[Harry Potter] A Batalha Final - Tudo Acaba Aqui
2 O sacrifício
Notas iniciais
Após o grande estrondo, paramos de correr de imediato. Estávamos a mais ou menos um metro da entrada da biblioteca.
– Meu Deus, o que foi isso? — Perguntou Claudia. Pela sua expressão, parecia aterrorizada.
– Não faço ideia — respondi — mas vamos entrar logo.
Caminhamos rapidamente até a porta. No caminho, vi algumas gotas de sangue no chão, e pensei que provavelmente seriam de meu amigo infelizmente morto, Judah.
Girei a maçaneta da porta e entramos com a varinha nas mãos. De cara já vimos os efeitos da possível explosão que havia ocorrido ali. Todas as prateleiras de livros estavam no chão, as mesas estavam todas reviradas, havia um pouco de sangue no chão de madeira e três alunos estendidos nele, provavelmente mortos.
No centro da grande biblioteca, avistei meus três amigos duelando contra comensais. Anna e Ana, duas irmãs que possuiam o nome praticamente igual, duelavam juntas contra uma comensal da morte com cabelos loiros, extremamente elevados e longos. Usava um vestido preto e tinha a pele extramemente pálida. Gabrielle Lestrange.
Sebastian, meu melhor amigo, duelava contra um comensal que também reconheci, e que tinha uma aparência horrível: Seus cabelos eram totalmente desgranhados, sua barba estava totalmente mal feita, seus olhos estavam vermelhos e tinham olheiras, como se o homem estivesse sem dormir fazia meses. Era Rodolfo Lestrange, marido de Bellatrix Lestrange e irmão de Gabrielle. Claudia e eu corremos para ajudar. Claudia foi em direção a Ana e sua irmã enquanto eu corri para ajudar Sebastian.
No momento em que cheguei para o duelo, o comensal já me atacou de imediato. Após acenar com sua varinha, uma pequena faísca de cor azulada emergiu-se da mesma e logo foi em minha direção, porém Sebastian rapidamente meteu-se entre mim e o feitiço e criou um tipo de barreira protetora negra com sua varinha, e então rapidamente contra-atacou:
– Expelliarmus! — Sebastian gritou, e um lampejo avermelhado foi lançado em direção a mão do comensal que estava segurando a varinha, fazendo com que o objeto voasse para longe.
Por um instante o comensal ficou sem reação, e então colocou sua mão na direção do bolso de sua calça, como se estivesse tentando pegar algo.
– Accio punhal! — Meu amigo gritou novamente, e então um objeto afiado prateado, de mais ou menos 15 centímetros voou do bolso do comensal, rasgando sua calsa. Sebastian agarrou a arma em pleno ar.
O comensal levantou suas mãos para cima, fazendo sinal de sentido. Um pequeno sorriso formou-se em seu rosto.
– Ora, ora, ora... Você é muito habilidoso para sua idade, criança. — Ele disse, cinicamente — Como sabia que meu punhal estava em meu bolso?
– Eu vi você esfaqueando, matando aquela menina — Respondeu Sebastian, frio, apontando a cabeça para o corpo ensanguentado de uma garota que estava estendida no chão — E agora nós o mataremos. — Terminou a frase, decididamente.
– Não nos faça rir, garoto estúpido — Falou Gabrielle. Sebastian e eu nos viramos no mesmo momento para ela, e vimos que seu duelo já havia acabado. Anna, Claudia e Ana estavam envolvidas em cordas, imobilisadas no chão.
Apontamos nossas varinhas em direção de Gabrielle, porém ela levantou Claudia do chão, agarrando-a pelos cabelos e retirou uma adaga do cinto de seu vestido, e colocou sobre o pescoço de minha irmã.
– Um movimento — Ela disse, sorrindo — E a garota morre. Venha meu irmão.
Rodolfo foi caminhando de costas cuidadosamente. Ele abaixou suas mãos, enquanto eu e Sebastian abaixávamos nossas varinhas.
– Solte elas — Falei, tentando parecer forte e corajoso — Por favor. Solte-as e vão embora.
Os comensais riram, debochados. Gabrielle puxou o cabelo de Claudia com mais força, e me encarou, como se soubesse que aquilo me atingia, e então, eu fiz algo que não deveria: Levantei novamente minha varinha, enquanto Gabrielle levantava seu braço, preparando-se para afundar sua adaga no pescoço de Claudia. Porém, eu realizei meu movimento mais rapidamente.
– Estupefaça! — Gritei, lançando um pequeno lampejo de minha varinha que logo foi em direção a comensal, lançando-a para longe antes de dar o golpe final em Claudia.
Seu punhal voou e caiu nos pés de Rodolfo, que logo abaixou-se para pegar o objeto, porém Sebastian agilmente correu em sua direção e desferiu um chute na cabeça do comensal enquanto ainda estava agachado, fazendo com que caísse desmaiado no chão.
Sebastian me deu um dos punhais e fomos correndo em direção as garotas. Nós as desamarramos rapidamente, porém com um pouco de dificuldade, pois as cordas eram um pouco fortes.
Saímos todos correndo rapidamente da biblioteca, sem falar nada e sem olhar para trás. Trancamos a porta da biblioteca usando magia, e conjuramos trancas nas portas. Ficamos parados no pequeno corredor da sala de livros, tentando recuperar fôlego depois de todo aquele horror. A primeira a falar e quebrar a tensão foi Ana.
– Obrigado — Ela olhou para mim e Claudia, que estávamos um do lado do outro, encostados na parede do corredor — Se vocês não tivessem chegado naquela hora... A gente já taria morto.
– Não foi nada... Sebastian me ajudou naquele duelo — Falei — E também... Judah nos alertou que estavam aqui.
– Judah? Ele está bem? — Foi Anna quem perguntou. Nesse momento lembrei que ela e Judah eram namorados. Me senti mal por ela.
– Anna... — Claudia falou. Pelo tom de sua voz um tanto triste, ela ia contar sobre a tragédia — Judah está morto. Eu sinto muito.
Todos ficamos quietos. Anna ficou sem reação por alguns segundos, e então desabou em lágrimas. Claudia e Ana a abraçaram e começaram a falar com ela, tentando a consolar.
Sebastian aproximou-se de mim. Ele usava o de sempre: Suas vestes da Sonserina e seu colar com a forma de uma lua verde. Seu colar, seus olhos e sua gravata verde realçavam seus cabelos negros e sua pele extremante pálida.
– Ele sofreu? — Perguntou. — Sabe... Ao morrer?
– Não — Respondi — Pelo menos não demonstrou tanta dor.
– Foi aquela comensal nojenta que o feriu — Sebastian falou. Havia um tanto de raiva em sua voz. Como não poderia ter? Judah também era seu amigo — Usou um feitiço que destroçou alguns de seus órgãos. Não sei como ele conseguiu correr. Não sei como não morreu na hora.
– O que aconteceu aqui enquanto estávamos fora? — Perguntei.
– Estávamos cobrindo as escadarias, quando ouvimos um grito. Corremos para cá, e vimos os dois esfaqueando alguns alunos. Conseguiram matar três até que chegássemos. — Ele parou de falar. Parecia que estava tentando se recompor.
– Se não quiser falar, não fale, eu entendo — Eu disse.
– Não, tudo bem. Eu consigo — Ele falou — Enquanto Anna e Ana duelavam com Gabrielle, Judah e eu duelávamos contra Rodolfo. Porém, quando Judah estava virado de costas, Gabrielle usou 'Restrio', e o feriu muito. Ele ficou zonzo, começou a sangrar pela cabeça e bela boca do nada, e saiu correndo.
Sebastian ia continuar a falar, porém foi interrompido. Um grande estrondo ressoou fortemente atrás de nós, e quando nos viramos, vimos que a porta da biblioteca estava inteiramente destruída, e que Rodolfo e Gabrielle haviam conseguido sair de lá.
Os comensais levantaram suas varinhas para as garotas, que agora haviam parado de se lamentar. Sebastian e eu corremos com nossas varinhas nas mãos, e nos colocamos entre elas e Rodolfo e Gabrielle.
– Por favor, vão embora e nos deixem em paz! — Sebastian falou.
– Criancinha idiota — Rodolfo disse. Um sorriso um tanto diabólico se formou em seu rosto — Você acha que depois do que seu amiguinho fez com minha irmã simplesmente nós iriamos embora?
Os comensais nos olharam de um jeito estranho. Apertaram suas varinhas com mais força, preparando-se para o ataque. Os dois falaram o feitiço ao mesmo tempo:
– Fogomaldito! — Grandes jorros de fogo foram saindo de suas varinhas rapidamente, e se juntando, crescendo e se tornando grandes cobras fulminantes de duas cabeças.
Começamos a correr, porém em vão. A grande víbora estava crescendo cada vez mais, e no momento em que viesse em nossa, direção, nos engoliria e nos transformaria em grandes pedaços de carvão.
Olhei para Sebastian enquanto corríamos, e com meu olhar ele soube o que eu quis dizer. Paramos, e gritamos para as garotas continuarem a correr. Nos viramos novamente para enfrentar o grande animal de fogo dos comensais.
– Não deviam ter dispensado ajuda, crianças — Rodolfo falou. Então ele e Gabrielle sacudiram suas varinhas ao mesmo tempo, e a grande serpente de fogo veio em nossa direção, pronta para nos engolir e matar.
Eu e Sebastian levantamos nossas varinhas com rapidez, e a quase um metro antes de víbora se aproximar para nos incinerar, gritamos:
– Aquamenti! — Grandes jatos de água saíram de nossas varinhas, assim criando um grande escudo que nos cobriu do grande ataque de fogo da víbora.
Porém, a fera era mais forte. A cada momento nosso escudo crescia mais e nos envolvia com mais potência, porém o monstro também estava crescendo. Eu sabia que não íamos aguentar por muito tempo, minhas forças estavam acabando e eu sabia que, mesmo Sebastian sendo muito habilidoso, ele também estava fraco.
Então eu pensei em uma coisa que me assustou, porém era necessária. Eu tinha que pedir a Sebastian para correr de lá, pois ele precisava sobreviver. Era mais forte, poderia ajudar as meninas a se salvarem se saísse dali vivo. Porém, ele pediu antes de mim:
– Saia daqui Nico! — Ele gritou — Saia agora enquanto o escudo ainda está intacto!
– Não — Falei — Você deve sair, tem mais chances que eu lá fora. Vá!
– Você tem Claudia, você tem sua família, você tem que ir — Ele olhou para mim. Parecia esgotado.
– E você tem Ana — Disse novamente — Ela precisa de você!
– Ana é forte, ela pode viver sem mim. E eu só tenho ela, não vou fazer falta pra mais ninguém.
– Vai sim — Falei — Para mim, pros seus amigos, pra todos daqui de Hogwarts!
– Vai logo — Gritou — Não temos chance de vencer, e você não ir, nós dois morreremos, o que seria uma idiotice. E eu não irei sair daqui. Então sai, vai logo!
Hesitei por um momento. Não podia abandonar um amigo. Porém, se eu não fosse, nós dois morreríamos em vão, e as meninas ficariam sozinhas nesse grande perigo. Então soltei o feitiço e olhei para Sebastian antes de ir.
– Fique com Deus, meu amigo.
Então corri em direção das escadarias, acreditando que nunca mais veria meu melhor amigo.
Notas finais
Espero que tenham gostado desse. Por favor, peço que comentem críticas para eu poder melhorar minha história...
Obrigado (:
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