Notas iniciais
– Eu vou matá-los se eles aparecerem na minha frente novamente — Ana falou, amargamente.
Estávamos agora nas escadarias, descendo alguns andarem para chegar até o pátio principal. Haviam muitos feridos e mortos, comensais e alunos. Anna, minha amiga sonserina ainda estava um pouco perturbada com a morte de seu namorado e Claudia, a minha irmã estava tentando fazer com que se sentisse melhor. Havia um pouco de sangue em sua pele cor caramelo e em seus cabelos castanhos escuros.
– Sinto muito Ana — Eu disse. Me sentia mal. Não fisicamente, mas sim me sentia culpado. Havia praticamente abandonado meu melhor amigo para a morte.
– Não é sua culpa — Ela disse. Estava com seu rosto virado, e eu sabia que estava tentando esconder o choro e sua aflição — É tudo por causa de Você-Sabe-Quem, aquele nojento, careca sem nariz.
Eu ri um pouco. Ela também havia achado engraçado o que havia dito, pois também riu. Mas paramos rapidamente. Não tinha como rir ou expressar qualquer emoção alegre naquela situação.
– Peraí — Disse Claudia, apontando a um corredor — Aquele ali é o Harry, Harry Potter!
Nos viramos de imediato, e vimos a grande luz da esperança. Harry Potter estava ali, em frente a grande Sala Precisa, junto com Hermione Granger, Ron, Fred e Percy Weasley. Harry, Ron e Hermione estavam apoiados ao chão, sujos de fuligem, enquanto Fred e Percy os ajudavam a levantar.
– Vamos ajudar eles — Eu disse, enquanto corria até eles.
As garotas logo começaram a correr e a me seguir.
Enquanto seguíamos até eles, o mais inesperado aconteceu. Duas grandes formas de fumaça negra passaram pelas paredes do corredor, fazendo com que se quebrassem e voassem escombros para todos os lados.
– Abaixem-se! — Gritei para as garotas, me jogando ao chão e me protegendo com meus braços dos escombros que estavam caindo.
Levantei minha cabeça e olhei em direção a Harry. Agora as grandes penumbras negras envolviam ele e seu grupo.
Fixei meu olhar para aquelas grandes fumaças e vi o inacreditável: Os comensais Gabrielle e Rodolfo
Lestrange agora estavam atacando Harry e seu grupo, mas não estavam sozinhos. Havia mais uma pessoa com eles, porém seu rosto estava tapado com alguma coisa.
Os comensais cessaram o ataque o voaram com sua penumbra para outro local. Eu e as garotas nos levantamos e checamos rapidamente se estávamos bem, e fomos novamente em direção a Harry, porém ele junto com Ron, Hermione e Percy Weasley já estavam correndo em outra direção, e não conseguiríamos segui-los, pois haviam muitos escombros em nossa frente tapando nosso caminho.
– Meu Deus, olha aquilo — Ana apontou para algo no chão.
Olhei na direção onde ela estava apontando, e vi o corpo de um homem. Estava deitado de bruços no chão, usava uma camiseta roxa e seus cabelos eram ruivos. Era Fred Weasley o morto.
– A gente tem que sair logo daqui — Falei, virando a esquerda e me dirigindo novamente as escadarias — Vamos.
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– Estupefaça! — Gritei, lançando o feitiço estuporante em um comensal que se aproximou. O feitiço foi tão impactante que quando o comensal atingiu uma parede, ela rachou.
– Bom reflexo — Comentou Claudia — Puxou a irmã né?
– Claro. Só que não — retruquei.
Ainda estávamos no terceiro andar do castelo. Já era pra termos chegado em nosso destino, o pátio principal, porém ocorriam vários imprevistos o tempo inteiro. Ataques, feridos pedindo ajuda, etc.
– A gente tem que ir rápido, o pessoal precisa da gente lá embaixo — Anna disse.
Agora Anna parara de chorar, estava tentando ser forte. Essa era uma de suas qualidades que nos fizeram ser amigos. Ela conseguia ser forte mesmo em situações difíceis. E também não era arrogante, como os outros sonserinos.
– É, vamos logo — Falou Ana.
Ana era como sua irmã. Seus cabelos eram castanhos escuros, tinha a pele clara e era alta. As únicas coisas que mudavam mesmo era o fato de que ela era grifina e um ano mais nova.
– Já estão indo? Mal tivemos tempo de brincar. — Uma voz atrás de nós falou.
Nós quatro nos viramos ao mesmo tempo, já temendo o pior. E foi realmente o pior que vimos. Estavam lá novamente, Rodolfo e Gabrielle Lestrange. Porém, mais alguém estava junto a eles. Alguém que não deveria estar mais aqui.
– Impossível — Falei, incrédulo.
Sebastian estava ali, amarrado e ajoelhado as pés de Gabrielle. Estava vivo. Havia um pequeno corte no canto de sua boca e sangue em seus cabelos negros. Sua roupa estava um pouco chamuscada, provavelmente por causa da cobra flamejante que os comensais haviam criado antes.
– Como? — Ana disse. Havia um tom de felicidade misturado com pavor em sua voz — Como isso? Como tu tá vivo?
– Eu até falaria "ele explica depois'', mas... Nós iremos matar vocês. Então não terá depois. — Rodolfo se manifestou.
Aquilo era impossível. Não havia como Sebastian ter sobrevivido depois daquele fogaréu todo. Mas ele havia, e eu estava totalmente feliz com aquilo.
– Nós o trouxemos aqui especialmente para matá-lo na frente de vocês — Gabrielle puxou Sebastian pelos seus cabelos e colocou seu punhal no pescoço do garoto.
Ela estava sedenta por sangue, podíamos ver pelos seus olhos. Queria tanto matar Sebastian que estava pressionando seu punhal com muita força no pescoço do outro. Iria matá-lo a qualquer momento.
– Eu vou te matar, sua cadela vagabunda — Ana murmurou para Gabrielle, apontando sua varinha para a comensal da morte.
– Expelliarmus! — A comensal gritou, não só fazendo com que a varinha de Ana voasse para muito longe, mas a minha, a de Claudia e Anna.
– Nós iremos matá-los — Disse Rodolfo, com sua varinha na mão esquerda e o seu punhal na outra — E vocês ficaram quietos.
– Que tipo de comensais são vocês? — Sebastian falou, com um pouco de dificuldade. Claro que iria ser dificultoso, além do mais havia uma lâmina em seu pescoço — Matam alguns adolescentes sem darem a chance de se defenderem? Vocês são piores que lixo.
Os irmãos se entreolharam. Pelas suas caras, haviam ficado com raiva do comentário de Sebastian.
– Como queira, criança — Gabrielle falou, retirando seu punhal do pescoço de Sebastian e jogando-o ao lado do mesmo — Lute contra Rodolfo, porém, duelo de punhal contra punhal. Irmão, acabe com ele para podermos matar os outros.
– Isso será rápido — Falou Rodolfo, guardando sua varinha em suas vestes — E doloroso.
– Vocês não podem fazer isso! — Eu disse — Rodolfo tem prática com o punhal, enquanto Sebastian mal sabe usar uma faca normal!
– Tudo bem, Nico — Arfou Sebastian — Não é necessário se preocupar.
Ele fez um olhar que eu conhecia. Ele tinha um plano, porém eu não imaginava o que ele estava planejando.
– Ribéro! — Por meio de um feitiço a comensal sugou a corda que amarrava Sebastian para dentro de sua varinha — Bom, que comece o duelo, e que o garoto sofra ao morre... Ugh! — A comensal foi interrompida.
Sebastian levantou-se rapidamente e girou seu corpo, fazendo com que seu braço que segurava o punhal rasgasse o pescoço de Gabrielle.
Enquanto ele corria para pegar uma varinha que estava caída no chão, todos, incluindo Rodolfo, ficaram imóveis enquanto Gabrielle agonizava e sangrava muito pelo seu pescoço degolado.
A bruxa agora estava caída no chão, envolta de uma grande poça do seu próprio sangue. Havia colocado a mão em seu pescoço tentando impedir a saída de mais sangue, mas era impossível, o corte era superficial de mais.
Em segundos seus braços e mãos começaram a molejar. Seus olhos se reviraram e ela finalmente parara de agonizar. Gabrielle Lestrange estava morta. Havia sido degolada pelo seu próprio punhal, havia sofrido enquanto morria, e havia sido morta por Sebastian Chae.
Rodolfo ajoelhou-se ao lado do corpo de sua irmã e começou a acariciar os cabelos da morta, e pela sua expressão, ainda não acreditava no que havia acontecido.
– Achem uma varinha, logo! — Sebastian falou — Essa aqui tá quebrada.
Eu e as garotas imediatamente começamos a procurar. Haviam muito poucas varinhas nos meios de tantos mortos e escombros do castelo, e sempre que eu encontrava alguma, ela estava quebrada.
– Rápido! — Sebastian gritou.
Finalmente encontrei uma varinha boa no meio de alguns escombros.
– Uma varinha, aqui! — Gritei para Sebastian e joguei a varinha quando o mesmo se virou — Mate-o.
Sebastian agarrou a varinha em pleno ar e virou-se novamente para Rodolfo, para acabar com ele. Porém era tarde de mais. O comensal já o tinha Sebastian na mira, e iria matá-lo a qualquer momento. Sua boca tremia de ódio.
– Eu vou matá-los. Todos! — Os olhos de Rodolfo encheram-se de ódio enquanto ele apontava sua varinha para Sebastian.
Ana, que estava do meu lado, pressentiu o pior e correu na direção de Sebastian.
– NÃO! — Ela gritou enquanto corria — Não vou te perder de novo!
– Avada Kedavra! — O comensal gritou a maldição, e logo um grande raio de cor verde esmeralda surgiu de sua varinha e logo foi em direção a Sebastian. Eu fechei os olhos, pois não podia impedir que a morte de meu melhor amigo acontecesse, e não queria ver aquela cena. Eu ouvi um grande grito de dor, e então um estrondo forte logo abaixo, como se algum corpo tivesse acabado de cair ao chão. Eu abri meus olhos, e era aquilo mesmo que havia acontecido. Mas não era Sebastian o morto. Era Ana.
Notas finais
Por favor, peço que comentem (:
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