Happily Ever After
4 Weird and uncomfortable feelings discovery
Notas iniciais
Léon ainda a observava absorvendo as palavras que havia dito, o medo e o nojo que sentia dele, se levantou rapidamente enquanto Violetta se afastava sem nenhuma pontada de preocupação, ele não sabia o que fazer, na primeira vez em sua vida não sabia o que pensar de vê-la se afastando e criando barreiras entre eles dois, logo a perdeu de vista e se irritou com o que estava pensando, voltou para casa ainda com a mente presa nela, precisa transparecer, esquecer ela pelo menos naquele momento, em vez de adentrar na casa, foi diretamente para o carro e deu partida indo para o bar mais próximo que tivesse ali, assim que encontrou o que buscava, entrou no lugar com péssimo odor, se sentou em qualquer cadeira e se pôs a beber descontroladamente, seus olhos já estava ficando turvos e perdendo a consciência, porem a imagem dela ainda vinha a mente, não sabia o motivo e queria ignorar aquilo, se pudesse voltaria bate-la se ela estivesse ali na sua frente, agora ela provavelmente estaria sentada na cama olhando para fora da janela com os olhos marejados, ou com a mãe dele dizendo coisas desagradáveis em seu ouvido.
Foi interrompido de seus pensamentos quando o expulsaram do bar por estar bebendo demais e logo causaria uma péssima reputação no local, andou pela rua cambaleando, caindo varias vezes e se machucando totalmente, quando finalmente avistou a casa agradeceu por aquilo, abriu a porta com um soco e encontrou Violetta na sala olhando para a lareira, a vê-lo daquela maneira o primeiro ato que tomou foi levar as mãos a boca e cobri-la tentando evitar o ar espantoso que acabar de levar.
–O que aconteceu com você Léon?- Perguntou olhando para o marido horrorizada.
–Na-na-na-da-da...- Gaguejou e se pôs a tentar subir as escadas, porem não tinha força, e logo caiu de lado nos degraus.
Violetta que observava a cena sentiu uma pontada de pena dentro de si, precisa ajuda-lo, nem que fosse estapeada no outro dia ou que ele dissesse que a odiava- era o sempre dizia- se levantou em um ato rápido e o ajudou a subir as escadas e ir até o quarto, ao senta-lo na cama viu o quanto estava machucado, pegou alguns curativos que tinha no quarto e se responsabilizou em cuidar daquilo, todavia seu desespero aumento quando Léon tirou a camisa coberta por sangue, ela não pode deixar de observa-lo, mais perfeito do que tinha imaginado, com os olhos ainda cravados nele ela ouvia a risada baixa dele e abaixou o olhar completamente corada, e sendo envolvida pelo cheiro de álcool que domina o quarto.
Ao passar o pano limpando suas feridas, Violetta o escutava dizer coisas insanas. Chegava até a colocar as mãos na boca, interrompendo o processo de limpeza de Leon , para abafar suas risadas.Até que algo que ele disse a despertou e a fez prestar atenção, deixando de lado as barbaridades que ele falara antes.
–Sabe, eu errei. Nunca estive tão errado na minha vida. Como consegue?!
Realmente não entendia muito bem de que ele falava. Achei melhor ficar calada, nunca se sabe o que um descontrolado pode fazer com um simples movimento brusco, ainda mais se estiver bêbado.Depois de passar o pano nos lugares feridos passou o remédio e colocou os curativos nos locais que estavam mais danificados, porem ao ter que passar o pano sobre seus lábios ela sentiu algo estranho se formando dentro dela, algo indestrutível, retirou aquele pensamento da cabeça e voltou a fazer o que deveria, Léon ainda a olhava, de forma estranha, e as vezes sorria se forma desengonçada.
Depois de terminar o que queria, pegou uma camisa em seu guarda roupa e entregou a ele, todavia perceber o quanto ele estava bêbado que mal conseguia de mexer, revirou os olhos e o ajudou se vestir, o deitou na cama mesmo com a advertência dele, cobri-o e saiu do quarto rapidamente dizendo que traria algo para ele beber.
Foi até a cozinha tentando evitar a mãe dele, a que tanto a odiava, e agradeceu por ela ter saído e deixado os dois sozinhos na casa, foi até a cozinha e pediu á um dos criados que fizesse um chá de camomila, tamborilou os dedos na mesa de madeira tendo passar o tempo, foi quando viu André, irmão de Léon, que dificilmente ficava em casa e que Violetta tinha visto poucas vezes na vida, mas ele demonstrara ser um bom homem, André quando viu Violetta sorriu e se sentou em uma das cadeiras de madeira abatidas.
–Bom dia- Ele disse abrindo um livro que havia sobre a mesa.
–Bom dia André- Falou baixo tentando disfarçar a voz fraca que devido aos gritos da noite passada tornavam difícil o pronunciamento.
–Você esta bem?- Perguntou curioso.
–Claro, nunca estive tão bem- Olhou sobre a mesa querendo saber se o chá já estava pronto e sair dali de uma vez por todas- O que faz por aqui?- Perguntou ainda não o olhando nos olhos.
–Estou apenas de passada, tenho que resolver uma papelada com minha esposa antes de nos mudarmos — Violetta percebeu a doçura na voz dele e queria que Léon também a obtivesse- O que você fez em seus braços- Perguntou apontando para as marcas vermelhas e roxas que ali estavam Violetta as cobriu imediatamente com o braço.
–Não foi nada, não se preocupe- Deu de ombros e agradeceu quando o chá foi entregue, o pegou junto com uma bandeja e começou a andar querendo esquecer que André estava ali esperando uma resposta dela.
–Ele lhe agrediu- Disse por fim fazendo Violetta se virar repentinamente para trás e olha-lo com os olhos arregalados.
–O que disse?- Gaguejou.
–Você escutou muito bem, agora vá cuidar dele, conversamos depois sobre isso.
Violetta assentiu e saiu da cozinha com um pavor dentro de si, suas mãos suavam e suas pernas tremia, o medoa estava consumindo, e com certeza não conseguiria esconder esse segredo de André.
Chegou no quarto e ao abrir a porta encontro Leon debruçado roncando. Balançou a cabeça negativamente, já não bastava ela ter que passar todos os dias com ele a maltratando e agora, ela tinha que cuidar dele. Era injusto. Quantas vezes ele a agrediu e nenhuma alma dentro daquela casa a ajudou. Talvez se André estivesse ali daria algum apoio a ela. Realmente e parecia ser o único correto dentro daquela casa.
Se sentou na beirada da cama e tentou acorda-lo. Tinha que fazer isso para ele não acordar depois se sentindo tão mal. E também ela que teria que aguenta-lo se caso ele levantasse de ressaca.
Leon resmungou alguma coisa e abriu os olhos alguns segundos e depois voltou a fecha-los, os mesmos pesavam. Estava começando a se arrepender de ter enchido a cara por Violetta. Para não pensar nela. Era só agir como sempre, ser frio e desprezável já fazia com que parcialmente eu pensasse nela de uma forma superior, mas... de algum modo eu não conseguia fazer a mesma coisa de antes. Tentava mas me sentia culpado e com remorso depois. Sinceramente isso nunca me ocorreu.
Enquanto Leon refletia Violetta despejava o chá dentro da boca entreaberta do mesmo, rapidamente porque logo ele voltaria para seu subconsciente e iria engasgar.
Suspirou vendo-o dormir tranquilamente depois disso. Era impressionante o modo que ele dormia tão bem depois de fazer mal as pessoas.
Hesitou em descer pois teria que encarar André e não sabia se podia confiar no mesmo, mas ele era a única pessoa que estava, mesmo por pouco tempo e só de vez em quando, se importando realmente com ela, ou pelo menos é o que parecia.
Estava presa na duvida se descia ou não, acabou decidindo em descer, com as pernas tremendo adentrou na cozinha sem cerimônia para deixar o chá e o bule, e viu que André já não se encontrava mais ali, suspirou cansada e um pouco triste com isso, decidiu então que o melhor era ir para o quarto e aturar o Léon, mas antes de ser feito isso, André aparece na sua frente de braços cruzados.
–Nos podemos conversar agora Violetta?- Sua voz soou autoritária.
–Claro- Engoliu em seco e se sentaram nas poltronas da sala- Sobre o que quer conversar?
–Não se faça de desentendida, eu sei o que se acontece nessa casa, sei que você sofre com o Léon todas as noites.
–Eu não quero falar sobre isso André...
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