Subimos a escada e vi todos sentados em cadeiras na frente a Ala que o Sr. Weasley estava hospedado. Todos me cumprimentaram desanimados.

– Como ele está? — perguntei

– O veneno da cobra abre qualquer tentativa de fechar as feridas, mas ele está bem. — disse Gina

– Isso é bom certo? — sorri — Digo, a parte de ele estar bem.

– Sim, eu acho. — disse Rony

Sorri para ele e a Sra. Weasley saiu do quarto.

– Alice! — disse ela

– Como vai, Sra. Weasley? — sorri

– Estamos bem melhor, depois do susto. — disse ela

– Isso é ótimo. — sorri

– Sinto muito, mas ele não vai poder receber visitas agora. — disse ela

– Não, tudo bem. — eu disse — A gente volta amanhã.

– Claro! — sorri

– Por que não fica com a gente? — disse ela — Vamos fazer a ceia de Natal no Largo Grimmauld.

– Seria um prazer. — sorri

– Então vamos! — disse ela — Venham, crianças.

Todos seguimos ela e, em vez de se dirigir para uma porta, a Sra. Weasley parou em frente a um lareira.

Quando chegou minha vez, peguei um pouco do pó e disse o endereço desejado. As chamas verdes me engoliram e eu cai no chão da sala de estar do Largo Grimmauld.

Sirius estava sentado na poltrona e sorriu para mim.

– Lizzie! — disse ele — Como você está?

– Eu to ótima! — sorri levantando — Como estão as coisas por aqui?

– Paradas. — disse ele

– Daqui a pouco, o ministro larga de ser cego e assume que Voldemort voltou. — sorri encorajando-o — E você vai poder sair livre por aí.

– Assim espero. — disse ele

Um par de pernas me atingiu nos tornozelos e eu caí em cima do dono delas.

– Por que é sempre você? — perguntei a Harry

– Você que ficou parada na frente da lareira. — disse ele

Ri e me levantei. Ao poucos, todos chegaram do hospital e eu vi Harry saindo, em silêncio, da sala. Suspirei e olhei para Sirius.

– Eu ou você? — perguntou ele sorrindo

– Eu vou — eu disse subindo as escadas correndo

Escutei um barulho de porta se fechando no fim do corredor e corri até lá. Abri a porta e Harry estava sentado no chão, com as pernas dobradas na frente do peito.

– Oi — eu disse com a voz fraca

– Lizzie, por favor. — disse ele — Vá ficar com eles lá embaixo, eu não sou confiável.

Sentei ao lado dele e encolhi as pernas também.

– Você não é ele. — sorri

– Eles te contaram? — bufou ele — Aposto que estão todos falando de mim pelas costas.

– Você deu as costas para eles. — eu disse — Não o contrário.

– Eu não posso ficar perto de ninguém. — disse ele — Você não entende?

– Você não é ele. — repeti pausadamente

Ele segurou meu cabelo com força e forçou meu rosto pra perto do dele.

– Eu posso ser. — disse ele — Como você pode ter tanta certeza de que Lord Voldemort não está aqui dentro agora?

– Os seus olhos, eles continuam os mesmo olhos doces de sempre. — eu disse — São os olhos da sua mãe, lembra? Lembra também qual foi a última coisa que ela fez?

Ele continuou calado.

– Você não está possuído. — eu disse

– Quando eu estava na sala de Dumbledore, eu quis mordê-lo. Mordê-lo do mesmo jeito que fiz com o Sr Weasley. — disse ele — Eu quero te morder agora.

– Então faça. — eu disse — Já que você tem tanta certeza disso. Me morda até que eu morra sangrando, Potter.

A respiração dele ficou mais rápida e eu continuei encarando-o. Aos poucos, ele foi ficando mais calmo.

– Você está certa. — disse ele

– Eu sei — eu disse

– Obrigada — disse ele dando um sorriso fraco

– Disponha. — sorri

– Agora, vem. — sorri — Vamos descer e ficar com nossa família.

Levantei e puxei ele pelas mãos. Abri a porta e dei de cara com Sirius.

– Tem alguém aqui que quer te ver, Harry — disse Sirius um pouco irritado.

Sirius se afastou da porta e o Prof. Snape entrou.

– Se vocês puderem me dar licença — disse ele — Tenho coisas a tratar com o Sr. Potter.

– Não. — disse Harry me puxando pela mão — Qualquer coisa que tenha a dizer, pode dizer na frente dos dois.

Snape franziu os lábios e os abriu em um sorriso malicioso.

– Tudo bem então — disse ele — A propósito, Srta. Felton, eu estava na Mansão dos Malfoy e Draco chegou todo contente por lá depois da manhã de vocês. Mas na próxima vez, acho melhor não morder tanto os lábios dele. Eles estavam um pouco inchados.

– Será que você pode falar o que você veio falar, Ranhoso? — interrompeu Sirius

– O Diretor pediu para que eu lhe desse aulas particulares, levando em conta o que aconteceu há algumas noites. — disse ele

– Por que Dumbledore não me dá essas aulas? — perguntou Harry

– O PROFESSOR Dumbledore tem mais o que fazer além de cuidar de adolescentes.

Harry deu de ombros.

– Segunda-feira após o fim das férias de Natal. — disse ele — Oito horas, na minha sala. Se alguém perguntar, fale que está fazendo aulas de reforço de poções, o que ninguém duvidaria levando em conta o seu desempenho na sala de aulas.

– Terminou? — perguntou Harry

– Terminei. — disse Snape

– Tchau. — disse Harry

Ele me puxou para fora da sala e nós nos dirigimos para o quarto onde estavam Mione, Rony, Gina, Fred e Jorge.

Paramos em frente à porta e eu me virei para ele.

– Você vai entrar? — perguntei

– Vou — sorriu ele

Baguncei seu cabelo e abri a porta. Ele hesitou um pouco mas eu o puxei para dentro junto comigo. Vi que todos estavam sorrindo para nós.

– Bem vindo de volta, Harry. — disse Fred

Harry sentou em uma das camas e eu me apoiei na parede ao lado da poltrona de Hermione.

– A gente não acha que você está possuído, Harry.

– É, nem eu. — sorriu ele

– Essa foi rápida. — disse Rony — Vou sempre pedir pra a Lizzie cuidar de suas crises existenciais, Harry.

– Como se você não fizessem isso sempre. — bufou Harry rindo

Sorri e sentei no ombro da poltrona. Mione virou-se para mim.

– Como foi hoje? — sussurrou ela

– Foi bom. — sorri — Muito bom.

Notas finais
Desculpa a demora, espero que gostem. R E V I E W S??