Happily Ever After
1 Write me a rare jewel you
Notas iniciais
/Sorry Sweet.
As manhas sempre foram nubladas e sem movimento naquela cidade perdida pelo tempo, o sol estava entre as nuvens porem fazia um pouco de calor, era começo da primavera e as flores já estava transparecendo na cidade, as copas das arvores tomando cor e o ceu se tornando azul anil novamente, Violetta andava pelas ruas sem asfaltamento e ouvia-se o barulho das crianças brincando e da agua que escorria de um riacho que era proximo dali, andou em total silencio, com os cabelos castanhos claros batendo no vento, seus pensamentos estavam presos na mãe que tinha morrido a alguns meses atras, ainda arrasada sempre ia visita-la sempre que tinha chance, ou pelo menos de quando o seu marido não a impedia. Carregava flores silvestres nas mãos, o cabelo preso em um coque que era coberto pelo chapeu azul e o vestido longo na mesma tonalidade a tranformavam em uma mulher ainda mais triste.
Violetta tinha sido feliz até alguns meses atras, naquela pequena cidade sempre viveu com sua mãe sem enfrentarem nenhuma dificuldade mesmo ela nunca ter conhecido seu pai que havia ido embora quando descobriu que a sua mãe estava carregando o fruto do amor que acreditam existir.
Porem a felicidade de Violetta durou pouco, naquela cidade estavam a procura de uma noiva para o filho da prestegiada familia Vargas, e simplesmente Violetta nunca imaginou que seria essa garota, a que teria que enfrentar a nova realidade.
Léon Vargas, um novo homem na sua vida e agora seu marido não era quem ela procurava, totalmente arrogante e não demonstra nem um pouco de respeito a ela e muitos menos a estima, o que a fez viver fechada e com medo de a qualquer momento ser abandonada.
Agora se encontrava andando em direção ao cemiterio, indo visitar sua mãe, a quem tanto amou e por quem daria tudo para ser feliz, Maria, mais que uma mãe, ou uma mulher, era uma heroina, que lutou até os ultimos momentos para se mentar viva e vislumbrar o bem estar da filha, que agora estava sozinha e triste.
Chegando ao cemitério, no tumulo de sua mãe, caiu de joelhos e desabou em lágrimas. Aquela que tanto a estimava, não estava mais com ela e agora, estava sozinha, em uma situação complicada em que sua única saída era se entregar a uma vida de falsidade e arrogância, em um lugar onde nunca imaginaria estar e com pessoas que sempre a intimidaram.
Deixando as lágrimas e sabendo que sua realidade agora era essa, levantou-se e rumou para casa dos Vargas, de cabeça erguida e jurando que conseguiria vencer mais esse obstáculo e que não iria deixar ninguém se aproveitar de sua situação e conseguir o mais rápido possível sair daquela enrascada.
Chegando a casa, um arrepio percorreu sua espinha e sua determinação, parcialmente, fora embora.
Abriu a porta lentamente olhando para os lados tentando não ser vista por ninguém, fechou a porta em total silencio e adentrou na casa, por sorte não tinha ninguém naquele cômodo, sorriu com isso, tirou o chapéu e o pendurou com cuidado, resolveu ir para o quarto e fingir que não tinha saído, subiu as escadas olhando para ambos os lados evitando ser notada, abriu a porta do seu quarto e suspirou feliz por nada de ruim ter acontecido, porem ao abrir os olhos viu Léon na sua frente, parado, com uma posição rígida e os olhos fervidos de fúria, Violetta engoliu em seco e sorriu como se nada ali estivesse errado.
-Onde estava Violetta?- Sua voz saiu rouca e seus punhos estava cerrados.
-Estava na cidade- Sua voz saiu tremida.- Resolvendo algumas coisas.
Léon bufou, e em um ato rápido Violetta levou um tapa no seu rosto, sabia que isso aconteceria se saísse sem ele, Léon era assim, ela apenas fechou os olhos sentindo a dor domina-la completamente, seus olhos já estava ficando marejados, mas chorar seria pior ainda.
-Você não respondeu a minha pergunta- Resmungou.
-Já disse que estava resolvendo algumas coisas- Reclamou com a voz embargada.
Novamente o tapa em seu rosto, tinha certeza que seu rosto já estava marcado e que logo lagrimas cairiam, Léon segurou seu pulso com raiva e o apertou a fazendo olhar para ele, Violetta viu a fúria em seus olhos, a raiva duelando com o desejo de agredi-la novamente, tentou emitir algum som porem sua garganta estava seca, ele queria uma resposta, odiava o fato dela sair sem ele e muito menos sem avisa-lo, a empurrou para longe da porta a jogando sobre a cama e bateu a porta com força, mas antes disso escutou ele trancando a mesma e dizendo em voz alta.
-Sairá dai apenas quando merecer- E seus passos ecoaram no corredor.
Por horas e horas permaneceu ali, pensando como uma desgraça tão grande pudesse ter acontecido justo com ela. Suas mãos apertavam contra sua bochecha ainda ardente pelas bofetadas sem motivo em seu rosto. Dominada pela raiva e tanta humilhação, andou em passos determinados até o banheiro e pegou a coisa mais afiada que estivesse por ali, uma tesoura. Caminhou até a cama decidida a acabar com aquela amargura de uma vez por todas, esperando um só movimento da porta para cravar-lhe a lâmina em algum lugar de seu corpo e lhe falar umas belas verdades.
Cansada de ser humilhada durante a vida toda, o restante de sua determinação chegou ao pico. Estava na hora de deixar de se preocupar com as coisas matérias e se preocupar com seu bem estar que agora, estava em pedaços.
Notas finais
Até breve.
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