Half Body — Interativa

6 Aquelas que podem casar com Afonso.


Notas iniciais
Heeeeeeeeeeeei pessoal! Fala sério, eu sou uma autora de ouro, né? Postando rapidamente agora, ai que amor! Mas enfim, vim postar o último capítulo das Selecionadas! Yeah! Diferentemente dos outros, este daqui tem cinco Selecionadas, para conseguir fechar o pacote, e ficou meio que: casa, chega castelo, castelo, quarto, nada para fazer. Enfimmmmm, eu percebi que os trechinhos ficaram mais curtos também, e peço desculpas por isso, mas é que se eu me estendesse, iria ficar muito grande, e o capítulo já está grande, então... Mas, ó, temos atualização no tumblr também! "Meu Deus Meire, o que te deu para atualizar as coisas assim, rápidas?" Estou animada, jenfvjenfvhnejenrjvg, ai eu dei um jeitinho e atualizei! Tem duas novas notícias no Jornal Oficial da Seleção Inglesa-sa-saaaaaaaaaa! Corre para conferir! hbinterativa.tumblr.com Mas enfim, acho que é só isso. Ops, quase esqueci. LEITORAS DAS SELECIONADAS ABAIXO (se vocês aparecerem por aqui) se não gostar da Selecionada, ou de como eu retratei-a, avisa, ok? Não precisa ficar com medo de falar, pó falar! Mas ai tu fala, e eu mudo, okay? No fear, baby. Ah, gente, antes que eu me esqueça. - again Eu nunca recomendei nada para vocês, acredito, mas venho cá recomendar uma artista que está me ganhando litros (além da Charlize Rainha Theron), HALSEY! Pessoal, escutem o álbum dela, o de quatro meses atrás, heuehue, BadLands, é sério, É MUITO BOM! É impossível escolher uma só música das quinze (considero quinze, por que Colors Part. II é borosca). Mas, começa escutando Castle, que lembra muito muito Rei, Rainha pelo toque, eu nem olhei a letra, mas deve lembrar, né? Castle e.e Mas enfim, curtam o capítulo, comentem, espaireçam!

Six.

Wings

6. Aquelas que podem casar com Afonso.

Chrystal Faith Jenywe, 19 anos.

“Saber encontrar a alegria na alegria dos outros, é o segredo da felicidade.”

Chrystal mirou novamente no cachorrinho pequenino correndo atrás da criança de fios claros como o dia. A menina sorriu ao vê-los tão felizes e então apertou o botão, marcando mais uma foto para sua câmera. Chrystal deu uma leve olhada para a responsável do menino, e do cachorrinho provavelmente, e se perguntou como aquela mulher de cabelo ruivo e postura ereta não estava nem um pouco interessada em observar se seu filho não havia sido sequestrado a cada minuto.

Na verdade, a menina até se lembrou um pouco de sua infância ao observá-la. Sua mãe não era a mulher mais presente na sua vida, mas ao menos, ela tinha cuidados de outros, como empregados e serviçais. Chrystal estaria mentindo se dissesse que não sentia saudades daquela época em que tinha aulas em casa, e poderia andar pela enorme casa comendo tudo o que queria.

A menina pegou a câmera novamente e fotografou o momento exato em que a criança caia na grama, e o cachorrinho pulava em cima do menininho. Chrystal levantou-se do banco por impulso, olhando para a criança, e logo em seguida para a mãe, que parecia entretida demais em sua conversa com uma mulher de fios encaracolados.

Quando Chrystal voltou a olhar a criança a viu rindo, e com o cachorrinho lambendo sua cara. A menina posicionou a câmera e tirou mais algumas fotos. Quando viu o sol começar a se abaixar, decidiu voltar para casa, que dividia com seu pequeno cachorro e seu gatinho de nome estranho — segundo sua melhor amiga, Iris — que, por incrível que pareça, davam-se super bem.

Assim que entrou em casa, ouviu o latido de Jake e riu, fazendo um carinho entre suas orelhas, e agindo como aquele menininho do parque. Não viu seu pequeno gato em nenhum lugar ali na sala, e logo deduziu que ele estava em sua cama, deitado sobre as roupas que Chrystal havia retirado do guarda roupa mais cedo.

A ruiva ainda não conseguia acreditar que havia sido Selecionada. Bem, tudo bem, ela havia se inscrito, ela tinha a probabilidade de ser Selecionada, mas aquilo era como se fosse um sonho. Chrystal sentia que estava em sua cama, deitada, enrolada nos cobertores, sonhando que havia sido Selecionada, e que iria competir pela mão do Príncipe.

Chrystal deu uma pequena risada. Nunca se imaginou competindo pela mão de um homem.

A garota admitia: estava feliz por ter sido selecionada. Ela iria para o castelo, e mataria sua curiosidade de saber como era a vida dos Reis, do Príncipe. Conheceria cada cantinho daquele lugar que parecia ser irreal, e viveria aquela irrealidade.

Obviamente não queria deixar seus amigos para trás, ou muito menos seus empregos ou seus animaizinhos, mas mesmo assim, a vontade de vivenciar uma aventura nova lhe deixava ansiosa, e com a vontade de dormir e acordar pronta para ir.

Chrystal apenas sorriu, e passou a caminhar na direção do quarto, onde havia previsto, estava Allons-Y, seu pequeno gatinho enrolado em suas roupas. A ruiva sorriu, passando a mão no pelo do gato, e o retirando dali, colocando-o ao lado das roupas. Ela ouviu os passinhos apressados de Jake, e sorriu, confortante, ao perceber aqueles que dois que mais amava estava ao seu lado.

Chrystal odiava despedidas. Ter que dizer tchau, adeus, ela odiava isso de uma forma tão forte que as evitava a qualquer forma. Havia falado com seus amigos logo após o anúncio, dizendo que não queria uma despedida triste, e que de um jeito, ou de outro ela voltaria. Eles comeram pizza, e gargalharam até altas horas da madrugada.

Depois, Iris ficou de passar na casa da menina, e de pegar seus dois filhotes.

Chrystal agradeceu-a imensamente, pois sabia que Iris seria uma ótima mulher cuidando de seus bebês. Deu uma breve olhada em Jake que passeava pelo quarto da menina, e logo em seguida para Allons-Y, que dormia, ainda enrolado. Chrystal suspirou e passou a organizar suas coisas. Havia separado somente algumas roupas, já que Mitch havia lhe avisado que ela ganharia roupas lá. Separou algumas fotos também, para manter na mente aqueles que amava, e até pensou em levar sua câmera, para tirar fotos de todo cantinho daquele paraíso, mas achou que seria improvável deixarem uma Selecionada sair pelo castelo fotografando.

Olhou novamente para seus animais e suspirou. Estaria fazendo a coisa certo indo para o castelo?

[...]

Averie Austin Hawkins, 17 anos.

Seus olhos erravam por aqui, por lá, por toda a parte, maravilhados. Ela viera para ser feliz, e já se sentia feliz.”

— Chegamos, querida — Henry anunciou, entusiasmado, enquanto Averie encarava cada parte daquele lugar. Sabia que o castelo real poderia ser belo, mas aquilo... Aquilo era mais que belo. Averie nunca encontraria uma palavra para descrever aquele lugar.

Havia saído de casa cedo — cedo até demais, segundo Henry, que disse que não havia necessidade de sair tão cedo, mas a menina estava ansiosa, e insistiu tanto que o homem cedeu e logo veio buscá-la cedo. Não que Averie não quisesse ficar mais tempo em sua casa — tudo bem, que parte disso não era mentira —, mas Averie também queria conhecer logo o castelo. Queria logo vir para aquele pequeno — que na verdade era muito grande — sonho.

— Averie.

A menina logo deu um pulo no banco do carro. Henry, ao seu lado, deu uma pequena risada, e Averie sentiu suas bochechas esquentarem. Deus, ela estava literalmente perdida naquele lugar.

A ruiva observou Henry sair do carro, e logo fez o que ele mesmo fez, assustando-se — novamente — com um homem abrindo a porta do carro. Assim que colocou os pés para fora, sentindo a neve aos seus pés, inspirou fundo. O cheiro de pinheiro, de neve, de ar, de natureza invadiu suas narinas, e Averie pode soltar o ar mais satisfeita. Ao longe, conseguiu observar algumas pessoas com grandes câmeras, e aquilo a incomodou.

Averie procurou Henry com o olhar, e logo correu até o mesmo, que estava parado na escadaria, apenas lhe esperando.

— Não vamos pegar minhas coisas? — a garota perguntou assim que chegou ao homem e o viu subir as escadas despreocupado.

— Não se preocupe — Henry comentou, virando-se para a garota e apontando para dois homens, que deveriam ser serviçais, pelo modo de agir, e pelas roupas. — Eles cuidarão da sua bagagem, Rie.

Averie fez careta.

— É Averie — corrigiu, voltando a seguir o homem que subia o lance de degraus. Henry lhe deu um olhar confuso. — Não gosto de apelidos — admitiu, sentindo suas mães esfriarem consideravelmente. Devia ter pegado um par de luvas, concluiu colocando-as dentro do bolso do casaco verde.

— Ok, senhorita Averie — Henry riu, logo parando afronte uma grande porta dupla de madeira, com detalhes encobertos. Averie sentiu seu coração dar um pulo no peito. — Bem vindo ao Castelo Real — falou abrindo as duas partes da porta.

Se do lado de fora o castelo parecia impecável, do lado de dentro era melhor ainda. Averie percebeu que ao olhar por fora parecia um castelo rústico, com detalhes de um antigo passado — ela conseguiu lembrar-se dos livros que já leu — mas que quando você adentrava, mudava completamente a forma de olhar aquele lugar.

Assim que entrou conseguiu enxergar um grande salão a sua frente. No centro do salão havia uma mesinha de vidro — totalmente de vidro — com um vaso — também de vidro — com rosas vermelhas, fazendo um grande contraste com o branco que envolvia aquele salão. Averie percebeu também que não havia quadros grandes, ou qualquer decoração maior ali. Tinha um grande lustre — diga-se de passagem, muito grande — no teto, e algumas luzes ao seu redor. Mas, tirando a mesinha com o vaso de flores, não havia mais nada.

A menina também percebeu dois lances de degraus, um em cada canto.

Observou Henry subir alguns degraus da escada à direita, e rapidamente o seguiu. Ao subir as escadas, percebeu as grandes janelas de vidro, onde pode observar mais árvores. Segurou no corrimão dourado, e sentiu sua mão mais gelada — por mais que ali dentro estivesse bem mais quentinho.

— Eu não vou fazer um tour pelo castelo — Henry comentou a sua frente, e Averie deu mais alguns passos rápidos para ficar ao seu lado, já no segundo andar. — Já que a Teresa irá fazer isso com todas vocês amanhã — comentou, e Averie apenas assentiu, não fazendo ideia de quem era Teresa. — Então vamos apenas ao seu quarto, onde poderemos conversar um pouco — Henry comentou, e Averie logo se distraiu, observando as pinturas que tinham na parede branca.

Eram pinturas de pessoas que Averie nunca havia visto na vida. Prometeu a si mesma ir observá-los melhor. Alcançou Henry que virava uma esquina, entrando em um grande salão novamente, mas desta vez, o salão era bem maior que o primeiro, e bem mais decorado. Havia uma grande mesa, com várias cadeiras — e Averie deduziu caber umas cem cadeiras —, além de candelabros com velas acesas, e algumas mulheres vestidas iguais ajeitando a mesa, retirando alguns pratos, e passando a mão na toalha branca.

Averie deduziu que haviam acabado de comer o café da manhã, e aquilo fez o seu coração saltar novamente.

— A família real estava ali há alguns minutos atrás? — a menina perguntou se aproximando de Henry, que andava no canto do salão, passando por perto das grandes janelas de vidro fechadas.

— Hum... — Henry ergueu o braço, e logo em seguida a manga do casaco, dando uma olhada em seu relógio. — São dez horas. Eles tomam café da manhã ás oito — informou a menina, que assentiu. — Provavelmente o Príncipe Arthur bebeu muito ontem e veio mais tarde — deu de ombros, e Averie soltou o ar que estava preso em seu interior.

Averie se perguntou se era normal isso. Príncipe Arthur beber muito, ir a festas, não se importar com outras pessoas. Como ele queria ser um bom governante, e se casar com uma menina sendo assim?

Por um segundo, a menina quis simplesmente dar meia volta e voltar para sua casa, mas ela não faria isso. Se Arthur fosse aquela pessoa, ela o transformaria — ou pelo menos, tentaria — em uma boa pessoa.

[...]

Evellyn Liam Clarke, 20 anos.

“Por quê? Porque eu posso.”

— É perfeito! — Evellyn comentou num sussurro olhando para o quarto a sua frente. Duas grandes janelas de vidro estavam fechadas, mas Evellyn poderia ver uma sacada de uma das janelas, além das cortinas vermelhas presas. Entre as duas janelas, estava uma cama de casal bem arrumada, com cobertores brancos, dois travesseiros grandes e brancos, e mais dois vermelhos e menores.

Aos dois lados da cama, haviam dois criado-mudos. Em um criado tinha um vasinho de vidro com apenas uma margarida, e no outro criado tinha um abajur apagado. Evellyn observou o lustre no teto, e sorriu. Ao seu lado observou o guarda roupa branco, e quando o abriu, viu algumas roupas no seu interior. Sorriu ao concluir que o que James havia dito era realmente verdade. Ela ganharia novas roupas. E sapatos, concluiu observando alguns pares no chão do guarda-roupa.

Fechou o guarda-roupa e ao lado viu uma mesa quadrada, com duas cadeiras. Em cima da mesa havia uma bandeja de vidro e com detalhes nas beiradas, com uma jarra de vidro vazia, e dois copos de vidros, também vazios. Ao lado da jarra, observou um potinho de vidro com algumas bolachinhas. Evellyn estava surpresa ao constatar quantas coisas eram de vidro ali — provavelmente alguém da família real era obcecada com vidro.

A menina viu uma penteadeira mais ao canto, perto de uma das janelas. Ela continha um grande espelho com detalhes — que pareciam ser feitos a mão — nas bordas. Acima da penteadeira havia tanta coisa que Evellyn não sabia para onde olhar. Percebeu algumas gavetas, mas decidiu-se por não abri-las.

Evellyn observou um grande espelho em um canto, logo ao lado da janela com a sacada. Observou-se com o olhar superior, e as roupas quentes por cima de seu corpo. Virou-se e encontrou outra porta, que constatou — alguns segundos depois — que era um banheiro. Em uma parede, bem no alto, havia uma janela de vidro, com uma cortina branca presa ao seu lado. Logo abaixo da janela havia uma grande banheira, e ao lado da banheira havia um chuveiro.

Evellyn observou — além da privada, e da pia — o espelho com detalhes em sua borda, e os itens que havia sobre a pia: absorventes, alguns remédios, escovas — tanto de dente, quanto de cabelo —, pentes, pasta, fio dental, cremes... A menina se fitou no espelho, e observou James atrás de si.

— O que acha? — o homem perguntou, e Evellyn lhe deu um sorriso carismático.

— É lindo — sussurrou, logo se virando para o homem, que sorriu, e lhe puxou, colocando a menina sentada na cama. James sentou-se ao lado de Evellyn, e esta percebeu que o rapaz estava mais excitado que ela.

— Então, querida, como eu lhe disse, não tenho permissão para lhe mostrar o castelo agora — James começou, gesticulando com as mãos. — Tecnicamente eu não preciso de permissão, mas a Tess vai mostrar o castelo para vocês amanhã de manhã — continuou, ainda gesticulando com as mãos (o que estava incomodando Evellyn). — Tenho certeza de que vai adorar — deu um saltinho e ficou de pé.

Evellyn o encarou.

— Mas agora eu tenho que lhe dizer algumas regrinhas, que você provavelmente já deve saber — James começou, andando de um lado para o outro, ainda gesticulando. — Sabe que não pode brigar com nenhuma Selecionada, nem se envolver com qualquer outro homem aqui dentro, por mais irresistível que ele seja — riu consigo mesmo, e Evellyn se permitiu esboçar um sorriso. — Nem pense em querer fugir, ou criar uma rebelião aqui dentro — admitiu, colocando o dedo em riste. — Essas paredes têm olhos — sussurrou, se afastando da menina e olhando para os lados.

— Porque eu criaria uma rebelião? — Evellyn indagou, franzindo as sobrancelhas.

James deu de ombros.

— Admito, nem eu sei. Mas prosseguindo... — o homem parou, colocou a mão sobre o queixo, e suspirou, curvando seu corpo. — Você já deve saber todas as regras, né? — indagou, e Evellyn deu uma leve assentida. — Ótimo, não vamos revisá-la, mas não conte para ninguém, ta? — pediu, se aproximando.

— Ok — Evellyn assentiu, e James deu uma risadinha, sentando-se ao lado da menina.

— Bom... Agora, eu vou-me embora — fez cara de triste, e Evellyn se segurou para não sorrir. — Mas, como são cinco da tarde, você pode dar uma volta pelo castelo, se quiser — deu de ombros, levantando-se rapidamente. — Oh, mas não suba para o quarto, ou quinto andar — ordenou. — A Família Real está lá, e meio que são os andares proibidos aos súditos — falou, com um sorriso divertido no rosto, e Evellyn assentiu. — Mas pode andar por ai. Caso você se perca, tem guardas por todos os locais, é só pedir ajuda. Eles são gente boa — riu, e depois suspirou, olhando para o nada. — Ah, foi ótimo te conhecer, Evye — falou se aproximando da menina e lhe dando dois beijos estalados na bochecha. — Espero que vença! — gritou saindo do quarto da menina e fechando a porta.

Evellyn sentou-se na cama, exausta, e relaxou, torcendo pela mesma coisa que James.

[...]

Ayuu Kamishiro, 17 anos.

O essencial é invisível aos olhos!

Ayuu deixou seu corpo cair na cama macia, e sorriu, virando-se nela. Retirou seu tênis, e deixou-o jogado no chão. Voltou a se virar, olhando para o lustre apagado, e sorriu novamente, sentindo-se feliz, satisfeita, animada para uma nova aventura em sua vida. Para um novo capítulo de sua história.

A menina retirou o cachecol que usava, e também o tacou no chão. Pegá-lo-ia depois e guardaria naquele guarda roupa que já havia vasculhado para ver o que tinha lá dentro. Retirou seu casaco mais grosso também, e o deixou cair no chão. Sentou-se na cama, sentindo seu cabelo bagunçado, mas aquilo a fez sorrir ainda mais.

Levantou num único pulo e correu para a sacada, abrindo-a porta e se deparando com uma sacada metade limpa, metade coberta de neve, e com uma vista incrível. Conseguiu avistar uma grande parte de pinheiros com neve, e bem mais ao fundo conseguiu ver um lago congelado. Sorriu.

Voltou para dentro do quarto e colocou seu tênis. Voltou a por o casaco e foi novamente em direção a sacada. O vento frio que havia lhe dado calafrios havia se dissipado, e agora nem neve caia mais. Andou até a beirada da sacada e olhou ao seu redor. Pinheiros, e neve. Era basicamente o que a menina conseguia enxergar.

Abaixou a cabeça e abaixo de si viu dois guardas conversando e rindo um com outro. Olhou mais ao lado e viu várias sacadas. Deduziu que eram das outras Selecionadas. Olhando na sua diagonal para baixo, viu arbustos de neve e pouquíssimas folhas e logo entre eles, viu uma criada fumando. A menina franziu as sobrancelhas, e voltou para dentro do quarto.

Fechou a porta da sacada, e retirou o casaco, deixando-o em cima da mesa. Pegou uma das bolachinhas que havia dentro do potinho de vidro, e saboreou. Tinha gosto de chocolate com... Aquilo era morango? Pegou mais uma, e depois mais outra, mordendo com cuidado. Lembrou-se de pedir mais daquelas bolachinhas — por mais que aquelas ainda não tinham acabado — para alguém mais tarde.

Talvez para a tal de Teresa que Juan havia citado.

Retirou o tênis e foi para o banheiro, onde tacou água no rosto, e enxaguou a boca, voltando para o quarto e levando um susto com a presença do menino.

— Yuki!

O garoto de fios louros sorriu ao ouvir a voz da menina, e Ayuu se aproximou do garoto, com um sorriso radiante no rosto.

— Isto é incrível, não é? — questionou olhando ao redor. Yuki fez um leve assentir com a cabeça, e colocou as mãos em seu bolso do casaco azul que usava. — Parece um sonho — murmurou, ainda olhando ao redor. Voltou a olhar pro garoto, que olhava ao redor. — Porque está aqui? — perguntou num sussurro, e Yuki lhe fitou com o olhar faiscando.

Ayuu fitou os olhos do menino por alguns segundos, antes de suspirar derrotada. Pegou o cachecol que estava no chão, e colocou juntamente com o casaco acima da mesa. A menina voltou a fitar o amigo, e então sentou-se na cama.

— Eu queria que a Kime estivesse aqui comigo — sussurrou, agarrando o travesseiro e o abraçando apertado. Kime era sua irmãzinha de oito anos. As duas moravam com a avó e com a tia. Ayuu confiava em sua avó. Sabia que a mulher poderia cuidar tão bem de Kime quanto ela mesma cuidava. Mas bem, sua avó não era como qualquer outra avó.

Às vezes Ayuu achava que a mulher era até mais sociável que qualquer outro ser humano, já que a mulher estava sempre saindo com amigos e colegas, e fazendo mais amigos no caminho. Ayuu gostava de ver sua avó, assim, feliz. Mas isso sempre resultava em passar mais tempo sozinha com sua tia Lucy.

E bem, Lucy não era recomendável para passar um tempo com crianças.

— Você está certo — Ayuu comentou fitando os olhos azuis do menino a sua frente. — Eu tenho que aproveitar — falou, sentindo seu coração ficar mais calmo. — Afinal, essa é uma oportunidade única, certo? — indagou mais para si mesma do que para o menino. Ayuu expirou, sentindo-se seu corpo mais leve. — Um novo capítulo está começando, Yuki. Um novo capítulo.

[...]

Peggy Marion Hathaway, 16 anos.

Deixe as opiniões dos outros para lá, deixe os inimigos odiarem.

Peggy soltou o ar de sua boca, fazendo alguns fios louros voarem no seu rosto.

Estava entediada.

Talvez mais do que entediada. Tudo bem que o quarto era espaçoso para a menina dançar, fazer algumas manobras de luta, deitar no chão, e fazer várias outras coisas, mas no momento, Peggy não queria fazer nada daquilo. Estava em um castelo! Não queria ficar dentro daquele quarto, sendo que poderia sair por ai, conhecendo novos locais (provavelmente ela se perderia, mas era só pedir ajuda depois).

Nick havia dito que ela poderia sair pelo castelo. Mas que não poderia, de jeito nenhum, ir nos andares superiores. E, era justamente aqueles andares que estavam intrigando a menina. Oras, se ela não poderia, era porque eles estavam escondendo algo, certo?

Peggy colocou o casaco novamente, ajeitando seu cabelo, e saiu do quarto. Assim que fechou a porta, olhou ao redor. Não havia mais ninguém por ali, por isso ela foi apenas andando entre as portas, observando os outros nomes das Selecionadas. Elas tinham nomes bonitos, aquilo era verdade.

Assim que saiu do corredor de portas, observou um quadro enorme da Família Real. Peggy observou-o. O Rei estava imponente, parecendo um grande muro. Estava com a coroa sobre a cabeça, e impecavelmente impecável. Peggy tinha de admitir, ele era muito bonito. Deveria ter sido um horror para as outras garotas quando perceberam que Joanna havia ganhado.

Peggy também reparou que o Rei tinha uma mão no ombro de sua mulher, enquanto a outra estava no cabo de uma espada, presa em seu cinto. Peggy se perguntou se ele andava com essa espada por ai, ou se fora colocada somente para pintar o quadro.

A Rainha, por outro lado, parecia mais relaxada, mais alegre. Estava sentada em uma poltrona vermelha, com seus fios louros presos em um coque, e Peggy conseguiu avistar algumas tranças que ajudavam a segurar o fio. Ela também estava impecável. Com a postura ereta, e um sorriso que queria fazer Peggy sorriu.

O Príncipe Arthur, por outro lado, parecia bem menos preocupado ali. Peggy observou o menino que tinha alguns fios desorganizados por debaixo da coroa que usava. Peggy estranhou vê-lo de coroa. Para ela, Príncipes não usavam coroas. O menino, por mais que tivesse a postura ereta, não parecia imponente quanto seus pais. Ele estava em pé, do outro lado de Joanna, mas não se encostava a ela, nem seu pai, e também não possuía uma espada em seu cinto.

Outra coisa que Peggy pode reparar naquele imenso quadro, foram os olhos. O os olhos do Rei estavam num tom de azul que Peggy realmente se perguntou se eram assim na vida real. Era um tom de azul claro com detalhes em brilho que pareciam fazer eles brilharem. Era encantador. A Rainha, também tinha os mesmos olhos. Um azul penetrante, mas os dela pareciam ser mais tempestuosos do que os do Rei.

E diferentemente dos pais, o Príncipe tinha olhos castanhos. Não que fossem olhos feios, mas... Peggy franziu as sobrancelhas. Se os dois pais tinham olhos azuis, o quão azarado era o menino para nascer com olhos castanhos? A menina deu uma risadinha, e então cruzou os braços, ainda fitando os olhos do menino.

Ela tinha de admitir: ele era lindo. Não era um deus grego, como o Rei era, mas ele era lindo. Não era musculoso — a menina conseguia enxergar isso pela roupa que usava —, mas não era um magricelo. Era... Normal. Na verdade, tudo nele era normal. Tinha os cabelos desorganizados, a cara séria, a aparência como se fosse seu vizinho.

Peggy lhe deu um tapa na testa.

— Estava esperando o que? Ele é um ser humano como você, bobona! — resmungou para si mesma.

Príncipe Arthur poderia ser um Príncipe, mas era um humano antes disso. E, assim como ela, ele poderia ter sentimentos — por mais que Peggy realmente duvidasse disso. Suspirou, e então se virou, indo para algum outro lugar. Ficar encarando o seu talvez futuro noivo não era uma coisa legal de se fazer.

Notas finais
Links deste capítulo: Chrystal: http://static1.purebreak.com.br/articles/3/88/93/@/45687-linda-fofa-talentosa-e-simpatica-620x0-2.jpg Averie: http://33.media.tumblr.com/tumblr_m8jw8ha4Rx1qe5udso2_500.gif Evellyn: https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/originals/be/74/a6/be74a690d90861d5130046d0ed598e29.jpg Ayuu: http://38.media.tumblr.com/bef8d0b8bd6cfa43ccd234ccf8d7f529/tumblr_inline_mia6apiv0q1qz4rgp.gif Peggy: https://media.giphy.com/media/l41lV533jtFt9y0Te/giphy.gif ---------- Gostaram? Leitoras criadoras das personagens, falem comigo! Mas agora, como devem imaginar, estou fazendo outro trailer (anehvhrnjrnf, não resisti) e preciso urgentemente das seguintes cenas: algumas lutas (pode ser entre duas pessoas, de batalhões, com espadas, espingardas, explosivos, mas sem algo sobrenatural, entende?); preciso de casais dançando, ou de só um casal (neste caso sem mostrar o rosto especificamente, entende?); preciso também de pessoas morrendo (não precisa ser bastante, mas tipo, uma pessoa levando uma facada no corpo, mas sem mostrar o rosto da pessoa); preciso de alguém chorando (se você conhecer algum vídeo de qualquer coisa que tenha uma pessoa chorando, mas sem mostrar muito a cara, me avisa; eu sei que é bem improvável, mas não custa tentar); preciso de vídeos que tragam felicidades, sorrisos, uns ajudando aos outros, mãos se agarrando, pessoas discutindo, tacando tudo para o chão, fazendo caafuné, carinho uns nos outros, de gente caminhando pelo parque (mas sem mostrar o rosto também), de fogos e explosivos. "Nossa Meire, sua vagaba, você quer que a gente procure?" NÃO, PESSOAL, NÃO! Assim, se você lembrar de qualquer clipe, série, vídeo, trailer, filme, qualquer coisa (que seja vídeo, claro) que tenha algumas daquelas cenas, fala que eu caço por ai, ok? (Eu tenho anotado: Reign, Merlin, The Tudors, Romeu e Julieta, e Os Três Mosqueteiros (com Logan Lerman), As Crônicas de Nárnia. Mas enfim, enviem se lembrar, ok? Por favorzinho! Só isso por hoje, amoras, o próximo capítulo não demorará, porque eu já estou terminando-o. E, provavelmente eu atualizarei o tumblr amanhã, mas não tenho certeza. Enfim, até mais gurias do meu coração