Half Body — Interativa
17 A tarde de Afonso/Arthur.
Notas iniciais

Seventeen.
17. A tarde de Afonso/Arthur.
Peregrina estava terminando de repassar como seria a prova no final de semana — e que depois ela ficou sabendo que seria no final de semana inteiro, ocupando o sábado e o domingo da menina —, quando a porta da sala se abriu, e uma Selecionada entrou sorrindo, como se já estivesse ganho a Seleção. Peregrina se indagou o porquê do sorriso, mas logo voltou a se concentrar em Safira, que explicava como seria dividido o seu grupo.
Entretanto, sua concentração não durou muito, pois logo sentiu alguém lhe cutucar nas costas, e virou o corpo encontrando um rapaz loiro, que Peregrina reconheceu do Baile das Selecionadas. Era um dos que não saia de perto do Príncipe Arthur. O outro loiro — que Peregrina teve o desprazer de conhecer — provavelmente estava em sua casa, e a menina agradecia por isso. Não queria ter que ficar perto daquele rapaz, por mais bonito que ele fosse, lembrava a menina do quão horrível os homens podem ser.
— Está na hora do seu encontro — o rapaz falou com um sorriso divertido no rosto, e Peregrina logo arregalou os olhos, olhando para o grupo de três meninas que estavam ao seu redor. Sabia que das três ali, somente Safira havia tido um encontro com o Príncipe.
— Mas já? — indagou voltando a fitar o loiro, que assentiu lentamente, parecendo não entender muito bem porque a garota estava daquele jeito. — Mas eu estou aqui treinando, e... — a menina parou, dando uma leve respirada funda, já sentindo outras garotas olharem para si.
— Qual é, Peg, a gente dá um jeito aqui, e quando você voltar, eu te explico o que decidimos — Safira falou, e então deu um sorriso confiante a menina. As outras duas garotas apenas assentiam. Safira era a Major ali do grupo, ou como Teresa havia explicado, ela era a líder daquele grupo de quatro meninas, e seria ela quem guiaria as outras três para uma boa apresentação de etiqueta. De certa forma, as Major’s seriam as mais julgadas na prova. Peregrina, por mais que não soubesse se aquilo estivesse sendo realmente justo, havia votado em Safira para ser a Major.
Por isso quando a morena deu um sorriso para ela, tranquila, Peregrina pode apenas sorrir, agradecer com o olhar, e deixar a folha que segurava sobre a poltrona que estava sentada há alguns segundos antes de sair atrás do loiro, que ainda não havia dito seu nome. E Peregrina tinha quase certeza de que ele não diria, pois aparentava ser o guarda pessoal do Príncipe, e a menina achava que guardas eram como pessoas inexistentes naquele Castelo. Eles não falavam, não se mexiam, e sinceramente? Dava raiva em Peregrina. Qual era o problema em falar um simples bom dia, ou boa noite?
Assim que saiu da sala, que todas apelidaram como sala de aula, encontrou o Príncipe do lado de fora, com as mãos no bolso da calça jeans, olhando para o chão, e dando dois passos para frente, parecendo até mesmo incomodado com algo — o que de certa forma, incomodou Peregrina, que não estava na maior calmaria do mundo.
Não que estivesse super ansiosa, não, não. Peregrina era uma menina calma, e eram raras as situações que a deixavam nervosa, ou ansiosa para algo. Mas naquele momento estava um pouquinho ansiosa para saber como o Príncipe agiria. Na valsa do Baile das Selecionadas ele havia sido o completo Príncipe Arthur mimado, riquinho e incapacitado de continuar deixar a Inglaterra com a boa economia em que estavam. Peregrina admitia, tinha medo de que a Inglaterra caísse no buraco por conta disso.
— Hei Peregrina — o moreno logo falou assim que avistou Peregrina no corredor. A menina fez uma leve reverência, baixando a cabeça, e agradecendo por ter escolhido colocar aquela roupa, não a que sua criada de olhos bicolores havia apresentado.
— Vossa Alteza — falou, colocando-se ereta novamente, passando a mão por sobre o casaco rosa claro que usava. Peregrina não era a garota mais vaidosa, mas não gostava de ficar desarrumada, e agradeceu mentalmente a esse seu jeito, assim que viu que o Príncipe não usava qualquer roupa.
— Vamos? — indagou retirando as mãos do bolso da calça, e Peregrina assentiu dando um passo na direção do menino, esperando que ele lhe desse o braço, ou algo do gênero, como um bom cavalheiro faria. Entretanto, Arthur logo começou a caminhar, sem ao menos esperar a menina, e Peregrina passou a segui-lo, um tanto quanto frustrada.
Caminharam por longos corredores, onde Peregrina pode observar rapidamente bastantes quadros, por mais que sua atenção tivesse voltada ao menino da frente. Peregrina sentia que estava sendo seguida pelo rapaz loiro, o tal guarda pessoal do Príncipe, que ela deduzira, e ela quase perguntou o por que. Entretanto, achou que seria um pouco precipitado, e talvez até invasivo. Provavelmente seria por alguma medida de segurança. Contra o que, era a pergunta que Peregrina não conseguira responder, e provavelmente não conseguiria tão cedo. Era boa em dedução, mas não era uma vidente a ponto de adivinhar tudo.
Peregrina se perguntou para onde estavam indo. Arthur sequer olhava para a menina, dando um sorriso, ou então dizendo que já estavam chegando ao seu destino. Peregrina ficou com vontade de indagar para onde iam, assim matava sua curiosidade, entretanto não achou que seria bom. Se o Príncipe ainda não havia dito nada, é porque ele gostaria de fazer uma surpresa. Peregrina só esperava que essa surpresa fosse agradável, o que aquele pequeno passeio não estava sendo até o momento.
Ela seguiu o moreno até a porta principal do Castelo, o que fez Peregrina estranhar um pouco, e depois até o exterior do mesmo, acabando indo em direção a um jardim sem flores, ou qualquer outra coisa que o pudesse deixar mais bonito. O clima ainda estava frio ali, entretanto a neve havia se dissipado quase totalmente, o que de certa forma, agradou a menina. Não tinha nada contra a neve, mas somente aquele casaco rosa não reteria calor o suficiente para a menina ficar confortável, e sem tremer os lábios.
Ele ao menos poderia ter me avisado que viríamos aqui fora, eu pegaria um casaco mais quente; concluiu mentalmente enquanto observava Arthur descer os degraus quase que correndo, e ir em direção ao chão a sua frente, caminhando até um pequeno corredor de arbustos que quase não tinham folhas. Peregrina não apertou os passos para alcançá-lo. Ao contrário disso, apenas cruzou os braços e andou calmamente.
— Eu espero que goste do jardim e do frio — falou, ainda de costas e mais a frente. Para Peregrina não passou de um sussurro, pela distância em que se encontravam, mas a menina não andou mais rápido. Arthur logo se virou para a garota, com um sorriso que parecia iluminar um quarto escuro, mas assim que a viu, o sorriso se desmanchou, e ele logo ficou sério. Peregrina se indagou o porquê, e descruzou os braços, andando até o menino que estava parado. — Ou se você quiser, podemos ir caminhar dentro do Castelo — acrescentou, ainda sério. Mas não um sério de bravo, um sério de... Peregrina estava realmente surpresa ao constatar que aquilo poderia ser preocupação.
— Oh não, eu gosto de jardins — falou sorrindo.
— Sério mesmo? Porque no Castelo também tem uns corredores bem charmosos com meus quadros — o rapaz logo falou, e Peregrina não conseguiu evitar dar um sorriso, e baixar a cabeça, escondendo-o.
— Eu tenho certeza — falou, erguendo o olhar, e vendo o rapaz com uma linha de sorriso no rosto.
Arthur deu alguns passos na direção da menina, com aquele mesmo sorriso, e então se colocou ao lado da garota, esticando o braço, e esperando. Peregrina arqueou uma sobrancelha, e Arthur apenas fez um gesto com a cabeça para que ela entrelaçasse o seu fino braço no dele. A menina sorriu, e então entrelaçou os braços, sentindo-se mais animada para aquele encontro.
— Elliot, lembre-se, cinco metros — Arthur falou olhando para trás, e Peregrina não pode evitar a acompanhar o olhar do garoto. Observou o rapaz loiro revirar os olhos, e por algum motivo se sentiu mais confortável ao ouvir o nome do menino. Depois voltou a olhar para Arthur, que sorria divertido para o loiro. Peregrina reparou que uma pequena barba rala crescia em torno de sua bochecha, e a achou um tanto quanto atrativa. — Vamos? — o menino indagou, fitando a morena.
Peregrina sorriu, assentindo com a cabeça, e não tirando seus olhos dos olhos do rapaz, que pareciam querer mudar de cor, para um tom avelã, saindo daquele castanho sombrio. Afinal, ele não parecia mais aquele mimado e riquinho que havia encontrado há minutos atrás.
[...]
Bianca correu, segurando o capuz sobre sua cabeça, por mais que aquilo não fosse sua maior preocupação. Não queria se molhar. Por mais que tivesse uma boa imunidade, uma chuva como aquelas juntamente com aquele vento forte, e o frio que fazia, poderia lhe dar um belo de um resfriado, e isso era uma coisa que Bianca não gostaria de ter no momento. Ela odiava mais do que tudo ficar doente.
Bianca gostava de chuva, adorava dias chuvosos, principalmente quando poderia apenas sentar-se e admirar as gotículas que caiam do céu em perfeita sincronia. No entanto, aquela chuva Bianca estava odiando em total desprezo. Porque ela fora a culpada em estragar o seu encontro com o Príncipe Arthur.
A menina arriscou dar uma olhadela para o rapaz, mas o mesmo tinha um sorriso no rosto, e falava algo com o rapaz loiro que os havia acompanhado o tempo todo. Bianca não prestou atenção sobre o que eles falavam — tanto pela distância em que se encontravam, quanto por não querer ser enxerida — por isso apenas focou-se em como suas vestes estavam com partes molhadas.
Felizmente, quando a chuva começou, os três estavam perto do coreto, e por mais que ela tenha começado um tanto quanto rápida e instantânea, não havia se molhado tanto. O capuz vermelho do casaco de mesma cor era o item mais molhado, e seu cabelo estava levemente úmido. Agradeceu por não ter passado tanto maquiagem, por mais que suas criadas haviam insistido nisso. Deu uma breve olhada em sua saia preta, e agradeceu por estar usando uma meia calça térmica. A retenção de calor estava eficaz com ela.
— Eu juro que eu não sabia que iria chover — a menina ouviu a voz do Príncipe, e rapidamente ergueu os olhos de sua roupa para o menino, que parecia estar mais molhado que ela. Seu cabelo escuro estava completamente molhado, mas aquilo lhe deixava mais atrativo, e Bianca realmente não gostou de perceber isso. Sua calça estava molhada também, principalmente na barra, e a camisa branca que usava por baixo do paletó preto estava grudada ao corpo.
A menina apenas desviou o olhar do rapaz, fitando suas botinhas sem salto, e dando um mínimo sorriso.
— Está tudo bem, Vossa Alteza — respondeu, logo criando coragem para erguer os olhos minimamente e conseguiu visualizar Arthur revirar os olhos. Bianca mordeu o lábio inferior, logo o soltando.
— Qual é, Bia — o Príncipe protestou, e então deu outro passo na direção da menina, deixando-os a uma distância que Bianca considerou perigosa demais. Por outro lado, percebeu que seu apelido ficava muito bem pronunciado pelos lábios do menino. — Eu já disse que não precisa dessa formalidade toda. Não é como se fossemos dois velhos conversando — deu de ombros, e Bianca deu uma pequena risada, baixando a cabeça para logo erguê-la.
— Mas bem... Vossa Alteza é o Príncipe, e eu sou apenas uma dentre as Selecionadas — concluiu, não conseguindo terminar sua frase. Dizer que competia pelo coração do menino era um tanto quanto estranho, e bem... Uma coisa bem peculiar a se dizer. Bianca não gostava muito de ficar refletindo sobre isso, por mais que estivesse na competição.
— Sim, sim, sim. Assim como as outras meninas, mas veja só, elas me chamam de Arthur. Príncipe Arthur, no máximo — terminou, gesticulando levemente com as mãos. Uma mania que ele tem, Bianca reparou, olhando suas mãos se mexerem rapidamente para depois se esconderem nos bolsos da calça jeans do rapaz.
— Prometo tentar melhorar — a menina concluiu, fitando os olhos que agora pareciam ter uma coloração avelã. — Arthur — acrescentou, e os lábios do menino se curvaram em um sorriso de tirar o fôlego. Bianca sorriu juntamente a ele.
— Bem, como estamos presos aqui por conta da chuva — o garoto começou, coçando a nuca e indo em direção a um dos bancos que havia ali — acho que poderemos continuar nosso encontro aqui mesmo — virou-se de frente para Bianca, e então sentou em um dos bancos, indicando para que Bianca sentasse ali também.
A menina prontamente sorriu, e sentou-se ao lado do rapaz. Numa distância que considerou confortável.
— Como desejar.
— Ahn... Elliot, fique o mais longe possível — Arthur ordenou, balançando a mão em direção ao loiro, que agora Bianca sabia o nome. Elliot. O rapaz revirou os olhos, e deu alguns passos para trás.
— Essa é a distância máxima, Príncipe. Não irei ficar na chuva — falou, logo colocando a mão no cabo da espada. Bianca reparou em Arthur que baixava a cabeça, basicamente desistindo da provável discussão que teriam. A morena, admitia, estranhou a normalidade com que o guarda se referia a Arthur. Tudo bem que deveriam ser amigos, mas... Ele ainda era um subordinado, certo? E pelo o que Bianca sabia de Arthur, ele não gostava de subordinados desobedientes.
— Okay, ótimo, está agradável, adorável — Arthur exclamou um tanto quanto perturbado, Bianca reparou nisso. Mas achou melhor não comentar. Logo em seguida, observou o rapaz virar seu rosto para a menina, e sentiu-se brevemente incomodada. Não gostava muito de ter uma pessoa lhe encarando intensamente como o rapaz fazia. — Fale-me sobre sua família — pediu, com um sorriso de lado.
Bianca estranhou a pergunta por alguns segundos, mas logo estava abrindo um sorriso enorme ao lembrar-se deles. De seus avôs, de seus irmãos. Queria muito poder abraçá-los novamente, e dizer que estava com uma baita saudade deles, de ouvir suas vozes. Ler cartas não era a mesma coisa que fazer uma ligação. A menina se indagou o porquê de não deixarem fazer uma ligação para sua família. Não teria problema, certo? Era só uma ligação. Nada menos, nada mais.
— Eles são incríveis — falou, certa empolgação na voz.
— Consigo perceber isso pelo brilho dos seus olhos — ouviu a voz de Arthur, baixando a cabeça, um tanto quanto envergonhada, e corada pela observação. Ergueu a cabeça novamente, colocando uma mecha do cabelo atrás da orelha.
— Tem o meu avô — a menina começou, voltando a sorrir boba. — Ele é meu guia, minha figura paterna — comentou, ainda sorrindo, lembrando-se do homem que tinha cheiro de pinheiro, dos abraços carinhosos, e dos conselhos inteligentes. — Minha avó, a dona Marie — acrescentou, lembrando-se da senhora, e do terço que havia guardado na cômoda que ficava ao lado de sua cama, para poder então rezar as noites, e lembrar-se da mulher. — Que é o objetivo de caráter que eu desejo atingir. Ela é o sinônimo de pessoa divertida e carola — riu consigo mesma, e então voltou a olhar o Príncipe, que a olhava com um olhar... Oh, Bianca não soube decifrar qual era o olhar.
— Eles parecem ser especiais para você — concluiu, com aquele sorriso de canto. E Bianca assentiu, lembrando-se da carta de sua avó. Às vezes se perguntava se ela poderia estar certa. Marie havia dito que com seu sorriso e bondade, seria impossível o Príncipe resistir. Mas havia tantas outras meninas lindas e bondosas ali. Bianca chacoalhou a cabeça, tentando retirar esse pensamento da cabeça.
— Tem Anthony que é meu irmão mais velho, mas só dois anos — Bianca falou, dando uma breve olhada em Arthur, que assentiu, com um mínimo sorriso no rosto. — Ele é meu herói — admitiu, com um sorriso enorme. — É inteligente, digno — concluiu, tirando a parte onde ele era incrivelmente protetor, e poderia machucar o Príncipe ao seu lado. Sorriu ao lembrar-se de Elo comentando sobre Anthony ter conhecido uma menina. Seria alguém que finalmente seria sua cunhada? Bianca gostaria de conhecê-la. — Tem o Gregory — acrescentou. — Meu irmãozinho mais novo, e meu xodozinho — riu consigo mesma, e ficou feliz ao ouvir a curta e rouca risada do Príncipe ao seu lado. — É o meu bem mais precioso — comentou com um olhar distante, lembrando-se de Eloise dizendo que Gregory estava aceitando aos poucos a ausência de Bianca. — E tem a Eloise — voltou a olhar o Príncipe. — Que é minha irmã gêmea — acrescentou, sorrindo.
— Sua irmã gêmea? — o Príncipe repetiu, unindo as sobrancelhas, e Bianca assentiu, perguntando se havia algo de errado.
— Mas não somos tão parecidas — logo acrescentou, pensando se era por isso que Arthur estava estranho daquele jeito. — Além das personalidades completamente diferentes, a Elo é loira, algo que eu definitivamente não me imagino sendo — acrescentou com uma pequena risada, e logo se virou para o Príncipe. Mas, Arthur estava sério, e fitava Elliot, que também estava sério. O loiro logo deu de ombros com um sorriso, e com o queixo indicou Bianca. A menina mordeu o lábio, um tanto quanto irritada com aquela atuação toda. Oras, se fosse para falar dela, que falassem na cara.
— Como é ter uma irmã gêmea? — Arthur perguntou, mas olhava para o chão, meio cabisbaixo, e Bianca logo quis colocar sua mão no ombro do rapaz e perguntar o motivo daquele sentimento repentino, mas ao invés disso, apenas umedeceu os lábios com a língua.
— É legal — comentou, não tão animada a falar sobre Eloise, por mais que amasse a irmã, e tivesse com o sentimento palpitando para falar sobre ela. Arthur ergueu o olhar para a menina, e logo depois arqueou uma sobrancelha.
— Porque você não fala dela detalhadamente como dos outros membros da sua família? — Arthur indagou, e Bianca conseguiu pegar o sentimento que ele estava incitando. — Por algum motivo, você estaria com ciúmes de falar sobre ela? — indagou divertido, e Bianca abriu a boca indignada.
— Não, claro que não! — respondeu um tanto quanto indignada. Arthur soltou uma leve risada, e então virou seu corpo para a menina, que tentava a todo custo não olhá-lo.
— Então fale-me sobre ela — pediu, e por incrível que pareça, gentilmente.
Bianca — ela tinha que admitir isso — ficou um pouco incomodada sobre essa curiosidade que o rapaz tinha sobre sua irmã gêmea, mas mesmo assim abriu a boca e começou a falar sobre Eloise. E sinceramente? Ignorou qualquer incomodo sobre a curiosidade do rapaz sobre a irmã. Falar sobre Eloise, e como era incrível — sim, porque era incrível — ter uma gêmea lhe deu mais saudades sobre casa.
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