Harry Potter.
104 Capítulo 16
Notas iniciais
Eu não falei com Draco no dia seguinte, nem no depois, nem no restante do mês. Para falar a verdade, eu não falei com muita gente. Meus dias se resumiam em acordar, tomar café da manhã e ir automaticamente para as aulas, até que o dia acabasse.
– Já chega. — disse Harry
Eu estava estudando no sofá do salão comunal e ele se ajoelhou na minha frente.
– Posso te ajudar com alguma coisa? — perguntei
– Você vai fechar esses livros, agora, e vai com a gente para Hogsmeade. — ele disse
– E ver todos aqueles corações rosas no Madame Puddifoot? — perguntei — Não, obrigada.
– Nós não precisamos ir para o Madame Puddifoot. — ele riu — Vamos para o Três Vassouras, eu você e Mione.
– Harry… — murmurei
Ele sorriu e fechou meus livros. Olhei para ele, irritada. Ele pegou meus livros com uma mão e, com a outra, me ajudou a levantar.
Fomos para o meu dormitório e, enquanto eu pegava um pouco de dinheiro, ele guardou meus livros.
– Eu nunca entendi como o dormitório de vocês consegue ficar tão impecável, sempre. — ele riu
Ri.
– É só usar o feitiço, Harry. — eu disse — Trouxa.
– Eu sempre esqueço que essa é a verdadeira função da magia. — ele riu
– Vamos lá, eu te mostro. — eu disse
Atravessamos o corredor e entramos no dormitório de Harry que, como sempre, estava muito bagunçado.
Fiz um movimento com a varinha e, em menos de cinco segundos, estava tudo no lugar certo.
– Wow — riu ele — Eu nunca vou poder expressar o quanto eu sou grato por isso.
– Paga a minha cerveja amanteigada hoje e sua dívida fica paga. — eu dei de ombros
– Certo — ele riu
Olhei para a cama dele e vi uma embalagem cor-de-rosa.
– Ganhando muitos presentes? — perguntei
– Deve ser da Romilda Vane… — ele bufou
– Eu não sabia que você e a Romilda tinham um lance. — murmurei
– A gente não tem. — riu ele
– Oh — ri
– Ela faz parte do grupo de garotas que tem me perseguido porque acha que eu sou “O Eleito”.
– Mas você é. — ri
– Eu sei, mas isso não vem ao caso. — ele riu — É bem irritante.
– Deve ter seus privilégios. — murmurei
– Duvido. — riu ele
Ele foi até a sua cama e pegou a caixa.
– Quer um? — ele perguntou
Neguei.
Ele assentiu e colocou a caixa de volta onde estava.
– Hermione deve estar nos esperando. — eu disse
– Certo — ele disse — Vamos.
…
– Foi tão ruim assim? — perguntou Harry rindo quando chegamos no salão comunal, seis horas depois — Sair com seus amigos? Se divertir?
– Cala a boca, Harry — ri
– Alice Felton voltou a vida, senhoras e senhores! — disse Mione
– Eu nunca mais vou deixar que vocês dois me levem para sair. — ri — Nunca.
Os dois riram.
– Ei Harry, você ainda tem aqueles chocolates? — perguntei
– Se o Rony ainda não tiver comido. — riu ele — Pode pegar.
Fui ao dormitório dele e Rony estava deitado em sua cama.
– Ei Weasley. — sorri
– Quem te deu permissão para entrar aqui, Felton? — ele riu
– Sir Harry James Potter, o menino que sobreviveu, campeão tribruxo e Eleito. — eu disse
– Então tudo bem. — disse ele
Peguei a caixa na cama de Harry e ofereci um para Rony, é claro que ele aceitou.
Comi um.
Eu comecei a sentir uma coisa estranha dentro de mim, era como se eu estivesse apaixonada. Eu precisava me encontrar com Romilda Vane.
– Você sabe cadê a Romilda? — perguntou Rony
– Por que? — perguntei para ele, com ciúmes
– Eu preciso me declarar para ela. — ele disse
– Não! — eu disse — Ela já está comigo.
– Não tá não! — ele disse, irritado
– O Harry conhece ela. — murmurei
Rony e eu nos entreolhamos e saímos correndo escada abaixo para falar com Harry.
– Harry! — gritei — Me apresenta para a Romilda, por favor. — gritei
– Não, Harry! — gritou Rony — Eu sou seu melhor amigo!
– O que diabos está acontecendo? — perguntou Harry
– Estamos apaixonados pela Romilda! — dissemos juntos
Harry riu.
– Os chocolates… — ele murmurou
– Estavam ótimos. — eu disse — Mas e então? Romilda?
– Isso só pode ser um pesadelo. — ele murmurou
Hermione não conseguia parar de rir.
– Me ajuda a levá-los para Slughorn? — Harry perguntou para ela, rindo.
– Não, Harry. — sorri — Romilda! Não Slughorn.
– A Romilda está com o Sluhorn, Lizzie. — ele riu
– Certo. — sorri
Fomos andando tranquilamente até o quarto/escritório de Slughorn. Eu estava muito feliz por finalmente encontrar a Romilda.
Harry bateu na porta.
– Sr Potter? — perguntou Slughorn abrindo uma fresta — Desculpe me mas eu estou muito ocupado agora.
– Precisamos da sua ajuda, professor. — Harry disse — Lizzie e Rony tomaram uma poção de amor por acidente.
– A Romilda está ai dentro, professor? — perguntou Rony
– Está — disse ele — Entrem, por favor.
Entrei e não vi ninguém na sala.
– Onde ela está? — perguntei
– Ela foi ao banheiro. — disse Slughorn
– Eu vou encontrá-la. — eu disse me dirigindo ao corredor onde ficava o banheiro
– Ela está se arrumando. — Harry disse me segurando apertado
– Como eles ficaram desse jeito? — perguntou Slughorn
– Os dois comeram chocolates que tinham gotas da poção. — Harry disse
– Os chocolates eram deles? — perguntou o professor
– Não. — disse Harry — Eles foram mandados para mim.
– Cala a boca, Harry! — disse Rony
– Você não é sempre o centro do mundo! — gritei
Harry revirou os olhos e riu.
– Achei — disse Slughorn segurando um frasco
Ele pegou dois copos, serviu dois dedos da poção e entregou para mim e Rony.
– O que é isso? — perguntei
– Romilda pediu para que vocês dois bebessem isso.
Na mesma hora, virei o conteúdo do copo na minha boca. Olhei para Harry e Hermione e ambos estavam perdendo o riso.
– Eu nunca mais vou aceitar comida de você — murmurei
– Justo — riu Harry
Rony também ja havia tomado.
– Isso poderia ter terminado em uma catástrofe! — riu ele — Fico imaginando o que teria acontecido se tivéssemos encontrado Romilda no caminho pra cá.
Slughorn riu.
– Bom, vocês aceitam tomar um pouco de hidromel? — perguntou Slughorn
– Claro — disse Rony
– Não contem para ninguém. — riu ele — Mas acho que fará bem a vocês tomarem um pouco depois dessa confusão toda.
Slughorn encheu cinco taças e ergueu a sua, para que fizéssemos um brinde.
– À Romilda Vane — disse Harry
Teria sido engraçado se Rony não tivesse caído no chão, com a boca espumando.
– O que está acontecendo? — perguntou Slughorn, espantado
Harry saiu correndo e começou a mexer no armário de ingredientes. Ajoelhei ao lado de Rony e levantei sua cabeça, para que ele não engasgasse com a espuma de sua boca.
Harry voltou correndo com o que parecia uma pedra e colocou na boca de Rony, forçando-o a engolí-la. Rony parou de espumar mas ficou desacordado.
– Vamos levá-lo para a Ala Hospitalar. — disse Hermione apavorada
– Eu ajudo vocês. — disse Slughorn
Com um aceno da varinha, Slughorn levitou o corpo de Rony e saiu da sala. Em silêncio, o seguimos
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