Notas iniciais
Amo escrever os capítulos do Nathan.

Nathan

Depois que Piper saiu, eu suspirei, exausto. Havia sido muito difícil controlar o fluxo de emoções que se agitaram dentro de mim quando ela praticamente jogou a verdade na minha cara. Você não pode reprimir quem você é por medo!, foi o que ela disse. Era muito difícil, mas eu podia. Lidei com isso por muito tempo para colocar tudo a perder por um capricho infantil. Não importa minha idade real, eu sempre teria que agir como um adulto perto dela. Era horrível e eu odiava do fundo do meu ser, mas ela precisava se sentir segura. Quando nossos pais morreram, minhas bases foram arrancadas de mim com tanta violência que eu prometi a mim mesmo que seria diferente com Piper. Ela poderia confiar em mim e eu estaria sempre com ela, para o que ela precisasse.

É claro que às vezes agia como um adolescente normal. Dezessete anos era uma idade muito importante para ser desperdiçada, mas era um sacrifício que eu faria para manter minha irmã e eu vivos.

Em Berlim eu havia cometido um deslize enorme que poderia ter nos custado à vida, e eu não permitiria que aquilo se repetisse em Nova York. Nossa matrícula estava feita no colégio público e dessa vez eu escolhi minha grade de horários da maneira mais aleatória possível, evitando ficar nas mesmas aulas que a minha irmã certamente assistiria. Eu queria dar um espaço para ela, não é só porque eu não pretendia me apaixonar nunca mais que Piper tinha que sofrer o mesmo destino.

Eu me abaixei e recolhi a vasilha que havíamos usado para o feitiço de proteção. Os caçadores estavam a nosso encalço desde que nossos pais foram assassinados, mas eles nunca chegaram perto de nos encontrar, já que eu nunca permiti. Sem que Piper soubesse, eu acabei fazendo algumas pesquisas sobre o Malleus Maleficarum, O Martelo das Bruxas. Era um livro que havia sido escrito na época do massacre às bruxas de Salem. O livro ensinava os inquisidores a reconhecer e como matar uma bruxa quando ela fosse encontrada. Não havia menção à Aliança Caçadora, os Venatores. Pelo menos, nenhuma menção visível.

Lembro-me de ter usando um encantamento simples de clarividência para me mostrar o que estava oculto naqueles livros velhos e empoeirados. As imagens piscaram diante dos meus olhos e eu me lembro de ficar completamente atordoado. Os Venatores eram escolhidos pelos Arcanjos, abençoados por Deus com o poder necessário para eliminar a raça infernal que semeava o caos pela Terra. A Aliança Caçadora era uma sociedade de assassinos especiais liderados por Deus, será que ninguém mais percebeu o quão ridículo isso parecia? O que me preocupava era a capacidade sobrenatural que eles possuíam de rastrear magia, por isso eu obrigava Piper a só usar seu poder quando necessário. O caçadores ainda acreditavam que a magia era um dom dos Céus que havia sido roubada pelos mortais e foi corrompido pelo inferno para que causasse o mal às pessoas. Os caçadores eram uma sociedade puramente machista, eles impediam que as mulheres ingressassem na Aliança e não hesitavam em ser abusivos e extremamente monstruosos quando encontravam uma bruxa do sexo feminino. Destrua a raça do demônio, mas tire uma casquinha antes! Pelo amor de Deus.

Revoltado com essas lembranças, mentalizei a palavra Benedictio e uma névoa muito fina deslizou pela palma da minha mão, seguindo o exemplo da sua irmã névoa azul. Ela penetrou na estrutura da casa, abençoando-a conta o mal.

A campainha tocou e eu dei um pulo, derrubando a vasilha no chão. Piper devia ter esquecido as chaves e eu me preparei para a bronca sobre responsabilidade, mas assim que eu atravessei o hall e abri a porta de mogno maciço não foi a baixinha da minha irmã que eu encontrei. Um par de olhos azuis com pontos dourados me encarava por trás de uma cabeleira loura desgrenhada. O garoto era alguns centímetros maior que eu e provavelmente tinha a minha idade, vestia uma camiseta azul e bermuda jeans com chinelos. Ele era bem forte, exatamente como uma caçador deveria ser. Esguio e musculoso. Meus sentidos entraram em alerta máximo.

– Posso ajudar? – perguntei, mantendo o tom cordial de sempre. O que você quer?, ficava subentendido na pergunta.

– Sou Elliot Daigneault, seu vizinho. – Ele tinha um sorriso extremamente simpático. A pele era bronzeada como se ele passasse muito tempo surfando por aí. Ele estendeu a mão e eu hesitei.

– Sou Nathan Eferhild. – Assim que eu segurei sua mão para cumprimentá-lo uma descarga elétrica percorreu toda a minha coluna, fazendo com que eu me afastasse bruscamente. Elliot fez o mesmo, mas com muito mais calma do que eu. Não havia sido uma sensação ruim, mas também não era algo que eu costumava sentir com frequência. Ele arqueou uma sobrancelha, confuso.

– Isso foi gostoso. – Ele comentou.

– Oi?

– Sei lá, Super Choque. Diga-me você. – Os olhos dele estavam irritantemente tranquilos, o que conseguiu me dar nos nervos.

– Fisicamente falando, trocamos cargas elétricas, nada demais. – Eu adorava termos inteligentes, Piper dizia que eu tinha tendência a ser nerd.

– Foi legal, mesmo assim.

– Você é um cara estranho, Elliot Daigneault. – Eu comentei, arqueando uma sobrancelha.

– E você é um cara intrigante, Nathaniel Eferhild.

– Não me chame de Nathaniel. – Era só o que me falta.

Elliot deu de ombros e pareceu se lembrar de uma coisa. Ele ergueu o indicador, como se pedisse Só um segundo. Ele atravessou o nosso jardim e começou a fuçar atrás dos arbustos, como se estivesse procurando a alguma coisa por entre as folhas mortas. Eu me encostei no batente e cruzei os braços, fuzilando suas costas largas com o olhar.

– Só mais um segundo, Nathaniel Eferhild. – Tive que fazer muito esforço para não revirar os olhos e ir até lá enxotá-lo do meu jardim.

Ele arrancou do meio das folhas uma cesta de vime enorme enrolada em papel celofane azul. Minha expressão de incredulidade deve ter sido convincente o bastante por que ele corou e hesitou antes de estender a cesta para mim.

– Minha mãe me mandou entregar isso. – Ele olhava em todas as direções, menos para mim. É, tenho que concordar. Se eu fosse obrigado a levar uma cesta tão espalhafatosa e cheia de doces para os meus novos vizinhos eu também ficaria constrangido. – Eu não sabia que tipo de gente morava aí então decidi esconder a cesta e só dar oi. Aí eu poderia ficar com os doces.

– E o que o fez mudar de ideia? – Dessa vez eu não contive o ímpeto e revirei os olhos. Elliot Daigneault era uma pessoa estranha.

– Sei lá, cara. Só pegue a porcaria da cesta. – Ele estendeu a cesta e eu segurei a monstruosidade cheia de papel celofane azul.

– Hã, sei que a boa educação me manda convidar você para entrar e quem sabe servir um biscoito, mas eu estou ocupado então tchau. – Eu não pretendia ser rude, mas aquela casa estava uma bagunça e a companhia de Elliot não constava na programação daquele dia. – Obrigado pela cesta, foi um prazer e tudo mais.

O sorriso de Elliot voltou, mas suas bochechas ainda estavam vermelhas.

– O prazer foi meu, Nathaniel Eferhild.

Fechei a porta atrás de mim depois que Elliot pulou a cerca branca que separavam nossas casas. As paredes de todas as casas da rua eram coladas umas nas outras já que aquela era na verdade uma imensa mansão que ocupava o quarteirão todo e que havia sido dividida em quatro casas depois do fim do período de independência americano. Como Elliot morava na casa da esquerda não fiquei surpreso em ouvi-lo derrubar alguma coisa muito pesada no chão e depois soltar um ou dois palavrões.

Coloquei a cesta de vime monstruosa em cima da mesa e comecei a arrumação. E por Deus, aquela casa não via um aspirador de pó e uma vassoura fazia pelo menos uns cem anos. Quando o governo americano havia decidido dividir a mansão em casas e reformara algumas coisas para torná-la minimamente habitável, haviam se esquecido de criar um sistema mágico de limpeza.

Eu aspirei a casa toda e em alguns pontos tive que esfregar o chão para que a casca de poeira sólida fosse completamente eliminada, eu tive que lavar todas as louças e depois as organizei por cor e tamanho. Sim, um garoto de dezessete pode gostar de ter tudo organizado. Parece estranho, mas eu costumava imaginar meus pensamentos e sentimentos como objetos etiquetados que tinham seu devido lugar. Eu os guardava e os usava quando necessário, mas os mantinha organizados para melhor funcionamento de mim mesmo.

Piper dizia que essa organização toda ia acabar fritando o meu cérebro e eu rebatia que era a falta de organização dela que faria com que nós fossemos apanhados pelos Venatores. Minha irmã e eu havíamos passado por muitas coisas e nem sempre lidamos com elas da melhor forma possível. Já havíamos feito muitas coisas erradas, mas todas elas foram para garantir a nossa sobrevivência.

Depois que o primeiro andar estava razoavelmente limpo eu decidi subir e limpar apenas os cômodos que Piper e eu fossemos usar. Levei um balde e um esfregão, subindo as escadas e atravessando o corredor coberto por um carpete encardido e possivelmente colado no chão de tanta sujeira. Deixei aquele banheiro brilhando depois de muito esfregar, lavar, ensaboar e molhar cada centímetro cúbico dos azulejos turquesa que revestiam as paredes e o chão. Limpei os armários e joguei fora os remédios embolorados que deveria ser um risco mortal a saúde da população nova iorquina. Poli o espelho (admito que usei o feitiço Reflector para que aquilo conseguisse refletir uma imagem sem distorcer nada).

Terminado o banheiro, escolhi um quarto para mim e comecei a colocar minhas poucas coisas no armário que ficava ao lado da porta. Algumas roupas, casacos e sapatos, livros em geral, o grimório da nossa família (que eu escondi uma névoa mágica do feitiço Aequaliter Nubila) e coisas aleatórias. Eu carregava comigo uma lembrança de cada lugar para onde fugíamos. Eu tinha uma caixa vazia de chocolates suíços, um cupom de pizza que eu ganhei em Bolonha, mas que nunca consegui usar, tampinhas de garrafas de todas as garrafas de Chandon que Piper e eu havíamos bebido em uma festa que ela havia me arrastado em Paris. E também havia a mais nova aquisição. Uma caneca imensa em forma de barriu de cerveja que meu primeiro e único melhor amigo, Hans, havia dado para mim antes de fugirmos para os Estados Unidos novamente.

Afastei aquela lembrança, etiquetei-a com PROIBIDO e a guardei nas profundezas da minha mente. Era por isso que eu não me permitia ter amigos, eles se enraizavam dentro de nós e para deixá-los era muito doloroso. Eu não entendia como Piper sobrevivia a isso, mas para mim parecia quase insuportável.

Depois que tirei pó de todo o quarto e de varrer o chão, meus músculos pediam clemência, mas eu ainda precisava limpar o quarto de Piper.

Fiz o que pude para não me sentir culpado por limpar o quarto dela de qualquer jeito, mas fiz o melhor que pude.

Passei o resto do dia no super mercado, usando a fortuna que nossa família havia deixado para abastecer a geladeira jurássica que eu não fazia ideia de como ainda funcionava. Comprei o básico para passarmos o mês em Nova York e posso, acidentalmente, ter comprado muitos salgadinhos e doces.

Quando voltei para casa descarreguei as compras o mais rápido possível para evitar que Elliot me visse do lado de fora. Organizei as comprar por nível de utilidade e teor calórico, deixando os salgadinhos e doces bem no fundo do armário. A cesta que nosso adorável vizinho havia entregado alegremente para nós naquela tarde ainda estava sobre a mesa da cozinha intocada.

A casa estava visivelmente mais limpa do que quando chegamos, mas ainda havia muita coisa para ser feita. Eu subi as escadas atravessei o corredor na direção da última porta, a que levava ao meu modesto quarto. Eu peguei uma toalha e minhas roupas, preparado para encher a banheira e tomar um banho. Os azulejos turquesa eram de certa forma reconfortantes e agradável. Acionei a torneira e deixei a água quente encher a banheira, lançando uma névoa densa de vapor no ar. Meu reflexo me encarou na superfície da água. Olhos azuis e barba por fazer. Eu quase parecia um mendigo.

Entrei na banheira e relaxei na mesma hora. Toda a tensão que meus ombros carregavam se desfizera na mesma hora, como nós sendo desfeitos quando imersos em água muito quente. Meus olhos começaram a fechar e eu tive que me esforçar para me manter desperto. Várias noticias de afogamentos em banheira piscaram na minha mente e eu me endireitei para evitar dormir. Um cansaço desgovernado tomou conta de mim e minha cabeça pendeu para baixo. O meu reflexo surgiu na superfície da água e meus olhos azuis brilharam, engolindo-me para dentro deles.

***

Raios riscavam os céus e lançava flashes de luz em toda a rua de terra batida. As casas estavam silenciosas e sombrias, como se partilhassem os sentimentos dos cidadãos que moravam em Salem. A chuva castigava o chão barroso, fazendo minhas botas chapinharem na lama. Meus braços estavam presos por cordas a uma haste de madeira apoiada na minha nuca, fincando farpas na minha pele. Eu olhava para frente, mas podia ouvir a procissão atrás de mim, centenas de pessoas gritando insultos e me empurrando para que eu continuasse andando. Um homem bem vestido estava parado no meio da praça, segurando um pergaminho ensopado. Ele tinha uma imensa barba grisalha e vestia uma grossa capa de viagem.

Assim que nos aproximamos, o homem abriu um sorriso cruel e divertido, ostentando-o por tempo o suficiente para torná-lo maníaco.

– A Inquisição foi convocada para o julgamento de Giles Corey Eferhild, acusado de bruxaria. – Ele leu o pergaminho enquanto os cidadãos agitavam ancinhos e tochas. Fui empurrado para frente e de cara na lama, impossibilitado de me levantar com os braços amarrados a haste de madeira. Homens fortes me levantaram e libertaram-me, só para me amarrar a uma plataforma de madeira que ficou apoiada no meu peito.

Cada músculo do meu corpo queimava e explodia em espasmo de dor exorbitante. Um dos homens ergueu uma pedra sobre a cabeça e aguardou a ordem.

– Você, Giles Corey Eferhild, confessa os seus crimes e aceita sua punição perante a Deus? – O sorriso de divertimento do Inquisidor era gélido como uma nevasca, ele me fez estremecer. – Essa é sua chance de se desculpar pelos crimes que cometeu à sociedade.

– Vá para o inferno. – Eu disse, mas aquela não era a minha voz. Era mais áspera e frágil, como se pudesse se partir a qualquer instante.

O Inquisidor moveu a cabeça minimamente e seu lacaio soltou a pedra imensa sobre a plataforma de madeira no meu peito. Era incomodo mais fácil de administrar.

– É só isso que você tem para mim, seu verme? – Eu cuspi as palavras, rindo. O som era semelhante a uma lixa deslizando sobre outra.

Os homens foram colocando mais e mais pedras e eu senti que meus pulmões iam explodir a qualquer momento. O ar passava com dificuldade pelo meu sistema respiratório e minha caixa torácica estava sendo comprimida pelas pedras. Ninguém merecia morrer assim, ninguém. Eu consegui sentir o oxigênio parando de fluir pelo meu corpo. Minha respiração parou e meu peito foi esmagado, eu ouvia o sangue em meus ouvidos e a voz calma do Inquisidor.

– Quais suas ultimas palavras, Eferhild?

Eu senti o gosto metálico do sangue quando respondi, resfolegando logo em seguida.

– Mais pedras!

E tudo escureceu.

***

A primeira coisa que constatei quando a visão se dissipou foi que eu ainda não conseguia respirar. Debati-me sob a água até conseguir me segurar na beirada da banheira e jogar o meu corpo para fora, me estatelando nos azulejos frios do banheiro. Cuspi toda a água que bloqueava a passagem de ar de ar do meu sistema respiratório e fiquei encolhido no chão, tremendo com um frio que não tinha nada a ver com a temperatura ambiente.

Meus pulmões ardiam demais e cada golfada de ar que eu inspirava, mas me obriguei a ficar de pé e enrolei a toalha na cintura, tropeçando na direção do espelho. Meus olhos estavam vermelhos e marejados, meu rosto estava terrivelmente pálido e cansado. Um filete de sangue escorria pelo meu queixo, destacando-se na pele branca do meu pescoço assim que o filete escorria para o peito.

Visões podiam causar danos físicos aos bruxos quando eles possuíam alguma ligação com o fato que estava sendo mostrado, ou também quando o evento era algo muito relevante. Eu havia assistido vários documentários do History Channel sobre as Bruxas de Salem e sabia muito bem quem era aquele homem, pelo menos achava que sabia. Giles Corey eram um Eferhild, quem sabe um trisavô muito distante? E a energia mágica que se desprendia dos corpos mortos havia sido muito intensa, por que algumas vezes a Inquisição pegava uma bruxa de verdade.

A intensa dor que eu sentia no meu peito e as marcas roxas no meu abdômen, onde a plataforma havia sido apoiada, deixavam bem claro que aquela havia sido uma visão muito importante. Limpei o sangue na água fria e me barbeei superficialmente, com medo do tremor incessante em minhas mãos.

Suspirei, tentando desacelerar os meus batimentos cardíacos enquanto ia para o meu quarto. Coloquei uma camiseta preta que havia sido do meu pai e cueca boxer branca, jogando-me na cama logo em seguida. Meu corpo ainda tremia com a intensidade da visão. Eu detestava esses blecautes. Eles me destruíam de dentro para fora, exaurindo minhas forças completamente.

Eu tinha que dormir, tinha que me fazer esquecer.

Mas o sono não veio. Eu fiquei rolando pelos lençóis, vivenciando a morte do meu parente distante, repetidas vezes, sentindo sua dor, seu desespero e também sua onda de coragem para desafiar seus assassinos. Eu ouvi Piper entrar e procurar seu quarto, xingando baixinho quando achou o que eu havia escolhido para ela.

Continuei deitado, sentindo os tremores e a exaustão sem poder lidar com eles. Pela parede do meu quarto eu ouvi alguém se mexendo do outro lado. Agarrei as cobertas e prendi a respiração, ouvindo.

Meu quarto era o último do corredor, então a parede do meu quarto ficava colada com a casa dos Daigneault. Eu esperei até que a voz de Elliot ressoou baixinho, parecendo vir de baixo da minha cama. Ele estava longe de cantar bem, na verdade nem chegava perto do nível “péssimo”, mas tinha ritmo. Eu reconheci a musica do cantor Bruno Mars, Again, e não pude deixar de sorrir. Ele não parecia ligar se sua voz estava ruim ou se ele desafinava demais, o que me encantou foi que ele sabia que eu estaria ouvindo.

– Boa noite, Elliot Daigneault. – Sussurrei, sem conter um sorriso. Elliot continuou cantando e meus olhos ficaram pesados. Sua voz me embalou e eu consegui adormecer.

Notas finais
NÃO FOI "OOOOOOOOOOOOOWNS"? FOI SIM!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.