Notas iniciais
Agora com a morte de Ana, nada mais será o mesmo. Anna e Sebastian estão com sede de vingança por terem essa ente querida assassinada, do mesmo jeito que Rodolfo.

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Fiquei sem reação por alguns instantes, assim como Claudia, que agora estava ao meu lado. Anna e Sebastian agora encontravam-se ajoelhados ao lado do corpo de Ana, que estava estendido de costas ao chão. Anna chorava muito, enquanto Sebastian estava quieto, sem reação e expressão alguma. Rodolfo ria histericamente como um louco.

– Viram o que me fizeram fazer, crianças? — Ele parara de rir, e agora estava coçando seus cabelos castanho-escuro encaracolados com sua varinha — E eu ainda mal comecei.

– Eu vou te destruir, seu verme nojento! — Anna levantou-se com rapidez e foi correndo na direção de Rodolfo mesmo sem varinha nenhuma.

– Estupefaça! — O comensal apontou sua varinha em direção a Anna e a mesma foi arremessada contra uma parede de concreto do corredor, desmaiada, após algumas fagulhas azuladas que haviam saído da varinha do homem atingirem seu peito.

– Essa vadia imunda — Ele agora apontara sua varinha para eu e Claudia — Tenho penas de vocês, crianças ridículas e nojentas que acham que podem fazer algo.

– Cala a MERDA da sua boca! — Gritou Sebastian.

E nesse momento, as coisas aconteceram confusamente rápidas. Sebastian levantou-se e foi correndo na direção de Rodolfo, e enfiou um punhal nas costas do comensal, que gritou de dor.

– Peguem Anna e corram! — Ele gritou para nós, no momento em que derrubava Rodolfo no chão.

Corri até Anna e a peguei pelos braços, ela ainda estava desmaiada. Ao lado dela havia uma varinha, que peguei e a guardei em meu bolso. Saímos todos correndo da grande biblioteca com Sebastian atrás de nós, enquanto Rodolfo ainda estava ao chão, gritando com muita dor.

Eu corria apoiando Anna aos meus ombros, aliviado por termos escapado daquele momento de terror, porém nosso momento de paz não foi duradouro. A parede ao nosso lado explodiu, fazendo com que o concreto e os escombros nos jogassem para longe.

– Protego! — Sebastian foi rápido e lançou um escudo protetor em torno de nós quando um comensal da morte atacou.

Estávamos novamente em outro corredor, a mais ou menos um metro de uma escada que provavelmente nos levaria para o pátio principal, onde a verdadeira batalha acontecia. Se conseguíssemos passar por esse homem...

– Rendam-se — O comensal disse — E eu prometo que terão uma morte rápida e indolor.

Ele vestia a máscara tradicional de comensais da morte, com desenhos de pequenas cobras entalhados nela. Seus cabelos negros caiam em seu ombro, e ele vestia um longo manto negro que ia até seus pés.

– Nem tu acredita — Disse Claudia.

– EU VOU TE MATAR! — Anna gritou. Me assustei, pois não havia percebido que ela já estava acordada. A tensão de estar novamente sob ataque fez com que eu não percebesse nem que ela não se apoiava mais sobre meus ombros.

O comensal riu.

– E você acha que uma idiotinha como você vai me...

– Bombarda! — O feitiço ribombou da varinha que Anna utilizava, fazendo com que nosso escudo protetor fosse destruído.

Não entendi como Anna estava conseguido aquela varinha, então coloquei a mão no bolso em que eu havia guardado a varinha, e percebi que ela não estava mais ali.

– Cara, o que tu fez? — Falei a ela — Anna, não! — Mas agora ela já começara a duelar contra o comensal.

– Petrificus Totalus! — Utilizou o feitiço para petrificar o comensal, porém o mesmo com muita agilidade protegeu-se, e logo atacou de volta.

O comensal usava mentalmente feitiços de ataque e proteção, ao contrário de Anna, que gritava alguns feitiços como 'Estupefaça', 'Incendio, 'Everte Statum', até que com o feitiço 'Expelliarmus' ela o desarmou.

– Por favor menina — Implorou o comensal — Se você me deixar vivo, eu prometo que não os matarei...

– Reducto! — Uma fagulha avermelhada emergiu da varinha de Anna, e no momento em que atingiu o peito do comensal, fez com que o homem fosse reduzido apenas em pó.

– Como você fez isso? — Perguntou Claudia a Anna.

– Vamos deixar explicações pra depois — Falou Sebastian — Agora vamos logo ao pátio principal.

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– Não sei como fiz aquilo. Talvez foi por causa da raiva e... Tristeza — Disse Anna.

Estávamos novamente nas escadarias, e ultrapassando alguns degraus logo chegaríamos ao pátio principal. O nervosismo aumentava a cada passo dado. Agora nós todos já havíamos conseguido varinhas, porém mesmo as tendo, contra comensais talvez nossas habilidades não seriam totalmente suficientes.

Em volta de nós, vários alunos em meio de duelos contra comensais. Aliás, não só contra comensais, haviam monstros, como aranhas gigantes.

E então, enfim saímos dos corredores, e no pátio a situação estava muito pior. Haviam vários mortos e feridos no chão, em meio a grandes destroços de concreto vindos da grande destruição do castelo. Criaturas de todos os tipos lutavam, centauros, aranhas, elfos, gigantes e até dementadores. As grandes chamas de fogo que rondavam o pátio eram as únicas coisas que iluminavam aquele grande cenário de horror daquela madrugada escura.

– CORRAM! — Gritou Sebastian, apontando para a esquerda.

Nós nos viramos para olhar o que ele apontava, e nos apavoramos. Um gigante corria em nossa direção, empurrando tudo o que via pela frente. Se não corrêssemos logo, seríamos esmagados.

Logo começamos a correr, porém com suas imensas e longar pernas, ele nos alcançaria muito rapidamente. E nos alcançou.

O gigante tentou acertar um chute em Sebastian, porém se Anna não tivesse o empurrado e feito com que ele caísse no chão, ele estaria morto. Ao não acertar Sebastian, o grande pé do monstro acertou uma grande pedra de concreto, que com muito impulso foi direto em minha direção.

– Bombarda! — Alguém disparou o feitiço em direção do grande concreto, fazendo com que o concreto explodisse em vários pedaços.

Eu olhei para os lados, e todos os alunos, professores, comensais e outras pessoas estavam ocupadas em outros combates, e também Anna, Sebastian e Claudia não haviam lançado aquele feitiço. Ninguém ali havia lançado aquele feitiço, pelo menos não no meu campo de vista.

Eu olhei para cima, e vi o que estava acontecendo. Voando em vassouras, três alunas estavam atacando o imenso gigante: Clara e Giovanna, as corvinas mais espertas do sexto ano e Mariana, uma menina grifina.

– Garotas, vem aqui nos ajudar! — Gritou Claudia a elas.

– Não sei se percebeu, mas a gente também precisa de ajuda aqui! — Gritou Clara. Ela era uma grande amiga minha, mas eu a achava estranha por causa do seu grande vício em unicórnios.

Vi que o gigante estava tentando as atacar dando golpes com o grande bastão (uma árvore despedaçada) que segurava, porém o fato de ser muito gordo fazia com que golpeasse muito devagar, dando chance das garotas desviarem-se dos golpes.

Finalmente após alguns minutos de luta, Mariana fez com que o gigante caísse ao chão, provavelmente morto. Era estranho Mariana, uma menina que muitos chamavam de inútil e que menos se destacava nas aulas, ter conseguido derrotar um gigante. Porém nessas horas de desespero, todos estavam se superando.

Enquanto o gigante despencava em cima de alguns comensais e monstros (e infelizmente também alguns alunos e professores), as garotas desceram com as vassouras. Sebastian subiu na vassoura de Giovanna, Claudia na de Clara e Anna na de Mariana.

– Nico, a gente vai ter que vir te resgatar depois — Disse Clara.

– Tá bom, inútil — Falei. Estranhamente, esse era um tipo de apelido carinhoso para nós.

– Cadê a Ana? — Perguntou Giovanna, mas ninguém respondeu. — Ah, entendi. Sinto muito.

Uma grande explosão perto de nós quebrou a tensão que havia sido criada com a pergunta sobre Ana.

– Vai até o monte Killenbery, ok? — Pediu Claudia — A gente te encontra lá, daqui a dez minutos.

– Eu vou estar lá — Prometi.

Então novamente as meninas levantaram voo, levando Claudia, Anna e Sebastian, e me deixando sozinho no meio daquele tenebroso campo de batalha.

Notas finais
Próximo capítulo em uma semana.