Notas iniciais
CA estou eu novamente kkk
Espero que gostem

Primeiro quero que me entenda caro leitor: Não sou um "stalker". Não me apaixonei a primeira vista por uma certa garota e comecei a persegui-la. Na verdade eu nem ligava para a existência dela. Claro, sempre achei aquela morena de olhos verdes bem bonita, mas todos achavam o mesmo. Fora isso, e o fato de dividir-mos algumas aulas, não havia nada que nos ligasse. Nunca nem havíamos conversado antes.

Briana era adorada por todos, morena de cabelos medianos e pele lisa era uma das pessoas mais adoradas e ditas " populares" do Sunmset High. Ser vice-capitã das líderes de Torcida e personagem cativa em qualquer comitê de arrumação, além de como eu disse acima sua beleza; provavelmente foram as razões que a deixaram tão conhecida.

Já eu, bom... Meus amigos costumam dizer que faço cosplay de papel, afinal quando não estou na escola estou enfiado no meu quarto, jogando ou invadindo o servidor de algum site. Não sobra muito tempo para luz do sol na minha vida. Continuando: sou alto, bastante magro, tenho cabelo preto liso mais ou menos no ombro e traços coreanos já que a minha mãe veio da Coréia do Sul. Minhas notas excelentes, porém não melhores que as de Brad, meu melhor amigo. Ao menos era assim que eu era no início.

Antes que você, meu amigo, imagine que o maior detalhamento da minha pessoa se dá pelo meu ego já aviso-lhe que está errado. Lembresse, nessa época eu não conhecia Briana. Não a verdadeira.

Bom, chega de enrolar! Já expliquei-te o suficiente por enquanto. Vamos aos acontecimentos:

Era uma manhã bem cinzenta. A chuva escorria pela minha janela enquanto eu levantava e me vestia devagar. Após escovar os dentes desci e nem me preocupei em passar pela cozinha antes de sair. Hoje minha mãe estava de plantão então com certeza meu pai não iria se materializar da prisão federal até a minha cozinha apenas para fazer meu café da manhã.

Peguei o ônibus e sentei no fundo como sempre, aproveitando a "solidão" para ouvir a nova playlist que tinha baixado. O trajeto foi rapido, diferente do ônibus escolar esse não precisava parar casa sim casa não para pegar algum estudante.

Então finalmente cheguei ao Sunmset High, uma ótima escola pública, para quem quer. Ajeitei minha mochila nas costas e comecei minha caminhada por entre os grupos de alunos que estavam no patio.

Está aí um fato interessante. A maior parte das coisas ditas em filmes para meninas adolescentes é uma completa mentira. Mas em uma coisa eu tenho que concordar com esses obras alá Disney: A divisão social. Há o grupo dos "rockeiros-punk-emo-gothicos das trevas" que no caso estavam curiosamente nas sombras; o grupo dos "Sk8stas" que mandavam manobras muito legais pelos bancos; realmente havia um grupo de Asiáticas que fofocavam provavelmente em mandarim ou cândones; os casais que se pegavam espalhados pelo campo; os "Noiados", nem preciso dizer que estavam fumados ou meio bêbados; os Atletas que formavam uma rodinha encostados em seus carros; e é claro as sempre inteligentes -só que não- líderes de torcida que rodeavam e se apoiavam no grupo anterior. Era muito fácil distingui-las, o uniforme vermelho e preto as tornava praticamente um alvo ambulante.

Ao final da minha caminhada subi as escadas e entrei na sala de aula. E aqui estava o melhor grupo dessa escola: Os nerds da 201. Brian e Lele estavam em nossas tradicionais carteiras perto da janela.

- Hey — Disse ao me sentar.

- Eai cara, viu o lançamento de Storm 4 ontem? Os gráficos estão maravilhosos — Brian começou empolgado.

Como eu disse esse é o grupo dos nerds, ou seja, espere muita conversa sobre filmes antigos, animes, matéria escolar, jogos e é claro computação.

- Nem me fala. Fora que a ordem cronológica está perfeita — Falei animado.

- Eu ainda acho que não supera o primeiro, mas até que está bom — Lele, a terceira integrante do nosso trio comentou.

Eu estava prestes a zoa-la, dizendo que só gostava do primeiro porque era mais fácil, quando um barulho forte veio da porta. Com o susto nós três nos viramos e vimos uma Briana ofegante e sorridente.

- Desculpa pelo susto — Ela disse tentando controlar o riso e a respiração — Fiz uma brincadeira com a Nanda e ela provavelmente quer me matar. A propósito, bom dia.

- Bom dia — Nós três respondemos juntos como robôs. Era estranho uma das líderes de Torcida falar conosco. Bem estranho. Geralmente elas nos ignoravam.

Pois é meu caro, como você já devia imaginar, as líderes de Torcida nunca sequer olharam em nossa direção. Exceto pela Ananda, mas depois explicarei esse caso. Já os garotos do time, vez ou outra jogam meus livros no chão ou ficam empurrando o Brian como só fosse um boneco.

Briana então se sentou em sua cadeira e magicamente o sinal tocou, fazendo com que um bando de alunos barulhentos entrassem na sala.

As aulas decorreram como sempre, e o dia foi incrivelmente normal. E assim como em todos os dias resolvi voltar caminhando com meus dois melhores amigos.

- Tchau galera — Despedi-me e comecei a seguir meu caminho mas fui impedido.

- Fala ai esquisito — Um garoto do time de Futebol me parou. Para falar a verdade eu nunca tinha o visto, a única razão de saber que ele jogava no time era a jaqueta. Sim, eu também acho essa história de jaqueta do time muito anos 80, mas enfim né — Queria ter uma conversinha contigo.

- Sobre? — Perguntei desconfiado.

- Dinheiro — Ele disse piscando.

- Ah entendo. Olha cara nada contra, conheço até um bom cara para te indicar... Mas eu não sou chegado nessas coisas não.

- Oque? Ah idiota — Ele disse rindo e sacudindo minha cabeça — Estou falando em te contratar para fazer um serviçinho para mim. Soube que você é otimo com computadores.

- Quem te disse ? — Não é como se eu tivesse muitos amigos para gerem falado isso.

- Isso lá importa? Olha o serviço e simples. Você vai invadir o computador de uma pessoa, gravar pela web can qualquer coisa embaraçosa que ela fizer e depois quando eu pedir vai me entregar os vídeos. Em troca eu te dou dez mil.

- O QUE??? — Pulei para trás ao ouvir a quantia. Dez Mil, 10.000, 1x10⁴, 10x10x10x10. É muita grana! Com isso eu poderia pagar as contas atrasadas e comprar um carro.

Mas aí raciocinei sobre a história toda. Invadir o computador pessoal de alguém e gravar? Isso é imoral. É errado. Invadir um servidor aqui, outro ali, alterar algumas notas no sistema até vai.... Mas isso? Já é algo sério, e eu com certeza não quero cabar junto do meu pai na prisão federal.

- Não. Isso não é certo cara.

- Relaxa, não é para ficar vigiando ninguém pelado. Isso sim é grotesco. Você só vai gravar bobeiras, falsidades que ela disser, essas coisas. Só para eu acabar com a fama de boazinha dela.

- Não sei cara... — Admito que comecei a fraquejar. Poxa, são dez mil.

- Qual foi?! Olha se você fizer isso por mim eu te dou o dinheiro e ainda fico te devendo uma. Quem sabe eu não posso dar um jeito de aliviar a pena do seu pai.

- O que? — Paralisei olhando para ele. Como isso seria possivel? Meu pai pegou 15 anos por ter invadido o site do banco central.

Entendam: Quando eu tinha oito anos a situação financeira da minha família estava péssima, quase não tínhamos dinheiro para a comida. Entretanto meu pai estava prestes a receber uma bolada de um colega que o devia muito, só que se esperasse mais o banco iria tomar nossa casa antes disso. Então ele invadiu o sistema do banco e deixou a dívida como quitada. Mas ele estava tão nervoso com isso que não soube sair direto, ou seja, duas semanas depois a polícia federal bateu em nossa porta.

Após essa história meio deprê eu pergunto: oque esse cara tem haver com isso?

- Meu pai é advogado. E advinha qual caso antigo que ele mais queria ter atuado?

- Mas já foi encerrado a anos. Meu pai confessou.

- Isso. Meu pai ia pedir o relaxamento de pena por conta da antiga confissão, bom modos, alegar que ele já cumpriu um terço da pena... Essas coisas. Ah e ainda sairia de graça.

- Duvido — Falei olhando para os lados e constatando que estavamos sozinhos na esquina — Aposto que isso e tudo baboseira e que você nem tem esse dinheiro.

- Oh pessoa desconfiada — Ele revirou os olhos e tirou uma sacola preta da mochila só para me entregar em seguida — Olha está na minha hora. Pensa direito sobre isso hein? — Ele terminou se distanciando.

Então resolvi olhar dentro da sacola. Dinheiro. Isso mesmo, lembro-me que havia muito dinheiro solto dentro da sacola.

- Meu Deus! — Exclamei olhando para o garoto que já estava a uns dois metros — Hey, eu nem sei seu nome!

- Meu nome é Curth, lembre bem disso. Ah propósito, a pessoa de que eu falei se chama Briana Jord e é da sua sala.

E assim começou minha carreira de Halcker...

Notas finais
Eai???
Tell me THAT i'm not aloooone kkkkk
(Sim meu inglês e uma meeeerda)
Besus