HL: The Other
7 Capítulo 6 - Blood on the Wall
Notas iniciais
Logo após acordar e se arrumar, Beatrice se moveu com a cadeira de rodas até a casa de Megan, tocou a campainha e foi atendida por Lovatelli.
— Beatrice, a Megan não vai poder ir à escola hoje — Lovatelli avisou.
— Posso falar com ela? — Beatrice perguntou e Lovatelli a deixou entrar. Bea foi até o quarto de Megan e encontrou a amiga deitada. — Meg, podemos conversar?
— Aconteceu alguma coisa? — Megan perguntou.
— Eu sei o que está acontecendo.
— Quê? — Megan tentou desconversar.
— Meg, não precisa mentir para mim — Beatrice disse. — A garota que matou a Karol, ela está atrás de você, não está?
— Como sabe? — Megan questionou.
— Então é verdade? — Beatrice perguntou e Megan acenou que sim com a cabeça. — Por que ela quer fazer isso?
— Eu não sei — Megan mentiu.
— Nós precisamos fazer alguma coisa — Beatrice disse.
— Não há nada que possamos fazer — Megan respondeu.
— Mas Meg...
— Eu já estou morta --- Megan respondeu. — Vá, você tem que ir para a escola.
— Mas Meg...
— Vá! — Megan gritou e Beatrice teve que ir.
***
Na escola, Beatrice encontrou Wanessa que estranhou Megan não estar ali.
— Cadê a Meg? — Wanessa perguntou.
— Ela não pôde vir — Beatrice respondeu.
— Tem algo errado — Wanessa comentou. — Primeiro aquilo no parque e agora isso? Ela parece...
— Assustada — Beatrice completou.
— Você sabe alguma coisa — Wanessa desconfiou.
— Eu tentei conversar com a Meg, mas ela não quer falar com ninguém — Beatrice não falou da garota de cabelo vermelho para não preocupar Wanessa ainda mais.
***
Megan se levantou e resolveu ir ao banheiro. Ao chegar lá, ela se trancou no banheiro e olhou rapidamente para o espelho tendo a impressão que a garota sem face estava atrás dela. Ela olhou para trás e não havia ninguém ali. Ela voltou a olhar para o espelho e viu a garota novamente. Dessa vez ela deu um grito assustado antes da imagem da garota desaparecer.
— Meg, está tudo bem? — Lovatelli perguntou ao bater na porta.
— Sim — Megan mentiu. — Foi só uma barata.
***
Ao final das aulas, Beatrice e Wanessa foram para a casa da primeira e ficaram conversando.
— O que estaria assustando a Meg? — Wanessa perguntou.
— Eu não sei — Beatrice mentiu.
— Acho que devíamos insistir mais — Wanessa disse. — Uma hora ela vai acabar contando.
— Ela não vai — Beatrice respondeu.
***
Megan havia acabado de acordar de um cochilo, ela olhou o celular e viu que havia uma mensagem de um número desconhecido.
"E a pergunta do dia é: Onde está a Bea? Pode responder Meg? Bom, talvez eu tenha dado um jeito nela ou talvez ela esteja na escola, talvez os dois"
Desesperada, Megan saiu sem Lovatelli notar e foi até a casa ao lado ver se a Beatrice estava ali.
— Posso ajudar? — A mãe de Bea perguntou ao atender a porta.
— A Bea está? — Megan perguntou.
— Não, ela saiu com a Wanessa já faz um tempo — Megan ficou ainda mais preocupada ao ouvir aquilo. — Está tudo bem?
— Eu tenho que ir, Megan saiu correndo, ela precisava chegar ao colégio antes que a garota do cabelo vermelho fizesse algo a Beatrice. Quando ela chegou no Colégio, estava tudo trancado já que fazia horas que as aulas tinham acabado. Megan rodeou a escola até encontrar uma porta aberta e então entrou. — Bea! — Megan chamou e em um primeiro momento, ninguém respondeu.
— Meg — era a voz de Beatrice, Megan a seguiu até chegar ao banheiro, porém, quando ela chegou no banheiro, não havia ninguém lá. — Meg. — Megan se virou e em um segundo a garota sem face estava ali imitando a voz de Bea e no outro ela havia sumido. Megan desesperada pegou o celular e mandou uma mensagem para Beatrice.
[Meg]: "SOCORRO"
[Bea]: Oq aconteceu?
[Meg]: Eu to no colegio
[Meg]: Ela disse que vc estaria aqui
[Meg]: Mas Vc não esta
[Bea]: É uma armadilha
[Meg]: Ela está aqui
[Bea]: Ela quem?
[Meg]: Ela
[Meg]: ELA VAI ME MATAR
[Bea]: SAI DAÍ
[Bea]: VOU LIGAR PRA POLICIA
De repente, o celular de Megan explodiu na mão dela, o que a assustou ainda mais. Um silêncio tenebroso tomou conta do local, era tão silencioso que Megan conseguia ouvir o próprio coração bater.
Megan olhou para o espelho do banheiro e viu a garota sem face atrás dela. Ela se virou, porém, ao fazer isso, a garota de cabelo vermelho segurou a cabeça de Megan e a bateu no espelho, a pancada foi forte o suficiente para abrir um ferimento na parte de trás sa cabeça de Megan e para rachar o espelho.
Com a pancada, Megan se desequilibrou, bateu a cabeça na pia do banheiro e então caiu no chão sentindo a dor dos ferimentos. Megan olhou em volta e viu que a garota sem rosto tinha sumido. Ela se levantou com dificuldade e conseguiu sair correndo do banheiro.
Ela chegou no corredor e teve que se apoiar a parede para conseguir permanecer em pé. A cabeça dela doía muito. Enquanto Megan tentava encontrar a saída, as luzes da escola começaram a piscar o que chamou a atenção dela.
As janelas começaram a se quebrar sozinhas e Megan virou o rosto para se proteger. Quando os vidros pararam de quebrar, Megan voltou a olhar e a garota sem face partiu para cima dela e a derrubou no chão. Megan tentou se levantar, porém a garota sem rosto era mais forte e não a deixou ir.
— Podia ter sido diferente, Meg — a garota de cabelo vermelho disse. — Era só você ter contado a verdade. Eu deixaria você viver. O problema é que você é fraca demais, covarde. Mas eu não sou.
— Então termine logo isso — Megan pediu. — Me mate! — Megan havia desistido de lutar pela própria vida. Ela fechou os olhos e desejou morrer. — Anda logo! Me mate logo! — A única resposta que Megan ouviu foi o silêncio. — Por favor. — Megan abriu os olhos e viu que a garota sem face tinha simplesmente sumido.
***
A polícia entrou na escola para procurar por Megan, porém eles não encontraram nada. Vasculharam a escola inteira atrás de Megan até que acharam uma parede suja de sangue. Provavelmente alguém ferido tinha passado a mão suja de sangue ali. Não era muito sangue, então concluíram que ela ainda poderia estar viva.
Haviam vários cacos de vidro pelo chão e janelas quebradas. Eles seguiram o rastro de vidro quebrado até o banheiro feminino, onde encontraram um espelho rachado e algumas manchas de sangue.
— Atenção, temos uma pessoa desaparecida. Provavelmente ferida — o policial disse no comunicador.
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