Happily Ever After

7 Finding the truth, Repenting of his errors, and advice that I dispense


Notas iniciais
Hello sunshine, como vão? Bom... um obrigado a Yonnaha pela belissima recomendação, Obrigada a quem favoritou e comentou. Estamos muito contentes. Good read. /Melany

Violetta descia as escadas que davam acesso à sala quando escutou os gritos que dali vinham, o barulho da mobília sendo jogada no chão. Avistou Léon e Esmeralda discutindo e ela caindo em lagrimas, Léon totalmente nervoso e com a fúria presa no olhar, alguma coisa havia acontecido, e pelo visto, tudo aquilo era devido a Esmeralda.

–Você mentiu, se passou por alguém que nunca foi, você é uma plebéia, uma qualquer- Gritou Léon jogando um vaso contra o chão- Você não presta, sempre se mostrou a sociedade como uma mulher digna, mas isso você nunca foi e nunca será.

–Eu fiz tudo isso por você meu filho, eu queria ver essa família bem, eu tenho nojo de mim por antes ser uma pobre, como aquela coisa que você chama de Violetta, por isso eu não a suporto, ela é como eu fui algum dia, e se casou com você apenas por dinheiro- Esmeralda ameaçou apontando o dedo para Léon.

–Escuta uma coisa, Esmeralda, Violetta não se casou por dinheiro comigo, ela nunca provou que desejou isso de mim, ela só quer uma coisa, e isso é o que você nunca vai ter- Cuspiu as palavras na cara dela- Amor.

Antes que mais alguma coisa pudesse acontecer, Léon desabou no chão, e Esmeralda gritou não sabendo como agir, se abaixou na frente dele tentando ajudá-lo, mas Violetta estava ali, foi correndo até sua direção, se agachou na frente dele vendo-o, caído, pálido.

–Saia daqui Esmeralda você não tem nada mais haver com isso- Violetta vociferou.

–Ele é meu filho, tenho mais direitos que você- Esmeralda arqueou as sobrancelhas finas.

–Cale essa sua boca, e saia daqui- Bufou- Agora.

Esmeralda encarou Violetta não acreditando naquelas palavras sujas que aquela coisa havia dito para ela, mas achou melhor sair e tentar resolver as coisas quando Violetta não estivesse mais no caminho e atrapalhando sua vida como sempre fazia. Violetta encarou Léon caído no chão, com o rosto suado e pálido, com um pouco de dificuldade o deitou no sofá de couro da sala e se sentou do seu lado pensando no que poderia fazer, mas as palavras dele estavam batendo na sua cabeça:Ela só quer amor, isso e você nunca terá.

–Quem dera se você pudesse me dar esse amor- Disse para si mesma acariciando o rosto de Léon que dormia profundamente com a cabeça nas suas pernas.

Vendo que ele estava febril Violetta relutante se levantou pousando a cabeça de Leon em uma almofada. Caminhou até a cozinha, molhou um pano com água gelada e voltou para sala colocando o pano na testa de Leon, voltando a colocar sua cabeça em seu colo. Era reconfortante para ela te-lo perto, ao mesmo tempo incapacitado de lutar contra a aquele carinho que ela ansiava a tempo.

Com o passar do tempo a febre baixou e ele dormia serenamente, como se não houvesse preocupações, como se estivesse em seu devido lugar, pois estava mais de que aconchegado ali. Violetta encantada, começou a entrelaçar seus dedos nos cabelos sedosos de Leon distraidamente, pensando sobre aquela frase que não saia de sua cabeça, por mais que ela lutasse contra se repreendendo a cada momento por saber que aquelas palavras não valiam, e nunca aconteceriam de verdade, não do modo em que ela queria.

Foi quando sentiu ele se remexendo no seu colo, Léon abriu os olhos e fitou Violetta que permanecia quieta, presa em seus pensamentos, porem uma dor na sua cabeça lhe atingiu lembrando da discussão com a mãe, onde ela dizia que era uma plebéia, e que o pai de Léon se casou com ela apenas por pena.

–Você esta bem?- Violetta perguntou tirando as mãos do seu cabelo com medo da reação adversa que ele teria.

–Acho que sim- Suspirou e voltou a fechar os olhos- Já sabe de tudo?

Violetta relutou em responder, tirou o pano que estava na sua testa verificando sua temperatura, porem Vargas segurou a mão dela a impedindo de se movimentar, ele aguardava uma resposta, sendo ela qual fosse, mesmo que não seja a que ele deseja.

–Sim, mas não muito, apenas o que escutei.

– O que exatamente você escutou? — perguntou com certo receio evidentemente escondido.

–Dá parte que ela mentiu até...- se interrompeu- a parte que você citou meu nome e desmaiou.

Leon fechou os olhos com força. Não era para Violetta ter escutado a parte dela na conversa. Nem ele mesmo sabia o motivo de te-la citado. Ao mesmo tempo estava arrependido. Esse tempo todo a tratou indiferente, deixou que sua mãe fizesse sua cabeça contra Violetta e a mesma foi a que sempre mentiu e o enganou. Estava arrependido e de certa forma, sabia que Violetta não tinha os mesmos motivos que sua mãe.

Ainda segurando a mão de Violetta a apertou, não forte, mais como se precisasse de algo para se apoiar. Ele não estava se reconhecendo.

Com a outra mão, Violetta retirou o pano de sua testa o deixando de lado e voltou sua mão gélida a testa do rapaz. O mesmo se sentia bem com seu toque, pela primeira vez, e se deixou usufruir dele.

Violetta fechou os olhos sentindo o toque dele sobre sua mão cálida e sentiu ele se sentando do seu lado e tomando o rosto dela em suas mãos, Léon estava com a consciência pesada depois de tudo o que tinha feito ela passar, passou a ponta dos dedos na bochecha rosada onde tinha uma cicatriz funda, nos lábios ressecados e sem vida, acariciou os cabelos curtos e pouco cacheados, Violetta abriu os olhos encontrando os deles, verdes e suplicantes.

–Me desculpe- Disse por fim a surpreendendo.

–Pelo o que? Você não fez nada demais- Perguntou confusa não acreditando nas palavras de Léon.

–Por tudo, eu nunca deveria ter feito o que fiz- Levantou o rosto dela até ficar na altura do seu- Nunca deveria ter lhe agredido por ter feito coisas erradas.

Violetta negou cruzando as pernas e suspirando, olhando para o seu pulso recém cortado e se lembrando das mechas do seu cabelo antes longas e agora curtas, se lembrando da cicatriz do seu rosto e do olho roxo que cobria com maquiagem.

–Eu fiz as coisas erradas, e você também, mas não vamos discutir por favor- Sorriu de canto- Já passou, e eu estou bem com tudo isso.

–Eu não estou- Vociferou Léon colando suas testas.

Violetta fechou os olhos, e não podia acreditar.

–Do que precisa para ficar bem- disse demasiada preocupada e com uma ponta de esperança.

– Disso

Dito isso a tomou em seus lábios, por instantes, um beijo que era quase um suspiro, quase uma suplica. Aquele simples ato era libertador.

Nesse exato momento, Esmeralda aparece na porta, vendo-os tão calmos e compatíveis se irritou e amaldiçoou o dia em que conhecera Violetta, no mesmo momento soltou um berro fazendo com que ambos se separassem assustados consigo mesmo e com o susto.

Leon a olhava com raiva e Violetta não estava diferente

–Ah Violetta, conseguiu o que queria, um beijo- Esmeralda cuspiu as palavras vindo na direção deles.

Violetta abaixou o olhar evitando que Esmeralda jogasse mais coisas na sua cara como sempre fazia, porem agora aquela mulher era como ela, uma qualquer, que havia se casado por ajuda, mas Violetta em partes, amava Léon mesmo depois de tudo o que ele tinha feito com ela, ele se arrependeu, e quem estava na hora de se arrepender era Esmeralda.

–Cale essa sua boca Esmeralda, você não tem mais nada que fazer aqui- Léon ameaçou.

Leon por sua vez segurava a mão de Violetta com força, com intenção de lhe passar segurança.

–Agora a está protegendo? Então tudo que lhe falei não valeu a pena, você não enxerga mesmo o propósito dessa qualquer. E para onde mais eu iria? Eu tenho tanto direito de estar aqui quanto você, ela é que deve se retirar, só ocasionou desordem dentro desta casa.

Violetta ia saindo quando é puxada com delicadeza por Leon.

– Agora vejo que tudo que me disse foram as piores mentiras e que nesse caso também se aplicam a você, e me arrependo profundamente de ter te ouvido. E Violetta não irá a lugar algum, vai permanecer dentro dessa casa sendo devidamente tratada, ou ao contrário, você que sofrerá tudo pelo que Violetta passou.

Esmeralda arregalou os olhos não acreditando naquelas palavras, empurrou e mesa pequena que tinha na sua frente fazendo tudo caindo no chão e resmungando que tudo aquilo teria volta, Violetta com as pernas fracas caiu com tudo no chão, mesmo que Léon a protegesse ela se sentia impune a fazer qualquer coisa contra Esmeralda, e ela com certeza se vingaria de Violetta, uma hora ou outra ela faria isso, ela não aceitaria um não tão fácil.

Léon se ajoelhou ao seu lado e vendo as lagrimas que caiam do rosto dela, as limpou com o polegar com cuidado, e quando Violetta menos se deu conta estava abraçada a ele, o calor que ele emanava a deixava mais segura, mesmo que não tivesse sentido, o abraçou com força deixando tudo rolar como deveria, deixou o perfume forte dele tomar conta dela, ele a tomar em seu colo a levando para o quarto e deixar daquele cenário que não fazia bem a nenhum dos dois, e esquecer pelo menos uma vez que ele poderia bater nela a qualquer momento.

Léon abriu a porta do quarto com dificuldade, por estar segurando-a e por não se dar muito bem carregando as pessoas, não sabia que atitude era aquelas que estava tomando, nunca pensou em sua vida sentir pena dela ou até mesmo cuidar e defende-la contra sua mãe, mas sabendo depois de tudo o que tinha feito a sua mulher passar, não importava o que estava fazendo, estava fazendo por ela, e isso era mais importante que qualquer coisa, mesmo que negasse.

Notas finais
Had a good read? Bom...um grande passo foi tomado e um enorme segredo revelado. O que será que está por vir? Comentem, por favor e não estamos pedindo tanto. Não tenha a audácia se ser uma fantasma. Favoritem e recomendem So long my dear.