Harry Potter.
79 Capítulo 22
– Oi Neville, bom te ver. — eu disse rapidamente — Gente, vamos sair daqui?
– É, esse quarto está muito quente. — disse Harry — Vem Rony, vem Mione!
– Vocês dois não precisam fazer isso. — disse Neville — Mas obrigada Lizzie e Harry.
Suspirei e Harry assentiu com a cabeça.
– Harry Potter? — escutei alguém dizer.
Só aí fui perceber que Neville não estava sozinho. Ele estava com uma senhora que usava umas roupas extremamente extravagantes e uma bolsa vermelha que eu conhecia desde o terceiro ano, com a aula dos bichos-papões do Professor Lupin. Era sua avó.
– Sim vovó. — disse Neville — É ele mesmo.
– Muito prazer, Senhor Potter — disse ela apertando a mão de Harry com força — Neville me falou muito de você.
Por trás dela, vi Neville revirar os olhos e não pude conter uma risadinha baixa.
– E você! — disse ela — Você é Alice Felton!
– Hm é — ri — Sou eu.
– Eu tenho que dizer, adoro vocês juntos. — disse ela — Aquela matéria da Rita Skeeter foi bárbara!
– Eles não estão mais juntos, vovó. — murmurou Neville
– Continuam fofos. — disse ela — Você deve ser Hermione Granger. Neville também me fala muito de você. Você é muito gentil em ajudar ele com as aulas.
– Não é nada. — sorriu Mione corando
– É sim! — disse a Sra. Longbotton — Ele é um bom garoto. Prazer em vê-lo, Sr. Weasley.
Rony sorriu para ela mas não disse nada.
– O que aconteceu? — perguntou Mione
– Hermione, não... — murmurei
– Neville não contou? Meu filho e sua mulher foram torturados até a loucura por Comensais da Morte. Mas não disseram nada. Neville pode ter um pouco de vergonha.
– Eu não tenho vergonha. — disse Neville — Eu só não queria contar.
– Eles foram muito corajosos. — disse a Sra. Longbotton
– Imagino que sim. — sorri
A mulher que estava na última cama, mãe de Neville, se levantou. E se aproximou de seu filho. Vi que ela segurava uma pequena coisa nas mãos e entregou para Neville. Era um papel de bala.
– Mais um! — disse a Sra. Longbottom — Parabéns Alice, querida.
Achei que ela estava falando comigo mas era com a mãe de Neville. "Você tem o nome da minha mãe, sabia?" tinha dito ele uma vez. Ela voltou para a sua cama e se deitou na mesma posição que estava.
– Jogue fora isso, Neville. — disse a Sra. Longbottom
Ele foi até a lata de lixo mas vi que ele colocou o papel no bolso.
– Obrigada mamãe. — sussurrou ele
– Nós vamos indo. — disse a Sra. Longbottom. — Neville, diga tchau para seus amigos.
Ela saiu do quarto e Neville deu um sorriso fraco para nós. Fui até ele e o abracei.
– Obrigada por não ter contado. — sussurrou ele
– Vai ficar tudo bem. — sussurrei
Senti braços me abraçarem por trás e, logo, os cinco estavam abraçados no meio do quarto.
– Tenho que ir gente. — disse Neville rindo
– Tudo bem. — sorriu Mione — Até Hogwarts.
– Feliz Natal, Nev. — eu disse
– Até. — disse ele — Feliz natal, pessoal.
Ele saiu de lá, eu olhei para Harry e Rony e Mione olharam para nós dois.
– Como eu sabia? — riu ele — Dumbledore. Eu vi a audiência dos comensais que fizeram aquilo na Penseira. E você?
– Ele me contou. — eu disse — Ele estava um pouco triste naquele dia.
Harry me olhou com a testa franzida mas não falou nada.
– Isso tudo por que a gente ia beber água. — disse Mione
– Eu não sei vocês, mas eu me senti meio famoso. — disse Rony — Ela sabia nossos nomes e tudo mais.
– Ela é a avó do nosso amigo. — eu ri
– Mesmo assim. — disse ele — Mas deixa, eu tinha esquecido que vocês são famosos de verdade. A matéria da Rita Skeeter foi bárbara!
– Cala a boca. — riu Harry
Coloquei meu braço em volta de Rony e fomos comprar a água.
Quando voltamos para perto dos outros Weasleys, eles já estavam prontos para voltar para o Largo Grimmauld.
– Vocês demoraram. — disse Gina
– A gente encontrou alguns conhecidos. — disse Mione
Usamos uma lareira disponível e chegamos todos em segurança. Sirius estava na cozinha, comendo o resto do café da manhã.
– Olha quem voltou! — disse ele — Alguém está com fome?
– Acho que todos estão. — disse Harry
– Sempre. — riu Sirius — Vou pedir para Monstro fazer alguma coisa para vocês.
– Obrigada — sorri
Subi para o meu quarto e procurei por um pedaço de pergaminho e uma pena. Escrevi uma carta para Draco.
" Hey Draco, como você está?
Eu estou morrendo de saudades de você. Como estão as coisas por ai? Aqui está tudo bem, Quero dizer, mais ou menos. O Sr. Weasley está se curando.
Mal posso esperar para te ver no trem.
Com muito amor, sua Lizzie."
– Lizzie. — disse Harry entrando no quarto — Sirius não achou Monstro. Ele disse que talvez seja melhor a gente comprar alguma coisa trouxa.
– Tudo bem. — eu disse dobrando a carta.
Fui até Otulissa e amarrei a carta em sua perna.
– Você sabe para quem levar. — sorri
Ela levantou vôo e pousou no ombro de Harry, que riu.
– Otulissa! — ri — É pro Draco.
Ela levantou vôo mais uma vez e saiu voando pela janela.
– Desculpa. — eu disse limpando as penas que haviam caído no seu ombro.
– Não foi nada. — disse ele — Você confundiu a coitada.
– Ela não acompanhou meus relacionamentos muito bem. — ri
– Que bom que ela não levou para Córmaco. — disse ele — Iria ser mais constrangedor.
Eu ri e saímos do quarto.
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