Harry Potter.
105 Capítulo 17
Notas iniciais
Por incrível que pareça, a Ala Hospitalar estava vazia. Madame Pomfrey fez algumas perguntas a Slughorn e começou a tratar Rony. Slughorn foi procurar Dumbledore para que ele falasse com os Weasley.
– Pronto. — disse Madame Pomfrey, nos acordando
Nós três acabamos dormindo no sofá de espera da Ala Hospitalar. Eu achei que tivesse apenas dormido por alguns minutos, mas ja havia amanhecido.
– Ele está desacordado ainda, mas vai ficar bem. — disse ela
– Obrigada, Madame Pomfrey. — eu disse
– Não foi nada. — disse ela — Vocês três estão bem? Não tomaram nada do hidromel?
Negamos com a cabeça.
– Certo — disse ela — Os pais do garoto chegarão logo, tudo bem se eu deixar vocês três aqui até que isso aconteça?
Assentimos e ela se foi.
Me aconcheguei nos braços de Harry e segurei Hermione com mais força que, por sua vez, estava aconchegada nos meus braços. Eu estava quase dormindo de novo quando a porta se abriu com um estrondo.
– RONY! — gritou a Sra. Weasley correndo para a maca do filho
– Ei, crianças. — disse o Sr. Weasley — Vocês três estão bem?
– Estamos, Sr. Weasley — disse Mione
– Ótimo — ele sorriu
– Sr Potter, Srta Felton, Sra Granger. — disse o Prof. Dumbledore nos cumprimentando
Fomos até a Sra. Weasley e ela nos deu um abraço em grupo muito forte.
– O que eu faria sem vocês? — disse ela chorando nos ombros de Harry — Vocês quatro se protegem.
– Sentimos muito por Rony — eu disse
– Vocês o salvaram — sorriu ela — Não há razão para sentir muito, ele vai ficar bem.
A porta se abriu novamente e Gina entrou.
– Ele está bem? — ela perguntou
– Agora sim, querida. — disse o Sr. Weasley sorrindo
– O que aconteceu? — perguntou ela — Só me falaram que foi um acidente.
– Bom… — disse Harry me olhando — Começa com uma história engraçada.
Bufei.
– Uma garota do quarto ano me mandou uma caixa com chocolates com uma poção de amor. Rony e Lizzie comeram e tivemos que levá-los ao Prof. Slughorn para que ele preparasse um antídoto para os dois. Ele preparou e, quando os dois ja haviam voltado ao normal, fomos brindar com um hidromel que o professor tinha guardado. Aparentemente, ele estava envenenado.
– Eu sinto muito. Sr. e Sra. Weasley — disse Slughorn que estava quieto até então — Eu não fazia a menor ideia que a bebida estava envenenada.
– Onde você conseguiu a bebida, Horácio? — perguntou Dumbledore
– Eu ganhei na festa de natal que dei, Alvo. — disse ele — Mas na verdade, eu não gosto tanto desse, por isso guardei e pretendia dar de presente.
– Para quem? — Dumbledore se mostrou curioso
– Para o senhor. — disse Slughorn
– Não pode ser coincidência. — eu deixei escapar
– O que, senhorita? — perguntou Dumbledore
– Os presentes. — eu disse — O colar e o hidromel. Ambos teriam chegado em suas mãos, se tudo corresse como o planejado.
– Ah, senhorita. — sorriu ele — Eu sou um homem velho, fiz vários amigos durante minha vida mas também fiz muitos inimigos.
A porta se abriu antes que eu pudesse falar qualquer coisa e Lilá entrou, esbaforida.
– Won-Won! — choramingou ela
Mine deixou escapar um muxoxo.
– O que ela está fazendo aqui? — perguntou Lilá para Harry, olhando Hermione que estava sentada junto a Rony
– Te pergunto o mesmo. — disse Mione
– Acontece que eu sou a namorada dele. — disse Lilá
– E eu sou a… amiga. — disse Hermione
– Claro — bufou Lilá — Como se eu não percebesse nada.
Hermione abriu a boca para responder mas foi interrompida. Por Rony.
– Her… mi…one — disse ele
– Rony, eu estou aqui. — disse Lilá agarrando a mão dele
– Her… mi…one — ele repetiu
Lilá deixou escapar um soluço e saiu correndo da Ala Hospitalar.
– Tão jovem para sofrer as desilusões do amor… — murmurou Dumbledore — Bom, Molly e Arthur, vocês se incomodariam em dar uma passadinha na minha sala, tenho assuntos a tratar com vocês.
– Claro, claro — disse o Sr. Weasley
Os três se despediram rapidamente e se foram.
– Na verdade, temos que ir também. — eu disse — Não é, Harry? A gente tem que fazer aquela coisa.
– Claro! — disse ele — Temos.
– Vem com a gente, Gina. — eu disse
– Vou — riu ela
Hermione nos encarou e revirou os olhos, porém sorrindo. Mandei um beijo para ela e nos dirigimos ao salão comunal.
– A gente acabou de deixar Hermione e Rony sozinhos? — perguntei rindo
– Bom, ele está inconsciente mas acho que o ato vale alguma coisa. — riu Harry
– O Rony é tão tapado. — riu Gina
Rimos.
Chegamos no quadro da Mulher Gorda e Harry deu meia volta.
– Você vai voltar para lá? — perguntei, incrédula
– Não, não. — disse ele nervoso — Só preciso fazer uma coisa.
– Uma coisa? — perguntei
– Uhum — assentiu ele
– Não se meta em problemas, ok? — suspirei
– Só um bem pequenininho. — ele disse já se afastando
…
Harry voltou para o salão comunal depois de quarenta minutos. Todo encharcado e com gotas de sangue em suas vestes.
– O que aconteceu com você?! — exclamei
– Eu me meti em um problemão. — ele disse com uma risadinha nervosa
– O que foi? — perguntei preocupada
– Se eu te contar, meu problema vai ficar ainda maior. — ele disse — E você vai me odiar para sempre.
Bufei.
– Esse sangue, por acaso, é do Draco? — perguntei
– Não é que é puro mesmo? — ele disse
– HARRY! — exclamei
– Me desculpa, Alice! — ele disse — Mas eu não consegui me controlar diante do que ele fez com Rony.
– Você não pode provar que foi ele. — eu disse
– Eu sei que foi ele. — disse Harry
– VOCÊ CONSEGUE SER TÃO CEGO, HARRY POTTER! VOCÊ NÃO ESTÁ SEMPRE CERTO! NA VERDADE, NA MAIORIA DAS VEZES, VOCÊ ESTÁ ERRADO! — eu disse
– AH, E A SENHORITA NUNCA É CEGA, NÃO É? — ele disse e, depois acrescentou sussurrando — Como você pode saber que ele é um comensal e não desconfiar desses ataques?
fiquei quieta, o fuzilando com os olhos.
– E OLHA O QUE ELE FEZ COM VOCÊ! — ele disse
– ELE NÃO FEZ NADA! — eu exclamei — NADA!
– CLARO. — ele riu — VOCÊ FICOU SEM SORRIR POR DOIS MESES POR NADA QUE ELE TENHA FEITO.
– CALA A BOCA, HARRY! — exclamei
– NÃO! — ele exclamou — ESTAMOS EM GUERRA! VOCÊ ACHA MESMO QUE VOLDEMORT ESTÁ POUPANDO ESFORÇOS PARA DERRUBAR HOGWARTS?
– VOCÊ ESTÁ FICANDO PARANÓICO. — eu disse
– VOCÊ CONTINUA SE ENGANANDO COM ISSO E VAI FICAR DESTRUÍDA CASO ACONTEÇA ALGUMA COISA! — ele disse — E EU VOU ESTAR AQUI, TENTANDO JUNTAR SEUS PEDAÇOS.
– EU NUNCA PEDI PARA VOCÊ JUNTAR MEUS PEDAÇOS! — eu disse
– Você nunca precisou pedir. — suspirou ele
Cruzei os braços e bufei.
– Vai me contar o que você fez? — murmurei, ainda sem olhá-lo nos olhos
– Eu o segui até um banheiro e duelamos. — ele disse — Mas eu usei um feitiço novo e acabei machucando ele. Bem feio.
– Parabéns, use um feitiço que você não conhece. — eu disse irritada
Ele bufou.
– Você o deixou lá para sangrar até a morte, então? — perguntei
– É claro que não. — ele disse — Snape apareceu.
– Ele disse alguma coisa?
– Ele só me deu uma detenção… — ele disse — Para cada sábado da minha vida.
Assenti.
Peguei meu casaco que estava no sofá e me dirigi para a porta. Passei pelo retrato da Mulher Gorda e trombei com Mione.
– Ei, você sabe o que aconteceu com Malfoy? — ela disse — Ele acabou de chegar na Ala Hospitalar, basicamente coberto de sangue.
– Harry aconteceu. — murmurei
Fale com o autor