Halloween Trial - The Venatores

1 German girls do it better.


Notas iniciais
Aproveitem o primeiro capítulo e tudo mais, xoxo.

Piper

Meu irmão e eu não ficamos em uma cidade por mais de seis meses. Ao primeiro sinal de que eles encontraram nosso rastro nós fugimos sem deixar vestígio nenhum, exceto uma imensa “digital” mágica que encobre nosso rastro por tempo suficiente para fugirmos novamente, mas que acaba sendo o que os ajuda a nos encontrar de novo. É um ciclo vicioso e mortal. Mortal para nós, caso eles nos encontre. Nathan diz que é nossa obrigação continuar vivos, que é uma questão de honra para a nossa família, mas – não entenda como um ímpeto suicida – eu simplesmente não queria mais fugir.

Quando eu tinha sete anos nossos pais foram mortos por eles, por isso fomos forçados a aprender a nos virar e a fugir por todo o país. Viajamos por todo os Estados Unidos em três anos, moramos em todos os estados até que conseguimos uma passagem de avião para a Europa. Dessa vez nós não nos limitamos à apenas um país, moramos na Irlanda, na Finlândia, em Bolonha, Veneza, Lisboa e até em Paris. Nathan é um ano mais velho que eu, mas nossos pais – antes de morrer – nos deram um documento que alegava nossa emancipação. Por algum motivo que eu desconheço nenhum país ou estado contestou o documento o que nos tornava livres para ir e vir.

Você deve estar pensando que eu sou uma retardada por não gostar de viajar por toda a Europa, mas eu venho por meio deste te dizer que: Retardada (o) é você!

Não é nada divertido não conseguir ficar no mesmo lugar por mais de seis meses e ainda é mais terrível ter um irmão super protetor que mapeia todos os seus passos e os coloca em um gráfico para poder controlar cada movimento seu. Quero dizer, eu amo o Nate, mas às vezes ele é insuportável.

— No que você está pensando? – perguntou Nathan, no banco do motorista. Ele mantinha os olhos na avenida, mas olhava apreensivamente para o espelho retrovisor.

Eu abracei meus joelhos com mais força e bolei uma mentira tosca. Eu era muito boa nisso, mas Nathan tinha um detector de mentiras embutido no cérebro.

— Eu estava pensando em como vai ser divertido ouvir o inglês direto da fonte. Disseram que os britânicos falam como se tivessem uma batata a boca. – E lá estávamos nós. Depois de quase quatro meses e Berlim, Nathan viu os caçadores perto do prédio em que estávamos morando e não levamos nem duas horas para fazer as malas e correr para o aeroporto. Próxima parada? A terra da rainha, querida. Lugar que você nunca vai conhecer, lamento informar. Não que eu esteja sendo rude, mas às vezes é a verdade. Ou meia verdade, já que estávamos em Nova York e não na Inglaterra.

— Para quem aprendeu italiano, francês e alemão... Um pouco de sotaque britânico não é um grande desafio. Quem sabe possamos ir para a Inglaterra da próxima vez?– Nathan sorriu, mas eu percebi as rugas de preocupação e cansaço ao redor dos seus olhos azuis. Meu irmão é o tipo de cara que as assanhadinhas iriam se matar para chegar perto. É estranho descrevê-lo, mas ele tem olhos azuis e cabelos negros completamente desgrenhados. A barba por fazer atribui mais idade do que ele tem, mas graças à emancipação nós não precisamos mentir sobre isso. Quanto a mim? Sou uma cabeça mais baixa, tenho olhos verdes (muito sedutores por sinal) e um cabelão ondulado que arranca suspiros dos garotos. – Mas você é uma péssima mentirosa, Pipes. Pode ir falando.

Um ponto para ele.

— Eu estou cansada de fugir. – Admiti. – Não podemos simplesmente sentar e conversar com os caçadores? Quem sabe isso não é um tremendo mal entendido? – Nathan arqueou uma sobrancelha, sem tirar os olhos Ra rua secundária em que ele virara. Um enorme ônibus amarelo cheio de crianças passou ao nosso lado.

— Você acredita mesmo nisso?

— Sim.

— Piper.

— Tá, eu não acredito! Mas quem sabe desse certo? – E aquilo de “A esperança é a última que morre”?

— Eu não sei por que temos que fugir, mas você viu o que eles fizeram com o papai e com a mamãe. Esses caçadores não estão de brincadeira, não podemos nos arriscar. – Ele tinha razão.

Aos sete anos nossos pais nos levaram para o circo que havia chegado à Portland Naquela época nós não sabíamos, as os caçadores estavam nos procurando e já haviam chegado à Seattle. Depois que a apresentação acabou nossos pais estavam inquietos, assustados. Eles queriam nos levar para casa imediatamente, mas Nathan e eu insistimos para que eles nos levassem para ir ver o palhaço. Nossos pais concordaram e disseram que seria muito rápido, mas quando chegamos aos camarins improvisados o palhaço estava diferente. A tinta no seu rosto estava borrada e disforme. Os círculos vermelhos ao redor dos olhos tinham escorrido, como se ele derramasse lágrimas de sangue. Eu não queria ver mais nada. O palhaço atacou nossos pais que não conseguiram se defender porque Nathan e eu havíamos nos levado para uma emboscada. Todo o circo estava dentro de um circulo feito com cinzas de verbena e acônito. Nas historias de vampiros essas ervas enfraquecem os chupa-sangue e os lobisomens, mas no mundo real as cinzas dessas ervas inibem os poderes de uma bruxa.

Nate só tinha oito anos, mas ele me puxou para fora do circo e nós corremos direto para casa. Ele murmurou uma das várias palavras em latim que nossos pais haviam nos ensinado e uma tabua do piso saltou e deslizou para fora do caminho. Nathan enfiou a mão naquele buraco e tirou nossa declaração de emancipação e o grimório dos Eferhild. Alguns anos depois Nate contou que o papai o havia feito prometer que, ao primeiro sinal de perigo, nós desapareceríamos sem deixar rastros. E foi assim pelo restante dos anos que se seguiram.

— Você vai gostar de Nova York, Pipes. E sinto que vamos ficar aqui por um bom tempo. – Ele tentou me animar, porém havia uma coisa que eu havia aprendido depois de quase nove anos fugindo. Se você não pode ficar para sempre em um lugar, saia dele o mais rápido que puder. Se você cria raízes que podem ser arrancada a qualquer momento, sem chance de despedida... Cara, isso acaba com você.

***

Nate estacionou o carro alugado em frente a uma casinha no extremo sul de Nova York, de volta aos Estados Unidos da América. Era fácil para nós conseguirmos dinheiro, a família Eferhild tinha uma grande reserva. Tão grande que poderíamos viver por mais cem anos nos mudando a cada semana. Eu ia sentir falta da Europa, mas nada como um bom fast food americano para ajudar na readaptação.

Quando descemos do carro Nathan caçou uma das milhares chaves presas em uma imensa argola enferrujada até conseguir que a porta se abrisse. Ele poderia ter feito isso com magia, mas eu preferia não ferir a masculinidade dele.

A primeira coisa que eu fiz depois que coloquei meu pé dentro da casa foi soltar um sonoro espirro.

— Pelo amor de Deus! Isso está nadando na poeira! – Pelo menos três centímetros de poeira cobriam toda e qualquer superfície visível da do hall. Nathan olhou por cima do ombro e abriu um sorriso, o que me fez revirar os olhos. – Vamos logo com isso, Nathaniel.

Ele deixou as chaves sobre o aparador do hall e a porta atrás de mim se fechou sem nenhuma interferência física.

— Vou pegar um pouco de água e deve ter sal em algum lugar por aqui. – Eu esperei e o ouvi fuçar nos armários, caçando uma vasilha para colocar o sal dissolvido em água. Quando meu irmão voltou colocou a vasilha com água salgada no chão e traçou um semicírculo com o dedo na camada de poeira do piso amadeirado. Eu me curvei e completei o circulo, limpando o dedo na jaqueta jeans. – Quando você quiser, maninha.

— Sanguis sanguinem tutela vestri domum eius.— Eu repeti a mesma frase que nós sempre dizíamos quando nos mudávamos. A água mudou de cor, tingindo-se de um azul diluído e irreal.

— Sanguis sanguinem tutela vestri domum eius! — A entonação de Nate fez com que a superfície da água pegasse fogo, fogo azul. Aquilo não ardeu por muito tempo, toda a água evaporou rapidamente e o vapor azulado se espalhou pelo teto, penetrando na “essência” da casa e fornecendo as proteções necessárias para afastar os caçadores e suas formas misteriosas de nos rastrear. Nós não sabíamos como eles nos localizavam, mas sabíamos era só uma questão de tempo. Por isso precisávamos fugir, por que se eles nos encontrassem nós seriamos mortos como nossos pais foram.

— Imagino que você, sendo você, não vai mover um dedo para me ajudar a limpar isso aqui, não é? – Nathan arqueou uma sobrancelha. Ele podia ser apenas um ano mais velho que eu, mas às vezes era o exemplo de mãe maníaca por limpeza. Sua personalidade oscilava violentamente entre um adolescente comum e um adolescente que era obrigado a proteger a vida da irmã e a própria.

— Isso está fora de cogitação, realmente. Afinal, podemos muito bem encantar umas vassouras para elas fazerem o trabalho por nós. – Eu tinha esperanças de que ele concordasse, mas a negação era evidente em seus olhos azuis.

— Quando menos magia usarmos, menos rastros nós deixamos para que eles consigam nos encontrar.

— Vamos lá, Nate! Você não pode reprimir quem você é por medo! – A expressão de Nathan se fechou completamente. Ele raramente demonstrava o que estava sentindo, mas eu pude perceber a dor em seus olhos. – Desculpe... E-eu não...

Aquela expressão tristonha desapareceu e foi substituída pelo sorriso brincalhão que ele sempre reservava apenas para mim. Nathan sempre era educado e cordial com as pessoas. Ele sempre ia para a mesma escola que eu, mas nunca se encaixava em nenhum grupo. Ele reservava seu lado adolescente comum apenas para mim, apesar de esconder muitas coisas, como suas emoções por exemplo.

— Por que você não vai conhecer a cidade enquanto eu limpo isso aqui? Nós nunca viemos à Nova York. – Tentei não ficar magoada, mas eu estava sendo dispensada. Tudo bem, eu havia provocado... Mas eu queria que ele se abrisse comigo pelo menos uma vez. Mamãe e papai sempre colocaram muita pressão sobre o Nate, dizendo que ele deveria me proteger a todo custo. E eu só queria que ele pudesse curtir a vida um pouco, porque querendo ou não ele ainda era só um garoto nas calças de um adulto.

— Tudo bem. Cuidado com a poeira, Capitão Aspirador de Pó. – Ele revirou os olhos e eu atravessei a sala, passando pelo carro e me dirigindo ao metro como eu havia feito inúmeras vezes na Europa.

Devo admitir que os americanos tinham um certo charme, mas a sofisticação ficava do outro lado do Atlântico. As ruas eram muito barulhentas e agitadas, exatamente como as cidades grandes em que eu já morara, mas tudo parecia ampliado em Nova York. Enquanto eu caminhava pela calçada apinhada de gente correndo de um lado para o outro, vestindo os mais variados tipos de roupa e com aparelhos celulares colados na orelha enquanto conversavam e gesticulavam com quem estava do outro lado da linha. Eu gostava de observar as pessoas, porque na maioria das vezes elas eram bem peculiares e interessantes.

Nathan costuma dizer que eu sou intuitiva. Ele diz que o meu poder vem do meu coração e da minha intuição, por isso eu posso ser meio impulsiva e irracional às vezes. Ele é completamente sensitivo. Nate consegue ler as pessoas como ninguém, além de conseguir ter vislumbres do futuro não muito distante. Um sensitivo deveria trabalhar suas emoções ao invés de reprimi-las, mas Nathan preferia usar o lado racional da magia.

Eu entrei em uma cafeteria próxima a Quinta Avenida e inspirei o agradável, inebriante e enérgico aroma de café preto. Limpei os coturnos em um simpático tapetinho de boas-vindas e fui até o fundo da cafeteria, sentando-me em um reservado desocupado. Era incrível como os garçons eram incrivelmente gatos nos Estados Unidos. Um deles, o mais errado possível, veio na direção da minha mesa e um sorriso muito cafajeste iluminou seu rosto.

— E aí?

— Oi.

Ele aguardou e a cada segundo seu sorriso se abria mais. Eu pisquei algumas vezes, constrangida ao perceber que ele esperava que eu fizesse o meu pedido. A culpa não era minha se minha família havia me educado a perguntar se a pessoa estava bem quando se iniciava um diálogo.

— Quero um expresso, por favor. – Eu tamborilei as unhas na mesa e me acomodei no banco estofado revestido com feltro vermelho. Os olhos dele eram incrivelmente negros, tão negros que eu não consegui distinguir a íris da pupila. A barba por fazer e os cabelos perfeitamente desalinhados, como se ele tivesse acabado de sair da cama, vestindo apenas uma cueca boxer preta. Hã, bem, meninos usavam isso para dormir, certo? Não que eu fique pensando em meninos dormindo.

— Você não é daqui. – Declarou ele, como se estivesse se perguntando isso e a resposta simplesmente aparecera.

— Como sabe? Nova York é uma cidade muito grande. – Arqueei uma sobrancelha e desci o olhar pelo corpo do garoto. E abençoado seja o deus da perfeita forma física.

Ele apontou para a minha camiseta que eu mesma personalizei depois de comprar em uma lojinha barata em Berlim. As alemãs fazem isso muito melhor, estava escrito com lantejoulas douradas.

— Ah, bem. Não é da sua conta.

O sorriso dele só aumentou e eu tive que conter o ímpeto de revirar os olhos. Ele se aproximou perigosamente de mim, apoiando os cotovelos na mesa e me olhando nos olhos. Aqueles olhos eram mais negros do que eu pensava, quase como se me sugasse para dentro deles.

— Eu gostaria de saber o quão melhor as alemãs fazem isso. – E então ele se afastou, andando na direção do balcão para pegar o meu pedido. Ainda de costas ele acrescentou: — Sou Wren, a propósito.

— Eu não perguntei nada. – Resmunguei aturdida, mas Wren não estava mais me ouvindo.

Wren não veio me entregar o meu pedido, o que me fez ficar decepcionada. Achei que ele teria um pouco mais de força de vontade, mas eu era muita areia para o caminhãozinho dele. Depois que eu paguei meu café e resisti à tentação de caçar o bonitão com o olhar, sai da cafeteria e resolvi dar mais uma volta ante de voltar para casa. Ainda eram quatro horas da tarde, por isso eu me surpreendi ao encontrar uma loja de artigos holísticos aberta em plena luz do dia.

Movida pela pura curiosidade, me encaminhei na direção da vitrine que tinha um enorme letreiro de neon dizendo “Leitura grátis” bem ao lado de um pentágono tosco. Atrás da vitrine havia vários bonecos sem rosto feitos com sacos de arroz antigos e amarelados, com olhos feitos com botões e boca costurada. Também havia bonecas antigas de aparência precária e intimidadora, algumas até tinham manchas vermelhas muito suspeitas.

Um sininho tocou assim que eu abri a porta e entrei na loja. Um cheiro forte de incenso pesava como uma névoa densa e adocicada no ar. Cítrico e floral, uma péssima combinação. Olha, eu podia ser uma pessoa bagunceira (Nathan que o diga), mas aquilo estava fora até dos meus padrões. Havia cinzas espalhadas pelo chão, misturadas ao pó como se tivessem caído ali e ninguém tivesse se dignado a limpar. Também havia restos de ervas triturados, amassados ou simplesmente jogados em toda a superfície do balcão. A luz era fraca e piscava várias vezes, como se fosse se apagar a qualquer momento. Uma imensa estante embutida na parede estava cheia das mais diversas parafernálias que você pode imaginar, desde frascos com ervas embebidas em um liquido verde escuro muito nojento até mais bonecas bizarras, mas essas tinham agulhas enormes e enferrujadas atravessando seus corpinhos medonhos e esfarrapados. Também reconheci unguentos, baralhos de tarô e incenso queimando em diferentes pontos da loja. O cheiro estava me deixando tonta.

— Ah, olá! – Uma mulherzinha surgiu atrás de uma porta atrás do balcão, pousando os olhos elétricos em mim. Ela parecia fazer visitas frequentes à cafeteria do outro da rua. – Deseja alguma erva em especial? Algum artigo a agrada? Precisa de sorte no amor? Dinheiro? Sucesso no trabalho? Que amarrar aquele garotão? Dificultar a vida das inimigas? Veio ao lugar certo! Nada de ruim passa pela Madame Quinn!

— Hã, oi.

— E então, querida? Diga o que precisa, Madame Quinn vai adorar ajudá-la! – Por que diabos aquela mulher se referia a ela mesma em terceira pessoa?

— Eu só estava curiosa, já estava de saída. – Exibi meu melhor sorriso e me virei para ir embora, mas Madame Quinn já havia passado pelo balcão e surgido na minha frente surpreendentemente rápido para uma senhora.

— Temos leitura grátis, querida! E você ainda leva uma erva para ganhar uns quilinhos aqui. – Ela deu um tapa na própria bunda e sorriu para mim, me mostrando seus lindos dentes amarelos (os que ainda estavam lá). Madame Quinn segurou a minha mão e seus olhinhos injetados se arregalaram. – Oh!

— O quê? O que você viu? – Seria ridículo levar uma charlatã a sério, mas eu realmente era uma pessoa muito curiosa.

— Sua jornada está longe de acabar, criança. O corvo visita o seu futuro, trazendo morte e destruição. – Era difícil saber se os olhos dela estavam vidrados em nenhum ponto especifico por causa dos espíritos que supostamente estavam falando com ela ou se era por causa da cafeína. As palavras que ela disse depois me incomodaram mais do que se ela tivesse me esbofeteado. – Aquele que você ama pode não ser quem diz ser.

— Como assim? Quem diz ser o que não é? – Minha voz subiu duas oitavas e eu segurei os punhos de Madame Quinn. A primeira pessoa que me veio à cabeça foi Nathan, mas ele era eu irmão e nunca faria nada para me machucar. Ele sempre havia sido uma pessoa fechada, mas nosso pai o fizera prometer que ele me protegeria independentemente do que acontecesse. Nate desistiu de muitas coisas para continuarmos vivos, ele nunca teve uma namorada e eu sempre me senti culpada por isso. Ele vivia focado em nos manter vivos, mas ele ainda era só um garoto. – O que você quer dizer com isso, Madame Quinn? Diga-me quem está fingindo, por favor! – Ela abriu a boca para falar, mas sacudiu a cabeça, como se saísse de um transe. Ela já tinha voltado ao frenesi natural do café.

— E então? Vai levar quantos quilos de erva cidreira, meu bem?

Notas finais
Se leu comenta, faça um coala feliz!