se iniciavam ali: Comensais e outros seguidores de Voldemort, duelando contra alunos, professores e vários moradores de Hogsmead.
Claudia duelava juntamente com um grupo de alunos, nos quais dele apenas reconheci Simas Finnigan e Dino Thomas.
Thainara ajudava Fleur Delacour a proteger as pessoas de bem indefesas com feitiços de proteção.
Sebastian montava em um testrálio e junto com outros alunos lançava ataques do ar em alguns comensais.
Anna conjurava raízes de árvores de sua varinha, que grudavam nos pés de vários comensais, fazendo-os ficarem presos. Alguns dos elfos aproveitavam essa chance para estuporar vários dos comensais.
Clara e Giovanna estavam juntas como sempre, duelando contra outros dois comensais. Giovanna derrubou o que ela dominava, porém o de Clara havia a derrubado. Giovanna tentou fazer algo, mas o comensal era melhor que ela, e a derrubou também. Nosso professor Flitwick impediu o comensal de assassinar as duas garotas, e em um breve duelo contra o homem, o detonou.
Avistei outro duelo impressionante: Bellatrix Lestrange duelava contra três garotas, Gina, Hermione e Luna Lovegood. A comensal lançou algum feitiço na Weasley, fazendo-a ficar um tanto machucada.
– MINHA FILHA NÃO, SUA VADIA! — Gritou Molly Weasley, enquanto entrava na luta e defendia sua filha Gina, iniciando um duelo particular com Bellatrix.
Virei-me para onde Lord Voldemort estava, duelando contra a professora Minerva McGonagall, Kingsley Shacklebolt e Horácio Slughorn. Mesmo sendo três contra um, o duelo estava bem equilibrado.
Um comensal da morte apareceu em minha frente do nada, lançando-me a maldição Avada Kedavra. A mesma foi ricocheteada quando algo — um feitiço de proteção atingiu-me. Tentei avistar quem havia me protegido, mas não havia ninguém ali, como se a pessoa estivesse invisível.
– Petrificus Totalus! — Petrifiquei um comensal que atacava Lisiel. Ela me agradeceu com um movimento com a cabeça e se voltou para a batalha.
Tudo era impressionante, alunos muito mais confiantes, todos se ajudando. A maioria dos comensais havia fugido o que facilitava muito para nós.
Elfos esfaqueavam as pernas de comensais, mesas voavam em cima de vários deles jogadas por gigantes. Eu estuporava uma mulher que iria assassinar uma professora pelas costas.
Molly Weasley finalmente finalizara Bellatrix, fazendo com que o próprio Lord Voldemort gritasse de tão irado que estava. Voldemort lançou Minerva, Kingsley e Horácio para trás e virou-se para Molly. Levantou sua varinha para a Sra. Weasley, porém antes que pudesse atacar algo aconteceu.
– Protego! – Alguém criou o feitiço protetor que se expandiu pelo salão. Todos, inclusive Voldemort olharam para a fonte de quem lançara tal feitiço, e foi quando Harry Potter, nossa luz da esperança, finalmente retirou sua capa de invisibilidade.
A alegria de ver Harry vivo ali foi imensa. Todos gritaram e deram vivas, alguém perto gritou “Harry! Ele está vivo!”. A felicidade parou por um tempo quando Voldemort e Harry encontraram o olhar um do outro, e começaram a circular um ao outro. A multidão parou por um momento com a batalha, e fizeram um grande circulo em volta dos dois.
– Eu não quero que mais ninguém me ajude, — Falou Harry, em alto e bom tom – Tem que ser desse jeito, tem que ser eu.
Voldemort o respondeu. Os dois pareciam decididos, pronto para matar um ao outro em qualquer momento. Voldemort era um tanto assustador, com seus olhos vermelhos penetrantes olhando para os lados e Harry.
Iria continuar observando o duelo, porém um feitiço me derrubou no chão. Apontei minha varinha para a pessoa que havia me atacado, porém ela foi mais rápida.
– Silencio! – Fez Rodolfo, e ouve um estalo e um brilho de luz, me forçando meu silêncio – Agora você é meu, garotinho.
Rodolfo aproximou-se de mim silenciosamente. Parecia que não queria que ninguém o visse, além do mais se alguém o avistasse atacando um aluno, o mataria.
– Fedelho... – Ele disse – Incarcerous!
Várias cordas envolveram meu corpo. Agora eu estava nas mãos de Rodolfo, e ninguém se virava para ver o que estava acontecendo, enquanto o comensal me arrastava para fora do salão.
– E então idiota, onde ele está? – Perguntou.
Tocou-se apenas momentos depois que eu estava sobre efeito de seu feitiço de silêncio.
– Finite Incantatem! – Usou cancelando meu silêncio, porém seu feitiço fez também com que as cordas que me amarravam sumissem.
– Expelliarmus! – Gritei, porém ele já esperava pelo ataque e contra-atacou.
– Estupefaça! – Gritou ele me lançando ao chão – Diga logo onde seu amigo está garoto. Você já sabe o que vai acontecer: Você vai perder. Eu já ganhei essa luta.
– Você não vai vencer! – Gritei a ele — Sua irmã está morta, e agora mulher... Sabe Rodolfo, eu tenho um grande sentimento por você. Mas é de pena. Eu sinto pena de você!
Rodolfo riu.
– Não devia ter falado delas garoto. Não devia — Apontou sua varinha novamente para mim — Avada Kedavra!
– Protego Nerus! – Usei o feitiço e ganhei um tempo para conseguir me levantar, porém Rodolfo usou ‘Bombarda’ para quebrar minha proteção.
– Crucio! – Fez Rodolfo. A dor que causava o feitiço era imensa, fez até com que meu corpo se curvasse. Aguentei-me em pé, não podia cair agora.
– E então garoto, onde está aquele seu amigo da sonserina? – Agora ele parara o feitiço – Diga e prometo que serei breve com você.
– Você acha mesmo, seu... Seu nojento. Acha mesmo que te direi algo? – Arfei com dificuldade – Você é mais burro do que eu havia pensado.
Ele levantou a varinha para mim novamente.
– Eu não sou burro, criança. Você que é um homem morto.
– Glisendio! — Lancei o feitiço enquanto o outro lançava outro que para mim era desconhecido. Chamava-se Sectumsempra.
O feitiço me atingiu, e enquanto eu caia por conta do impacto e a imensa dor, pude ver meu ataque atingir o comensal. Era como se tudo passasse em câmera lenta: Eu caia no chão enquanto a dor de várias facadas penetrava cada parte do meu corpo.
Rodolfo rodopiava muito rapidamente e violentamente no ar, enquanto partes de seu corpo dissipavam-se. Em poucos minutos nada mais restava do comensal.
Em alguns momentos minha visão começava a ficar turva. Eu estava perdendo muito sangue, e iria morrer. No final então, Rodolfo havia ganho.
Senti dois pares de mãos sobre meu peito. Pelas vozes consegui reconhecer quem estava ali: Sebastian e Lisiel.
– Nossa! O que aconteceu... – Sebastian assustou-se com meus ferimentos – Inferi! – Usou para curar meus machucados.
– E então... – Arfei. Estranhamente já me sentia melhor – O que aconteceu lá... Entre Potter e a cobra albina careca?
– Harry detonou o Riddle. Nós estamos bem agora. – Falou Sebastian.
– Essa foi à batalha final, Nico – Disse Lisiel – Tudo acaba aqui.
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