Happily Ever After
5 Before a near disaster it made me realize my mistake
Notas iniciais
Um longo tempo se passou desde que Violetta tentou contar para André o que acontecia em todas as noites conturbadas, manhãs ainda piores. Ela tentou demostrar toda a dorque sentia quando Léon a batia, quando dizia palavras amedrontadoras no seu ouvido, temia que algum dia ele ainda a matasse a golpeadas e que morreria do braços do marido. André tentou dizer alguma coisa, mas nada saia de sua boca, estava atordoado com tudo, ele nunca na vida dele pensou em bater em sua esposa, nunca imaginou em espanca-la até que por obra do destino ela falecesse em seus braços e que nunca mais veria os olhos brilhantes de Emma.
–Acho que o melhor que você deve fazer, é falar com ele- Indagou nervoso olhando para ela, via a dor estampada nos olhos castanhos chocolate, a marca que a vida estava deixando no rosto dela.
–Não adianta, ele nunca me ouve, acha que eu sou um boneco na vida dele, eu estou presa e condenada á Léon para sempre, e ninguém pode mudar isso, mas obrigada André, por me ouvir e tentar me ajudar. — Sorriu sincera- Só que somente eu posso resolver isso.
Saiu da sala ainda cansada de tudo o que acontecia, passou pelo corredor escuro querendo descansar um pouco foi quando ouviu as vozes de Esmeralda, a mãe de Léon. Típico, ela estava falando de Violetta, de como ela era impossível, a esposa incorreta, as roupas inadequadas e que o filho não era para estar com aquela víbora. Violetta bufou, estava cansada de tudo, queria morrer, se entregar a morte e nunca mais acreditar que seria feliz com um homem que não a respeita, que não a deseja e que não a ame, empurrou a porta com força entrando no quarto e ambos se calaram a encarando, sorriu irônica e viu Esmeralda revirar os olhos.
–Filho, apenas dela ser sua "Esposa" eu acho que você deveria conhecer uma grande amiga da família- Apontou para a porta e uma garota de cabelos castanhos até a cintura cacheados, presos em um penteado elaborado apareceu ali, de mãos atadas com os olhos cravados nos de Léon- Essa é Lara, e creio que... Vocês devam ser amigos- Sorriu com mais alguma intenção na mente.
– Como pode ser tão cara de pau na minha frente? Esta evidente que deseja coisas a mais que somente a amizade desses dois- Violetta apontou para Leon e Lara, indignada olhando incrédula para a sogra.
–Violetta- Interrompeu Leon gritando- não admito que fale desses modo e tom com minha mãe e temos convidados ainda por cima, então não se intrometa.
Ela se calou. Afinal porque tamanho interesse em que Lara e Leon tivessem algo? Ela não se importava certo? Iria até ser bom, por um lado, se ela se desprendesse dele. Por outro ela dependia dele independentemente de qualquer coisa. Precisava dele, e não podia negar que não tinha ninguém a quem ocorrer sem ele, não tinha nada fora dali.
Era estranho pois ela sentia algo mais. Um porém oculto que talvez mudasse algo. Ela estava estranhamente com um aperto no peito. Não sabia identificar. Sentia que finalmente algo estava mudando, bem lá no fundo. Sua convivência estava parcialmente se tornando menos difícil com Leon. Era muito pouco, mais já era um começo, pelo menos para ela, lhe restara ainda um pouco de sperança. Mas agora... o seu mínimo avanço desmoronou. Com a chegada dessa tal Lara, viu que sua vida se tornaria pior, quase um inferno. Com certeza seria humilhada em frente a todos. Principalmente de sua sogra que ficaria paparicando-a e a jogando para cima de Leon, dizendo o quão ela era melhor.
Se sentou na cama e viu como Lara se apresentava, seu vestido de babados verdes claro, um sorriso estranho no rosto, parecia que estava pronta para destruir a vida de Violetta apenas com um sorriso e estalar de dedos,.Léon também sorriu para ela, de uma forma bem diferente de quando sorria para Violetta. Léon sorria apenas quando ela estava apenas de espartilho na sua frente, assim ele nem olhava na cara dela, parecia um cretino que se apoderava dela, e ele era, na verdade era bem pior do que ela poderia imaginar.
–Léon querido, poderia apresentar á casa a Lara, ela ficara com nos um bom tempo- Esmeralda ficou Violetta enquanto dizia isso, Léon assentiu e conduziu Lara para fora do quarto, Esmeralda saiu junto com um sorriso satisfatório no rosto, e Violetta se pôs a chorar novamente.
A dor aguda de novo a consumiu, sempre vivia assim, com as dores depois de uma surra merecida do Vargas, porem dessa vez não era essa dor que tinha dentro de si,.Era a dor de que possivelmente o perderia, que ele a despachasse quando conhecesse Lara mais a fundo, e percebesse que Violetta era apenas uma pedra no sapato, e que poderia joga-la da janela e ela morreria na hora, espancaria ela até morrer, e tudo isso se resumia no aparecimento repentino daquela garota estranha que com certeza faria a vida de Violetta uma coisa pior que já era.
Um inferno pessoal.
No dia seguinte, Lara já havia se instalado na casa e como previsto foi paparicada por todos. Violetta ficava em seu quarto, não suportaria ver o restante de sua vida desparecer com se fosse pó. Ela não tinha mais nada, agora era um fato.
Sentada em um canto de seu quarto ouvia risadas que jamais escura sair da boca de nenhum ser ali presente em meses. Mas uma especifica risada lhe atingiu e foi com uma facada no peito e na alma. A risada de Leon ecoou em sua mente e a obrigou e tomar alguma atitude. Ela tinha, ela queria ter certeza de que Leon não podia ser tão baixo a ponto de trai-la desse modo. Se arrastando, com receio, até a porta do quarto a destrancou, em alguns passos viu, e o que viu ardeu seus olhos de lágrimas e de um ódio incomum.
Leon estava sentado na sala, ao lado de Lara de mãos dadas lhe afagando os cabelos e acariciando suas mãos. Foi a gota d'água , foi o cumulo.
Saiu dali batendo a porta com força e com os olhos cheios de lagrimas, tropeçou no vestido diversas vezes, mas ao fechar aquela porta, percebeu que Léon saiu da sala, e a viu correndo sem rumo pelo corredor. Léon tomou a decisão apressada de deixar Lara sozinha e correr atrás dela, mesmo estimando muito Lara, Violetta era sua esposa, era a sua mulher, lhe pertencia, e não queria que ela fosse substituída por Lara, mesmo que ela se mostrava ser melhor que Violetta.
Andou pelo corredor atrás dela, sabia onde ela estava, com certeza estaria no banheiro.Entrou no quarto deles, vazio , sendo ocupado somente pelos soluços dela que vinham do banheiro ao lado.A porta estava entreaberta e viu ela no chão, chorando, com a cabeça entre os joelhos, mas o que o mais o assustou foi o sangue que escorria do seu braço, pingando gotas grandes no chão e no seu vestido, sabia o que aquilo significada e não queria presenciar nunca um ato desses dentro da sua casa.
–O que esta fazendo Violetta- Sua voz saiu alta e feroz.
–Na... Nada...- Fungou e se levantou do chão, seus cabelos cacheados amassados, o rosto coberto de lagrimas, borrado pela maquiagem e roxo, o sangue na bochecha direita e o vestido totalmente imundo- Vai me bater por isso também?
Léon suspirou, parecia que ver ela ali, ingênua, desarmada e simplesmente acabada fazia com que ele se arrependesse de tê-la agredido por tanto tempo, seu olhos roxo, ainda naquela noite do baile em que levara uma surra dele, porem o punho sangrava cada vez mais, e o fazia fechar os olhos horrorizado, foi até ela de mãos atadas, Violetta deu dois passos para trás com medo do que ele fosse fazer, porem ela acabou encurralada na parede com ele a fuzilando com o olhar.
–Não faça mais isso- Segurou o punho dela com cuidado e beijou-lhe os dedos magros.
–E você? Tem a coragem de me trair na minha frente, de mostrar um amor a Lara que nunca mostrou a mim, a tratando com carinho, e isso você nunca foi capaz de fazer — Mais lagrimas caíram do seu rosto acabado.
Leon não sabia o que dizer. Ela estava certa, em cada palavra. Nunca lhe dera algo digno, algo realmente verdadeiro. E isso ela fazia com um estranha. Ele mesmo era incapaz de compreender a si próprio. Fora sempre influenciado pela mãe e quase nunca pensava por si mesmo. Ele agora viu o quão terrivel ele se tornara e não queria ser assim.
Chegou a uma a proximidade de Violetta que a deixou segurando o ar.
–Sinto muito- disse com sinceridade, mas quase inaudivel, por conta de que nunca um Vargas pedia desculpas ,mas até que ele estava sendo sincero, mas também por se distrair com os olhos de Violetta.
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