[Harry Potter] A Batalha Final - Tudo Acaba Aqui
5 Monte Killenbery
Notas iniciais
Eu pensei que com o meu medo, iria ficar desesperado por estar sozinho naquela grande batalha. Porém eu não estava com medo, e nem sozinho. Ainda lutavam vários alunos, professores, elfos, monstros e comensais, e por todo o lado eu poderia ver um grande duelo.
– Petrificus Totalus! — Petrifiquei um comensal que estava atacando uma garota do quarto ano.
– Obrigada — Ela disse, e logo se voltou novamente para outro duelo.
O único motivo de eu ainda estar vivo era o fato de que a alguns anos atrás eu havia sido muito bem treinado por Harry Potter. Participei da Armada de Dumbledore que ele e os amigos criaram, e graças a eles consegui aprender muito mais sobre os feitiços.
E também por sorte, pois um aluno sobreviver a ataques de comensais e monstros era muito difícil. E ainda tinha o pior: Rodolfo Lestrange, marido de Bellatrix e um dos comensais mais perigosos da Inglaterra agora estava perseguindo eu e meus amigos, buscando vingança por termos assassinado sua irmã, e sedento por sangue.
Bom, na verdade aquilo não era o pior. Ana, a namorada do meu melhor amigo e irmã da minha melhor amiga havia sido morta. Não era bem minha amiga e também não estudava comigo — eu estava no sexto ano, ela no sétimo — porém sabia quanto todos estavam abalados.
– Alunos, protejam-se — Minerva McGonagall, a professora de transfiguração gritava estuporava uma enorme aranha — Lutem e sejam fortes!
– Professora... — Tentei falar com a mesma, porém ela já estava em combate com outra criatura.
Olhei para meu relógio que marcava 02h32 minutos da manhã. O tempo estava passando muito rápido no meio de tanta confusão, e em alguns minutos eu teria de estar no monte Killenbery.
– Nico. — Alguém disse atrás de mim. Percebi que era de uma garota, mas não reconheci de quem era.
– Oi Lilá — Disse enquanto me virava para vê-la — Nossa, você tá bem? Tem um pouco de sangue na sua testa.
– Eu vou viver — Ela disse.
Lilá Brown podia ser uma menina chata, um tanto irritante, chorona e estranha, porém era forte. Ano passado ela havia namorado com um dos Weasley, e mesmo tendo levado um 'fora', havia sido forte.
– Isso tá horrível, essa batalha... Mas nós vamos ganhar, eu sei disso. — Afirmei.
– Eu estou tendo um pressentimento ruim — Ela tocou seu pescoço, como se ele doesse — Parece que... — Ela foi interrompida enquanto falava.
Sem nós percebemos, um comensal se jogou sobre nós, fazendo com que todos caíssemos no chão. Lilá gritou, ela havia caído em cima de algum escombro. Levantei-me rapidamente, ajudando a garota também a se levantar.
– Deuses, Lilá, seu pescoço — No lado onde ela havia tocado seu pescoço antes, havia um pequeno corte. Não dava para ver se era superficial, pois em cima dele havia muito sangue.
– Sangue... — Murmurou o comensal a nossa frente.
Finalmente, o consegui ver melhor. O homem usava longas vestes surradas marrom escuro e sapatos incrivelmente sujos. Sua aparência era horrível, aterrorizante. Seu rosto era peludo como o de um cão, porém em sua maior parte era normalmente humana. Era como se ele fosse um lobisomem, porém incompleto.
Seu cheiro era quase pior que ele mesmo. Mesmo não estando tão próximo a ele, conseguia sentir seu odor repulsivo de sangue, de morte.
– Greyback — Lilá levantava sua varinha. O comensal e eu fizemos o mesmo — O licantropo.
– E você é a loirinha metida? — O fedor de seu bafo era terrível, nauseante.
– Estupefaça! — Ataquei o comensal, porém seus reflexos de licantropo foram mais rápidos, e o mesmo se protegeu com outro feitiço.
– Não Nico, eu cuido dele — Enquanto Lilá falava não retirava seus olhos de cima de Greyback. Parecia decidida.
– Não, nós vamos acabar com ele — Falei, também não desgrudando a mira de minha varinha para ele.
– Eu consigo derrotar esse nojento sozinha. Vai, pode ir — Ela me olhou para dizer as palavras: — Proteja o Sebastian.
Olhei para ela. Lilá não parecia em nada com Sebastian, na aparência e muito menos personalidade. Lembrei que a pouco tempo atrás havia abandonado-o para a morte, e como aquilo tinha sido fraco. Precisava chegar ao monte Killenbery para proteger e ajudar os outros.
– Prometo que irei o proteger. E fique bem, Lilá. — Afirmei, correndo em direção ao morro Killenbery.
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Havia chegado ao morro alguns minutos atrasado, mas do mesmo jeito, ninguém havia chegado. Estava sozinho ali, tirando alguns corpos de comensais da morte.
Eu nunca havia entendido o porque do morro se chamar Killenbery. Talvez porque um tal de Bery tivesse assassinado alguém por ali, mas aí ele teria que se chamar Killerbery, com R.
– Pensando em coisas idiotas nesse momento — murmurei para eu mesmo — Bem coisa de Nico.
Naquele momento, eu estava tentando disfarçar meus pensamentos com qualquer coisa. Após ver a morte de Judah, um dos meus melhores amigos, Gabrielle Lestrange, uma comensal degolada e Ana, namorada do meu melhor amigo, minha cabeça estava totalmente enrola...
– Nico, CUIDADO! — Meus pensamentos foram interrompidos. Uma voz próxima gritou, e logo girei meus calcanhares para ver quem me alertava de perigo.
Enquanto me virara, algo muito grande me atingiu, e pelo canto dos meus olhos, percebi que era um tipo de fumaça negra, uma penumbra. Fui jogado violentamente no chão, junto com o outro que estava caído ao meu lado.
Tentei me levantar, mas ele foi mais rápido. Mesmo no chão, com seu braço esquerdo conseguiu me atingir com um soco no nariz. Novamente, comecei a me arrastar pelo chão, a procura da varinha que tinha perdido. Consegui levantar um pouco e comecei a engatinhar, mas a pessoa atrás de mim me puxara pela nuca e me derrubara novamente ao chão.
– Finalmente encontrei uma das pestes — A pessoa disse, enquanto se sentava sobre mim e colocava uma de suas mãos sobre meu pescoço.
– Rodolfo — Arfei, tentando retirar o comensal de cima de mim.
– Eu vou te matar assim como matei aquela nojentinha da sua amiga — Ela agora apontava um punhal afiado para meu pescoço — Mas farei você sofrer, e muito.
– Assim como fizemos com a idiota da sua irmã — Retruquei.
– Seu moleque... Não devia ter dito ist... — Sua fala foi interrompida.
Outra pessoa se meteu na confusão e se jogou sobre Rodolfo, fazendo com que nós todos rolássemos para o lado.
A confusão foi grande após isso: Nós três nos embolamos, nos dando socos e chutes no chão, até que paramos e conseguimos nos levantar.
– Everte Statum! — A faísca de cor azulada emergiu da varinha de Rodolfo e ao me atingir, fez com que eu fosse arremessado para longe enquanto dava várias piruetas no ar.
Bati a cabeça com força na terra quando caí, mas mesmo com dor, não podia perder a consciência. Tinha que me levantar e acabar com aquele comensal.
– Eu cuido dele — Gritou a menina. Finalmente consegui ver quem era a pessoa que havia de certa forma me salvado: Thainara Scamander, uma garota lufina de cabelos negros longos e encaracolados, de 16 anos. — Expelliarmus! — Ela gritou, quando o comensal lançou algum feitiço de cor verde esmeralda.
Enquanto os dois duelavam, tentei achar minha varinha, e por sorte ela havia caído ao meu lado. Me levantei com ela já em mãos, e risquei o ar com a mesma, gritando:
– Estupefaça! — O feitiço atingiu o comensal que não teve chance alguma de se defender, o arremessando para longe.
Thainara agora vinha em minha direção, e parecia aliviada. Seus cabelos estavam desgranhados, e sua roupa suja de lama — provavelmente havia se sujado após pular em cima de Rodolfo e eu.
– Tu tá bem? — Perguntou para mim — Tem sangue escorrendo pelo teu nariz.
– Deixa isso pra lá. E você, tá bem? Sabe, foi muito habilidosa e corajosa ao enfrentar o Rodolfo.
– É, eu sei — Ela disse — E agora com teu ataque, parece que ele não vai acordar por um bom tempo.
– Ou talvez, acorde — Uma voz falou atrás de nós, e eu infelizmente já sabia a quem ela pertencia.
Nós logo nos viramos e ficamos sem reação com a surpresa, enquanto um punhal que fora arremessado por Rodolfo voava violentamente em nossa direção.
Notas finais
Quem será quem vai morrer pela lâmina de Rodolfo?
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