Half Body — Interativa

5 Aquelas que podem ser noivadas por Afonso.


Notas iniciais
Heeeeeeeeei pessoal! Como vocês vão? Eu sei, eu sei, eu sei, eu sei, eu prometi postar rápido, buttt juntou um monte de coisas sobre mim que eu acabei atrasando, e eu também sei que isso não é uma desculpa verdadeira, mas ok ok. Anyway gente, feliz ano novo atrasado, tipo 16 dias, mas feliz mesmo assim. Oh, e eu acabei esquecendo de responder alguns comentários do capítulo passado, hehe, na minha mente eu já tinha respondido, então, nem me toquei em conferir mesmo. Foi conferir agora, e é... Fazer o que. Ah, pessoal, acho que ninguém vai enviar ficha mais, mas mesmo assim irei anunciar que: não, não aceitarei mais fichas de Selecionadas, ok? Hm... Sinto estar esquecendo de algo, mas ok. Neste capítulo tem mais quatro Selecionadas, e elas estão se arrumando para ir para o Castelo. No próximo terá cinco chegando no castelo, se estabelecendo. E, leitoras que criaram as personagens abaixo: caso vocês não gostarem do jeito que eu a retratei, ou está achando que falta alguma coisa, ou que está demais, ou quer que eu destaque mais coisas, enfim, QUALQUER COISA MESMO, fale, ok? É sério gente, se não eu continuo retratando a personagem --- a SUA personagem --- do jeito que você não gosta. Então, fale. Mas enfim, GENTE, TENHO NOVIDADES LINDAS!!! Só que eu só vou falar nas notas finais! Leiam, leiam o capítulo!

Five.

Rest Your Love

5. Aquelas que podem ser noivadas por Afonso.

Gracie Orth Grützman, 17 anos.

“Aos outros, dou o direito de ser como são. A mim, dou o dever de ser cada dia melhor.”

Gracie suspirou novamente.

Não tinha certeza se inscrever-se na Seleção havia sido a coisa certa a fazer. Tudo bem, que ter que encarar o seu vizinho como se nada tivesse acontecido não era uma coisa legal, e na Seleção ela não precisaria fazer isso. Mas, ela ficaria sem ver seus pais — talvez por pouco tempo, Gracie não saberia.

— Filha? — Aimee entrou no quarto da menina, com um sorriso no rosto, e um copo de água em mãos. A morena sorriu ao ver a mãe.

A notícia que havia se inscrito na Seleção tinha sido uma grande surpresa aos seus pais, já que a menina havia negado muitas vezes antes sem qualquer motivo aparente além de deixá-los — isso na cabeça deles, já que Gracie tinha seus motivos: Charles. O vizinho que havia se mudado para a fazenda ao lado da sua há três anos.

— Eu sinto como se meu corpo fosse explodir a qualquer momento — a menina comentou entre um gole e outro, retirando uma gargalhada de sua mãe. Eram nove horas da noite, e Gracie ainda não tinha acabado de arrumar suas coisas.

Assim que o resultado da Seleção saiu, e Gracie soube o resultado, ela estava se sentindo muito ansiosa. E também com medo de ter que enfrentar tudo aquilo. Gracie não sabia como seria a Seleção, afinal, nunca havia se interessado por ela, entretanto depois do anúncio pediu ajuda a mãe, que acompanhou a Seleção do Rei Thomas.

Na manhã do dia seguinte ao anúncio, um homem apareceu na casa de Gracie. Ele era meio afeminado, Gracie e sua mãe tinham percebido isso, não só pela sua roupa, mas também pelo seu jeito de agir, e falar. E aquilo fez Gracie se sentir mais a vontade com o rapaz — que tinha se apresentado como Eric — e responder as perguntas dele como se estivesse conversando com um amigo de longa data.

Eram indagações simples, outras mais invasivas. Eric perguntou desde sobre como foi o nascimento da menina, até quantas libras eles gastavam na casa, e quantas libras eles recebiam. Gracie estranhou outras perguntas como se ela já havia se apaixonado, se já havia tido alguma morte em sua família, entre outras.

Depois das perguntas, Eric pediu para tirar as medidas da menina. Gracie assentiu e apenas ficou de pé, esperando que o homem pegasse a fita que segurava e passasse pelo seu corpo. Mas Eric pediu pra que ela ficasse apenas com as roupas íntimas. O que assustou não a só Gracie, mas também a sua mãe, que estava ali do lado.

— Calma menina, deixa de ser caipira! Não é como se o seu corpo me interessasse mais do que as medidas — Eric havia falado, provocado alguns risinhos em sua mãe.

— Oh, eu vou torcer tanto por você, querida — a mulher segurou a mão da menina, que apenas assentiu. Gracie ainda não sabia se realmente queria ir pra lá. Não via muita televisão, e também não ficava por dentro de todas as notícias sobre o Príncipe Arthur, mas pelo o que ouvia dizer, ele não era uma flor. Muito pelo contrário, parecia ser uma péssima pessoa. Um tipo de pessoa que Gracie não suportaria ficar ao lado por muito tempo.

— Não precisa, mãe — a menina falou dando um sorriso caridoso. Gracie não queria que sua mãe ficasse super preocupada, ou perdesse tempo fazendo torcida pra menina, isso não mudaria muita coisa, na verdade. — Só... Fique feliz por mim.

— Feliz? Eu estou felicíssima! — a mulher quase gritou, e isso surpreendeu Gracie, fazendo a menina dar um grande sorriso. — Agora, temos de arrumar suas coisas, não temos?

Gracie assentiu, sorrindo.

Eric havia dito as duas — logo após tirar todas as medidas de Gracie, dizendo que os vestidos para eventos importantes seriam feitos no castelo, — que viria buscar a menina um dia depois. Deixaria um dia com que Gracie se despedisse de seus parentes e amigos, e arrumasse suas coisas.

Acrescentou que não havia tanta necessidade de levar tanta coisa. Gracie teria seu próprio quarto, e ganharia roupas novas assim que chegasse ao Palácio, então apenas pediu que a menina levasse bijuterias ou jóias que tivesse, alguns sapatos, roupas para usar nos primeiros dias, pediu alguns pijamas também, e se quisesse levar itens pra decorar o quarto, ou dar sorte durante a estadia, estaria de bom tamanho.

Eric também acrescentou que ela poderia mandar cartas pra sua família, mas que lá eles dariam a caneta e o papel, que ela não precisaria se preocupar. Falou que viria buscá-la às nove horas da manhã do dia 26, e pediu pra ela ser pontual, caso contrário perderiam o vôo. Depois deu um grande beijo estalado na bochecha da garota e saiu sorrindo, entrando no carro preto.

— Você realmente quer levar esse vestido? — Aimee ergueu um vestido branco e prata, e Gracie rapidamente balançou a cabeça. — Mas, Gracie...

— Mãe, ele é importante pra mim — falou pegando na saia prateada cinzenta e leve. O vestido era de sua avó, e depois de alguns ajustes, ele havia se tornado o vestido mais lindo do mundo. O corpete branco com alguns bordados em prata, e a saia do vestido de um tecido leve, com várias camadas.

— Tudo bem — a mulher falou convencida, colocando o vestido na mala e sorrindo pra filha.

— Meninas, nossos vizinhos chegaram — Gregg, o pai da menina, falou sorrindo e aparecendo a porta.

Gracie forçou um sorriso.

Sua mãe havia dito a ela que havia chamado seus vizinhos — e isso incluía Charles — para uma última janta em conjunto, já que Gracie partiria no dia seguinte. A menina havia sido contra, afinal, queria ficar o mais longe possível de Charles. Sim, ele havia sido a grande paixão da menina, e sim, eles haviam namorado em segredo, mas sim também, ele a havia traído com sua prima mais nova. E sinceramente? Gracie sentia repulsa de Charles por conta disso.

Mas seus pais não sabiam. Muito menos os pais do menino.

Por isso Gracie apenas sorriu e foi pra sala.

[...]

Montana Clement, 21 anos.

“Aprendi que não preciso de muito para viver, mas sem muito, não quero viver.”

Montana sorriu divertida.

Ela nem estava acreditando que iria pra Seleção. As probabilidades dela ser escolhida era a mesma que qualquer outra menina que havia se inscrito, certo? Então isso era tipo, ótimo! Nunca tivera tanta sorte assim. Um passo para conquistar o tão título de Rainha havia sido dado, agora faltavam alguns outros — que Montana não estava se preocupando no momento.

Na verdade, queria muito guardar logo todas as suas coisas e ir pegar o avião e ir pra Londres. Não queria mais ficar ali, de favor. Não que não gostasse, amava Ingrid com todas as suas forças, e ficou extremamente grata quando a menina a deixou ficar em seu apartamento. Seria por algum tempo, depois Montana tentaria procurar algum emprego, alugar um apartamento, qualquer coisa.

Mas então ela havia sido selecionada.

— Eu sei que você está super animada, e que já estaria no avião, mas você ouviu Ewan, ele só vem amanhã pra te buscar — Ingrid apareceu na porta, encostando seu corpo no batente e dando um meio sorriso pra Montana. — Então, que tal uma pizza pro jantar?

— Depende do que — Montana colocou uma saia dentro da sua mala que levaria para o Palácio.

— Somente queijo, como sempre — a voz de Ingrid saiu com um pingo de tédio, o que de certa forma, fez Montana apenas dar um sorriso para a amiga. Ingrid se aproximou da cama da menina, onde a mala de Montana estava aberta, com alguns itens dentro dela. — Como você acha que vai ser lá? — indagou tirando Montana de seus devaneios.

— Legal — a morena respondeu, dando levemente de ombros e pegando um short jeans que adorava. Ewan falou que ela poderia muito bem levar roupas que quisesse, assim como todos os outros utensílios, e ele ainda fez o favor de reforçar que ela não poderia levar nenhum tipo de arma. Caso contrário, seria eliminada da Seleção.

Porque levaria uma arma para o Palácio?

Ingrid sorriu, dobrando algumas das roupas que Montana havia tirado do guarda roupa, e tacado-as na cama, não sabendo quais levar.

— Irei sentir muito sua falta, Mon — Ingrid sussurrou, e Montana fez uma careta, fitando a amiga.

— Não — falou logo em seguida, e Ingrid riu. Montana odiava apelidos, afinal, adorava seu nome, não precisava de apelidos. E também odiava falar sobre sentimentos. Montana sabia que uma hora ou outra, Ingrid chegaria na amiga e falaria sobre como sentiria sua falta, e de como torceria para a menina, e a ajudaria de qualquer forma. Montana sabia. Só não queria.

— Qual é, Montana! — Ingrid logo falou, levantando-se da cama e colocando as mãos na cintura, com uma pose bem engraçada para a menina pequena e fofinha que era. — Como você quer se casar com um cara se não consegue sequer se abrir? — Ingrid tinha uma pontada de indignação na voz, e de certa forma Montana sabia o que era aquilo.

Não que Ingrid estivesse com inveja — Montava não conseguia enxergá-la com inveja —, mas ela tinha as mesmas chances de Montana, então porque não foi escolhida?

— Eu não quero me casar com aquele cara — Montana parou de dobrar a blusa vermelha que tinha em mãos, e a colocou de lado, fitando a amiga. — Eu só quero ser a Rainha. Simples assim — deu de ombros, mas Ingrid não pareceu aceitar aquilo muito bem.

— Hum, deixa eu te lembrar de uma coisa, Montana: para você ser Rainha, você precisa se casar com aquele cara — sua voz estava contida, mas Montana sabia muito bem que Ingrid queria gritar. Elas eram amigas. De longa data. E como todos, elas brigavam. Talvez mais do que Montana queria, mas elas brigavam.

E Montana odiava isso.

Não porque ela estava morando de favor na casa de Ingrid, e a qualquer hora, Ingrid pudesse simplesmente expulsá-la dali; mas principalmente pelo fato de que Ingrid fora a que mais apoiara Montana em suas decisões.

Depois que largou a faculdade de Direito — o sonho de consumo de seu pai — e decidiu viajar o mundo com a herança que sua avó havia lhe deixado, Montana só recebeu apoio de sua amiga. Sua mãe, Sucie, voltou a falar com a menina há algum tempo atrás, mas não lhe ajudava, e muito menos lhe apoiou.

Somente Ingrid.

— Eu não quero brigar — Montana suspirou, sentando-se na cama ao lado da mala. Ela observou com o canto do olho Ingrid se aproximar da menina, e sentar-se do seu lado, pegando em sua mão. — Eu sei que você vai sentir saudades, assim como eu espero que você saiba que eu irei sentir saudades, Ingrid.

— Eu sei, eu sei — a menina sussurrou, e Montana lhe fitou, dando um pequeno sorriso. — Acho melhor pedirmos a pizza antes que você caia nessa cama igual a uma pedra.

Montana riu, e fitou a mala novamente, soltando um suspiro logo em seguida.

[...]

Bianca Darcy Bridgerton, 19 anos.

“Sou metade agonia, metade esperança”

— Você tem certeza de que não quer levar meu vestido preferido? — Eloise perguntou esticando o vestido vermelho por sobre a cama. Como eram gêmeas, e basicamente tinham o mesmo corpo, Bianca sabia muito bem como esse vestido ficaria em seu corpo. Justo, curto, e com os peitos querendo saltar para fora.

Negou com a cabeça.

— Para com essa insistência, Elo — pediu recolhendo alguns pertences. Eloise havia se prontificado para ajudar Bianca a arrumar suas coisas, principalmente sua mala com as roupas que usaria no inicio da Seleção (ou pelo menos era o que Martin havia falado quando foi visitá-la).

Bianca sorriu para um quadro onde havia uma foto de seu pai abraçado a sua mão, e rapidamente colocou-o na pequena maletinha que estava organizando, com suas jóias e recordações que guardaria durante sua estadia no castelo — que Bianca não sabia quanto tempo duraria.

— Você não vai conquistar o Príncipe usando calças largas e blusões que chegam aos seus joelhos — Eloise comentou distraidamente, e Bianca riu, preferindo não iniciar uma briga com sua irmã gêmea antes de ir para o castelo ficar sabe-se quantos dias. A ideia de passar meses longe de sua família lhe aterrorizava, mas a ideia de lhe dar uma vida melhor, e de mudar o que era a Inglaterra lhe dava uma esperança gigantesca.

— Bianca — a menina rapidamente olhou para a sua avó, que estava parada na porta, com um olhar calmo e feliz, enquanto seus lábios estavam esticados num sorriso enorme. Bianca sorriu para a mulher, indo em direção a mesma, e lhe dando um abraço reconfortante.

A menina conseguiu observar seu avô segurando o chapéu em mãos, e seus dois irmãos atrás da mais velha. Bianca sorriu ao vê-los ali, sabendo que a despedida estava apenas começando. Aquilo lhe deu um aperto em seu coração, mas a menina tratou de continuar firme, e sorrir.

Ao se afastar da avó, sorriu para a senhorinha, que pegou em sua mão, e abriu, com delicadeza. Colocou algo na mão da menina, e Bianca se perguntou o que seria, mas só descobriu quando a mulher retirou sua mão e sorriu.

— Isso vai te ajudar — sussurrou próxima a menina, que olhou para a mão onde conseguiu observar o terço que a avó havia posto em sua mão. Cada pingente era coberto por um veludo de tom vinho, e uma corrente de prata os interligava. Aquele terço era o favorito de sua avó, e Bianca ergueu a cabeça com os olhos arregalados e a boca aberta. — É seu agora — a mulher sussurrou, e logo em seguida se afastou.

— Eu queria poder te dar algo tão importante quanto ao terço da sua avó — seu avô começou a dizer, e Bianca rapidamente o fitou, com um sorriso carinhoso. — Mas descobri que é impossível — deu de ombros e a mulher abraçou o homem, sorrindo.

— Só de vê-lo feliz, já é um presente — comentou ainda sendo envolta pelos braços do avô, e sentindo o cheiro de pinheiro no homem. O homem a soltou, e logo Bianca foi envolta por Anthony, seu irmão mais velho, seu melhor amigo.

— Eu espero que aquele panaca não a machuque — sussurrou no ouvido da menina, que apenas sorriu ao escutar tais palavras. Queria retrucar, dizer outra coisa, mas nada veio em mente, então Bianca apenas sentiu o carinho que o irmão lhe dava. Ficar com Anthony era uma das melhores coisas do mundo. — Você sabe, estarei te acompanhando. Se algo acontecer, juro que pego um avião e vou para Londres no exato momento — sussurrou soltando a menina, que riu.

— Pare de ser tão controlador, Anthony — Eloise falou, ainda organizando a mala de Bianca, e a menina se perguntou quantas peças de roupas sua irmã estava colocando ali dentro. — Eu tenho certeza de que Bianca irá fisgar o coração de Arthur — a menina comentou dando um sorriso pequeno, e Bianca balançou a cabeça.

— Não tenha tanta certeza, Eloise — Bianca rapidamente falou, e então sentiu um pequeno aperto em sua mão.

Olhou para seu pequeno irmão, Gregory, e sentiu sua respiração falhar. Oh, mas como sentiria falta desse menininho. Gregory era seu bem mais precioso, e pensar que poderia não vê-lo por semanas, talvez meses lhe dava uma dor no coração. Não que Bianca tivesse certeza de que iria ficar por muito tempo lá. Na verdade, ela não via vantagem em ficar muito tempo e no final não ser a escolhida. Ela não ganharia nada em troca. Apenas um bom tempo no castelo, mas só. Provavelmente alguns pretendentes, mas a menina não contava muito com isso. Nem todas as Selecionadas que voltavam ganhavam o desejo dos homens do lado de fora do castelo.

— Você vai me abandonar? — Gregory perguntou num sussurro, e Bianca engoliu em seco, logo se abaixando para ficar na altura de seu irmão. A menina lembrava-se de quando ajoelhava no chão para ficar do tamanho do pequeno. Agora, tinha apenas que flexionar um pouco os joelhos. Como ele crescera.

— Claro que não, Gregory! — prontamente respondeu, passando sua mão no rosto do pequeno, e tirando alguns fios de cabelo do mesmo. — Eu irei fazer uma pequena viagem, e quando voltar lhe contarei histórias sobre o paraíso que visitei — sussurrou para o menino, que deu um sorriso triste. Gregory já não era tão ingênuo e inocente como costumava ser.

— Promete que nunca irá me abandonar — pediu, e Bianca sorriu, esticando-lhe do dedinho da mão que o menino não apertava. Gregory sorriu, e entrelaçou seu dedinho no da menina.

— Eu prometo.

[...]

Katherina Anika Mills, 18 anos.

"Existe um linha fina entre a mentira e a verdade. Cuidado com ela, pois se rompe facilmente."

Katherina soltou o ar pela boca e então voltou a fazer sua mala.

Havia decidido que queria organizar suas coisas sozinha. Não porque queria evitar contato com sua família, ou porque ela realmente não queria tê-los ali. Ela só queria ter um tempo para processar tudo o que estava acontecendo consigo, tudo o que estava acontecendo ao seu redor.

Desde quando seu nome fora anunciado na Seleção, e sua foto aparecera ao lado da mão tremula do Príncipe, Katherina fora cercada por pessoas. Primeiro, foi sua família, com perguntas e comemorações em direção a menina, todos felizes porque ela havia sido Selecionada. Depois, no dia seguinte, havia sido alguns fotógrafos e até mesmo uma menina que escrevia em um blog que sua mãe permitiu que ela entrasse na casa deles e fizesse uma pequena entrevista a Katherina. No mesmo dia, Alan havia aparecido, dizendo ser um Mensageiro Real, que lhe faria perguntas, lhe diria coisas necessárias, e outras coisas naquele dia.

No dia seguinte, sua família toda apareceu. Tios distantes, primos e primas que Katherina nem sabia que existia. E naquele dia que era para ela ter folga, acabou passando com pessoas que ela nem conhecia direito, dizendo-lhe coisas como: você vai ganhar, você vai se tornar a campeã, será uma ótima Rainha, Kate! Não que isso magoasse a menina, na verdade, deixava-a muito feliz.

Mas naquele momento, ela só queria paz.

Por isso quando sua mãe juntamente com duas primas que ela nunca havia visto na vida se ofereceram para ajudá-la a arrumar sua mala, a menina logo recusou. Achou que fora um pouco indelicada quando disse um não rápido e alto; mas logo em seguida se recompôs e apenas foi em direção ao seu quarto.

Decidiu que não levaria muita coisa. Afinal de contas, Alan havia dito que ganharia roupas no castelo. Ele também havia dito que ela teria seu próprio quarto, e que ela poderia levar alguns itens — pequenos, havia reforçado — para decorá-lo. Se quisesse, obviamente. Alan disse que o quarto já estava decorado, mesmo que não fosse ocupado por ninguém do castelo.

A menina olhou seu quarto, pensando no que poderia levar, mas constatou que levar itens de decoração para enfeitar aquele quarto no castelo não faria muita diferença. Decidiu, por fim, levar apenas fotos — que havia imprimido de última hora, já que Alan havia reforçado que se ela levasse algum equipamento digital, como celular, câmera, e derivados, seria tomado da menina, e talvez nem devolveriam. Katherina sabia que levar a foto de seus pais e irmãos a faria se sentir menos solitária.

A garota não sabia o que enfrentaria na Seleção. Queria fugir de casa, queria viver novas experiências, conhecer novas pessoas, ter novas oportunidades na vida. A inscrição havia sido totalmente impensada. Ela simplesmente se inscreveu, e quando viu seu nome, não acreditou que era verdade.

Agora, sentada ao lado de sua mala recém pronta, segurando uma foto de sua família completa, Katherina soube que aquilo não era um sonho. E que a chance da menina ser Rainha, e mudar o país que vivia, estava cada vez mais próximo.

Ouviu pequenas batidas na porta, e encarou-a. Não queria ter que abri-la e ver suas duas primas recém conhecidas agindo como se elas se conhecessem há anos, e que fossem amigas há anos. Katherina sabia muito bem porque toda a família viera se despedir da menina. Eles sabiam que ela tinha a chance de ser a próxima Rainha, de ser a próxima mulher mais influente do país.

E não perderiam uma chance de bajulação.

Ninguém nunca perde.

Foi despertada de seus pensamentos pelas batidas na porta, que Katherina rapidamente reconheceu. Três batidas fortes, duas rápidas e por fim mais três fortes. Levantou-se da cama num salto e abriu a porta, vendo seu pai sorrir.

Richard sorriu para a menina, entregando-lhe um copo com refrigerante. Katherina sorriu e pegou o copo, dando passagem para o pai entrar, e fechando a porta logo em seguida.

— Sua mãe falou que não queria ajuda — o homem comentou, aproximando-se da mala pronta da menina e sentando-se na cama da garota. — Eu não imaginava que minha garota cresceria tão rápido — comentou sorrindo para a menina, que aproximou-se do pai e sentou-se ao seu lado. — Se você ganhar, irá se casar — seu sussurro saiu quase num murmúrio, e Katherina apenas sorriu. Casar, aquela era uma palavra que ecoava em sua cabeça. — E você só tem 18 anos — murmurou, e Katherina suspirou.

— Eu vou ficar bem — sussurrou para o homem, que a encarou com os olhos cheio de lágrimas, o que deixou Katherina com vontade de chorar. — Eu prometo, pai — falou agarrando a mão do homem.

Richard olhou para cima, numa tentativa de segurar as lagrimas, e Katherina lhe fitou.

— Prometa-me que por mais que você ganhe esse concurso, você nunca deixará de ser essa menina dócil e amável que eu conheço — pediu com a voz embargada. Katherina sorriu, e assentiu lentamente.

— Eu prometo pai — sussurrou, sentindo certa pressão nas palavras. Se tornar Rainha a mudaria? Katherina não sabia, e sinceramente, não tinha muita ânsia em saber. — Eu prometo.

Notas finais
Pessoal, caso os links não forem: Gracie: http://i.imgur.com/IfQQJPN.gif Montana: http://mrwgifs.com/wp-content/uploads/2013/05/Emma-Watson-Cute-Smile-In-Perks-Of-Being-A-Wallflower.gif Bianca: https://45.media.tumblr.com/c893778375882f8051ac038e30a913b2/tumblr_n7fbrzQxXk1spadc1o1_500.gif Katherina: http://49.media.tumblr.com/tumblr_mdt86op7ZT1rlyafoo1_500.gif ---------------------------------- OKAY GENTE, NOVIDADES!!! Primeiro de tudo, eu criei um tumblr para a fanfic! Yeahhhh! A ideia era criar um blog, mas eu tenho dificuldade em aprender, então decidi criar um tumblr, que é mais prático, e eu já tinha um tumblr aqui sobrando, so... O tumblr vai ser mais ou menos como um Jornal Oficial da Seleção Inglesa. É, vai ser isso mesmo. Mas, vai ter news. Só, que se você entrar na abinha 'girls' ou na abinha 'things' você consegue ter acesso as meninas que irão participar da Seleção, a família real, a história melhor contada da family do Afonso/Arthur, entre outras coisas, ok? Cá está: hbinterativa.tumblr.com E QUAL É A OUTRA NOVIDADE? SIMMMMM, O TRAILER (FINALMENTE, GLÓRIA DEUS PAI!) Gente, cá entre nós, eu não fiquei muito fã do trailer não, viu? Tem umas imagens com bad qualidade, mas enfim. Eu juro que eu tentei fazer algo mais bonitinho, mas os programas que eu usei não foram com a minha cara, e eu cansei de ficar baixando programa. Ah, a voz do trailer também não tá legal, mas foi o que eu consegui. Eu quero fazer mais um trailer mais para frente, mas não é nada certo. ENFIM... Cá está: https://www.youtube.com/watch?v=5_H8M-yAby0&feature=youtu.be Eu espero que vocês gostem do fundo do meu coração, mas eu entenderei se não gostarem. Oh, gente, eu sei que vocês gostariam de ver mais as suas Selecionadas no trailer, mas se eu colocasse mais de uma cena, iria ficar grande, e eu não gosto de trailers grandes (além de que trava todo o meu not). Oh, e btw, eu não respondi alguns comentário -revisando- mas eu irei responder mais tarde, porque tô com dor de cabeça, e quero tomar uma banho. Mas preciso falar de mais uma coisinha. A eliminação. Enfim, eu não sei como eu vou eliminar as Selecionadas. É claro, que em alguns capítulos nenhuma das suas Selecionadas serão eliminadas, e sim as que eu criei para preencher o espaço vazio. Após elas serem eliminadas, eu irei eliminar a de vocês - e vai demorar um pouco caso queiram saber (talvez muito), mas eu já queria falar com vocês sobre isso. A eliminação não vai ser por votação ou algo do gênero (ok, algumas até vão, mas nem todas e quando eu ficar indecisa em quem eliminar). Assim, os comentários vão ajudar (até porque se você faz uma personagem e some da fanfic, não acho que seja uma coisa legal). Então, sem comentários por cinco, seis capítulos, sei lá, sua personagem: puf! Brincadeira, mas ela é eliminada, sim, sim. Nas votações vocês irão votar para sair, e enfim. Ah, gente, não tem muito o que falar sobre a eliminação, é isso, mas vai ocorrer (outra coisa, não é porque sua personagem não tem tal habilidade que ela vai ser eliminada - por conta das provas, digo). Enfimmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmm, é isso por today. Não sei quando o próximo capítulo sai, tentarei - TENTAREI - postar o mais rápido possível (porque eu tô muito ansiosa para escrever sobre o Afonso com as Selecionadas!), mas nada confirmado. É isso, gente linda do meu core, beijos e até mais