Half Body — Interativa

16 O dia em que as Selecionadas conheceram Amelia e Mellany.


Notas iniciais
Heeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeei meninas lindas do meu core! Como estão todas vocês? Estão animadas? Felizes? Chateadas? Com raiva? Nervosas? Vamos, vamos, conversem comigo! Enfim, pessoal, era para eu estar postando esse capítulo ontem de noitinha, butttt, deixa eu contar o que aconteceu comigo. Como vocês sabem, eu fiquei doente (inclusive, já estou BEM melhor, obrigada a todas que desejaram-me melhoras), tive até as minhas dúvidas em saber se eu realmente estava grávida (NÃO ESTOU GENTE, LOUVADO SEJA DEUS, o médico ainda não sabe disso, minha mãe não deixou eu levar o absorvente até o hospital para esfregar na cara dele), mas agora estou feliz com o mundo (não estou, mas vamos fingir que sim). Enfim, na sexta feira, de qualquer jeito, eu cheguei com uma PUTA dor de cabeça da escola. Nas sextas eu chego na hora do almoço (na verdade chego á uma da tarde); então eu chego, almoço, espero um pouco, faço umas tarefas, e a noitinha vou focar no computador. Só sei que naquela sexta, eu tava com essa puta dor de cabeça. Eu cheguei, comi, e a dor de cabeça não passou, ai fui tomar um remédio (que está me estressando, porque ele ajudava a passar a dor de cabeça, mas agora parece que está nem fazendo cócegas), e fui para o alpendre (tipo uma sacada, para quem não sabe) daqui de casa, sentei lá numa cadeira e fiquei encarando o pessoal que passava na rua. E ela estava bem movimentada, admito (inclusive, descobri que tem pessoas muito bonitas na minha city e eu nem sabia disso). Ai eu fiquei por lá umas três, quatro horas, sem zoar. E com dor de cabeça (a desgraçada não passava). Então chegou um horário que eu desisti de ficar lá, estava com vontade de deitar, dormir e acordar no final do ano, só, mas eu deitei e dormi até as nove da noite. Acordei horrível, com dor no corpo, com mais dor de cabeça. Enfim, não sigam o meu exemplo pessoal. Mas aconteceu uma coisa muito engraçada enquanto eu estava lá no alpendre. Teve um momento em que um dos rapazes (rapazes, puff, era um menino mesmo, tinha cara de 14, 15 anos no máximo); enfim, esse menino estava passando na calçada, e eu fiquei encarando o menino tentando saber quem era, porque eu nunca tinha visto o rapaz na city, e como ela é pequena, é comum eu ao menos achar o ser conhecido. Mas nada. Ele me encarou de volta, e acho que deve ter me achado estranha, mas tudo. Depois eu falei dele para a minha irmã, e algum tempo depois ela foi sentar comigo lá (sim, guys, a de quinze que não tocou Halsey, chateada ainda). Ela ficou lá, com a cara cheia de um negócio estranho, e quem passa novamente? SIM, o tal menino. Legal, é que ele passou de costas para mim, e eu comecei a movimentar os braços, indicando que era ele, e depois comecei a rir. Ai, ai, efeitos do remédio. Teve outro cara também, que gente, ri pakas com ele. Era mais velho e tals, e eu tava encarando qualquer um --- LITERALMENTE QUALQUER UM ---, então fui encarar ele também, tentar adivinhar o porque dele estar passando ali (coisa boba, mas eu gosto). Então lá foi a Meire encarar o homem. O homem primeiro encarou de volta, e depois voltou a olhar para a rua (porque ele tava de moto), e depois me encarou com uma cara de assustado, que assim que ele passou eu comecei a rir tanto, mas tanto! Ah gente, contado assim não parece tão engraçado, mas foi, admito! Queria ter filmado a cara do rapaz. E meninas, sabe o que eu estava reparando agora? Que nesses últimos tempos, eu só tenho me atraindo por meninos mais novos. Isso é algum tipo de problema? Gente, pelo amor, quando eu falo mais novos, é de 14, 15 anos. Eu tenho 17. Não chega a ser pedofilia, okay? (Okay?!). Mas é algum tipo de problema? Porque existem tantos meninos na minha sala do cursinho (que provavelmente são mais velhos) que nossa senhora, que deusinho, mas a pessoinha aqui tem que ir se atrair por um mais novo da aula de meditação. MARAVILHA! Mas é sério, tipo ano passado (mas vamos dizer esse ano porque ainda não tirei esse desgraçado da cabeça) eu estava gostando de um menino mais novo (e para piorar tinha namorada --- não tinha quando eu comecei a gostar, isso me consolou, por incrível que pareça). E eu não sei porque falei tanto hoje, e principalmente sobre esses assuntos. Acho que estou com nada para fazer (mentira, tenho coisa para fazer sim); ou então estou a fim de falar de boys, sei lá. Vai entender. Mas agora vão ler o capítulo (COMEÇA OS ENCONTROS!), e comentem, porque no capitulo passado muitas sumiram! E escutem a música desse capítulo, que é divina!

Sixteen.

Stressed Out

16. O dia em que as Selecionadas conheceram Amelia e Mellany.

— Podem se sentar — Teresa pediu, dando passagem para as Selecionadas adentrarem a considerada sala de aula, onde duas mulheres a esperavam. Assim que todas se ajeitaram, e algumas acabaram pegando cadernos e canetas que estavam disponíveis, Teresa chamou pelas duas mulheres, que logo estavam ao lado da Instrutora. — Como vocês devem ter percebido, duas meninas não estão entre nós hoje — falou, o que era meio óbvio. — Elas foram eliminadas — falou.

— Já? — Chrystal indagou um tanto quanto assustada. Para ela, as eliminações só começariam mais tarde. Depois de uns três dias, talvez.

— Já — Teresa respondeu, soltando um breve suspiro, antes de voltar a olhar as meninas a sua frente. — Mas, hoje, não viemos falar sobre as meninas que foram eliminadas, e sim sobre essas duas mulheres maravilhosas — apontou, sorrindo, para as duas mulheres, que deram pequenos acenos em direção as meninas. — Esta daqui — ela colocou a mão sobre a que parecia ser a mais nova, e que tinha fios louros até um pouco abaixo os ombros, e olhos cor d’água. — É a Professora Geral, Amelia Junker.

— Olá meninas — Amelia sorriu para as garotas, que logo responderam em coro ‘olá’.

— E esta daqui — Teresa passou por trás de Amelia, e parou ao lado da outra mulher, que tinha fios louros, mais puxado para um tom escuro, que vinham um pouquinho acima dos ombros, e tinha olhos claros. — É a Professora de Artes, Mellany Potyr.

— Hei garotas! — Mellany cumprimentou, acenando com a mão. As Selecionadas logo responderam um coro animado ‘hei’, e Mellany riu, piscando para Amelia, que apenas revirou os olhos.

— Então, elas vão ficar aqui por algum tempo com vocês, só na conversa, e daqui a pouco eu volto — Teresa falou, com as mãos sobre os ombros das mulheres. Ela sorriu para as meninas, e então saiu da sala, fechando a porta.

— Então, garotas, é o seguinte — Mellany começou, sentando em cima da mesa que havia ali. — Eu sou a professora das aulas legais, e a Amelia ali é a professora das aulas chatas — falou apontando para a mulher, que cruzava os braços e revirava os olhos.

— Eu sou a Professora normal, e ela é a Professora louca — Amelia falou, dando um pequeno sorriso, e Mellany forçou um sorriso.

— O pior é que ela não está errada — comentou num sussurro, fazendo algumas meninas perto da mulher rir. — Eu vou ensinar a vocês a arte da conquista! — exclamou, logo ficando de pé, e gesticulando. — Ensinarei a como vocês devem chegar num homem, a conquistar um homem, e a principalmente, como ser uma boa menina perto do Príncipe Arthur, ou o futuro marido de alguma de vocês daqui — comentou apontando para todas as garotas com um sorriso de canto.

— E eu ensinarei a vocês como ser uma Rainha, como se comportar como uma Rainha, as histórias inglesas, as políticas de nosso país, entre outras coisas importantes para vocês ganharem classe como uma Rainha — Amelia falou com entusiasmo na voz. Mas foram poucas as meninas que se entusiasmaram com a mulher.

— E infelizmente eu ficaria com vocês somente por duas semanas — Mellany falou, dando um sorriso triste, e logo dando de ombros. — Enquanto essa chata aqui — comentou colocando as mãos sobre os ombros de Amelia, que revirava os olhos. — Ficara com vocês até o final da Seleção.

— Um pouco antes do final — Amelia corrigiu, erguendo um dedo, e Mellany riu, voltando a sentar-se à mesa. — Eu espero que gostem da gente, antes de tudo — a menina que parecia ser mais delicada que Mellany pediu, e sorriu para as garotas.

— E eu espero que vocês fisguem o coração do Príncipe — Mellany riu. — Ou ao menos, uma de vocês — corrigiu-se. — Vocês... Hum... Podem conversar entre si — falou, gesticulando para as garotas. Mellany ficou de pé e se aproximou de Amelia. — Teresa irá demorar muito? — indagou num sussurro a outra, que apenas deu de ombro.

Não demorou cinco minutos, e Teresa abriu a porta, com uma caixa em mãos. Logo os poucos sussurros de conversas se cessaram, enquanto a mulher colocava a caixa sobre a mesa, com sua prancheta em cima da mesa. Ela entregou uma folha para Mellany, e outra para Amelia, e as dispensou. As mulheres acenaram, enquanto as meninas falavam em coro ‘tchau’, algumas olhando ansiosas para a caixa acima da mesa.

Após Teresa falar sobre o horário da semana — nada muito importante — ela entregou as cartas das famílias.

[...]

Quando Príncipe Arthur bateu na porta do quarto de Gracie, a menina já estava com muita dor de cabeça, entretanto, não falou ao menino, pois sabia achou que ele simplesmente a deixaria ali, e Gracie ficaria sem encontro — e Gracie não queria ficar sem encontro. Por isso apenas forçou seu sorriso, e pegou seu casaco a mando do garoto.

Quando eles foram para o jardim real externo, a dor de cabeça de Gracie pareceu piorar mesmo ela tendo tomado remédio alguns minutos antes. Mas também não disse nada. Apenas concordava com a cabeça, e falava quando realmente necessário.

— Isso é legal — o rapaz falou, mas Gracie não sentiu entusiasmo em sua voz. — Digo, eu tenho um cara que pode costurar tudo o que eu quiser, é só falar para ele, mas deve ser legal fazer você mesma os ajustes — o menino concluiu, mas logo em seguida balançou a cabeça em negação. — Desculpe, isso não é tão legal quanto o esperado — confessou, e Gracie apenas deu um sorriso.

Caminharam mais alguns segundos em puro silêncio, e Gracie levou as mãos até as têmporas, tentando — mas sem sucesso — fazer massagem para aquela dor de cabeça infernal sumir. Ela deveria tomar outro comprimido. De outro remédio, óbvio. Mas deveria. Será que Arthur a levaria para a Ala Hospitalar, ou algo assim?

— Você está bem? — Gracie se assustou com a voz do rapaz, e logo assentiu. Seu tom de voz era meio que preocupado, mas que obrigado. Como se não quisesse saber se a menina estava sim ou não bem. — Você definitivamente não parece bem — agora sua voz estava mais preocupada, e Gracie sentiu mais a vontade para assentir e fechar os olhos, ao passo em que parava de andar.

— Estou com dor de cabeça — sussurrou, massageando as têmporas, por mais que parecesse que não estava surtindo efeito. — Muita — acrescentou rapidamente, e logo sentiu a mão do Príncipe em seu braço, virando-a.

— Você deveria ter avisado antes — o garoto respondeu, mas não pareceu resmungar ou algo assim. E Gracie se perguntou se ele estava irritado com ela. — Vou te levar ao seu quarto. Podemos continuar nosso encontro outra hora — concluiu, e Gracie deu um leve sorriso, ainda de olhos fechados, enquanto era guiada pelo garoto.

Gracie abriu os olhos após algum tempo, e já estavam dentro do Castelo. Príncipe Arthur parecia mais preocupado com a menina, e quando ela o fitou, ele olhava para trás, como se conversasse com alguém somente pelo olhar. Assim que percebeu que estava sendo encarado, o Príncipe voltou a olhar para frente, sério.

Gracie continuou a caminhada até o seu quarto, ainda sentindo a mão do rapaz em seu braço, mas não reclamou por isso. Não demorou muito para que virassem no corredor do seu quarto, e Gracie sentisse uma estranha sensação em seu corpo, como se não quisesse que o rapaz fosse embora naquele momento. Okay, ela teria outro encontro, outra hora. Mas... Não queria.

O garoto a deixou afronte a sua porta, e então abriu-a, parando ao lado da menina, e indicando que ela entrasse. Gracie entrou, retirou o casaco, deixou sobre a cadeira que havia ali, tirou os sapatos, e então deitou-se em sua cama, cobrindo-se. Não fechou os olhos instantaneamente.

Observou os movimentos do Príncipe.

Arthur primeiro fechou a porta atrás de si — isso fez Gracie se questionar onde estava aquele rapaz loiro que os seguiu —, depois foi em direção às janelas e a porta das sacadas, e fechou todas as cortinas, e depois fechou a porta do banheiro, fazendo com o que o quarto ficasse sem muita iluminação, o que colaborou com a vontade de querer dormir que Gracie estava.

Não demorou muito para que duas batidas fossem escutadas, e logo o rapaz loiro apareceu dentro do quarto, com um copo de água e um comprimido, que Gracie tratou de beber assim que o Príncipe se aproximou da menina.

— Tente dormir um pouco — Arthur falou, enquanto pegava o copo de água que outrora estava nas mãos da garota. Gracie assentiu, deitando-se novamente, e fechando os olhos. Não demorou muito para dormir, e quando conseguiu, teve um ótimo sonho.

[...]

Ayuu não esperava um encontro tão cedo.

Teresa falou para as meninas se preparem para os encontros, que seriam totalmente aleatórios, e de acordo com o Príncipe; enquanto elas também tinham que se preparar para a prova que ocorreria no final de semana. Seria a primeira prova, e Ayuu estava com medo dela — por mais que Teresa havia dito que era facílima.

A prova era, na verdade, uma prova de etiqueta. Viriam ao Castelo, a Família Real da Noruécia, a Família Real da Escócia, a Família Real da Irlanda, e alguns nobres da Inglaterra. As Selecionadas receberiam esse pessoal, sob a supervisão de seis pessoas — que Teresa não quis falar quem eram —, e depois seriam divididos grupos, onde as Selecionadas interagiriam com esse pessoal.

Ayuu estava desesperada.

E ficou mais desesperada ainda quando escutou a voz do Príncipe no meio do corredor.

— Ayuu! — ele havia gritado, e deu alguns passos mais rápidos para perto da menina, que virou para o rapaz, tentando manter uma postura elegante. — Que bom que lhe encontrei — falou, sorrindo de forma charmosa.

— Precisa de alguma coisa, Vossa Alteza? — Ayuu indagou, e sua voz saiu um tanto quanto trêmula, e ela se culpou imensamente por conta disso. Ele pareceu perceber isso, mas não demonstrou muito, no final. Apenas deu um sorriso de canto.

— Está na hora do nosso encontro.

E foi com aquela normalidade na voz que o encontro deles havia começado.

Arthur deu a ideia deles darem uma volta pelo Castelo, e irem até alguma Sala, conversarem um pouco. Ayuu aceitou de bom grado. Quem sabe assim ela conseguiria tirar aquela aparência de egocêntrico e fútil que havia criado dele.

— Então você toca violino? — ele indagou com um sorriso de canto, e Ayuu assentiu, sorrindo. O violino era uma das coisas que Ayuu conseguia se orgulhar de fazer tão bem. — Deveria tocar um dia — pediu, e a menina rapidamente negou.

— Oh, eu não funciono bem em público — admitiu, e o rapaz apenas assentiu, passando a mão pelos fios pretos, e depois pelo queixo.

— Então toque só para mim — opinou, e Ayuu não sabia se aquilo faria a menina se sentir mais envergonhada do que tocar em público. — Seremos só nós dois — comentou, sorrindo. — Como agora — acrescentou, e a menina assentiu (por mais que ela soubesse que fosse mentira), desviando o olhar do garoto, e olhando ao redor.

Eles — mais Arthur na verdade — haviam encontrado uma sala para ficar. Era no primeiro andar, e parecia mais um salão para descanso Real, mas Ayuu não se incomodou em entrar ali e ficar por ali mesmo. Tinham vários sofás brancos espalhados pelo salão, e um lugar, um tapete que mais parecia um colchão de tão fofinho que era. As almofadas sobre os sofás eram coloridas, e isso alegrou o ambiente, que tinha poucas janelas, e todas estavam fechadas, com as cortinas entreabertas. A lareira estava acesa, e todo aquele ambiente estava dando um ar aconchegante e gostoso para se ficar.

Ayuu estava adorando, se não fosse por aquele menino loiro que estava a alguns metros de distância da menina.

— Combinado? — ouviu a voz do rapaz, e logo se virou para o moreno, que esperava uma resposta. Ayuu assentiu depois de se lembrar que falavam dela tocar violino para ele. Tentou concentrar-se no fato de que talvez não teria problema algum em tocar violino para ele, e para o rapaz loiro. Seria apenas uma música.

Ficaram em silêncio após isso. Ayuu passou a mão pela blusa preta que usava, e então deu mais uma olhada ao redor novamente. Tudo aquilo era encantador. Estar ali era encantador.

— Como é morar aqui? — Ayuu perguntou após perceber que aquele silêncio era um tanto quanto horrível e inóspito. A menina ainda não fitou o rapaz, mas sabia que ele olhava-a. — Acordar todos os dias neste local incrível, e sair por ai andando majestosamente? — sua voz estava baixa, mas com o silêncio que estava pairando, dava para ouvir perfeitamente.

Arthur soltou uma pequena risada, o que chamou a atenção de Ayuu para o rapaz.

— Gostei do andar majestosamente — comentou, parando de rir e fitando a menina, que sorriu timidamente. — É legal morar aqui — falou como se fosse realmente normal. Ayuu deu uma breve olhada indignada ao rapaz, que ergueu as mãos em rendimento. — Ok, ok, é incrível morar aqui — completou. — Exceto pelo fato de que tenho que acordar cedo todos os dias, ter aulas, e ainda por cima ter que ficar sendo perseguido por esse daí — apontou para o rapaz loiro, que parecia interessadíssimo em uma pintura antiga na parede. — Tirando isso, é maravilhoso.

Ayuu deu uma breve olhada no louro — que ainda parecia interessado na pintura — antes de se virar para o Príncipe, que sorria de canto — um sorriso, que Ayuu tinha de admitir, era lindo.

A menina sorriu para o rapaz, que a fitava, como se estivesse tentando ler o seu interior, e então olhou para uma pintura em especial. Ela havia lembrado Ayuu de sua própria família em casa, de sua tia, de sua avó, e de sua irmãzinha. Eram cinco pessoas na pintura. Cinco mulheres. De todas, Ayuu só conseguiu reconhecer Rainha Joanna, e se perguntou quem eram as outras quatro.

Ayuu sorriu, baixando a cabeça e lembrando-se das cartas que havia lido mais cedo. Tudo bem que a carta da sua tia havia sido um horror, e Ayuu tinha deixado-a para ler por último, mas depois a menina releu as cartas de sua avó e de sua irmã, e nem parecia mais que a carta de Lucy havia existido. Sorriu ao lembrar-se da letra redonda de Kime, e anotou mentalmente que deveria escrever para a menina o quão orgulhosa estava da letra dela (e que o gosto da torta de maça era totalmente indescritível).

— Eu não gosto de silêncio — Ayuu levou um breve susto ao ouvir a voz do rapaz, mas tentou não demonstrar isso. Quando o fitou, ele estava de braços cruzados, e olhava para frente, com um olhar sério, como se não estivesse realmente satisfeito. — Eu não sei por que, mas não gosto do silêncio — concluiu, ainda olhando para frente, e Ayuu acompanhou seu olhar, parando em um quadro. Uma pintura, onde o próprio Príncipe Arthur sorria de canto, em pé, segurando uma espada. Como se segurar uma espada fosse algo banal.

— Eu gosto do silêncio — Ayuu comentou num murmúrio quase imperceptível, e logo viu aqueles dois pares de olhos escuros lhe fitando. Eles estavam sérios. — Eu me sinto confortável — admitiu, ainda num sussurro, e o rapaz deu de ombros, voltando a olhar para frente.

Ayuu indagou a si mesma se o encontro estava ficando banal. Eles estavam conversando, rindo de vez em quando, e Ayuu ficava um tanto quanto corada hora ou outra, e de vez em outra se via admirando a beleza do Príncipe. Mas agora parecia que ele havia ficado mais distante, mais sério, mais... Diferente.

— Você está bem? — a menina perguntou depois de vários minutos em silêncio. O rapaz a encarou com os olhos cor de mel, e sérios, e Ayuu quase se arrependeu de ter perguntado isso ao menino. Entretanto, ele apenas assentiu com a cabeça, e deu um dos seus sorrisos charmosos.

— E você? — indagou de volta. A menina assentiu também, ainda fitando o rapaz, que a encarava de volta, com aqueles olhos cor de mel. Arthur deixou de encará-la após alguns segundos, e levantou-se do sofá, esticando a mão para a menina, que logo aceitou, fitando-o curioso. — Está com fome? — indagou, com um olhar divertido. Ayuu assentiu, e o rapaz olhou para o loiro, que agora estava atrás de Ayuu. — Quanto tempo?

— Meia hora — o loiro respondeu, e Ayuu tinha quase certeza de que era o tempo que faltava para o encontro acabar. A menina se surpreendeu como o tempo passou rápido, e pegou se perguntando se o rapaz realmente seguia o horário com todas as meninas, enquanto fitava de leve a mão do menino apertando a sua.

— Ok, temos tempo de ir até a cozinha, colocar algo no estômago, antes que eu vá para a próxima — o moreno falou e logo começou a andar, puxando Ayuu, que se sentiu um tanto quanto intimidada ao ouvi-lo falar daquele jeito. — E como você está com fome, vamos unir o útil ao agradável, e não te dispensarei agora — completou, e deu uma breve olhada em Ayuu, antes de fitar o louro de forma séria.

E foi ai que Ayuu se perguntou onde estava aquele mesmo rapaz que havia feito a menina rir a minutos atrás.

Notas finais
Gostaram? Finalmente temos a aparição das Professoras! Mas, pessoal, não são elas os personagens secundários de quem eu havia falado capítulo passado, ou retrasado, não lembro agora. Sabe o que eu quero agora? Comer, mas meus pais estão conversando com o meu tio lá na cozinha, e eu não posso entrar lá para pegar comida. Socorro! E meu priminho está aqui, ele é um amorzinho de pessoa, e por algum motivo me remeteu ao Afonso pequeno, então estou meio encantada com ele (por favor, não levem para o sentido pedofilia da vida). Agora eu quero dizer que eu vou responder todos os reviews que eu tenho que responder agora! Ou ao menos tentarei. Não deu para responder antes, admito. Mas vou responder (ao menos começar, por que amanhã eu tenho que acordar cedo para ir a Igreja), juro juradinho. Outra coisa: o capítulo bônus do Arthur pode demorar um pouquinho para sair. Eu quero escrever os encontros primeiro, então provavelmente ele vai demorar a sair, porque eu acredito que os encontros vão até o capítulo vinte. Mas, talvez, talvez, eu escreva antes. Não é nada certo ainda. Como é algo bônus não segue a linha cronológica, então eu posso escrever a hora que quiser. E já estou ansiosa com os planos para esse bônus. Vocês vão conhecer bem o Arthur. De qualquer forma, eu não tenho mais nada a comentar com vocês, meninas lindas. Quem ainda quiser enviar as fotos, gifs e imagens dos tipos de edições do capítulo passado, fique a vontade, porque eu nem comecei a editar. Provavelmente vou começar a editar amanhã, e já começar a postar das Selecionadas, e deixar a dos meus personagens mais para frente, pois ainda tenho imagens e frases para pesquisar. Mas é isso meninas. Beijinhos de luz no coração de cada um, e até mais ver (e eu espero não estar esquecendo de nada) o///