Harry Potter.
78 Capítulo 21
– Lizzie — sussurrou Mione — Acorda, é manhã de natal!
– Depois eu vou. — disse sem abrir os olhos
– A Sra. Weasley preparou um café da manhã. — disse ela para tentar me convencer — Tem presentes, tem Harry…
– Agora que eu não vou mesmo. — eu disse
– Lizzie — gritou ela — Acorda agora.
Lancei um olhar assassino em sua direção e levantei. Desci para a cozinha e todos estavam por lá.
– Aleluia Alice. — disse Rony
– Me desculpa — ri me sentando — Vocês não precisavam ter me esperado.
– A gente fez questão. — Rony resmungou, provavelmente alguém falou isso antes.
A Sra. Weasley pegou uma pilha de pacotes e foi passando pela mesa. Recebi o meu e abri. Era um suéter vermelho simples. Olhei para Harry, ao meu lado, e ele tinha recebido o mesmo, porém o dele era verde.
– É muito lindo. — sorri — Obrigada Sra. Weasley
– Imagina querida. — sorriu ela — Agora aproveitem o café da manhã, quando acabarem vamos para o Hospital.
– Você ainda está de pijama? — riu Harry
– Sim — ri
– Eu lembo quando você desceu de pijama para o café da manhã em Hogwarts.
– Eu lembro também. — ri — Parece que faz muito tempo né?
– Mais de um ano. — disse ele — Foi antes da Primeira Tarefa
– É — murmurei
Observei seu rosto e sorri.
– O que foi? — sorriu ele
– Você mudou. — eu disse — Desde o natal passado.
– Você também. — disse ele
– A gente cresceu. — eu disse — Ano passado, essa hora a gente devia estar dormindo no sofá, felizes da vida. Desde então Voldemort voltou, perdemos o Ced, Percy não tem falado com a família e a gente está aqui, na organização anti-Voldemort porque o Sr. Weasley foi atacado pela Nagini.
– Saindo com pessoas diferentes. — disse ele
Assenti.
Sorri para ele e continuei comendo o café da manhã.
– Que ótima conversa para a manhã de Natal. — bufou Rony
– Cala a boca, Rony. — riu Harry
Acabamos de comer e eu e Harry ajudamos a Sra. Weasley a tirar a mesa. Ao subirmos a escada, vi Mione e Rony entrando em um quarto. Cutuquei Harry e ele sorriu. Ele colocou a mão no bolso, ainda sorrindo, e tirou orelhas extensíveis. Cruzei os braços e ele deu de ombros. Apoiamos nossos corpos na porta e dividimos as orelhas.
– … aqui? — ouvi Mione
– Eu só queria… hm… — disse Rony — É que eu acho que…
Olhei para Harry e sorri.
– Você acha que eles vão ficar juntos? — sussurrou ele
– Não sei. — sussurrei sorrindo
Eles tinham parado de falar e eu voltei a olhar Harry.
– Acha que eles estão se beijando? — sussurrei
Ele abriu a boca para responder mas outra coisa se abriu. A porta.
Eu e Harry caímos no chão com força.
– Auch. — eu disse
Vi Hermione cruzar os braços em pé perto de nossas cabeças.
– O que você estavam fazendo? — disse ela irritada
– A gente só estava conversando. — disse Harry
– Encostados na porta? — disse ela
– Ok Mione, você venceu. — disse Harry — A gente ia se beijar.
– Isso. — eu disse — Que bom que você abriu a porta, nos poupou de explicações e brigas.
– Vocês mentem muito mal. — disse Rony — E vocês estão segurando orelhas extensíveis.
Suspirei e levantei.
– Me desculpem. — eu disse e saí do quarto.
Chegamos no Hospital e os Weasleys entraram no quarto. Mione ainda estava brava comigo e com Harry. Sentamos nas poltronas na frente do quarto do Sr. Weasley e ela mal olhou para nós.
– Você vai ficar brava pra sempre? — perguntou Harry
– Vou. — disse — Vocês são muito idiotas.
– Nós só estávamos curiosos. — disse Harry
– E estragaram tudo. — disse ela
– A gente já pediu desculpa. — disse ele
– Não é o bastante. — disse ela
– Vem aqui, Alice — disse Harry — Vamos fazer um teatrinho. Mione, toda vez que eu estalar os dedos você fala o nome de um de nós dois.
– Tá. — disse ela Harry segurou minha cintura e colou seu nariz no meu. E estalou os dedos.
– Alice! — disse ela
Ele me soltou e suspirou.
– No dia seguinte. — disse ele
Ele me puxou de novo para perto e estalou os dedos.
– Harry! — disse Mione
Ele bufou e cruzou os braços.
– Dia seguinte. — disse ele
Coloquei minhas mãos no seu pescoço e ri.
– Acho que dessa vez vai. — eu disse
Estávamos quase nos beijando e ele estalou os dedos.
– Lizzie, será que você pode… — riu ela — Opa, desculpa.
– E isso de novo, de novo e de novo. — disse ele
– Tudo bem. — riu ela batendo palmas — Dessa vez, eu perdôo vocês.
Rony, Gina, Fred e Jorge saíram do quarto.
– Meu pai quis costurar a pele dele. — riu Rony
– Tipo pontos? — ri
– Vocês, trouxas, não são normais. — disse ele
Mione, Harry e eu rimos. Levar pontos era algo bem normal. Harry levantou a cabeça e mostrou seu queixo.
– Pontos. — disse ele
– Eu nunca vi isso. — ri — Como você fez?
– Caí da bicicleta velha do Duda. — disse ele — Aos oito anos, eu acho.
– Isso é fofo. — riu Mione
Ri e levantei do sofá.
– Eu preciso beber alguma coisa. — eu disse- Alguém quer?
Todos disseram que queriam água e fui com Harry, Rony e Mione buscar.
– Alguém sabe onde fica? — sorri
– Último andar. — disse Rony
Subimos as escadas e Mione parou na frente de uma Ala.
– Ei gente, aquele não é o…? — disse ela
– Ei! Vocês querem autógrafos? — disse Gilderoy Lockhart
– Bloody Hell — disse Rony — A AMOR DA VIDA DA HERMIONE NO SEGUNDO ANO.
– Para Ronald! — disse ela
– É claro que a gente quer autógrafos! — disse ele se aproximando de Lockhart — Como vai, professor?
– Incrivelmente bem! — disse ele — Todos sempre querem autógrafos.
– Aposto que sim. — disse Rony — Hermione quer dois!
– Garota esperta. — disse Lockhart olhando para Mione
– Você lembra de alguma coisa? — riu Harry
– Que tipo de coisa? — Lockhart sorriu aquele sorriso de sempre
– Não — ri — Ele não lembra.
Pegamos vários autógrafos com Lockhart até a enfermeira dele chegar.
– Gilderoy! — disse ela sorrindo — Você tem visitas!
– Na verdade, nós… — comecei
Ela me ignorou e nos empurrou até a enfermaria compartilhada de Lockhart. Ela era composta com quatro camas, como a do Senhor Weasley, mas a cortina que dividia as duas últimas estava fechada. Na cama ao lado da de Lockhart estava um cara com um aparência péssima.
– Ele nunca recebe visitas. — disse a enfermeira, me fazendo voltar a prestar atenção nela — Mas eu acho que essa vontade de dar autógrafos é um bom sinal, ele era famoso antes do acidente.
– É, eu sei. — sorri
Ouvi uma voz conhecida atrás da cortina e me lembrei de uma conversa que tive com Neville, no quarto ano.
– Vamos indo, por favor. — eu disse
Mas era tarde demais. A cortina havia se aberto.
– Neville? — perguntou Rony.
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